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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Novo calendário do IUC: saiba quando vai passar a pagar no próximo ano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 14:05:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
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					<description><![CDATA[Alteração torna o pagamento do IUC mais previsível, com datas fixas ao longo do ano, mas obriga os proprietários a adaptarem-se a um novo calendário fiscal]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Imposto Único de Circulação vai deixar de ser pago no mês da matrícula do veículo a partir do próximo ano. A alteração ao modelo de pagamento do IUC já foi publicada em &#8216;<a href="https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/lei/27-2026-1129514949" target="_blank" rel="noopener">Diário da República</a>&#8216; e cria um novo calendário com datas fixas.</p>
<p>O ano de 2027 será de transição. Nesse período, os proprietários automóveis pagarão o imposto numa única prestação durante o mês de outubro, sempre que o valor seja igual ou inferior a 500 euros.</p>
<p>Se o IUC for superior a 500 euros, o pagamento será dividido em duas prestações, nos meses de julho e outubro.</p>
<p><strong>Novo modelo definitivo chega em 2028</strong></p>
<p>O regime definitivo entra em vigor em 2028. A partir daí, os contribuintes com IUC até 100 euros terão de pagar o imposto até ao final de abril.</p>
<p>Nos casos em que o valor seja superior a 100 euros e igual ou inferior a 500 euros, o pagamento será feito em duas prestações, em abril e outubro.</p>
<p>Para valores acima dos 500 euros, o imposto será dividido em três prestações, a pagar em abril, julho e outubro.</p>
<p>Segundo a RTP, a principal mudança está no fim da ligação entre o pagamento do IUC e o mês da matrícula do veículo, passando o imposto a obedecer a um calendário comum para todos os proprietários automóveis.</p>
<p><strong>O que muda para os condutores?</strong></p>
<p>Na prática, a alteração torna o pagamento do IUC mais previsível, com datas fixas ao longo do ano, mas obriga os proprietários a adaptarem-se a um novo calendário fiscal.</p>
<p>Em 2027, a maioria dos contribuintes ficará concentrada no pagamento de outubro, exceto nos casos em que o imposto ultrapasse 500 euros. Em 2028, o valor do IUC passa a determinar se o imposto é pago de uma só vez ou repartido por duas ou três prestações.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772687]]></sapo:autor>
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		<title>Drones ucranianos atingem o ‘posto de gasolina da Europa’: Rússia já raciona combustível</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 14:00:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
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					<description><![CDATA[Quase um terço da produção de gasolina russa está afetada. As autoridades russas proibiram ainda, desde segunda-feira, as exportações de querosene, reservando o combustível para uso interno da aviação russa]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Rússia está a impor limites ao abastecimento de combustível em milhares de postos de gasolina, numa tentativa de evitar o esgotamento das reservas depois de sucessivos ataques ucranianos a refinarias e à logística de distribuição de hidrocarbonetos, escreve o &#8216;ABC&#8217;. A pressão sobre o sistema aumentou também devido ao consumo da máquina de guerra russa na Ucrânia, que depende de combustível para camiões, tanques e veículos blindados.</p>
<p>Segundo o jornal espanhol, quase um terço da produção de gasolina russa está afetada. As autoridades russas proibiram ainda, desde segunda-feira, as exportações de querosene, reservando o combustível para uso interno da aviação russa.</p>
<p>As restrições já chegaram a grandes empresas energéticas. A Lukoil terá limitado a venda de combustível na região de Moscovo a 100 litros por veículo, enquanto a Gazprom restringiu as compras a 100 litros de gasolina e 150 litros de gasóleo. Noutros postos, os limites são ainda mais baixos, com alguns condutores autorizados a abastecer apenas 60 litros de gasolina ou 100 litros de gasóleo por cada passagem pela bomba.</p>
<p><strong>Ataques ucranianos chegam ao ‘Davos russo’</strong></p>
<p>A capacidade russa de produção de combustível está abaixo dos níveis normais em tempo de paz. De acordo com dados citados no texto, 30% da produção de gasolina e 25% da capacidade total de refinação de petróleo bruto estarão total ou parcialmente paralisadas.</p>
<p>A estratégia ucraniana tem-se concentrado cada vez mais na infraestrutura petrolífera russa. O Governo de Volodymyr Zelensky tem apostado em drones de maior alcance, capazes de atingir alvos a mais de 1.000 quilómetros, levando os ataques para regiões russas que antes da guerra eram conhecidas como o “posto de gasolina da Europa”.</p>
<p>Só nas últimas duas semanas, projéteis atingiram refinarias em Yaroslavl, Samara, Tuapse, Ufa, Perm e Kirishi. Portos e depósitos de combustível em Krasnodar, na região de Leningrado e noutras zonas do Mar Báltico também foram atacados.</p>
<p>A ofensiva coincidiu com o Fórum Económico Mundial de São Petersburgo, conhecido como o “Davos russo”. No primeiro dia do evento, drones atacaram a cidade e muitos dos cerca de 20 mil participantes chegaram ao recinto da feira com colunas de fumo visíveis no horizonte, provenientes de uma das principais refinarias de petróleo do Mar Báltico.</p>
<p><strong>Filas, limites e medo de compras por pânico</strong></p>
<p>O racionamento tem como objetivo regular o consumo, mas também impedir o açambarcamento e as compras por pânico. O &#8216;ABC&#8217; refere que, em São Petersburgo, as restrições estarão ligadas a interrupções na cadeia de abastecimento.</p>
<p>A situação mais grave verifica-se na Crimeia, território anexado e controlado pela Rússia. Desde o final de maio, há um limite de 20 litros de combustível por pessoa e por veículo, mediante o uso de vales, precisamente antes do arranque da época turística. Nas regiões fronteiriças de Belgorod e Kursk, o abastecimento com jerricãs foi proibido.</p>
