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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Wed, 17 Jun 2026 12:48:41 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Trump disse para “deixar o petróleo fluir”. Então porque continuam centenas de navios presos em Ormuz?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 12:48:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[rump proclamou a abertura irrestrita do Estreito de Ormuz na sua rede social, 'Truth Social', e apelou aos navios para ligarem os motores e deixarem “o petróleo fluir”. Mas os dados de rastreamento marítimo mostram outro cenário]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O anúncio de Donald Trump sobre a reabertura do Estreito de Ormuz ainda não chegou ao mar. O petroleiro espanhol &#8216;Monte Urbasa&#8217;, que partiu do porto saudita de Ras Tanura em 1 de março com destino à Índia, continua parado dois meses e meio depois, tal como centenas de outros navios retidos numa das rotas energéticas mais importantes do mundo, relata o &#8216;El Confidencial&#8217;.</p>
<p>O navio, com 274 metros de comprimento e 21 tripulantes a bordo, tornou-se um dos exemplos mais visíveis da distância entre a diplomacia anunciada e a realidade operacional no Golfo. Apesar do memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irão, o tráfego marítimo mantém-se praticamente bloqueado, à espera de garantias concretas de segurança.</p>
<p>Trump proclamou a abertura irrestrita do Estreito de Ormuz na sua rede social, &#8216;Truth Social&#8217;, e apelou aos navios para ligarem os motores e deixarem “o petróleo fluir”. Mas os dados de rastreamento marítimo mostram outro cenário: esta segunda-feira, apenas um navio de gás natural liquefeito atravessou o estreito, enquanto centenas de petroleiros permaneciam agrupados dos dois lados da passagem.</p>
<p>A empresa proprietária do &#8216;Monte Urbasa&#8217;, a Ibaizabal Tankers, não pretende autorizar qualquer movimentação até confirmar que o acordo se traduz em segurança real para a navegação. “O que todos estamos à espera é que permitam a passagem dos navios iranianos. Se os Estados Unidos permitirem a passagem dos iranianos, então haverá segurança para todos os outros”, afirmou um porta-voz da empresa ao &#8216;El Confidencial&#8217;.</p>
<p>A cautela é partilhada por grande parte do setor. As transportadoras marítimas receberam o anúncio com alívio, mas ainda não com confiança suficiente para atravessar Ormuz. Jotaro Tamura, presidente executivo da Mitsui OSK Lines, a maior operadora mundial de navios-tanque em número de embarcações, disse ao &#8216;Financial Times&#8217; que a empresa só avançará quando vir condições verificáveis na água.</p>
<p>Essa espera pode prolongar-se. Tamura admitiu que, tendo em conta a experiência dos últimos dois meses, é razoável esperar algumas semanas ou até um mês antes de uma normalização mais consistente. A prudência tem várias explicações: o acordo ainda não foi publicado, o bloqueio naval americano aos portos iranianos continua a ser referido como ativo e a ameaça à segurança no estreito permanece elevada.</p>
<p>Apesar disso, Trump insistiu que os navios já começaram a mover-se, muitos carregados com petróleo, através do corredor marítimo junto a Omã, que descreveu como “totalmente seguro”. Essa rota foi usada nas últimas semanas por algumas embarcações, mas em condições excecionais: muitas navegaram “no escuro”, com luzes apagadas e transponders desligados, para evitar revelar publicamente a sua posição, e com apoio ou supervisão da Marinha dos Estados Unidos.</p>
<p>Um dos maiores obstáculos é a ausência de detalhes públicos sobre o memorando. O documento terá sido assinado eletronicamente por Trump, pelo vice-presidente americano, JD Vance, e pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, mas o conteúdo continua desconhecido. Sem esse texto, o setor marítimo não sabe quais são os mecanismos previstos para suspender bloqueios, verificar a segurança da rota ou definir a margem de controlo iraniano sobre o trânsito no estreito.</p>
<p>A ameaça de minas navais agrava a incerteza. Especialistas citados pela &#8216;Reuters&#8217; estimam que a identificação e neutralização desses dispositivos possa demorar entre 40 e 50 dias. Caça-minas, drones subaquáticos e sistemas de sonar podem reduzir parte do risco, mas não eliminá-lo por completo, sobretudo se algumas minas se tiverem deslocado ou estiverem em zonas difíceis de detetar.</p>
<p>O custo dos seguros é outro travão. Antes do conflito, os prémios de seguro de guerra para atravessar Ormuz ficavam abaixo de 0,1% do valor da embarcação. Agora, podem chegar a 4% por travessia. Para um petroleiro avaliado em 200 milhões de dólares, cerca de 172 milhões de euros, isso pode significar pagar até oito milhões de dólares, cerca de 6,9 milhões de euros, por passagem, contra menos de 200 mil dólares, cerca de 172 mil euros, antes da guerra.</p>
<p>Mesmo que a tensão baixe, o mercado segurador não costuma acompanhar a diplomacia ao mesmo ritmo. Os prémios sobem depressa e descem lentamente, o que pode atrasar a normalização do tráfego mesmo sem novos ataques. Para cada armador, a decisão dependerá do valor da carga, dos contratos em vigor e da tolerância ao risco.</p>
<p>Há ainda um problema logístico: o congestionamento acumulado. Dados da Kpler citados pela Bloomberg indicam que cerca de 300 navios carregados estão atualmente no Golfo. Outros 250 estão vazios, à espera de carregar quando o estreito reabrir, e cerca de 300 petroleiros aguardam no Golfo de Omã para entrar. A partida e chegada quase simultânea de centenas de embarcações pode criar novos riscos de acidente.</p>
<p>A Organização Marítima Internacional está a avaliar a viabilidade dos trânsitos e a trabalhar num corredor seguro para navios e tripulações. A entidade alertou também para a situação dos marinheiros retidos na região: cerca de 20 mil tripulantes permanecem a bordo de navios presos no Golfo.</p>
<p>No caso do &#8216;Monte Urbasa&#8217;, a empresa conseguiu realizar uma troca parcial de tripulação com voluntários. Os novos marinheiros viajaram para Dubai e as transferências foram feitas através de embarcações ancoradas ao largo. A Ibaizabal Tankers garante que a tripulação está tranquila e que o navio recebeu mantimentos, contando ainda com geradores elétricos e sistema de tratamento de água.</p>
<p>A espera, porém, pode ser mais longa do que o tom triunfante de Trump sugeria. Em Ormuz, a abertura não depende apenas de uma declaração política. Depende de minas, seguros, escoltas, garantias iranianas, decisões americanas e da confiança das empresas que têm de colocar navios, cargas e tripulações numa rota que ainda não parece segura.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_777514]]></sapo:autor>
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		<title>Infraestruturas de Portugal deve ter mais liberdade para acelerar investimentos, indica ministro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 12:31:51 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Miguel Pinto Luz]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro das Infraestruturas e Habitação defendeu hoje que a Infraestruturas de Portugal (IP) deve ter maior liberdade para executar os investimentos que lhe são atribuídos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro das Infraestruturas e Habitação defendeu hoje que a Infraestruturas de Portugal (IP) deve ter maior liberdade para executar os investimentos que lhe são atribuídos.</p>
<p>Miguel Pinto Luz marcou presença na celebração no 11.º aniversário da empresa, em Almada, e defendeu que a IP deve ter mais autonomia para concretizar os projetos que lhe são atribuídos, considerando que é frequentemente mandatada para executar investimentos, mas sem dispor da liberdade necessária para avançar com rapidez.</p>
<p>&#8220;Temos que, de uma vez por todas, dar liberdade com responsabilidade a esta grande casa para executar depressa e bem&#8221;, afirmou.</p>
<p>Na intervenção, o governante garantiu que a continuidade e o fortalecimento da IP constituem uma prioridade do Governo, rejeitando que a empresa seja utilizada como instrumento de disputa política.</p>
<p>Pinto Luz assegurou que o Governo continuará a defender a empresa no espaço público e político, sublinhando a confiança na capacidade técnica dos trabalhadores para concretizar os investimentos previstos.</p>
<p>Na mesma ocasião, o presidente da IP, Paulo Carmona, afirmou que a empresa entrou num novo ciclo focado em aumentar a execução dos investimentos, anunciando uma ferramenta pública para acompanhar projetos.</p>
<p>Na primeira intervenção enquanto presidente da IP, Paulo Carmona defendeu que a organização deve tornar-se &#8220;mais simples na ambição, decidir melhor, executar melhor e responder melhor&#8221;, assinalando que o país atravessa uma &#8220;década decisiva&#8221; para o desenvolvimento das infraestruturas.</p>
<p>&#8220;Não estamos aqui apenas para continuar uma obra. Estamos aqui para exigir mais resultado, mais execução e melhor forma de lidar com o futuro&#8221;, declarou.</p>
<p>Paulo Carmona defendeu ainda que a transparência é essencial para reforçar a confiança pública, sublinhando que o objetivo é disponibilizar informação sobre o que já foi estudado, o que está em desenvolvimento e os prazos previstos para a conclusão dos projetos.</p>
<p>A IP, que resulta da fusão entre a REFER &#8211; Rede Ferroviária Nacional e a EP &#8211; Estradas de Portugal, é responsável pela gestão de infraestruturas rodoviárias e exerce a prestação de serviço público de gestão da infraestrutura integrante da Rede Ferroviária Nacional (RFN).</p>
<p>A IP, cujo único acionista é o Estado Português, está sujeita à tutela do Ministério das Infraestruturas e Habitação e do Ministério das Finanças.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_777475]]></sapo:autor>
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		<title>Governo está a preparar Código Autárquico para concentrar legislação do poder local</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/governo-esta-a-preparar-codigo-autarquico-para-concentrar-legislacao-do-poder-local/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 12:29:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ministro da Coesão Territorial disse esperar que o documento possa ser apreciado pelo parlamento "antes do final da legislatura".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro da Coesão Territorial, responsável pelas autarquias, afirmou hoje que o Governo está a preparar um Código Autárquico para &#8220;concentrar&#8221;, &#8220;atualizar&#8221; e &#8220;harmonizar&#8221; a legislação relativa ao poder local.</p>
<p>Em resposta a uma pergunta do deputado Bruno Nunes, do Chega, que tem insistido na necessidade de um código específico para a legislação das autarquias, o ministro da tutela, Manuel Castro Almeida, anunciou que o Governo está &#8220;a trabalhar na preparação de um código autárquico&#8221;, porque &#8220;hoje há uma diversificação, uma pulverização legislativa que dificulta a vida dos autarcas [e] dos trabalhadores das autarquias locais&#8221;.</p>
<p>&#8220;Estamos a trabalhar na preparação de um código autárquico para, justamente, concentrar a legislação autárquica, aproveitar para atualizar e para harmonizar, porque muitas vezes ela fica de interpretação difícil por divergências que se foram acumulando ao longo dos anos&#8221;, afirmou.</p>
<p>O ministro disse esperar que o documento possa ser apreciado pelo parlamento &#8220;antes do final da legislatura&#8221;.</p>
<p>Segundo Castro Almeida, a missão está a cargo do secretário de Estado da Administração Local e do Ordenamento do Território, Silvério Regalado.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_777502]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Mau tempo: &#8220;Esmagadora maioria&#8221; dos municípios concluirá apoios por danos em casas este mês, revela ministro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 12:26:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O prazo de 30 de junho para conclusão dos pedidos de indemnização pelos estragos em habitações devido às tempestades será largamente cumprido, embora não pela totalidade dos municípios, afirmou hoje o ministro da Coesão Territorial, Castro Almeida.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O prazo de 30 de junho para conclusão dos pedidos de indemnização pelos estragos em habitações devido às tempestades será largamente cumprido, embora não pela totalidade dos municípios, afirmou hoje o ministro da Coesão Territorial, Castro Almeida.</P><br />
