A Charter, uma empresa de comunicação online dedicada a transformar locais de trabalho, e a Vivvi, empresa de cuidados infantis e aprendizagem, publicaram recentemente um relatório acerca da necessidade de reestruturar o local de trabalho para pais e cuidadores.
No documento “Um futuro melhor para pais que trabalham”, são apresentadas três estratégias que os empregadores devem seguir para apoiar os pais e cuidadores que trabalham.
1- “Crie sistemas para trabalho remoto e híbrido e incentive o trabalho assíncrono para manter horários flexíveis”
De acordo com um relatório da LendingTree, os custos com cuidados infantis aumentaram mais de 40% durante a pandemia, provocando mais stress nos progenitores que trabalham. Assim, fornecer aos trabalhadores que têm filhos uma maior flexibilidade para determinarem os seus horários ou trabalharem remotamente irá ajudá-los a equilibrar os prazos do trabalho e as obrigações familiares.
Estas soluções beneficiam os cuidadores/pais que trabalham e ajudam em simultâneo as empresas a reter os funcionários.
Segundo uma sondagem realizada pela Catalyst com trabalhadores de todo o mundo, as mulheres com a responsabilidade de cuidar dos filhos tinham 32% menos probabilidade de relatar a intenção de deixar os seus empregos quando tinham opções de trabalho remoto.
As medidas devem abranger “pessoas que cuidam de crianças mais velhas com dificuldades de aprendizagem, parentes idosos, parentes com necessidades de saúde física ou mental”, garantindo que não existe discriminação entre pais e cuidadores, que muitas vezes partilham as mesmas responsabilidades.
2- “Ofereça licença familiar remunerada a todos os cuidadores e incentive todos os pais a tirarem o máximo proveito da sua licença”
De acordo com a Sondagem Nacional de Compensação do Bureau of Labor Statistics dos Estados Unidos, realizada em março de 2021, apenas 23% dos trabalhadores civis tinham acesso a férias familiares remuneradas.
Segundo informação recolhida pelo Departamento do Trabalho dos EUA, 70% dos pais que tiram licença parental para o nascimento de um filho cumprem-na durante menos de 10 dias.
Reshma Saujani, fundadora do Girls Who Code e do Marshall Plan for Moms, considera que as empresas que “estigmatizam e penalizam a licença de maternidade” são as culpadas. “Eles querem estar com os filhos também. Mas não estamos a criar esse ambiente cultural corporativo”, continuou.
O relatório apela ainda a empresas e organizações para ajudarem os pais que trabalham a pagar as mensalidades das creches. Oferecer ou subsidiar creches é outra forma que os empregadores usam para ajudar os pais que trabalham.
“Facultar creche tem ROI (“Return over Investment”) imediato sobre os negócios, pois permite que os funcionários continuem a trabalhar, sendo que estes se sentem extremamente gratos por terem acesso a esse benefício”, explica Alison Whalen, cofundadora e CEO da Parentaly.
3- “Considere as obrigações de cuidar ao projetar as funções”
A cultura do local de trabalho desempenha um grande papel para pais e cuidadores que trabalham e se sentem confortáveis e apoiados pelos seus empregadores.
O relatório apresenta como exemplo a Patagonia, pelos seus esforços para garantir uma cultura de trabalho inclusiva e solidária para os seus funcionários; a empresa oferece assistência infantil no local para crianças da infância ao jardim de infância, com uma creche no “centro da sua comunidade” para facilitar o acesso.
Além disso, permite que os pais almocem com os filhos enquanto estão no trabalho, permitindo que “alcancem marcos, como os primeiros passos”, além de apoiar as mães que amamentam.
“Temos um profundo apreço por uma empresa que atende às nossas necessidades além de apenas uma mesa e um computador. Pude amamentar os meus dois filhos no local (…)”, relatou Tessa Byars, mãe de dois filhos e funcionária da marca e comunicação interna da Patagonia.