<p>As restrições obrigam os condutores a regressar mais vezes às bombas, aumentando as filas e a frustração. O impacto é particularmente sensível nos transportes pesados, que dependem de volumes mais elevados de combustível para manter a atividade.</p>
<p><strong>Putin acusa o Ocidente de fornecer drones à Ucrânia</strong></p>
<p>O Kremlin prometeu uma “resposta sistemática” aos ataques ucranianos lançados desde o início do fórum de São Petersburgo. Depois da vaga de drones de quarta-feira, o Ministério da Defesa russo anunciou nova ofensiva no dia seguinte, afirmando que os sistemas de defesa intercetaram 272 drones em várias regiões.</p>
<p>As autoridades russas disseram ainda que quatro pessoas morreram depois de alguns drones atingirem edifícios e um comboio na Crimeia. Moscovo garantiu que os responsáveis serão “punidos” e que haverá represálias “inevitáveis”.</p>
<p>Vladimir Putin acusou diretamente o Ocidente de fornecer drones a Kiev. O presidente russo afirmou que os apoiantes ocidentais estão a entregar à Ucrânia um grande número de drones de diferentes tipos, incluindo aparelhos de longo alcance, e admitiu que alguns conseguem penetrar as defesas russas.</p>
<p>O secretário de Estado americano, Marco Rubio, alertou entretanto para o “risco de escalada” no conflito e criticou o facto de nenhum dos lados se mostrar disposto a fazer as concessões necessárias para restaurar a paz, “particularmente o lado russo”. Rubio acrescentou que a Casa Branca está “pronta” para cooperar no fim da guerra.</p>
<p>A Rússia já tinha vivido uma situação semelhante no outono de 2025, quando várias regiões enfrentaram dificuldades de abastecimento e alguns postos chegaram mesmo a fechar em Moscovo. Agora, porém, os ataques ucranianos à infraestrutura petrolífera colocam o problema num novo patamar: a guerra está a entrar diretamente no depósito dos carros russos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772676]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Baixa falsa, despedida de solteiro em Portugal e passaporte rasgado: o caso que tramou um professor britânico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 13:53:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Joe Wilson]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>
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					<description><![CDATA[Conduta foi classificada como desonesta, sem integridade e suscetível de prejudicar a reputação da profissão. Ainda assim, foi decidido que uma ordem de proibição, que o impediria de continuar a ensinar, seria desproporcionada]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um professor britânico faltou à escola alegando estar doente para poder viajar até Portugal para a despedida de solteiro de um amigo e tentou depois esconder a deslocação arrancando páginas do passaporte, relata o &#8216;The Independent&#8217;. Joe Wilson, professor do 6º ano na Listerdale Junior Academy, em Rotherham, South Yorkshire, esteve em Lisboa nos dias 18 e 19 de maio de 2023, uma quinta e sexta-feira.</p>
<p>Na manhã do voo, por volta das 5 horas, Wilson enviou uma mensagem à escola a dizer que não iria trabalhar porque tinha estado “toda a noite a vomitar” e estava com uma forte dor de cabeça. No dia seguinte, manteve a justificação, afirmando que ainda não estava melhor, que não conseguia manter comida ou água no estômago e que iria dando notícias.</p>
<p>A versão começou a cair quando um membro anónimo da equipa alertou a escola depois de ver fotografias do professor num aeroporto, com uma cerveja na mão. Uma das imagens em que aparecia tinha sido publicada às 5h23 da manhã de 18 de maio de 2023, com uma legenda alusiva ao início da despedida de solteiro e a “umas cervejas” com destino a Portugal.</p>
<p><strong>Fotografias no aeroporto denunciaram a viagem</strong></p>
<p>Inicialmente, Joe Wilson afirmou que as fotografias eram de uma viagem anterior. Mais tarde, porém, admitiu à Teaching Regulation Agency que tinha aceitado participar numa despedida de solteiro em Lisboa e que cometera “um enorme erro de julgamento”.</p>
<p>Em outubro de 2025, o professor disse à agência que aceitava total responsabilidade pelos seus atos, incluindo a falsificação de uma situação de doença. Em fevereiro, voltou a escrever à entidade reguladora e resumiu o caso de forma direta: tinha “metido baixa” para ir à despedida de solteiro de um amigo.</p>
<p>O &#8216;The Independent&#8217; escreve que Wilson também removeu páginas do passaporte para tentar esconder que tinha estado fora do país. O professor justificou o gesto como “um enorme erro”, depois de uma conversa informal com a diretora da escola, alegando que esta o tinha incentivado a mostrar algo que ajudasse a “tirar-lhes o caso de cima”. Disse ainda sentir-se “envergonhado” pelo que fez.</p>
<p><strong>Passaporte entregue à escola tinha páginas em falta</strong></p>
<p>Segundo o relatório da investigação, Wilson entregou o passaporte a alguém da escola em junho de 2023. As fotocópias do documento revelaram que faltavam as páginas 9, 10, 27 e 28.</p>
<p>O painel disciplinar considerou provado que o professor esteve ausente sem motivo válido, comunicou à escola uma falsa situação de doença e removeu páginas do passaporte que poderiam conter carimbos capazes de demonstrar que se encontrava fora do Reino Unido nas datas em causa.</p>
<p>Na decisão, o painel concluiu que, ao comunicar falsamente uma ausência por doença e ao apresentar um documento alterado durante a investigação, Wilson enganou intencionalmente a escola e tentou ocultar a verdade.</p>
<p><strong>Conduta desonesta, mas sem proibição de ensinar</strong></p>
<p>O painel considerou ainda que o comportamento do professor ficou abaixo dos padrões éticos esperados de um docente e foi contrário à forma como a profissão deve servir o público.</p>