<P>Numa audição na comissão parlamentar que acompanha o Poder Local, em Lisboa, Manuel Castro Almeida afirmou que &#8220;haverá alguns &#8211; poucos &#8211; municípios que não vão conseguir executar até 30 de junho a totalidade dos pedidos&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Creio que serão poucos municípios. A esmagadora maioria vai conseguir executar a totalidade, ou muito acima de 90% dos valores dos pedidos que estão em causa&#8221;, afirmou, salientando que está a ser &#8220;um trabalho adicional relevante para os municípios&#8221;, com muito impacto na vida das pessoas, que apresentaram mais de 35 mil pedidos de indemnização.</P><br />
<P>Segundo o ministro, após 30 de junho, e com &#8220;a esmagadora maioria dos municípios já com os problemas resolvidos&#8221;, haverá uma tentativa de reforçar os meios de apoio concentrados nas autarquias que ainda não conseguiram analisar todos os processos.</P><br />
<P>Castro Almeida sublinhou que mais de metade dos municípios do país foram objeto de pedidos de indemnização e &#8220;a esmagadora maioria vai conseguir executar a totalidade, ou muito acima de 90%, dos valores dos pedidos&#8221; até ao final deste mês.</P><br />
<P></P><br />
<P>RCS/IM // ROC</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_777479]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Ministério Público vai recorrer da pena suspensa do polícia que matou Odair Moniz</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ministerio-publico-vai-recorrer-da-pena-suspensa-do-policia-que-matou-odair-moniz/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 12:25:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[justiça]]></category>
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					<description><![CDATA[O Ministério Público vai recorrer da condenação de três anos e seis meses de pena suspensa do polícia que matou Odair Moniz na Cova da Moura, Amadora, disse hoje a Procuradoria-geral da República (PGR).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Ministério Público vai recorrer da condenação de três anos e seis meses de pena suspensa do polícia que matou Odair Moniz na Cova da Moura, Amadora, disse hoje a Procuradoria-geral da República (PGR). </P><br />
<P>Em resposta enviada à Lusa, a PGR adiantou que &#8220;o Ministério Público vai interpor recurso&#8221; da decisão lida na segunda-feira, no Tribunal de Sintra, que aplicou uma pena suspensa de três anos e seis meses pelo crime de homicídio que aconteceu em outubro de 2024. </P><br />
<P>De acordo com o acórdão a que a Lusa teve acesso, o coletivo liderado pela juíza Ana Sequeira entendeu que o agente Bruno Pinto não agiu por preconceito, afastando a hipótese de crime de ódio e que o polícia quis apenas &#8220;concretizar uma detenção legítima&#8221; e que, no momento em que Odair Moniz foi alvejado por dois tiros disparados pelo agente, este apenas quis garantir a &#8220;proteção de uma agressão atual e ilícita&#8221; por parte da vítima.</P><br />
<P>&#8220;Não estamos, é importante realçar e deixar claro, perante um crime de ódio&#8221;, acrescentou o coletivo de juízes. </P><br />
<P>Se por um lado, o agente Bruno Pinto matou Odair Moniz, disse ainda o tribunal, por outro lado &#8220;o circunstancialismo da sua ação atenua o seu desvalor, a sua ilicitude, já que o arguido agiu para se defender numa situação de grande tensão e dificuldade, mesmo para um polícia&#8221;.</P><br />
<P>Em relação à existência de uma faca, além de a juíza presidente Ana Sequeira ter dito durante a leitura da decisão que não ficou provado que Odair tinha consigo tal objeto, o acórdão foi claro: &#8220;No momento imediatamente anterior aos disparos que o atingiu, Odair não levou a sua mão à cintura, nem empunhou contra o arguido qualquer lâmina ou faca&#8221;.</P><br />
<P>Apesar de não ter sido condenado a prisão efetiva, o agente Bruno Pinto foi condenado a pagar um total de 90 mil euros em indemnizações: 30 mil euros aos três herdeiros de Odair Moniz pela perda do direito à vida, 20 mil euros à viúva de Odair Moniz e 40 mil euros aos dois filhos de Odair Moniz por danos não patrimoniais. </P><br />
<P>O polícia terá ainda de pagar uma pensão de 220 euros a um dos filhos de Odair Moniz até este completar 18 anos.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_777462]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Leitão Amaro defende necessidade de restruturação mais ampla na RTP</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/leitao-amaro-defende-necessidade-de-restruturacao-mais-ampla-na-rtp/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 12:24:52 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[RTP]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro da Presidência defendeu hoje a necessidade de uma restruturação mais ampla na RTP, nomeadamente discutindo a amplitude das obrigações de serviço público e contemplando uma "grande aposta no digital".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O ministro da Presidência defendeu hoje a necessidade de uma restruturação mais ampla na RTP, nomeadamente discutindo a amplitude das obrigações de serviço público e contemplando uma &#8220;grande aposta no digital&#8221;. </P><br />
<P>António Leitão Amaro disse, numa audição no parlamento, que foi feita uma injeção de 20 milhões de euros na RTP, de acordo com o plano apresentado, enquanto está um processo de restruturação em curso, tendo também em vista o &#8220;reforço da sustentabilidade com o plano de saídas voluntárias&#8221;. </P><br />
<P>Questionado sobre se é necessário mais na restruturação da RTP e se está disponível para tal, considerou que sim, salientando que essa é também a opinião dos órgãos societários e &#8220;muitos outros&#8221;, tendo em conta a estrutura de custos e receitas e a necessidade de ajustar.</P><br />
<P>O Governo &#8220;iniciou um diálogo com órgãos de administração&#8221; e convida também a um diálogo alargado na ótica da sua reestruturação, apontando que tem havido um esforço do Conselho de Administração (CA) para a sustentabilidade, sendo que o &#8220;plano de atividades atualizado já incorpora ajustamentos a vários itens e um apertar do cinto em várias dimensões&#8221;. </P><br />
<P>O Conselho Geral Independente (CGI) da RTP perguntou se o Governo está disponível para aumentar o CAV [Contribuição para o Audiovisual], mas o Governo disse que &#8220;a resposta é restruturação e não aumento&#8221; do contributo dos contribuintes.</P><br />
<P>&#8220;O que é possível fazer é mexer noutras coisas&#8221;, disse, apontando que &#8220;o que é importante preservar na RTP ou no serviço público é a função de informação&#8221;, que é &#8220;respeitada e valorizada pelos portugueses, e importante&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;Há um consenso sobre a RTP fazer mais de umas coisas, a ideia da presença de proximidade, junto da diáspora e na dimensão internacional, há uma preocupação com isso ser preservado&#8221;, sinalizou. </P><br />
<P>Por outro lado, o que é possível repensar, indicou, é a oferta, olhando para tudo o que faz hoje e &#8220;discutir a amplitude das obrigações de serviço público&#8221;, nomeadamente com uma &#8220;grande aposta no digital&#8221;. </P><br />
<P>Para Leitão Amaro, &#8220;há caminho para fazer e o CA tem mandato até final do ano, mas esta discussão deve ser tida a nível mais elevado&#8221;, nomeadamente da responsabilidade política nacional e uma das sedes para tal é o parlamento. </P><br />
<P>O ministro apontou que o plano atividades e orçamento que foi agora aprovado &#8220;não é o suficiente para as decisões de longo prazo&#8221;, mas a médio prazo, num horizonte até 2028, foi o suficiente para permitir a aprovação.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_777488]]></sapo:autor>
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		<title>Meio milhão de quilómetros sem ligar à tomada: o caso que mostra como não usar um híbrido plug-in</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 12:19:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[hibrido plug-in]]></category>
		<category><![CDATA[Mitsubishi Outlander PHEV]]></category>
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					<description><![CDATA[Mitsubishi Outlander PHEV é um dos modelos mais conhecidos desta categoria e construiu reputação de robustez mecânica]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um proprietário de um Mitsubishi Outlander PHEV percorreu mais de 500 mil quilómetros com recargas mínimas ou inexistentes, num caso invulgar divulgado pela &#8216;L’Automobile Magazine&#8217; a partir de um teste da revista holandesa &#8216;Autoweek&#8217;. A história é extrema, mas ajuda a explicar uma das maiores contradições dos híbridos plug-in: a tecnologia pode reduzir consumos e emissões, mas depende quase sempre de um detalhe simples — o condutor tem de carregar o carro.</p>
<p>O Mitsubishi Outlander PHEV é um dos modelos mais conhecidos desta categoria e construiu reputação de robustez mecânica. Mas o caso analisado pela &#8216;Autoweek&#8217; chama a atenção não pela resistência do SUV, mas pelo uso que lhe foi dado. O proprietário admitiu que praticamente nunca carregava o veículo e chegou mesmo a explicar que, no início, nem sabia que tinha comprado um híbrido com bateria recarregável.</p>
<p>“Fui atraído principalmente pela aparência e pelo conforto. Não entendo muito de carros, pois não sou um entusiasta”, disse o condutor, citado pela publicação. O problema é que um híbrido plug-in foi concebido precisamente para ser carregado com frequência, de preferência em casa, de modo a maximizar a utilização elétrica e reduzir o consumo de combustível.</p>
<p>O resultado desta utilização ficou visível no estado da bateria. O teste de saúde indicou apenas 64%, um valor que coloca a bateria numa fase avançada de desgaste, agravada pela quilometragem elevada e pelo carregamento insuficiente. A &#8216;L’Automobile Magazine&#8217; sublinha que o SUV poderá mesmo deixar de funcionar se a bateria descarregar totalmente.</p>
<p>O proprietário admitiu que chegou a tentar carregar em postos públicos, mas desistiu devido aos custos. Ainda assim, os fabricantes têm insistido que a utilização correta de um híbrido plug-in passa pelo carregamento regular, sobretudo em casa, onde o processo tende a ser mais previsível e económico.</p>
<p>O caso ilustra uma discussão mais ampla que tem acompanhado os PHEV na Europa. Estes modelos prometem consumos baixos nos testes de homologação, mas os valores reais podem ser muito superiores quando os condutores não os carregam. Ao contrário de um escândalo como o ‘dieselgate’, em que a responsabilidade recaía sobre os fabricantes, neste caso a discrepância resulta muitas vezes da diferença entre a utilização prevista e a utilização real.</p>
<p>A União Europeia passou a acompanhar mais de perto estes consumos com a obrigatoriedade do OBFCM, o sistema de monitorização do consumo de combustível a bordo, nos veículos novos a partir de 1 de janeiro de 2023. O Outlander em causa, por ser anterior a essa obrigação, não entra nessas estatísticas, mas mostra bem o tipo de comportamento que pode distorcer a imagem dos híbridos plug-in.</p>
<p>Os críticos destes modelos argumentam que, na prática, muitos PHEV emitem mais CO2 do que o anunciado e podem ser piores do que alguns veículos exclusivamente a combustão quando circulam quase sempre sem carga elétrica. O problema é particularmente evidente em frotas empresariais, onde a escolha destes modelos foi muitas vezes motivada por vantagens fiscais, sem garantir que fossem carregados no dia a dia.</p>
<p>Ainda assim, a conclusão não é que todos os híbridos plug-in sejam inúteis. Usados corretamente, com carregamentos frequentes e deslocações curtas feitas em modo elétrico, podem reduzir de forma significativa o consumo de combustível. O ponto fraco, como sugere o caso deste Outlander, nem sempre está na tecnologia: muitas vezes está entre o volante e o banco do condutor.</p>
<p>A discussão ganha nova atualidade com a chegada de veículos elétricos com extensor de autonomia, uma solução que vários fabricantes, sobretudo chineses, têm promovido como alternativa aos PHEV tradicionais. Mas, na prática, a lógica de utilização continua próxima: há um motor a combustão, há uma bateria e há uma tomada. Se o condutor não carregar o carro, o benefício elétrico volta a desaparecer.</p>
<p>O episódio dos 500 mil quilómetros sem carregar mostra, por isso, a diferença entre comprar tecnologia e usá-la corretamente. Um híbrido plug-in pode ser uma ponte útil para a mobilidade elétrica, mas só cumpre essa promessa se o cabo de carregamento não ficar esquecido na bagageira.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_777476]]></sapo:autor>
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		<title>“Eu sou o chefe”: Trump faz entrada triunfal no G7 e momento fica registado em vídeo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 12:05:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[G7]]></category>
