«Como é possível Portugal ter 700 mortos e nós 22 mil?», pergunta oposição espanhola

No dia em que o primeiro-ministro espanhol Pedro Sanchéz pede uma terceira renovação do estado de emergência no país vizinho, a oposição questiona as medidas que têm sido implementadas,

Executive Digest

No dia em que o primeiro-ministro espanhol Pedro Sanchéz pede uma terceira renovação do estado de emergência no país vizinho, a oposição questiona as medidas que têm sido implementadas e leva à discusão o exemplo português.

«Como é possível que Portugal tenha 700 vítimas [mortais] e nós 22 mil?», perguntou esta amanhã Pablo Casado, líder do PP, o maior partido da oposição. Em declarações reportadas pelo El Mundo, o deputado dá conta também dos casos da Grécia e da Dinamarca que, na sua opinião, «venceram a batalha».

Pablo Casado perguntou perante o parlamento espanhol, por que razão se pedem desculpas pelos erros em vez de se adoptarem melhores abordagens. «Quantas vidas se teriam salvo se não se tivessem ocultado os alertas sanitários?», pergunta ainda o deputado. Diz que não se trata de uma guerra, como o governo de Pedro Sanchéz costuma dizer: «É uma hecatombe.», lembrando que o executivo já admitiu que não sabe ao certo quantos espanhóis morreram devido ao novo coronavírus.

Horas antes, o primeiro-ministro tinha afirmado que não é tempo de baixar a guarda, justificação apontada para dar continuidade ao confinamento: «Vivemos tempos de sacrifícios extraordinários. Não podemos baixar a guarda. (…) Hoje peço um prolongamento que mostra como pode ser a saída. Podemos começar a pensar num cenário de abrandamento. Temos de primar pela prudência», afirmou, citado pelos meios espanhóis.

Tratar-se-á, ainda assim, de um prolongamento do estado de emergência com menos restrições. Os menores, por exemplo, serão autorizados a sair à rua na companhia de adultos.

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Pedro Sanchéz considera também que é prioritário o fortalecimento do sistema de saúde e a reconstrução da economia. Os sectores mais atingidos, como é o caso do turismo, hotelaria e cultura, deverão estar no topo da lista.

 

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