<p>A conduta foi classificada como desonesta, sem integridade e suscetível de prejudicar a reputação da profissão. Ainda assim, foi decidido que uma ordem de proibição, que o impediria de continuar a ensinar, seria desproporcionada.</p>
<p>A publicação das conclusões do processo foi considerada sanção suficiente.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772663]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ministra insiste que areal das praias é livre exceto nas concessões e faixas de segurança</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ministra-insiste-que-areal-das-praias-e-livre-exceto-nas-concessoes-e-faixas-de-seguranca/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 13:43:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Maria da Graça Carvalho]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
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		<category><![CDATA[praias]]></category>
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					<description><![CDATA[Maria da Graça Carvalho reiterou que, não sendo uma obrigação legal, ajuda muito ter um esquema simples à entrada de cada praia a explicar como está organizada]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A ministra do Ambiente sublinhou hoje que o areal das praias é de acesso livre, exceto nas zonas concessionadas e nas faixas de segurança, lembrando que cabe às autarquias definir essas áreas e divulgar os planos de praia.</p>
<p>&#8220;Cabe às câmaras municipais fazer as concessões e divulgar o plano de praia, tanto através da sinalética, como &#8211; e eu aconselho vivamente -, através de um esquema à entrada da praia: &#8216;olhe, este espaço é concessão, este espaço é de segurança, tudo o resto é livre'&#8221;, afirmou Maria da Graça Carvalho numa visita à Praia da Fuseta-mar, em Olhão, no distrito de Faro.</p>
<p>Questionada pelos jornalistas sobre a existência de sinalética que ainda encaminha os banhistas para as zonas da praia não concessionadas, a governante referiu que, nesses casos, a sinalética tem de ser revista para que seja colocada a informação correta e não haja dúvidas para os banhistas.</p>
<p>&#8220;Os presidentes de câmara têm de verificar e, se acharem que a sinalética não está bem, corrigi-la, mas não é uma coisa sistemática. A lei não mudou e estou convencida de que a maior parte da sinalética está bem e está de acordo com a lei, porque a última norma que clarifica isto é de 2012, há 14 anos&#8221;, frisou.</p>
<p>Falando aos jornalistas numa visita à intervenção de emergência de reforço sedimentar em curso naquela praia do distrito de Faro, Maria da Graça Carvalho reiterou que, não sendo uma obrigação legal, ajuda muito ter um esquema simples à entrada de cada praia a explicar como está organizada.</p>
<p>Lembrando que as regras de segurança são definidas pelas câmaras municipais em conjunto com as autoridades marítimas, a ministra do Ambiente e Ação Climática notou que a organização do areal pode e deve ter em conta as características morfológicas de cada praia.</p>
<p>&#8220;Por exemplo, uma praia muito grande como a de Monte Gordo será diferente de uma praia pequena como algumas em Lagos ou em Armação de Pêra&#8221;, ilustrou, referindo que, desde que respeitada a regra de que as concessões não podem exceder 30% da área útil da praia, nem 50% da frente de praia, a organização pode variar.</p>
<p>&#8220;A segurança pode incluir faixas em redor das concessões, em redor das entradas para a praia &#8212; que são sempre públicas &#8212;, em frente aos nadadores-salvadores e aos barcos utilizados para o salvamento, e junto ao mar. Estas são faixas de segurança. As concessões podem ser mais estreitas e ir mais perto do mar, ou podem ser mais largas e ficar mais recuadas&#8221;, exemplificou.</p>
<p>Esta semana, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) emitiu um esclarecimento técnico sobre a ocupação de áreas não concessionadas nas praias balneares, informando que os banhistas podem colocar chapéus-de-sol em frente às concessões de praia, que são áreas de uso privado que não podem exceder 30% da área útil da praia, nem 50% da frente de praia.</p>
<p>No esclarecimento, a APA reforça que, &#8220;em Portugal, as praias são espaços de utilização pública e de acesso livre&#8221; e refere que os Planos de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) e os Regulamentos de Gestão das Praias Marítimas em vigor estabelecem limites para a ocupação das praias por apoios balneares.</p>
<p>Assim, &#8220;as áreas não abrangidas por licença ou concessão mantêm-se disponíveis para uso público, podendo ser livremente utilizadas pelos utentes, nomeadamente para a colocação de chapéus de praia, para-ventos ou outros equipamentos balneares particulares&#8221;, acrescenta a APA.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772632]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>IGCP realiza na quarta-feira dois leilões de até 1.250 M€ em dívida a 9 e 18 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 13:43:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[IGCP]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O IGCP anunciou hoje que na quarta-feira realiza dois leilões de Obrigações do Tesouro (OT) a cerca de nove e 18 anos com um montante indicativo global entre 1.000 milhões de euros e 1.250 milhões de euros.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O IGCP anunciou hoje que na quarta-feira realiza dois leilões de Obrigações do Tesouro (OT) a cerca de nove e 18 anos com um montante indicativo global entre 1.000 milhões de euros e 1.250 milhões de euros.              </P><br />
<P>Num comunicado, o IGCP &#8211; Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública indicou que as maturidades das OT (&#8216;OT 0,9% 12Out2035&#8217; e &#8216;OT 4,1% 15Fev2045&#8217;) a serem leiloadas na quarta-feira são em 12 de outubro de 2035 (nove anos e quatro meses) e em 15 de fevereiro de 2045 (18 anos e oito meses).   </P><br />
<P>Em 28 de maio, Portugal emitiu 3.000 milhões de euros em Obrigações do Tesouro (OT) a 20 anos, numa operação sindicada.</P><br />