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					<description><![CDATA[Vídeo foi divulgado pela Casa Branca e rapidamente ganhou destaque durante o último dia da cimeira]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Donald Trump entrou de forma teatral na reunião do G7, em Évian-les-Bains, França, e voltou a marcar o momento com uma frase feita para circular em vídeo. Ao chegar à sala onde estavam outros líderes mundiais, o presidente americano declarou “I am the boss” — “eu sou o chefe” —, numa intervenção em tom aparentemente jocoso, antes do início da sessão de trabalho. O vídeo foi divulgado pela Casa Branca e rapidamente ganhou destaque durante o último dia da cimeira.</p>
<p>O episódio ocorreu num encontro dominado por temas de elevada tensão internacional, incluindo a guerra na Ucrânia, a pressão sobre a Rússia e o acordo entre Estados Unidos e Irão. Apesar do tom descontraído da entrada, a frase reforçou a imagem de protagonismo que Trump procurou projetar no G7, numa altura em que os líderes discutiam novas medidas de apoio a Kyiv e formas de aumentar a pressão sobre Moscovo.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">“I’m the boss.” 🤣</p>
<p>— <a href="https://x.com/POTUS?ref_src=twsrc%5Etfw">@POTUS</a> arrives for a working session at the G7 summit in France <a href="https://t.co/BvAamZo0sD">pic.twitter.com/BvAamZo0sD</a></p>
<p>&mdash; Rapid Response 47 (@RapidResponse47) <a href="https://x.com/RapidResponse47/status/2067180156905549853?ref_src=twsrc%5Etfw">June 17, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_777470]]></sapo:autor>
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		<title>Adeptos ingleses desafiam polícia em Dallas depois de beberem mais de 5.000 cervejas antes da estreia no Mundial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 11:57:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Dallas]]></category>
		<category><![CDATA[inglaterra]]></category>
		<category><![CDATA[Mundial'2026]]></category>
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					<description><![CDATA[Seleção orientada por Thomas Tuchel estreia-se esta quarta-feira no AT&#038;T Stadium, casa dos Dallas Cowboys, frente]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Centenas de adeptos ingleses concentraram-se no Londoner Pub, em Dallas, na véspera da estreia da seleção inglesa no Mundial frente à Croácia, tendo consumido mais de 5.000 cervejas antes de serem convidados pela polícia a abandonar o local, avança o &#8216;The Independent&#8217;. A noite, marcada por cânticos, bandeiras de São Jorge e fatos alusivos a Inglaterra, acabou por obrigar as autoridades a intervir depois de o espaço atingir a lotação máxima.</p>
<p>A seleção orientada por Thomas Tuchel estreia-se esta quarta-feira no AT&#038;T Stadium, casa dos Dallas Cowboys, frente à Croácia, num jogo que volta a alimentar a esperança inglesa de conquistar um grande torneio internacional pela primeira vez desde 1966. Harry Kane, capitão da equipa, já afirmou que esta é “uma das melhores oportunidades” que o grupo terá para vencer uma competição deste nível.</p>
<p>Antes do jogo, muitos adeptos juntaram-se no Londoner Pub, onde permaneceram até terça-feira à noite. Apesar de o espaço anunciar um horário de encerramento mais tardio, funcionários do bar e dois agentes da polícia pediram aos adeptos que abandonassem o local pouco antes das 22h00.</p>
<p>Segundo as autoridades, o encerramento antecipado ficou a dever-se ao facto de o espaço ter atingido a capacidade máxima, contando apenas com dois seguranças no local. O bar acabou por ser esvaziado, mas muitos adeptos permaneceram durante cerca de duas horas na varanda exterior do edifício, enquanto cantavam e exibiam bandeiras inglesas.</p>
<p>Antes de fechar portas, o Londoner Pub vendeu 2.352 garrafas de cerveja e mais de 5.000 cervejas no total, gerando uma receita superior a 30 mil libras, cerca de 35 mil euros. Já no exterior, dezenas de viaturas da polícia de Dallas alinharam-se junto ao edifício, enquanto os agentes observavam os adeptos que continuavam na varanda.</p>
<p>A situação não terá degenerado em confrontos. Depois de cerca de 20 minutos junto ao local, as viaturas policiais afastaram-se para uma zona próxima. Os adeptos continuaram durante cerca de uma hora a chutar bolas de futebol entre a estrada e a varanda, com algumas a acabarem sobre capôs de veículos estacionados. Um pequeno grupo foi ainda visto a deixar cair plantas da varanda.</p>
<p>No final da noite, vários adeptos ingleses ficaram para ajudar os funcionários do bar a limpar a confusão deixada ao longo do evento. A concentração tinha começado durante a tarde, com muitos adeptos vestidos a rigor, cobertos com bandeiras de São Jorge e a cantar temas associados à seleção inglesa.</p>
<p>O encontro foi organizado por John Gallivan, adepto do Bristol Rovers, que explicou que a dimensão dos Estados Unidos tornou mais difícil reunir adeptos do que em torneios anteriores disputados na Europa. A ideia, disse, foi encontrar um local, negociar uma promoção na cerveja e divulgar o encontro nas redes sociais.</p>
<p>O organizador admitiu que a adesão superou as expectativas. “Estamos aqui desde as 16h00 e tem sido ótimo. Tenho pena dos funcionários do bar”, afirmou. Gallivan criticou também os custos associados ao Mundial, dizendo que muitos adeptos habituais da seleção inglesa ficaram impedidos de viajar por causa dos preços.</p>
<p>“A forma como a FIFA geriu isto foi vergonhosa. Fomos maltratados. Podíamos ter trazido muitos mais adeptos, mas infelizmente muitos ficaram fora por causa dos preços”, afirmou, citado pelo &#8216;The Independent&#8217;. O adepto disse ainda que já está a tentar organizar nova concentração em Boston, cidade onde Inglaterra disputará o próximo jogo da fase de grupos.</p>
<p>Apesar do episódio em Dallas, Gallivan garantiu que os adeptos ingleses têm sido bem recebidos no Texas. Segundo o organizador, a ideia de que os ingleses são mal vistos não corresponde ao que tem sentido desde que chegou aos Estados Unidos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_777460]]></sapo:autor>
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		<title>&#8220;O meu pai caiu por uma ravina&#8221;: Revelada chamada em que filho de fundador da Mango pede ajuda após queda fatal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 11:51:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A chamada efetuada por Jonathan Andic para o número de emergência 112 momentos após a queda mortal do pai, Isak Andic, fundador da Mango, foi divulgada esta semana, e traz novos detalhes sobre um dos casos mais mediáticos dos últimos meses em Espanha.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A chamada efetuada por Jonathan Andic para o número de emergência 112 momentos após a queda mortal do pai, Isak Andic, fundador da Mango, foi divulgada esta semana, e traz novos detalhes sobre um dos casos mais mediáticos dos últimos meses em Espanha. O incidente ocorreu a 14 de dezembro, na localidade de Collbató, na província de Barcelona, e continua a estar no centro de uma investigação judicial.</p>
<p>Num áudio divulgado pela rádio pública catalã Catalunya Ràdio, cuja autenticidade foi confirmada por fontes ligadas à defesa, ouve-se Jonathan Andic a pedir ajuda às autoridades poucos minutos depois do sucedido. Segundo a investigação, a chamada foi efetuada apenas cinco minutos após a queda fatal do empresário.</p>
<p>“Meu pai caiu”, diz Jonathan Andic à operadora do 112. Durante a conversa, explica que acredita que o pai “caiu por uma ravina” e fornece a localização do acidente, identificando a zona do caminho que conduz às grutas de Salnitre, na montanha de Montserrat, nos arredores de Barcelona.</p>
<p>A operadora procura recolher mais informações sobre a situação e questiona a idade da vítima. Jonathan Andic responde que o pai tinha 71 anos e, visivelmente abalado, volta a pedir auxílio. Entre soluços, insiste na urgência da intervenção das equipas de socorro, levando a operadora a transferir imediatamente a chamada para os Bombeiros da Generalitat da Catalunha.</p>
<p><strong>Divulgação surge em plena controvérsia sobre mensagens enviadas ao pai</strong><br />
A divulgação deste áudio acontece poucas horas depois de terem vindo a público mensagens trocadas entre Jonathan Andic e o pai meses antes da morte de Isak Andic, comunicações que estão agora a ser analisadas pela acusação no âmbito do processo.</p>
<p>De acordo com informações reveladas recentemente, uma das mensagens enviadas por Jonathan Andic em julho de 2025 referia-se às dificuldades existentes na relação entre ambos e ao processo de terapia familiar que estavam a realizar. Numa dessas comunicações, o filho do fundador da Mango escreveu: “Não me admira que pensasses que eu era capaz até de te matar”.</p>
<p>Noutra mensagem recuperada pelas autoridades, Jonathan Andic afirmava: “Compreendo que era impossível sanar a nossa relação, não me surpreende que a corda se tivesse rompido”.</p>
<p>Segundo a acusação, estas mensagens integram o conjunto de elementos que sustentam a tese de que existia uma relação problemática entre pai e filho, circunstância que a Procuradoria considera relevante para compreender o contexto do caso.</p>
<p><strong>Defesa fala em linguagem terapêutica e acusa interpretações fora de contexto</strong><br />
Face à repercussão gerada pelas mensagens, a defesa de Jonathan Andic reagiu através de um comunicado enviado à agência Efe, rejeitando as interpretações que têm sido feitas sobre o conteúdo dessas conversas.</p>
<p>Os advogados sustentam que as expressões utilizadas foram retiradas do contexto em que surgiram e que devem ser analisadas à luz do trabalho terapêutico que pai e filho desenvolviam na altura.</p>
<p>Segundo a defesa, as referências à morte do progenitor não tinham um significado literal, mas sim simbólico e metafórico, enquadrado nas sessões de terapia psicanalítica que ambos frequentavam.</p>
<p>A equipa jurídica considera que as conclusões retiradas a partir dessas mensagens distorcem o seu verdadeiro significado e argumenta que se tratam de expressões comuns em determinados processos terapêuticos. No comunicado, os advogados acusam mesmo algumas interpretações de “deturparem a verdade”, defendendo que as referências devem ser entendidas como parte de um “paradigma da terapia psicanalítica”.</p>
<p><strong>Investigação continua a gerar novas revelações</strong><br />
A divulgação da chamada para o 112 constitui mais um desenvolvimento num processo que continua a atrair forte atenção mediática em Espanha. O áudio agora conhecido mostra Jonathan Andic a contactar os serviços de emergência imediatamente após o acidente e surge numa altura em que a investigação continua a analisar diversos elementos relacionados com a morte de Isak Andic.</p>
<p>O fundador da Mango era uma das figuras mais conhecidas do setor empresarial espanhol e a sua morte provocou grande impacto no país. Nos últimos meses, a investigação tem sido marcada pela divulgação de novos elementos, incluindo mensagens pessoais, documentos e agora o registo da chamada de emergência efetuada pelo filho poucos minutos depois da queda que acabou por revelar-se fatal.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_777446]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>A descarbonização como estratégia de resiliência: o papel invisível da contratação pública</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 11:51:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[contratação pública]]></category>
		<category><![CDATA[descarbonização]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Vera Cristal, Business Developer CO₂PL Portugal]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Vera Cristal, Business Developer CO₂PL Portugal</strong></em></p>
<p>A contratação pública representa uma das principais ferramentas de intervenção do Estado na economia. Em Portugal, os contratos públicos ultrapassaram os 18 mil milhões de euros em 2024. Num contexto de instabilidade geopolítica, alterações climáticas e pressão regulatória crescente, a forma como o Estado compra tornou-se uma questão de resiliência dos serviços essenciais.</p>
<p>Descarbonização e resiliência são hoje indissociáveis. As organizações que melhor souberem integrar estas dimensões nos seus procedimentos de contratação pública serão também as mais eficientes e preparadas para o futuro. No entanto, as entidades adjudicantes continuam, muitas vezes, sem instrumentos operacionais eficazes para integrar critérios ambientais na tomada de decisão. Critérios genéricos, cláusulas pouco verificáveis ou abordagens fragmentadas não permitem avaliar, de forma consistente, o risco associado aos fornecedores.</p>
<p>É neste ponto que a CO₂ Performance Ladder (CO₂PL) ganha relevância estratégica. Ao estruturar e normalizar a forma como o desempenho ambiental é avaliado, reduz a subjetividade na interpretação de critérios ambientais e permite decisões mais consistentes e baseadas em evidência. A descarbonização ultrapassa hoje o enquadramento ambiental e torna-se um fator crítico de estabilidade, previsibilidade e controlo de risco.</p>
<p>A Diretiva (UE) 2022/2557, transposta em Portugal pelo Decreto-Lei n.º 22/2025 (CER – <em>Critical Entities Resilience</em>), veio tornar explícito que a continuidade dos serviços essenciais depende da robustez das cadeias de abastecimento, obrigando as entidades a avaliar o risco dos seus fornecedores de forma estruturada e contínua. A legislação define a obrigação, mas não resolve o essencial: como operacionalizar essa avaliação no terreno. Empresas com maior capacidade de reduzir emissões de forma consistente, auditada e integrada durante a execução do contrato são também as que apresentam maior maturidade operacional, maior previsibilidade e, portanto, menor risco.</p>
<p>Estudos recentes mostram que a aplicação da CO₂PL em contratos públicos está associada à redução de emissões, à inovação tecnológica das empresas e a melhores desempenhos ambientais nos territórios onde os contratos são executados. Mais relevante ainda, abordagens genéricas de contratação pública ecológica ou certificações ambientais isoladas não geram o mesmo impacto. Não é a intenção que gera impacto, é a estrutura dos incentivos e a capacidade de execução.</p>
<p>Este é, acima de tudo, um desafio de liderança. Presidentes de câmara, dirigentes da administração pública e responsáveis pela contratação têm um papel determinante na transformação da contratação pública numa verdadeira alavanca estratégica de resiliência. Instrumentos como a CO₂PL, com utilização simples, sem necessidade de especialização prévia em sustentabilidade e com monitorização por auditoria independente, oferecem às entidades públicas uma forma eficaz de reduzir risco, orientar o mercado e gerar impacto mensurável. A descarbonização não é apenas um objetivo ambiental: é uma condição essencial para garantir a continuidade e a robustez dos serviços que suportam a nossa economia e a nossa sociedade.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Vera Cristal, Business Developer CO₂PL Portugal]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Governo quer juntas a entregar dinheiro em freguesias onde não forem instalados multibancos</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/governo-quer-juntas-a-entregar-dinheiro-em-freguesias-onde-nao-forem-instalados-multibancos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 11:44:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro da Economia disse hoje, no parlamento, que nas freguesias onde não forem montadas caixas Multibanco o objetivo é serem as Juntas de Freguesia a ter dinheiro para entregar às pessoas que precisem de fazer levantamentos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O ministro da Economia disse hoje, no parlamento, que nas freguesias onde não forem montadas caixas Multibanco o objetivo é serem as Juntas de Freguesia a ter dinheiro para entregar às pessoas que precisem de fazer levantamentos.</P><br />
<P>Em audição na Comissão parlamentar da Reforma do Estado e Poder Local, Castro Almeida falou do projeto que o Governo tem vindo a trabalhar com a Associação Portuguesa de Bancos (APB), o Banco de Portugal e a empresa SIBS (gestora da rede Multibanco) para instalação de caixas Multibanco em freguesias onde não há e que se estimam em mais de 1.000.</P><br />
<P>O governante explicou que, nas maiores freguesias sem caixas automáticas, o objetivo é &#8220;poder instalar as normais máquinas Multibanco&#8221;.</P><br />
<P>Já nas mais pequenas, o objetivo é &#8220;instalar não as máquinas Multibanco mas aquelas pequenas plataformas que permite fazer o que uma máquina Multibanco permite, a não ser dar dinheiro&#8221;.</P><br />
<P>Ou seja, nestas freguesias, o objetivo é instalar máquinas que permitam aos cidadãos fazer operações como pagamentos, mas sem a opção de levantar dinheiro.</P><br />
<P>Aí, disse, o projeto é que sejam as Juntas de Freguesias a entregar dinheiro às pessoas que pretendem levantar dinheiro &#8216;vivo&#8217;.</P><br />
<P>&#8220;Aí temos de montar um sistema com as freguesias para as pessoas poderem fazer movimentos com, digamos assim, a participação monetária das freguesias. Terão de ser as juntas a ter dinheiro líquido para poder entregar às pessoas&#8221;, disse Castro Almeida.</P><br />
<P>A falta de caixas Multibanco tem sido uma preocupação regularmente levantada pela Associação Nacional de Freguesias &#8212; Anafre que, inclusivamente, foi debatida no congresso de final de janeiro. Aí, foi aprovada uma moção que pedia atenção para este assunto.</P><br />
<P>Sobre serem as Juntas de Freguesia a entregar dinheiro, no passado, a Anafre já tinha levantado dúvidas sobre a capacidade de as Juntas de Freguesia adiantarem dinheiro.</P><br />
<P>Quando tomou posse como governador do Banco de Portugal, em outubro de 2025, Álvaro Santos Pereira disse que o sistema bancário tem de manter suficientes caixas automáticas em todo o país para garantir que a população consegue aceder facilmente a dinheiro físico.</P><br />
<P>Em setembro de 2025, a Denária, associação que defende a utilização do numerário como um meio de pagamento, criticou os &#8220;desertos de numerário&#8221; em Portugal, devido à falta de caixas multibanco, considerando que afeta sobretudo os grupos mais isolados e vulneráveis.</P><br />
<P>A associação citava dados do Banco de Portugal de 2022, segundo os quais 1.276 freguesias (41%) não tinham qualquer ponto de acesso a dinheiro físico. Há freguesias onde os habitantes têm de fazer dezenas de quilómetros para aceder a uma caixa automática.</P><br />
<P>Para a associação, é imperativo reforçar a cobertura da rede e garantir que todos os portugueses têm o direito de utilização do numerário. </P><br />
<P>No final de 2025, existiam 13.700 caixas automáticas em Portugal, segundo dados do Banco de Portugal.</P><br />
<P>   </P><br />
<P>IM/RCS // CSJ</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_777450]]></sapo:autor>
	</item>
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		<title>“A escassez de talento nas áreas digitais pode resultar de um desfasamento entre o que é ensinado e o que as empresas precisam”: Helena Chéu, Piaget</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/a-escassez-de-talento-nas-areas-digitais-pode-resultar-de-um-desfasamento-entre-o-que-e-ensinado-e-o-que-as-empresas-precisam-helena-cheu-piaget/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 11:42:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Universidades]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[digital]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[formação]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Piaget]]></category>
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					<description><![CDATA[Em entrevista à Executive Digest, Helena Chéu, diretora da nova Escola Superior de Tecnologia e Gestão, explica as razões por detrás deste projeto, as áreas prioritárias de formação e a retenção de talento no interior do país.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Num momento em que a transformação digital acelera a redefinição das competências exigidas pelo mercado de trabalho e a escassez de talento qualificado nas áreas tecnológicas se agrava, o ensino superior é chamado a reinventar-se.</p>
<p>Em Viseu, o Instituto Piaget avançou com a criação da nova Escola Superior de Tecnologia e Gestão, uma aposta estratégica que pretende responder às necessidades emergentes das empresas e reforçar a ligação entre academia, inovação e tecido económico.</p>
<p>Em entrevista à Executive Digest, Helena Chéu, diretora da nova escola, explica as razões por detrás deste projeto, as áreas prioritárias de formação e a ambição de posicionar a instituição como um polo de desenvolvimento tecnológico e de retenção de talento no interior do país.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O que motivou a criação da nova Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Piaget em Viseu neste momento em particular?</strong></p>
<p>A criação da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Piaget em Viseu resulta de uma visão estratégica orientada para responder a lacunas concretas de oferta formativa e das necessidades emergentes do tecido económico e empresarial.</p>
<p>Nos últimos anos, identificámos uma insuficiência de oferta formativa graduada e pós-graduada especializada em áreas distintas, nomeadamente nas ciências aeronáuticas e informáticas. Estas áreas, assumem hoje, um papel determinante na transformação digital, na inovação industrial e na competitividade dos territórios.</p>
<p>Viseu e o território envolvente apresentam um potencial crescente de desenvolvimento nestes domínios, mas careciam de uma resposta de ensino superior diferenciadora que pudesse reter talento, atrair novos estudantes e contribuísse para a qualificação avançada dos recursos humanos. Foi precisamente esta necessidade que motivou a criação desta Escola.</p>
<p>Mais do que uma nova escola, pretendemos afirmar-nos como um ecossistema de conhecimento aplicado, fortemente ligado às empresas e às dinâmicas regionais, capaz de preparar profissionais altamente qualificados para os desafios atuais e futuros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Que lacunas identificaram que justificaram o lançamento desta nova escola?</strong></p>
<p>A criação da escola assenta na identificação de necessidades claras ao nível da oferta formativa especializada, particularmente em áreas de forte crescimento e elevada procura no mercado de trabalho.</p>
<p>Destacamos, desde logo, a falta de formação graduada e pós-graduada nas áreas das ciências aeronáuticas e das tecnologias, incluindo domínios emergentes como a cibersegurança, a inteligência artificial e a transformação digital. Estas áreas são hoje determinantes para a competitividade das empresas e para a modernização dos territórios, mas continuam a apresentar uma resposta formativa limitada, sobretudo no interior do país.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Destaca-se uma necessidade ao nível da proximidade entre o ensino superior, a inovação e a aplicação prática, sendo fundamental promover modelos formativos mais orientados para a resolução de problemas concretos, para o desenvolvimento de competências técnicas avançadas e para a ligação direta ao tecido empresarial.</p>
<p>Assim, esta nova escola surge para oferecer uma formação diferenciadora, especializada e alinhada com as exigências atuais e futuras do mercado, contribuindo simultaneamente para a valorização do território e para a fixação de jovens qualificados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>De que forma a crescente transformação digital das empresas está a mudar aquilo que os estudantes procuram no ensino superior?</strong></p>
<p>A transformação digital está a provocar uma mudança profunda nas expectativas e nas escolhas dos estudantes relativamente ao ensino superior.</p>
<p>Os estudantes procuram cada vez mais formações com forte relevância prática e ligação direta ao mercado de trabalho, privilegiando cursos que lhes garantam competências com aplicação em contextos reais e com elevada empregabilidade. Existe uma consciência crescente de que a tecnologia está no centro de praticamente de todos os setores de atividade, o que leva a uma maior procura por áreas como a inteligência artificial, a análise de dados, a cibersegurança e a engenharia informática.</p>
<p>Por outro lado, verifica-se uma valorização clara de percursos formativos mais flexíveis, atualizados e especializados, que acompanhem a rápida evolução tecnológica. Os estudantes procuram um conjunto de competências que lhes permita a adaptação contínua a novos desafios profissionais.</p>
<p>A transformação digital das empresas também tem reforçado a importância das competências híbridas, que combinam conhecimento técnico com capacidades como pensamento crítico, resolução de problemas, trabalho em equipa e adaptação à mudança.</p>
<p>Adicionalmente, há uma expectativa crescente de que o ensino superior ofereça experiências de aprendizagem mais dinâmicas e abrangentes, com recurso a laboratórios, projetos aplicados, estágios e contacto direto com empresas e contextos reais de inovação (centros de inovação tecnológicos).</p>