<P>De acordo com entidade foi fixado &#8220;com sucesso&#8221; o preço de uma nova emissão de OT a 20 anos no valor de 3.000 milhões de euros a uma taxa de 3,875%, com vencimento em 15 de junho de 2046.</P><br />
<P>Na altura, o IGCP lembrou que esta foi a segunda operação sindicada de Portugal em 2026, na sequência da operação de OT a 10 anos no valor de 4.000 milhões de euros a 3,250%, lançada em janeiro.</P><br />
<P>O IGCP revelou que a &#8220;transação atraiu uma forte procura por parte dos investidores&#8221;, tendo ultrapassado 18 vezes o valor emitido, com uma carteira de ordens final que ultrapassou 56.500 milhões de euros e composta por 353 investidores.</P><br />
<P>&#8220;Com esta transação, o IGCP concluiu aproximadamente 60% do programa de financiamento&#8221;, de 24.000 milhões de euros, para 2026. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772631]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Operação Fake ZERO. ASAE apreende mais de 74 mil artigos contrafeitos antes do Mundial&#8217;2026</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 13:33:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ação decorreu na última semana, no quadro das comemorações do Dia Mundial Anti-Contrafação, que se assinala a 5 de junho, e teve como objetivo reforçar a proteção dos consumidores, a segurança dos produtos disponíveis no mercado e a defesa da propriedade industrial]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu mais de 74 mil artigos contrafeitos no âmbito de uma operação nacional de prevenção criminal dirigida ao combate à violação dos direitos de propriedade industrial.</p>
<p>A ação decorreu na última semana, no quadro das comemorações do Dia Mundial Anti-Contrafação, que se assinala a 5 de junho, e teve como objetivo reforçar a proteção dos consumidores, a segurança dos produtos disponíveis no mercado e a defesa da propriedade industrial.</p>
<p>A operação incidiu em particular sobre artigos ligados ao desporto, nomeadamente equipamentos desportivos, numa altura em que se aproxima o arranque do Mundial&#8217;2026, marcado para 11 de junho.</p>
<p><strong>Mais de um milhão de euros em artigos apreendidos</strong></p>
<p>No total, a ASAE fiscalizou 255 operadores económicos em todo o circuito comercial, desde a produção e importação até ao armazenamento, distribuição e venda ao público, incluindo canais digitais.</p>
<p>Da operação resultaram 90 processos-crime por contrafação, venda ou ocultação de produtos contrafeitos, imitação e uso ilegal de marca.</p>
<p>Foram apreendidos mais de 74 mil artigos, maioritariamente vestuário e calçado desportivo. Entre os produtos apreendidos estavam também malas, carteiras, cintos, relógios, óculos de sol, bonés e capas de telemóvel.</p>
<p>O valor total dos artigos apreendidos ultrapassa um milhão de euros.</p>
<p><strong>Combate à contrafação no centro da operação</strong></p>
<p>A ASAE sublinha que continuará a desenvolver ações de fiscalização para salvaguardar as regras do mercado e da livre concorrência, proteger os direitos de propriedade industrial e reforçar o combate à contrafação.</p>
<p>Enquanto órgão de polícia criminal, a autoridade pretende ainda garantir que os consumidores não são expostos a produtos ilegais, sem controlo adequado e potencialmente inseguros.</p>

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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772635]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Médio Oriente: EUA arriscam enfrentar a primeira derrota numa guerra convencional em mais de 70 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 13:15:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
		<category><![CDATA[Médio Oriente]]></category>
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					<description><![CDATA[Os Estados Unidos poderão estar perante um dos cenários militares mais delicados da sua história contemporânea.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os Estados Unidos poderão estar perante um dos cenários militares mais delicados da sua história contemporânea. Se o conflito no Médio Oriente terminasse nas atuais circunstâncias, Washington arriscar-se-ia a sair sem alcançar os objetivos estratégicos que definiu para a guerra, numa situação que alguns analistas consideram poder representar o pior resultado obtido pelos norte-americanos num conflito convencional desde a Guerra da Coreia.</p>
<p>A avaliação parte da ideia de que, até ao momento, o Irão terá conseguido preservar os elementos centrais da sua estratégia, enquanto os Estados Unidos e Israel continuam longe de concretizar as exigências que colocaram a Teerão. Neste contexto, a liderança iraniana estaria interessada em prolongar a situação atual, apostando no desgaste político e estratégico dos seus adversários.</p>
<p>A lógica recorda uma frase frequentemente atribuída aos talibãs durante a intervenção norte-americana no Afeganistão: “Vocês têm os relógios, mas nós temos o tempo”. A diferença, porém, é que o atual conflito não é encarado como uma guerra de guerrilha ou de insurgência, mas sim como um confronto convencional entre Estados.</p>
<p><strong>O histórico militar dos Estados Unidos</strong><br />
Ao longo dos seus cerca de 250 anos de história, os Estados Unidos nunca perderam uma guerra convencional no sentido clássico do termo, ou seja, um conflito entre Estados que recorrem a forças armadas regulares, armamento pesado e operações militares tradicionais.</p>
<p>Os fracassos mais conhecidos de Washington ocorreram em guerras assimétricas, nomeadamente no Vietname e no Afeganistão, onde enfrentaram movimentos insurgentes capazes de prolongar os combates durante anos e desgastar a vontade política norte-americana.</p>
<p>Em conflitos convencionais, os exemplos de resultados inconclusivos são raros.</p>
<p>Um dos casos mais frequentemente citados é a Guerra de 1812 contra o Reino Unido. Apesar de os britânicos terem chegado a incendiar a Casa Branca e de os Estados Unidos não terem conseguido conquistar o território que hoje corresponde ao Canadá, o conflito terminou sem uma vitória clara de qualquer das partes. Ainda assim, os norte-americanos obtiveram ganhos estratégicos importantes ao eliminarem importantes confederações indígenas aliadas de Londres, abrindo caminho à expansão para oeste.</p>