<p>Os estudantes procuram instituições que transmitam conhecimento, que os preparem para profissões num mundo em rápida transformação, o que exige uma resposta académica mais rápida, alinhada com as necessidades do tecido empresarial e orientada para o futuro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Hoje fala-se muito da escassez de talento nas áreas tecnológicas. O ensino superior está a conseguir acompanhar o ritmo das necessidades do mercado?</strong></p>
<p>A realidade é clara: o ensino superior tem evoluído, mas poderá não estar na totalidade a acompanhar o ritmo acelerado da transformação tecnológica.</p>
<p>A escassez de talento nas áreas digitais pode resultar, em grande parte, de um desfasamento entre aquilo que é ensinado e aquilo que as empresas efetivamente precisam. Não se trata apenas de formar mais pessoas, mas de formar melhor, com competências atualizadas, especializadas e aplicáveis em contextos reais.</p>
<p>É precisamente neste ponto que a Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Piaget em Viseu se posiciona de forma diferenciadora. Apostamos numa lógica de proximidade ao tecido empresarial, numa atualização contínua dos conteúdos programáticos e numa forte componente prática, que permite aos estudantes desenvolver competências alinhadas com os desafios atuais e futuros.</p>
<p>Mais do que acompanhar o mercado, o nosso objetivo é contribuir para antecipar tendências e formar profissionais capazes de liderar a transformação tecnológica, e não apenas a sua adaptação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Quais serão as áreas de formação prioritárias desta nova escola e porquê essas escolhas estratégicas?</strong></p>
<p>A escola está direcionada para a aprendizagem e aquisição de competências com vista à empregabilidade nas áreas das Tecnologias, Ciências Aeronáuticas e Gestão, com especial enfoque na região abrangida pelo distrito de Viseu. Pretende organizar e ministrar, além de ciclos de estudos de ensino superior politécnico, vários CTeSP nessas áreas, respondendo a necessidades concretas do mercado e à evolução dos setores estratégicos.</p>
<p>Estas escolhas resultam de uma análise das necessidades atuais e futuras do mercado de trabalho, bem como das oportunidades estratégicas para o desenvolvimento da região.</p>
<p>Por um lado, a Engenharia Informática assume-se como um pilar fundamental da economia digital, estando presente de forma transversal em praticamente todos os setores de atividade. A crescente procura por competências em desenvolvimento de software, cibersegurança, inteligência artificial e análise de dados justifica uma aposta clara nesta área.</p>
<p>Por outro lado, a Engenharia Aeronáutica constitui uma área altamente especializada e ainda com oferta limitada a nível nacional, sobretudo fora dos grandes centros urbanos. Trata-se de um setor com elevado potencial de crescimento, associado à inovação tecnológica, à mobilidade e às novas soluções no domínio da aviação e dos sistemas aeronáuticos.</p>
<p>Ao nível das pós-graduações, optámos por áreas altamente diferenciadoras e alinhadas com tendências emergentes. A digital forense responde ao aumento significativo das ameaças digitais e à necessidade de investigação e segurança informática. A transformação digital reflete o processo de mudança que atravessam as organizações públicas e privadas. A governação local surge como resposta à crescente complexidade da gestão territorial e à necessidade de modernização das autarquias. Já a componente de software aeronáutico complementa a aposta na área da aeronáutica, reforçando a especialização técnica e a inovação.</p>
<p>E, para além disso, na área das Ciências Aeronáuticas, a escola criou dois Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP): Reparação e Manutenção de Aeronaves e Operações com Aeronaves não Tripuladas. Trata-se de uma aposta alinhada com a evolução do setor, com a expansão da indústria aeroespacial portuguesa, com o aumento de oportunidades de emprego e com a necessidade crescente de profissionais qualificados em áreas como manutenção, operações, drones, sistemas de comunicação e novas tecnologias. É uma resposta concreta a um setor estratégico e em expansão, com impacto nacional, mas também com forte potencial de desenvolvimento regional.</p>
<p>Na área das Ciências Informáticas criámos dois CTeSP, em Cibersegurança e em Desenvolvimento de Videojogos e Aplicações Multimédia, com possibilidade de diversificação nos anos subsequentes em função das necessidades formativas locais e das parcerias a desenvolver.</p>
<p>Na globalidade, estas áreas traduzem uma estratégia clara, formar profissionais altamente qualificados em domínios específicos, com elevada empregabilidade e forte impacto no desenvolvimento económico e tecnológico da região e do país.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Como pretendem equilibrar competências tecnológicas com competências de gestão e liderança, cada vez mais valorizadas pelas empresas?</strong></p>
<p>O equilíbrio entre competências tecnológicas e competências de gestão e liderança é essencial e está no centro do nosso modelo formativo.</p>
<p>Na Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Piaget em Viseu, partimos do princípio de que o domínio tecnológico, por si só, já não é suficiente. As empresas procuram profissionais capazes não apenas de desenvolver soluções tecnológicas, mas também de liderar equipas, gerir projetos e tomar decisões em contextos complexos e em constante mudança.</p>
<p>Nesse sentido, os nossos planos de estudo foram idealizados de forma integrada, combinando uma formação tecnológica consistente com o desenvolvimento de competências transversais, como pensamento crítico, comunicação, trabalho em equipa e liderança.</p>
<p>Além da componente curricular, valorizamos práticas pedagógicas que reforçam este equilíbrio, nomeadamente: o desenvolvimento de projetos aplicados em contexto real, o trabalho em equipa multidisciplinar, a interação direta com empresas e profissionais do setor e a simulação de desafios empresariais e tecnológicos.</p>
<p>Ao nível dos cursos pós-graduados, essa integração é ainda mais evidente, cruzando tecnologia com áreas como a governação, a estratégia e a inovação organizacional.</p>
<p>O nosso objetivo é formar profissionais tecnicamente diferenciados, preparados para assumir funções de responsabilidade, liderança e transformação nas organizações.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A ligação ao tecido empresarial será uma prioridade? Que tipo de parcerias pretendem desenvolver com empresas locais e nacionais?</strong></p>
<p>Sim, a ligação ao tecido empresarial é uma prioridade. Atualmente, já estabelecemos diversos protocolos para o desenvolvimento da atividade académica da escola, incluindo programas de estágios curriculares e profissionais, desenvolvimento conjunto de projetos de investigação, inovação e transferência de conhecimento, bem como participação em seminários, workshops e eventos académicos. Ao nível das ciências aeronáuticas, contamos já com parcerias com entidades como a Ryanair, a IFA, a Novacable, a NAC e a Agromontiar. Na área informática, existem também parcerias com empresas e entidades como a TWOPLAY, a TOMI Portugal, a Trustvision, a Antsoft, a Ferreira Soares Consulting, a Kernel, a Mentes Fulgurantes, os municípios de Viseu, Castro Daire e Mangualde, a Two Ticket, Openlimits – Business Solutions, SA e a CleverTime Consulting. Esta rede é fundamental porque aproxima a escola da realidade económica, reforça a empregabilidade e permite construir formação mais ajustada às necessidades concretas do mercado.</p>
<p>Mas mais do que o número ou a notoriedade das instituições parceiras, o que valorizamos é a qualidade e o estreitamento destas relações, que procuramos tornar verdadeiramente colaborativas e orientadas para resultados concretos.</p>
<p>Esta rede é fundamental porque aproxima a escola da realidade económica e empresarial, reforça a empregabilidade dos nossos estudantes e permite construir uma oferta formativa mais ajustada às necessidades reais do mercado.</p>
<p>Adicionalmente, pretendemos que estas parcerias evoluam para modelos ainda mais integrados, nomeadamente através de laboratórios colaborativos, projetos alinhados com as empresas e participação na definição de conteúdos programáticos, garantindo uma resposta ainda mais rápida e alinhada com os desafios do futuro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Ainda existe um desfasamento entre academia e mercado de trabalho?</strong></p>
<p>Sim, esse desfasamento ainda existe, embora hoje seja mais reconhecido e, progressivamente, mais trabalhado.</p>
<p>Apesar da evolução significativa do ensino superior nos últimos anos, continua a verificar-se, em vários casos, uma diferença entre os conteúdos e modelos de ensino e as competências que o mercado de trabalho exige no imediato. Esta realidade resulta, em grande parte, da própria natureza da organização académica, que é mais estruturada e menos ágil face à rapidez com que evolui a tecnologia, os modelos de negócio e as necessidades das empresas.</p>
<p>No entanto, mais do que um problema estrutural, este desfasamento deve ser visto como um desafio de adaptação contínua.</p>
<p>A resposta passa, cada vez mais, por uma maior proximidade entre as instituições de ensino e as empresas, a atualização constante dos currículos, a integração de metodologias práticas e aplicadas e o reforço de experiências em contexto real, como projetos, estágios e colaboração com o tecido empresarial.</p>
<p>Na Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Piaget em Viseu, assumimos este desafio de forma clara. Procuramos reduzir esse desfasamento através de uma abordagem mais flexível, orientada para competências e alinhada com necessidades concretas do mercado.</p>
<p>O nosso objetivo é antecipar as tendências e formar profissionais preparados não apenas para o primeiro emprego, mas para carreiras em contínua transformação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O interior do país continua a enfrentar dificuldades na retenção de jovens qualificados. Esta escola pode ajudar a inverter essa tendência?</strong></p>
<p>A retenção de jovens qualificados no interior é, de facto, um dos grandes desafios estruturais do país, mas é também uma oportunidade para repensar o papel do ensino superior no desenvolvimento dos territórios.</p>
<p>Acreditamos que esta escola pode, claramente, contribuir para inverter essa tendência. Desde logo, ao oferecer formação diferenciadora e altamente especializada, em áreas com elevada procura no mercado de trabalho, estamos a criar condições para que os jovens possam construir percursos profissionais qualificados sem necessidade de sair da região.</p>
<p>É fundamental garantir que os estudantes encontrem, no território, oportunidades reais de desenvolvimento profissional. Por isso, a nossa estratégia assenta também numa forte ligação ao tecido empresarial e institucional, promovendo estágios curriculares e profissionais, projetos aplicados e parcerias que reforcem a empregabilidade local.</p>
<p>Em simultâneo, ao apostar em áreas como a tecnologia, aeronáutica e gestão, estamos a contribuir para elevar o posicionamento da região, tornando-a mais atrativa não só para estudantes, mas também para investimento e inovação.</p>
<p>Importa ainda sublinhar que os jovens valorizam cada vez mais a qualidade de vida, e nesse sentido, Viseu é considerada uma cidade de excelência, a proximidade e o equilíbrio pessoal, dimensões onde o interior pode ser altamente competitivo, se articulado com oportunidades profissionais qualificadas.</p>
<p>Mais do que fixar jovens, o nosso objetivo é criar as condições para que escolham ficar, transformando o interior num espaço de oportunidade, inovação e futuro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Portugal tem conseguido formar talento, mas continua a perder muitos jovens para o estrangeiro. O que falta fazer para fixar talento qualificado no país?</strong></p>
<p>Portugal tem, de facto, uma capacidade reconhecida de formar talento de elevada qualidade e o desafio não está na formação, mas sim na criação de condições para a retenção desse talento.</p>
<p>Fixar jovens qualificados exige uma abordagem integrada, que vá muito além do ensino superior. Desde logo, é fundamental garantir oportunidades profissionais atrativas, com projetos bem estruturados, perspetivas de progressão e níveis de remuneração competitivos face ao contexto internacional.</p>
<p>Mas existem outros fatores igualmente decisivos. A retenção de talento passa por fortalecer um ecossistema de inovação mais dinâmico, onde empresas, universidades e entidades públicas trabalhem de forma articulada, criando ambientes favoráveis, criativos e geradores de valor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É também essencial apostar na descentralização de oportunidades, levando emprego qualificado e investimento para fora dos grandes centros urbanos. Os jovens não saem apenas do país, muitas vezes, saem da sua região por falta de alternativas. Criar polos de desenvolvimento no interior, associados a áreas estratégicas como a tecnologia ou a aeronáutica, é um passo determinante.</p>