<p>O outro exemplo é a Guerra da Coreia. Nesse conflito, os objetivos de Washington alteraram-se várias vezes ao longo dos combates. Inicialmente, tratava-se de defender a Coreia do Sul. Mais tarde, a meta passou a ser conquistar o Norte. Posteriormente, o foco voltou a centrar-se na proteção do Sul e, por fim, na manutenção da linha de separação entre os dois territórios.</p>
<p>A situação tornou-se ainda mais complexa quando o conflito deixou de envolver apenas a Coreia do Norte e passou a incluir a intervenção da China e o apoio da União Soviética. O armistício alcançado após a morte de Josef Stalin congelou o conflito sem resolver definitivamente a questão coreana, uma realidade que permanece até hoje.</p>
<p><strong>Objetivos de Washington continuam por cumprir</strong><br />
Segundo a análise, os Estados Unidos e Israel estabeleceram três grandes objetivos para o conflito atual: impedir o avanço dos programas nuclear e de mísseis de longo alcance do Irão e pôr termo ao apoio iraniano aos seus aliados regionais.</p>
<p>Esses aliados incluem o Hamas, na Faixa de Gaza, o Hezbollah, no Líbano, as milícias xiitas apoiadas por Teerão no Iraque e os rebeldes hutis no Iémen.</p>
<p>Contudo, os programas nuclear e militar iranianos continuam operacionais e, de acordo com especialistas citados no texto original, os laços entre Teerão e os seus aliados regionais não parecem ter sido significativamente enfraquecidos.</p>
<p>O antigo embaixador britânico e investigador do Centro para a Defesa das Democracias, Edmund Fitton-Brown, considera que cada uma destas organizações possui diferentes graus de autonomia relativamente ao regime iraniano, mas sublinha que “a guerra não está a enfraquecer os vínculos”.</p>
<p><strong>A desconfiança iraniana face ao Ocidente</strong><br />
A resistência do Irão às exigências norte-americanas é explicada, em parte, por experiências anteriores.</p>
<p>Teerão observa frequentemente o destino do Iraque de Saddam Hussein como um exemplo dos riscos associados ao desarmamento. Depois de aceitar limitações e inspeções internacionais na década de 1990, Bagdade acabou por ser invadida pelos Estados Unidos em 2003, culminando na queda do regime e na morte do líder iraquiano.</p>
<p>O próprio Irão viveu experiências semelhantes. Em 2003, chegou a um entendimento com Reino Unido, Alemanha e França para suspender temporariamente o enriquecimento de urânio. Contudo, dois anos depois abandonou o acordo, considerando que os europeus pretendiam prolongar indefinidamente uma medida inicialmente apresentada como transitória.</p>
<p>Mais tarde, em 2018, a administração norte-americana retirou-se unilateralmente do acordo nuclear assinado em 2015, que previa limitações significativas ao programa nuclear iraniano durante várias décadas.</p>
<p>Segundo Kim Darroch, então embaixador britânico em Washington, essa decisão constituiu “um ato de vandalismo diplomático por motivos ideológicos e pessoais”.</p>
<p><strong>Capacidade militar iraniana surpreende analistas</strong><br />
Outro dos aspetos destacados é a capacidade de resposta demonstrada pelas forças iranianas.</p>
<p>Phillip Cornell, investigador do Atlantic Council e antigo colaborador da NATO e da Agência Internacional da Energia, considera que muitos analistas ocidentais subestimaram a preparação estratégica de Teerão.</p>
<p>Segundo Cornell, o Irão mostrou que é capaz de controlar os níveis de escalada do conflito, ao mesmo tempo que evidenciou a vulnerabilidade das infraestruturas energéticas, económicas e financeiras de toda a região.</p>
<p>“Esse país está a controlar a escalada, mas deixou claro que a infraestrutura económica, energética e financeira da região é muito vulnerável e que possui meios para a inutilizar. Isso foi suficiente”, afirmou.</p>
<p>A análise sustenta ainda que o Irão descentralizou os seus centros de comando e operações, tornando extremamente difícil uma eventual estratégia de neutralização das lideranças militares.</p>
<p>Além disso, teria beneficiado de informação proveniente de satélites chineses e de sistemas de identificação de alvos associados à Rússia, aplicando igualmente lições retiradas da guerra na Ucrânia.</p>
<p><strong>Custos crescentes para os Estados Unidos</strong><br />
O conflito também estaria a exercer forte pressão sobre os recursos militares norte-americanos.</p>
<p>De acordo com a análise, os Estados Unidos consumiram grandes quantidades de mísseis de cruzeiro e sistemas antimíssil, o que poderá limitar a capacidade de resposta noutras regiões estratégicas, nomeadamente no Indo-Pacífico, onde Washington mantém a China como principal preocupação geopolítica.</p>
<p>A reposição desses arsenais poderá demorar entre dois e três anos.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a insegurança gerada em torno das infraestruturas petrolíferas do Médio Oriente obrigou a Marinha norte-americana a recorrer com maior frequência ao reabastecimento em alto-mar através de navios-cisterna, aumentando a complexidade logística das operações.</p>
<p><strong>Mudança constante de objetivos complica estratégia</strong><br />
Tal como aconteceu na Coreia, os objetivos políticos e militares norte-americanos parecem ter evoluído ao longo do conflito.</p>
<p>Além das exigências relacionadas com os programas nucleares e militares iranianos, o eventual derrube da República Islâmica passou também a ser discutido em determinados círculos políticos e estratégicos.</p>
<p>Israel, por seu lado, tem defendido objetivos ainda mais ambiciosos, incluindo a mudança de regime em Teerão.</p>
<p>Contudo, alcançar metas desta dimensão através de uma campanha predominantemente aérea continua a ser um enorme desafio.</p>
<p>O único exemplo frequentemente apontado de uma intervenção aérea que conseguiu atingir plenamente os seus objetivos estratégicos ocorreu em 1999, quando a NATO forçou a Sérvia a retirar-se do Kosovo após 78 dias de bombardeamentos.</p>
<p><strong>O risco de um novo empate histórico</strong><br />
O prolongamento da guerra começa também a produzir efeitos económicos e comerciais.</p>
<p>A análise refere as declarações do armador grego Evangelos Marinakis ao Financial Times, nas quais se mostrou favorável ao pagamento de uma alegada taxa exigida pelo Irão aos navios que atravessam o Estreito de Ormuz. Segundo essa alegação, o valor rondaria os dois milhões de dólares em bitcoin por embarcação.</p>
<p>Num contexto de crescente desgaste militar, económico e político, alguns observadores admitem que o conflito possa terminar sem uma vitória clara para qualquer das partes.</p>
<p>Se isso acontecer, os Estados Unidos poderão juntar esta guerra a uma lista extremamente reduzida de conflitos convencionais terminados sem triunfo inequívoco, colocando o atual confronto ao nível dos episódios mais difíceis da história militar norte-americana desde a Guerra da Coreia.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772624]]></sapo:autor>
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		<title>Ébola: Emirados suspendem vistos e proíbem entrada de cidadãos da RDCongo, Uganda e Sudão do Sul</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 13:05:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os Emirados Árabes Unidos anunciaram a suspensão, a partir de sábado, de vistos e a proibição à entrada de cidadãos vindos da República Democrática do Congo, Uganda e Sudão do Sul, devido ao Ébola, segundo uma entidade estatal.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os Emirados Árabes Unidos anunciaram a suspensão, a partir de sábado, de vistos e a proibição à entrada de cidadãos vindos da República Democrática do Congo, Uganda e Sudão do Sul, devido ao Ébola, segundo uma entidade estatal.</P><br />
<P>De acordo com a Autoridade Nacional de Gestão de Crises e Desastres, que está em articulação com outras instituições, a &#8220;emissão de novos vistos para cidadãos dos países mencionados, incluindo vistos de visita&#8221; está suspensa a partir de sábado, 06 de junho.</P><br />
<P>A proibição de entrada no país do Golfo Pérsico para viajantes provenientes da República Democrática do Congo (RDCongo), Uganda e Sudão do Sul inclui também aqueles que se deslocam ao país apenas para fazer escala, a menos que tenham permanecido mais de 21 dias fora dos referidos Estados antes da sua chegada aos Emirados Árabes Unidos (EAU).</P><br />
<P>A suspensão poderá ser prorrogada, e os voos de carga entre os EAU e os três países continuarão a operar, assim como os voos de trânsito, em que os passageiros permanecem nas áreas relativas aos voos internacionais, acrescentou a entidade.</P><br />
<P>O organismo assegurou que estas medidas fazem parte dos &#8220;esforços proativos e preventivos para reforçar a preparação nacional face à evolução da situação relacionada com o vírus do Ébola&#8221;, cuja epidemia está a afetar os países mencionados da África Central.</P><br />
<P>O vírus do Ébola é transmitido por contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e causa febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragias internas.</P><br />
<P>Os Emirados são o segundo país do Golfo a tomar esta decisão, depois de o Bahrein ter suspendido os voos com estes países no passado dia 19 de maio.</P><br />
<P>O Governo da RDCongo, país vizinho de Angola, elevou esta quinta-feira para 363 o número de casos confirmados da epidemia de Ébola, incluindo 62 mortes, o que representa um aumento de 19 infeções e duas mortes, respetivamente, desde a passada terça-feira.</P><br />
<P>Inicialmente, foi oficialmente declarado o surto em 15 de maio na província de Ituri, na fronteira com o Uganda e o Sudão do Sul, mas expandiu-se para as províncias congolesas orientais de Kivu do Norte e Kivu do Sul.</P><br />
<P>A epidemia propagou-se ao Uganda, onde foram detetados até agora 15 casos, incluindo uma morte que se considera um caso importado da RDCongo.</P><br />
<P>A epidemia está associada à estirpe de Bundibugyo, cuja taxa de mortalidade oscila entre 30% e 50% e para a qual não existe vacina autorizada nem tratamento específico, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera &#8220;elevado&#8221; o risco na África subsaariana e &#8220;baixo&#8221; à escala global.</P><br />
<P>Por sua vez, os ministros da Saúde dos oito países da Comunidade da África Oriental (EAC) acordaram, quinta-feira, &#8220;medidas regionais urgentes&#8221; para reforçar a resposta à epidemia de Ébola.</P><br />
<P>Os ministros, que se reuniram numa sessão virtual de emergência na segunda e terça-feira, acordaram &#8220;harmonizar a vigilância do Ébola e as medidas de proteção em todos os aeroportos, portos e postos fronteiriços terrestres da região&#8221;, informou a EAC num comunicado, citado pela agência EFE.</P><br />
<P>Os responsáveis do setor decidiram, igualmente, criar &#8220;um grupo de trabalho técnico regional para coordenar a resposta ao surto atual&#8221;.</P><br />
<P>Este grupo será composto por peritos nomeados pelos Estados-Membros e será responsável por acompanhar a epidemia, &#8220;coordenar as intervenções técnicas, analisar as tendências epidemiológicas e apresentar relatórios periódicos&#8221; aos ministros.</P><br />
<P>Os responsáveis políticos salientaram igualmente a importância de &#8220;partilhar informações epidemiológicas em tempo real&#8221; entre os Estados-membros, a fim de facilitar a deteção precoce de casos e apoiar uma resposta regional coordenada.</P><br />
<P>A EAC, com sede em Arusha (Tanzânia), foi criada em 2001 e é composta pela Tanzânia, Quénia, Uganda, Ruanda, Burundi, Sudão do Sul, RDCongo e Somália.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772629]]></sapo:autor>