<p>Por outro lado, importa valorizar cada vez mais fatores como a qualidade de vida, a estabilidade e o equilíbrio pessoal e profissional, onde Portugal tem vantagens claras, mas que precisam de ser acompanhadas por condições económicas e profissionais consistentes.</p>
<p>No que respeita ao ensino superior, o papel é igualmente fundamental, formar com qualidade, mas também aproximar os estudantes das empresas, promover o empreendedorismo e estimular a criação de projetos com potencial de fixação no território.</p>
<p>Na escola, acreditamos que a resposta passa precisamente por essa combinação, formação especializada, ligação ao tecido empresarial e valorização do território.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Como imagina esta escola daqui a cinco ou dez anos? Qual é a ambição do Piaget para este projeto?</strong></p>
<p>Imagino uma escola em crescimento sólido, com oferta formativa reforçada, projetos tecnológicos e de gestão alinhados com as necessidades da região e do país, e uma ligação cada vez mais forte entre a escola, as empresas, a comunidade e os setores emergentes da economia. Vejo o futuro desta escola como um espaço de construção, inovação e liderança partilhada. Acredito que este será um ciclo marcado pela consolidação, pela modernização e pelo desenvolvimento de projetos com impacto real no território. Pretendemos contribuir para que a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu se afirme como uma referência nacional, com visão estratégica, sentido de missão e capacidade de responder ao futuro com qualidade e proximidade, tornando a escola uma referência num ensino orientado para o futuro: mais digital, mais sustentável, mais próximo das pessoas e das organizações e capaz de atrair estudantes não só da região, mas de todo o país e até do estrangeiro. Mais do que transmitir conhecimento, esta escola deve formar pessoas capazes de intervir com qualidade, responsabilidade e visão no mundo profissional e na sociedade.</p>
<p>Ambicionamos, também, reforçar a dimensão da investigação e da inovação aplicada, promovendo projetos em colaboração com empresas e entidades públicas, capazes de gerar impacto direto na economia e na sociedade.</p>
<p>Outro objetivo essencial passa pela afirmação de Viseu como um território de oportunidade nas áreas tecnológicas, contribuindo para a atrair e fixar talento qualificado.</p>
<p>O nosso compromisso é construir uma escola que seja reconhecida pela sua capacidade de antecipar tendências, formar profissionais preparados para o futuro e contribuir ativamente para o desenvolvimento sustentável da região e do país.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_777432]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>CIP teme que reforma laboral se transforme em instrumento para ganhar eleitorado</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/cip-teme-que-reforma-laboral-se-transforme-em-instrumento-para-ganhar-eleitorado/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 11:40:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente da CIP - Confederação Empresarial de Portugal, Armindo Monteiro, afirmou hoje que existe o risco da reforma laboral se transformar num instrumento para ganhar eleitorado ao invés de algo que "proteja quem emprega e quem trabalha".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente da CIP &#8211; Confederação Empresarial de Portugal, Armindo Monteiro, afirmou hoje que existe o risco da reforma laboral se transformar num instrumento para ganhar eleitorado ao invés de algo que &#8220;proteja quem emprega e quem trabalha&#8221;.</p>
<p>&#8220;O risco que estamos a correr neste momento é que se transforme algo que tem que tender para o equilíbrio da relação laboral, que se transforme em algo que seja de marcar simpatias eleitorais, de outra maneira, fixar clientelas político-partidárias&#8221;, afirmou o presidente da CIP à margem da 8.ª Conferência para a Competitividade.</p>
<p>Em declarações à Lusa, Armindo Monteiro referiu temer o enviesamento ideológico da revisão da legislação laboral, e que esta reforma possa usada para capitalizar votos.</p>
<p>&#8220;O que esperamos é que a reforma laboral, que é isso mesmo, é uma relação entre empregador e trabalhador, e essa relação não é uma relação de simpatias políticas, é uma relação de simpatias de trabalho [&#8230;] parece-me que agora corremos o risco dela se transformar mais numa reforma eleitoral que provavelmente uma reforma laboral&#8221;, afirmou.</p>
<p>O presidente da CIP ressalvou também que existem &#8220;direitos e obrigações que têm que ser equilibrados na relação, não para serem utilizados como vantagem eleitoral por quem quer que seja&#8221;.</p>
<p>Armindo Monteiro, ainda à margem da conferência organizada pela Federação das Indústrias Portuguesas Agroalimentares (FIPA), trouxe novamente o tema do &#8216;outsourcing&#8217; que ressalvou ser &#8220;um exemplo que não pode ser discutido numa base de ideologia&#8221;. &#8220;O &#8216;outsourcing&#8217; ou a terciarização apenas diz isto: as empresas vão recorrer a outras empresas que sejam mais especializadas nessa matéria&#8221;, acrescentou.</p>
<p>&#8220;A discussão da legislação do trabalho deve ser feita de uma forma serena e não de uma forma de &#8216;soundbite&#8217;, panfletária, porque isso só confunde, mete medo e impede os verdadeiros equilíbrios&#8221;, asseverou o presidente da CIP.</p>
<p>O anteprojeto de reforma da legislação laboral, intitulado &#8220;Trabalho XXI&#8221;, foi apresentado pelo Governo de Luís Montenegro (PSD e CDS-PP) em 24 de julho de 2025 como uma revisão &#8220;profunda&#8221; do Código de Trabalho, ao contemplar mais de 100 alterações.</p>
<p>O parlamento discute na quinta-feira a proposta de lei de revisão das leis laborais, que prevê mais de 100 alterações ao Código do Trabalho, depois de não ter sido alcançado um acordo na Concertação Social.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_777445]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>&#8220;Não é só mais uma semana quente&#8221;: Europa &#8216;ferve&#8217; acima de 40ºC e especialistas alertam para perigos das noites tropicais</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/nao-e-so-mais-uma-semana-quente-europa-ferve-acima-de-40oc-e-especialistas-alertam-para-perigos-das-noites-tropicais/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/nao-e-so-mais-uma-semana-quente-europa-ferve-acima-de-40oc-e-especialistas-alertam-para-perigos-das-noites-tropicais/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 11:34:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Europa prepara-se para enfrentar uma nova vaga de calor intensa nas próximas semanas, com previsões que apontam para temperaturas próximas ou superiores aos 40 graus em várias regiões do continente.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Europa prepara-se para enfrentar uma nova vaga de calor intensa nas próximas semanas, com previsões que apontam para temperaturas próximas ou superiores aos 40 graus em várias regiões do continente. O cenário surge apenas algumas semanas depois da vaga de calor que atingiu diversos países europeus e que provocou vítimas mortais, levando especialistas a alertarem para os riscos associados não apenas às temperaturas diurnas extremas, mas também às chamadas noites tropicais, consideradas uma ameaça crescente para a saúde pública.</p>
<p>Em Espanha, a Agência Estatal de Meteorologia (AEMET) já colocou várias zonas do país sob aviso amarelo devido a uma subida considerada significativa das temperaturas. Em simultâneo, foram emitidos avisos laranja para chuva intensa e trovoadas no nordeste espanhol. As previsões indicam que cidades como Sevilha, Saragoça e Córdova poderão aproximar-se dos 40 graus ao longo da próxima semana.</p>
<p>Além do calor diurno, os meteorologistas antecipam a ocorrência de noites tropicais em várias regiões espanholas. Este fenómeno verifica-se quando a temperatura mínima não desce abaixo dos 20 graus durante um período de 24 horas, reduzindo significativamente a capacidade de recuperação do organismo durante a noite.</p>
<p><strong>França e Portugal entre os países mais afetados</strong><br />
Também França se prepara para um novo episódio de calor intenso. O país, que registou várias mortes durante a vaga de calor sem precedentes do mês passado, poderá atingir máximas próximas dos 39 graus no sudoeste e na região de Bordéus.</p>
<p>Em Portugal, o aumento das temperaturas deverá tornar-se mais evidente a partir de sábado, 20 de junho, prolongando-se durante a próxima semana. Segundo a meteorologista Maria João Frada, os valores poderão atingir níveis muito elevados em várias regiões do país.</p>
<p>“Já estamos a falar de temperaturas entre os 35 e os 40 graus no início da próxima semana”, explicou a especialista. Maria João Frada acrescentou que os valores próximos dos 40 graus deverão concentrar-se sobretudo nas regiões do interior, nomeadamente no interior do vale do Douro, vale do Tejo e interior do Alentejo. Na faixa costeira ocidental, as temperaturas poderão rondar os 35 graus.</p>
<p><strong>Especialistas dizem que não se trata de um episódio normal</strong><br />
A situação preocupa também meteorologistas noutras partes da Europa. Em Itália, prevê-se que massas de ar quente provenientes das latitudes subtropicais do Norte de África avancem sobre o país durante a próxima semana, provocando temperaturas muito elevadas, sobretudo no sul. Florença poderá aproximar-se dos 40 graus.</p>
<p>Mesmo países tradicionalmente mais frescos começam a sentir os efeitos deste aquecimento. As previsões meteorológicas apontam para temperaturas próximas dos 38 graus nas planícies interiores do Danúbio, na Bulgária e na Roménia, enquanto Budapeste poderá atingir entre 36 e 37 graus.</p>
<p>Para Ionna Vergini, fundadora da plataforma meteorológica wfy24.com, o fenómeno vai além de uma simples vaga de calor. Em declarações à Euronews, a especialista afirmou que “esta não é apenas mais uma semana quente; apresenta as características estruturais de um evento de bloqueio atmosférico e não de um simples episódio temporário de calor”.</p>
<p>Segundo Vergini, este cenário constitui um exemplo claro do que descreve como o “novo normal” provocado pela acumulação contínua de gases com efeito de estufa na atmosfera.</p>
<p><strong>Infraestruturas europeias sob pressão</strong><br />
A especialista considera que o atual episódio expõe fragilidades estruturais na capacidade de adaptação da Europa ao aumento das temperaturas.</p>
<p>“Revela um fosso estrutural crescente ao nível da preparação”, afirmou. Embora os países do sul da Europa tenham desenvolvido hábitos culturais para lidar com o calor — como alterações de horários, sestas ou utilização de estores —, Vergini alerta que essas adaptações comportamentais não resolvem os impactos sobre as infraestruturas.</p>
<p>As redes elétricas enfrentam uma pressão crescente devido ao aumento da utilização de aparelhos de ar condicionado, enquanto muitos sistemas de transporte público continuam a operar com limites térmicos concebidos para as condições climáticas do final do século XX.</p>
<p>Na semana passada, a cidade italiana de Turim registou cortes de energia significativos devido à pressão exercida sobre a rede elétrica local durante o período de calor intenso. Em França, a rede ferroviária suburbana Transilien já recomendou aos passageiros que verifiquem antecipadamente os horários devido à possibilidade de perturbações causadas pelas temperaturas elevadas.</p>
<p><strong>Noites tropicais são uma ameaça silenciosa</strong><br />
Entre os fenómenos que mais preocupam os especialistas encontram-se as chamadas noites tropicais, que deverão tornar-se mais frequentes em grande parte da região mediterrânica.</p>
<p>O impacto já está a ser sentido em alguns serviços públicos. Escolas em várias regiões estudam a possibilidade de alterar horários de exames para proteger os alunos dos efeitos da falta de descanso provocada pelo calor noturno.</p>
<p>Ionna Vergini considera mesmo que o calor persistente durante a noite representa um risco superior ao das temperaturas máximas registadas durante o dia.</p>
<p>“O calor noturno prolongado é, provavelmente, uma ameaça maior para a saúde pública do que os picos de temperatura durante o dia”, afirmou.</p>
<p>A especialista explicou que, quando as temperaturas mínimas permanecem acima dos 20 graus e, nos casos mais extremos, acima dos 25 graus — fenómeno que alguns especialistas classificam como “super-noites tropicais” —, o organismo perde a sua principal janela de recuperação fisiológica.</p>