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		<title>Vacina concebida por IA avança nos testes e pode ser chave contra futuros vírus desconhecidos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 12:59:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma equipa de cientistas britânicos desenvolveu aquela que é descrita como a primeira vacina concebida integralmente por inteligência artificial a chegar à fase de testes em seres humanos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma equipa de cientistas britânicos desenvolveu aquela que é descrita como a primeira vacina concebida integralmente por inteligência artificial a chegar à fase de testes em seres humanos. A inovação poderá representar uma mudança profunda na forma como o mundo se prepara para futuras pandemias, ao procurar oferecer proteção não apenas contra variantes conhecidas de determinados vírus, mas também contra ameaças que ainda não surgiram.</p>
<p>O projeto foi liderado por investigadores das universidades de Cambridge e Southampton, no Reino Unido, que desenvolveram uma nova geração de vacinas universais capazes de conferir proteção contra famílias inteiras de vírus. O objetivo passa por ultrapassar as limitações dos modelos atuais de vacinação, frequentemente obrigados a adaptar-se às constantes mutações dos agentes patogénicos.</p>
<p>Os investigadores explicam que os vírus mais perigosos para a saúde pública estão em permanente evolução, o que dificulta a eficácia das estratégias tradicionais de vacinação.</p>
<p>&#8220;Vírus como o da gripe, os coronavírus e o grupo do Ébola estão em constante evolução e, quando as vacinas são lançadas, podem já não ser adequadas. O atual sistema de vacinas reativo tem dificuldade em acompanhar o ritmo&#8221;, afirmou Saul Faust, professor da Universidade de Southampton e investigador principal do ensaio clínico.</p>
<p>Nos últimos anos, vários surtos provocados por diferentes betacoronavírus demonstraram a rapidez com que estes agentes infeciosos conseguem sofrer mutações. O exemplo mais marcante foi a pandemia de covid-19, durante a qual surgiram sucessivas variantes que obrigaram à atualização constante das estratégias de imunização.</p>
<p>Perante este desafio, os investigadores procuraram desenvolver uma vacina capaz de proporcionar uma proteção mais ampla e duradoura, mesmo perante alterações genéticas dos vírus.</p>
<p><strong>Vacina poderá proteger contra coronavírus, Ébola e futuras ameaças</strong><br />
Ao contrário das vacinas convencionais, que são normalmente concebidas para combater uma variante ou estirpe específica, esta nova tecnologia procura gerar uma resposta imunitária capaz de reconhecer características comuns a vários vírus pertencentes à mesma família.</p>
<p>Segundo os responsáveis pela investigação, a vacina poderá oferecer proteção contra diferentes coronavírus, bem como contra vírus pertencentes ao grupo do Ébola, mesmo que sofram mutações significativas ao longo do tempo.</p>
<p>Jonathan Heeney, professor do Laboratório de Zoonoses Virais da Universidade de Cambridge e responsável científico do projeto, considera que o trabalho representa uma mudança de paradigma no desenvolvimento de vacinas.</p>
<p>&#8220;Transformámos o desenvolvimento de vacinas: deixou de ser reativo para passar a estar preparado para o futuro&#8221;, afirmou.</p>
<p>O investigador acrescentou que a nova abordagem permite ultrapassar uma das principais limitações das vacinas tradicionais.</p>
<p>&#8220;Superámos o problema das vacinas tradicionais, que oferecem uma proteção limitada. Isto significa que podemos escapar ao ciclo constante de perseguir as variantes do vírus que circulam entre os seres humanos e atualizar as vacinas para tentar acompanhar a evolução, como um cão a perseguir o próprio rabo.&#8221;</p>
<p>Heeney acredita ainda que esta nova categoria de vacinas universais poderá vir a proteger a população contra vírus que ainda não foram identificados ou que poderão surgir no futuro.</p>
<p><strong>Como a inteligência artificial foi utilizada</strong><br />
O elemento central desta inovação é um componente ativo denominado &#8220;superantigénio&#8221;, totalmente concebido através de inteligência artificial.</p>
<p>Em vez de reproduzir características de uma única variante viral, esta proteína criada por computador incorpora elementos comuns encontrados em diferentes coronavírus, permitindo que o sistema imunitário reconheça e combata um conjunto muito mais amplo de agentes patogénicos.</p>
<p>Para desenvolver o superantigénio, a equipa reuniu todas as sequências genéticas disponíveis de coronavírus pertencentes ao grupo Sarbeco, um conjunto de vírus zoonóticos que circulam sobretudo em morcegos e que podem ser transmitidos a seres humanos e outros mamíferos.</p>
<p>Os investigadores utilizaram depois técnicas de aprendizagem automática (&#8220;machine learning&#8221;) para analisar esses dados e identificar os elementos estruturais comuns que serviram de base à construção do novo antigénio.</p>
<p><strong>Tecnologia dispensa utilização de agulhas</strong><br />
Outra das características inovadoras da vacina é o método de administração.</p>
<p>Em vez das tradicionais injeções, o composto é administrado através de um sistema microfluídico que projeta o antigénio diretamente na pele utilizando um jato de líquido de alta velocidade.</p>
<p>Segundo os investigadores, esta tecnologia apresenta várias vantagens operacionais e logísticas.</p>
<p>Além de eliminar a necessidade de agulhas, reduz os resíduos associados a materiais cortantes, diminui o volume necessário para cada administração e poderá aumentar a aceitação da vacinação em populações onde o receio das injeções constitui um obstáculo.</p>
<p>A equipa destaca ainda que estas vacinas tendem a apresentar maior estabilidade térmica do que muitas das vacinas baseadas em tecnologia mRNA.</p>
<p>Por essa razão, não necessitam de cadeias de frio extremo para armazenamento e transporte, o que poderá facilitar significativamente a sua utilização em países de baixo e médio rendimento, bem como em cenários de emergência sanitária.</p>
<p><strong>Primeiro ensaio clínico mostra resultados encorajadores</strong><br />