<p>“Nessas circunstâncias, o sistema cardiovascular permanece sob esforço constante para arrefecer o corpo”, alertou.</p>
<p>Segundo Vergini, os estudos demonstram que o excesso de mortalidade durante vagas de calor está muito mais associado à sucessão de noites excessivamente quentes do que a um único dia particularmente quente.</p>
<p><strong>Cidades enfrentam riscos acrescidos</strong><br />
Os especialistas destacam ainda que os efeitos das noites tropicais tendem a ser particularmente severos nos centros urbanos devido ao chamado efeito de ilha de calor urbana.</p>
<p>Este fenómeno ocorre porque o calor fica retido entre edifícios altos e é absorvido por grandes superfícies de asfalto e betão. Durante a noite, esses materiais libertam lentamente a energia acumulada ao longo do dia, impedindo uma descida significativa das temperaturas.</p>
<p>Com previsões que apontam para valores próximos dos 40 graus em várias regiões europeias, os meteorologistas alertam para a necessidade de vigilância acrescida nos próximos dias, especialmente entre idosos, crianças e pessoas com problemas de saúde, considerados os grupos mais vulneráveis aos efeitos do calor extremo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_777419]]></sapo:autor>
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		<title>Algarve2030 lança aviso para apoiar inovação empresarial e emprego qualificado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 11:26:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O programa Algarve 2030 lançou o aviso do concurso para apoiar investimentos das micro, pequenas e médias empresas da região, que promovam a inovação, criação de emprego qualificado e novos produtos, foi hoje anunciado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O programa Algarve 2030 lançou o aviso do concurso para apoiar investimentos das micro, pequenas e médias empresas da região, que promovam a inovação, criação de emprego qualificado e novos produtos, foi hoje anunciado.</P><br />
<P>Em comunicado, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve refere que o concurso, com uma dotação de 11 milhões de euros, &#8220;visa reforçar a capacitação das empresas para uma economia diversificada, sustentável e orientada para os mercados nacionais e internacionais&#8221;.</P><br />
<P>Segundo a entidade regional, o concurso reserva 4,4 milhões de euros para projetos em territórios de baixa densidade do Algarve, &#8220;destacando a importância destes territórios para a diversificação da economia regional, coesão territorial e para a fixação de população no interior&#8221;.</P><br />
<P>O aviso do concurso MPr-2026-6 &#8211; SICE &#8212; Inovação Produtiva &#8212; Territórios Baixa Densidade e Outros Territórios, tem como beneficiários micro, pequenas e médias empresas que pretendam desenvolver investimentos inovadores, através da introdução de novos produtos, serviços, processos produtivos ou modelos de negócio.</P><br />
<P>&#8220;Os projetos devem apresentar um investimento elegível mínimo de 300 mil euros&#8221;, refere a CCDR do Algarve.</P><br />
<P>Os apoios destinam-se a ações em áreas como a criação de novos estabelecimentos, ao aumento da capacidade produtiva de unidades existentes, à diversificação da produção de bens e serviços ou à modernização dos processos produtivos, lê-se na nota.</P><br />
<P>A medida abrange despesas com máquinas e equipamentos, tecnologias e programas informáticos, transferência de tecnologia, serviços especializados de engenharia e arquitetura, estudos técnicos, planos de promoção e outras diretamente associadas à concretização dos projetos.</P><br />
<P>Segundo a CCDR do Algarve, os projetos dos setores da indústria e do turismo &#8220;beneficiam de condições particularmente favoráveis&#8221;, podendo as despesas com construção e remodelação representar até 70% do investimento elegível.</P><br />
<P>Este valor pode atingir os 90% em projetos industriais enquadrados na Estratégia Regional de Especialização Inteligente (RIS3 Algarve), especifica a entidade.</P><br />
<P>O prazo para a presentação de candidaturas decorre até ao dia 30 de setembro de 2026, através da plataforma eletrónica Balcão dos Fundos.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_777427]]></sapo:autor>
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		<title>Tribunal lê a 9 de julho sentença de deputado do Chega Pedro Frazão por difamação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 11:20:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Tribunal Criminal de Lisboa agendou hoje para 09 de julho a sentença do caso em que o deputado do Chega Pedro Frazão está acusado de ter difamado, em 2021, o atual coordenador do BE, José Manuel Pureza.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Tribunal Criminal de Lisboa agendou hoje para 09 de julho a sentença do caso em que o deputado do Chega Pedro Frazão está acusado de ter difamado, em 2021, o atual coordenador do BE, José Manuel Pureza.</P><br />
<P>Em causa está uma publicação de Pedro Frazão na rede social Twitter (atual X) em que, segundo a acusação do Ministério Público, o deputado do Chega lançou a suspeita de que José Manuel Pureza, à data vice-presidente da Assembleia da República, poderia ter praticado um &#8220;crime contra a liberdade e autodeterminação sexual&#8221; de &#8220;uma jovem militante/simpatizante&#8221; do BE.</P><br />
<P>Hoje, nas alegações finais do julgamento, o Ministério Público defendeu que a acusação ficou provada em tribunal, sustentando que &#8220;não se mostra credível&#8221; a versão de Pedro Frazão de que pretendeu não insinuar, através de um trocadilho com o apelido de José Manuel Pureza, que este tinha sido o autor de uma agressão sexual denunciada na rede social por uma &#8220;jovem simpatizante/militante do BE&#8221;, mas sim referir-se à &#8220;pureza como virtude humana&#8221;.</P><br />
<P>Ainda assim, a procuradora não pediu explicitamente a condenação do deputado do Chega, apelando apenas ao tribunal que dê os factos e a prática do crime de difamação agravada com publicidade como demonstrados e assim faça &#8220;acostumada justiça&#8221;.</P><br />
<P>A posição foi subscrita pela mandatária de José Manuel Pureza, que, além da condenação pelo crime de difamação agravada com publicidade, pediu que o deputado do Chega seja obrigado a indemnizar o atual coordenador do BE pelos danos sofridos.</P><br />
<P>&#8220;Há &#8216;prints&#8217; da publicação [de 2021] e, ao dia de hoje, continuam a circular e a manchar a honra de José Manuel Pureza&#8221;, salientou Carmo Afonso, que insistiu que este teve de ser medicado para lidar com o sucedido.</P><br />
<P>Já o advogado de Pedro Frazão pediu a absolvição do deputado do Chega e sustentou que considerar que a publicação deste identificou José Manuel Pureza como o autor da agressão sexual &#8220;é extrapolar&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Trata-se apenas de perseguição política [do BE ao Chega]&#8221;, alegou José Gaspar Schwalbach, que pôs ainda em causa que o atual coordenador bloquista tenha sido medicado para lidar com o que aconteceu.</P><br />
<P>No final, Pedro Frazão reiterou que não teve &#8220;intenção de difamar ninguém&#8221;.</P><br />
<P>A sentença será lida às 13:30 de 09 de julho no Tribunal Local Criminal de Lisboa, tendo o deputado do Chega sido dispensado de comparecer.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_777423]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>ONU: Portugal vai defender no Conselho de Segurança que &#8220;não há conflitos de segunda&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 11:05:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Portugal vai defender no Conselho de Segurança das Nações Unidas, onde assume um lugar de membro não-permanente em janeiro de 2027, que não há "conflitos de segunda classe", disse hoje no parlamento o ministro dos Negócios Estrangeiros.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Portugal vai defender no Conselho de Segurança das Nações Unidas, onde assume um lugar de membro não-permanente em janeiro de 2027, que não há &#8220;conflitos de segunda classe&#8221;, disse hoje no parlamento o ministro dos Negócios Estrangeiros.  </P><br />
<P>&#8220;Não há conflitos de primeiro e de segundo nível, uns criam tantos danos humanitários como os outros, mas estão na sombra&#8221;, afirmou hoje Paulo Rangel durante uma audição na comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas.</P><br />
<P>Para o ministro, os conflitos no Médio Oriente e na Ucrânia &#8220;consomem toda a atenção&#8221;, enquanto prosseguem conflitos em países como Sudão, República Democrática do Congo, Haiti ou Myanmar, e nos quais o Conselho de Segurança poderia fazer mediação.</P><br />
<P>Esta posição, adiantou, será um ponto essencial da agenda de Portugal como membro não-permanente do Conselho de Segurança no biénio 2027-2028, lugar para o qual foi eleito no passado dia 03 com 134 votos. </P><br />
<P>Para o ministro, a eleição de Portugal, que liderou a votação no grupo da Europa Ocidental e Outros Estados, reflete uma &#8220;grande ratificação da política externa do Governo português&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;Se ela fosse terrível e humilhante para Portugal, como alguns dizem, não teríamos 134 pontos, teriam dito que este país é hipócrita&#8221;, comentou, criticando o que chamou infantilização da política nacional, numa alusão ao PS, que condenou como &#8220;humilhação planetária&#8221; a posição do Governo sobre o uso da base das Lajes pelos Estados Unidos nos ataques ao Irão.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_777411]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>EUA copiam táticas de Rússia, China e Irão e têm &#8216;frota fantasma&#8217; para manter petróleo a sair do estreito de Ormuz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 11:02:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
		<category><![CDATA[Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[ormuz]]></category>
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					<description><![CDATA[Os Estados Unidos estão a recorrer a métodos habitualmente associados a países sujeitos a sanções internacionais, como Rússia, China, Coreia do Norte ou o próprio Irão, para manter o fluxo de petróleo através do estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os Estados Unidos estão a recorrer a métodos habitualmente associados a países sujeitos a sanções internacionais, como Rússia, China, Coreia do Norte ou o próprio Irão, para manter o fluxo de petróleo através do estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. Segundo uma investigação da Reuters, o Exército norte-americano supervisionou dezenas de transferências clandestinas de petróleo entre navios no golfo de Omã, numa tentativa de minimizar os impactos da crise desencadeada pela guerra na região e pelas restrições à navegação.</p>
<p>A operação assenta em transferências de petróleo de navio para navio, uma prática frequentemente utilizada por países que procuram contornar sanções internacionais ou ocultar a origem das cargas transportadas. De acordo com a Reuters, os principais pontos de transbordo localizam-se ao largo de Fujeira, nos Emirados Árabes Unidos, e nas proximidades do porto omanita de Sohar. As operações terão começado no início de maio e envolveram já pelo menos 92 embarcações.</p>
<p><strong>Operação decorre sob supervisão militar norte-americana</strong><br />
Segundo fontes citadas pela agência noticiosa, as operações são acompanhadas de perto pelas forças armadas dos Estados Unidos. Os navios petroleiros deslocam-se até pontos de encontro próximos da entrada do estreito de Ormuz, cruzando a zona de forma escalonada para manter distâncias de segurança entre três e quatro quilómetros.</p>
<p>Durante estas travessias, os navios navegam com os transponders desligados e sem iluminação exterior, numa tentativa de reduzir a exposição a eventuais ataques. Uma fonte com conhecimento direto da operação afirmou à Reuters que “os norte-americanos estão obviamente a observar tudo o tempo inteiro”, acompanhando os movimentos dos navios ao longo dos vários pontos de passagem definidos.</p>
<p>Depois de ultrapassarem a zona de controlo exercida pelo Irão, os petroleiros mais pequenos transferem o petróleo para grandes superpetroleiros de transporte de crude, conhecidos como VLCC (Very Large Crude Carriers). Cada operação de transferência pode demorar entre 24 e 40 horas. Concluído o processo, os navios descarregados regressam ao estreito, enquanto os superpetroleiros seguem para os mercados internacionais.</p>
<p><strong>Zona de elevado risco militar</strong><br />
As transferências ocorrem numa área particularmente sensível, situada junto à entrada do estreito de Ormuz e próxima da linha de controlo definida pela Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, organismo criado pelo Irão para supervisionar o tráfego marítimo na região.</p>
<p>Segundo a Reuters, embarcações que ignorem as instruções desta autoridade correm o risco de serem alvo de drones ou mísseis da Guarda Revolucionária Islâmica iraniana.</p>
<p>Os riscos não são meramente teóricos. No último fim de semana, o grupo britânico de gestão de riscos marítimos Vanguard informou que um “projétil de origem desconhecida” atingiu um petroleiro ao largo de Omã. Também a zona portuária de Fujeira e vários navios fundeados naquela área foram alvo de ataques nas últimas semanas.</p>
<p>Fontes militares indicaram ainda que o helicóptero Apache abatido pelo Irão a 9 de junho participava numa missão de vigilância relacionada com estas operações de transferência. Imagens de satélite analisadas pela Reuters mostraram seis pares de navios petroleiros agrupados numa pequena área próxima de Sohar precisamente no dia em que ocorreu o incidente.</p>
<p><strong>Estratégia surge após bloqueios no estreito de Ormuz</strong><br />
Segundo a investigação, estas operações fazem parte dos esforços da administração de Donald Trump para restabelecer parcialmente o fluxo petrolífero na região, fortemente afetado desde o início da operação militar designada “Fúria Épica”.</p>
<p>A circulação de petróleo foi severamente condicionada pelo encerramento de facto do estreito de Ormuz por parte do Irão e pelo bloqueio dos portos iranianos determinado pelos Estados Unidos.</p>
<p>A própria Reuters revelou anteriormente, a 20 de maio, que Teerão criou um sistema alternativo para orientar navios por rotas controladas pelo Irão, incluindo postos de controlo em ilhas estratégicas, acordos diplomáticos e, em alguns casos, cobrança de taxas de passagem.</p>
<p><strong>Método utilizado há anos pelo Irão</strong><br />
A técnica de transferência entre navios não é nova. O Irão utiliza-a há vários anos para ocultar a origem do petróleo exportado e contornar sanções internacionais. Contudo, especialistas sublinham que existe uma diferença significativa entre as operações iranianas e as atualmente conduzidas sob supervisão norte-americana.</p>
<p>Enquanto Teerão normalmente recorre a um número reduzido de embarcações para evitar deteção, a operação agora em curso envolve transferências em grande escala destinadas a proteger os produtores do Golfo Pérsico contra possíveis represálias iranianas e garantir a continuidade das exportações de petróleo bruto, derivados e outros hidrocarbonetos.</p>
<p>Com base em imagens de satélite e na capacidade de carga dos navios envolvidos, a Reuters estima que cerca de 90 milhões de barris de petróleo e produtos petrolíferos tenham sido transportados através deste sistema desde o início de maio.</p>
<p>Ainda assim, os números permanecem muito abaixo dos níveis registados antes do conflito. Antes da guerra, transitavam pela região cerca de 20 milhões de barris por dia.</p>
<p><strong>Especialistas alertam para perigos e ironias da operação</strong><br />
A utilização destas técnicas por Washington não passou despercebida aos analistas internacionais.</p>
<p>Michael Froman, presidente do Council on Foreign Relations, considerou particularmente simbólico o recurso dos Estados Unidos a métodos tradicionalmente associados aos seus adversários. “É irónico que os Estados Unidos estejam a imitar o manual estratégico da China, Rússia, Coreia do Norte e até do Irão, cujas chamadas ‘frotas fantasma’ foram pioneiras nestas técnicas precisamente para contornar as sanções dos EUA e das Nações Unidas”, afirmou.</p>
<p>Também Noam Raydan, especialista em riscos marítimos do Washington Institute, alertou para a vulnerabilidade da operação. Segundo o analista, “simplesmente não se sabe quando o Irão poderá decidir utilizar drones ou embarcações rápidas para impedir que mesmo estes navios atravessem o estreito”.</p>
<p>Além das ameaças militares, os especialistas apontam riscos de navegação. O facto de os navios circularem à noite, com sistemas de identificação desligados e sem iluminação, aumenta significativamente o perigo de colisões e acidentes marítimos.</p>
<p><strong>Operadores internacionais envolvidos</strong><br />
Diversas empresas internacionais participam no esquema logístico montado para garantir o transporte de petróleo.</p>
<p>Uma delas é a grega Dynacom Tankers Management. O fundador da empresa, George Procopiou, afirmou recentemente que o setor teve de encontrar “formas criativas” para continuar a transportar petróleo através do estreito desde o início da guerra.</p>
<p>Numa conferência realizada em Atenas, a 1 de junho, Procopiou defendeu que “a liberdade de navegação é essencial e ninguém pode impor portagens nem qualquer outro tipo de taxa”. Acrescentou ainda que “a Grécia tem tradição de quebrar bloqueios desde a Antiguidade”, evitando, contudo, entrar em detalhes sobre as operações em curso.</p>
<p>Segundo a Reuters, as empresas que pretendem participar neste sistema têm de passar por um rigoroso processo de verificação conduzido através do gabinete de Cooperação Naval e Orientação para o Transporte Marítimo da Marinha norte-americana, sediado no Bahrein.</p>
<p>Os operadores são obrigados a fornecer históricos completos de localização geográfica dos navios, informações sobre os verdadeiros proprietários das embarcações, detalhes da carga transportada e autorização para eventuais análises aos produtos.</p>
<p>Após aprovação, recebem janelas específicas para atravessar o estreito e mantêm contacto permanente com as autoridades militares norte-americanas durante toda a viagem.</p>
<p><strong>Solução vista como temporária</strong><br />
Os registos de navegação analisados pela Reuters mostram que uma parte substancial das operações envolve exportações provenientes dos Emirados Árabes Unidos. A petrolífera estatal ADNOC surge como uma das participantes mais ativas nas transferências supervisionadas pelos Estados Unidos.</p>
<p>Também a Kuwait Oil Tanker Company tem desempenhado um papel relevante. Num dos dias de maior atividade, a 6 de junho, cerca de 2,3 milhões de barris de crude foram transferidos a partir de uma das suas embarcações ao largo de Sohar.</p>
<p>Apesar da dimensão da operação, os especialistas consideram que esta não constitui uma solução permanente para a crise em Ormuz.</p>
<p>“No fundo, trata-se de uma solução temporária para tempos excecionais”, resume Noam Raydan, admitindo que a continuidade do sistema dependerá da evolução da situação militar e política numa das regiões mais estratégicas para o abastecimento energético mundial.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_777401]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>O último abraço que nunca aconteceu: IA recria soldados russos mortos na guerra da Ucrânia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 10:55:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[ia]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[Em muitos casos, os conteúdos mostram os soldados a regressar a casa, a abraçar mulheres e filhos ou a subir escadas rumo ao céu, numa encenação digital que mistura luto, fantasia e heroização da guerra]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Vídeos e imagens criados por inteligência artificial com soldados russos na guerra da Ucrânia estão a tornar-se cada vez mais populares nas redes sociais, sobretudo entre familiares de militares mortos ou desaparecidos, relata a &#8216;BBC&#8217;. Em muitos casos, os conteúdos mostram os soldados a regressar a casa, a abraçar mulheres e filhos ou a subir escadas rumo ao céu, numa encenação digital que mistura luto, fantasia e heroização da guerra.</p>
<p>Num dos vídeos descritos pela &#8216;BBC&#8217;, uma rua nevada de Moscovo surge coberta por cartazes fictícios que anunciam o fim da chamada “operação militar especial”, a expressão usada pelo Kremlin para se referir à invasão da Ucrânia. Um homem em uniforme militar regressa, enquanto uma mulher com um carrinho de bebé se vira e o abraça em lágrimas. Na realidade, o soldado que terá inspirado a cena desapareceu na frente de combate e o seu destino continua desconhecido.</p>
<p>Este tipo de conteúdo ganhou força desde meados de 2025. Quase sempre, os soldados russos são apresentados como heróis que defendem o país e as suas famílias. A Ucrânia, a destruição causada pela invasão russa e as vítimas ucranianas ficam normalmente ausentes destas imagens, o que tem provocado indignação entre muitos ucranianos que encontram estes vídeos online.</p>
<p>Para algumas famílias russas, os vídeos gerados por IA funcionam como uma forma de lidar com despedidas que nunca aconteceram. Há casos em que ‘deepfakes’ com pessoas mortas são usados em funerais ou em homenagens privadas. Mas as reações estão longe de ser consensuais: alguns utilizadores dizem ter chorado ao ver as imagens, enquanto outros consideram a prática antiética, perturbadora e uma forma de explorar a dor.</p>
<p>Katarzyna Nowaczyk-Basińska, investigadora do Leverhulme Centre for the Future of Intelligence, da Universidade de Cambridge, diz à &#8216;BBC&#8217; que a criação de ‘deadbots’ ou ‘deepfakes’ de soldados russos mortos é eticamente difícil de avaliar de forma simples. A especialista sublinha que ainda se sabe pouco sobre o impacto psicológico e social de longo prazo destas tecnologias no processo de luto.</p>
<p>Um dos nomes citados é o da ‘blogger’ conhecida online como Katya Jin, que publicava vídeos deste tipo para milhões de seguidores no TikTok e no Instagram. Além dos conteúdos, partilhava tutoriais sobre como produzi-los e permitia que seguidores encomendassem vídeos semelhantes com os seus próprios familiares, bastando enviar fotografias e indicar o tipo de cena pretendida.</p>
<p>As encomendas podiam transformar mortos ou desaparecidos em protagonistas de reencontros impossíveis. Um casal podia surgir num cenário romântico, uma carta de despedida podia ser colocada nas mãos de um familiar já morto e soldados caídos na frente eram frequentemente representados a abraçar os seus entes queridos antes de caminharem para o céu, muitas vezes rodeados por anjos.</p>
<p>Anna Korableva, de Kamensk-Uralsky, começou a produzir vídeos de despedida com a irmã em maio de 2025. À &#8216;BBC&#8217;, explicou que o objetivo do projeto é ajudar pessoas a lidar com “despedidas inacabadas” e dar-lhes a sensação de poderem voltar a abraçar maridos, pais ou filhos. Segundo Korableva, a maioria dos pedidos vem de famílias de soldados mortos na Ucrânia desde a invasão russa em grande escala, em 2022.</p>
<p>O Governo russo não divulga números fiáveis de baixas, mas a &#8216;BBC&#8217;, em conjunto com o meio russo &#8216;Mediazona&#8217; e uma equipa de voluntários, já verificou a morte de pelo menos 225 mil soldados russos na guerra. O número real será mais elevado, o que ajuda a explicar a dimensão potencial deste mercado emocional em torno da perda.</p>
<p>A prática também se tornou uma fonte de rendimento. Como várias ferramentas internacionais de IA generativa são difíceis de aceder a partir da Rússia, muitos familiares recorrem a criadores especializados. Os preços podem variar entre 200 rublos, cerca de dois euros, e 10 mil rublos, cerca de 100 euros. Uma criadora disse ganhar entre 150 mil e 200 mil rublos por mês, cerca de 1.500 a 2.000 euros, aproximadamente o dobro do salário médio mensal na Rússia.</p>
<p>Para os críticos, este mercado está perigosamente próximo de transformar o luto em negócio. Alguns utilizadores acusam os criadores de explorarem a dor das famílias e de lucrarem com mortos apresentados como figuras angelicais, enquanto a destruição causada pela Rússia na Ucrânia desaparece das imagens. Um comentário ucraniano citado pela &#8216;BBC&#8217; acusa essas representações de mostrarem como “heróis” homens que foram ganhar “dinheiro de sangue” matando crianças ucranianas.</p>
<p>A indústria faz parte de um fenómeno mais amplo de “vida digital após a morte”, que já inclui avatares póstumos em museus, tribunais e campanhas políticas. Mas o contexto da guerra torna estes vídeos particularmente sensíveis. A tecnologia pode oferecer a ilusão de um último abraço, mas também pode prolongar a dor, romantizar a morte e limpar visualmente a violência de uma guerra real.</p>
<p>Algumas pessoas que encomendaram estes conteúdos disseram que os vídeos pouco fizeram para aliviar a perda. “A tecnologia podia ajudar-me a aceitar que nunca mais vou abraçar o meu filho? Não. É uma ilusão”, afirmou uma mulher. Ainda assim, outras pessoas continuam a ver nestas imagens uma forma de ligação, mesmo sabendo que o reencontro existe apenas num mundo artificial.</p>
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