A primeira fase de testes em seres humanos teve como principal objetivo avaliar a segurança, a tolerabilidade e a capacidade da vacina para gerar uma resposta imunitária.</p>
<p>O ensaio decorreu entre dezembro de 2021 e setembro de 2023 e envolveu 39 voluntários.</p>
<p>Segundo os investigadores, a vacina foi administrada em quatro doses distintas e demonstrou um perfil de segurança favorável em todas elas.</p>
<p>Não foram identificados problemas significativos relacionados com a segurança do tratamento, nem efeitos adversos considerados preocupantes.</p>
<p><strong>Nova fase de testes já está a ser preparada</strong><br />
Os resultados obtidos foram recebidos com entusiasmo pelos responsáveis científicos envolvidos no projeto.</p>
<p>A professora Marian Knight, diretora científica do Instituto Nacional de Investigação em Saúde e Cuidados (NIHR) do Reino Unido, afirmou que os dados recolhidos representam um avanço importante na investigação biomédica.</p>
<p>&#8220;O notável sucesso deste ensaio com o superantigénio concebido por IA marca um avanço crucial na nossa capacidade de proporcionar uma proteção viral ampla e duradoura&#8221;, declarou.</p>
<p>Na sequência destes resultados, os investigadores vão agora avançar para um ensaio clínico de fase 2.</p>
<p>Esta nova etapa envolverá uma população mais numerosa e diversificada, permitindo avaliar com maior rigor a capacidade da vacina para induzir respostas imunitárias robustas e confirmar se a proteção oferecida é efetivamente ampla e duradoura.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772619]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Oficializada candidatura de João Lourenço à presidência do MPLA em Angola</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 12:50:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A subcomissão de candidaturas ao IX Congresso Ordinário do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) anunciou hoje a validação da candidatura de João Lourenço à presidência do partido, após aprovação de 98,1% das subscrições.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A subcomissão de candidaturas ao IX Congresso Ordinário do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) anunciou hoje a validação da candidatura de João Lourenço à presidência do partido, após aprovação de 98,1% das subscrições.</P><br />
<P>A informação foi transmitida pelo coordenador da referida subcomissão, Job Capapinha, numa comunicação feita à imprensa na sede nacional do MPLA, no poder desde 1975.</P><br />
<P>Segundo o responsável, o mandatário de João Lourenço, atual presidente do MPLA e da República de Angola, apresentou àquele órgão, em 11 de maio, um total de 11.118 subscrições anexadas ao processo de candidatura &#8211; acima das 5.000 legalmente exigidas.</P><br />
<P>&#8220;Esta subcomissão notificou no dia 04 de junho o seu mandatário sobre o tratamento do processo e hoje torna público que considera válida a candidatura ao cargo de presidente do MPLA apresentada pelo militante e camarada João Lourenço, devendo a mesma seguir os seus trâmites até a realização do congresso&#8221;, afirmou Job Capapinha numa comunicação sem direito a perguntas.</P><br />
<P>Inicialmente, os jornalistas foram convocados à sede do MPLA para uma conferência de imprensa, mas no local foram informados de que seria apenas uma comunicação à imprensa.</P><br />
<P>Capapinha disse ainda que a candidatura de João Lourenço continha &#8220;toda a documentação exigida&#8221; pelos estatutos e regulamento eleitoral.</P><br />
<P>O IX Congresso Ordinário do MPLA foi convocado para os dias 09 e 10 de dezembro próximo e vai decorrer sob o lema: &#8220;MPLA &#8212; Compromisso com o Povo, Confiança no Futuro&#8221;. A apresentação das candidaturas ao cargo de presidente do partido começaram a 28 de março e o prazo termina a 25 de outubro.</P><br />
<P>O ex-governante Higino Carneiro, o advogado José Carlos de Almeida e o engenheiro António Venâncio já tornaram pública a sua pretensão de concorrer à presidência do MPLA, e estão nesta altura no processo de recolha de subscrições.</P><br />
<P>Segundo o Novo Jornal, Higino Carneiro remeteu junto da subcomissão de candidaturas um pedido de impugnação da candidatura de João Lourenço por alegadas &#8220;irregularidades&#8221; por parte da equipa de campanha do atual presidente do MPLA.</P><br />
<P>A publicação avança ainda, na edição de hoje, que foi igualmente feito um pedido de &#8220;auditoria independente&#8221; aos ficheiros (do processo de João Lourenço) entregues à subcomissão de candidaturas.</P><br />
<P>João Lourenço está impedido pela Constituição de concorrer a um terceiro mandato como Presidente da República nas eleições gerais de 2027.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772612]]></sapo:autor>
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		<title>Portugal prepara-se para nova vaga de calor: Há regiões com mais de 35ºC na próxima semana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 12:47:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Portugal continental deverá enfrentar uma nova subida significativa das temperaturas ao longo da segunda semana de junho.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal continental deverá enfrentar uma nova subida significativa das temperaturas ao longo da segunda semana de junho, num cenário marcado pela instalação de uma massa de ar quente sobre a Península Ibérica que poderá fazer disparar os termómetros para valores bastante acima do habitual para esta altura do ano.</p>
<p>De acordo com previsões divulgadas pelo portal especializado Tempo.pt, os modelos meteorológicos europeus apontam para anomalias térmicas positivas que poderão atingir os 6 ºC acima da média climatológica em várias regiões do país entre os dias 8 e 15 de junho, sobretudo no interior Norte, Centro e Sul.</p>
<p>A previsão surge após um final de maio considerado invulgarmente quente e numa altura em que os primeiros dias de junho têm apresentado temperaturas mais moderadas em várias zonas do litoral Norte e Centro. Ainda assim, algumas regiões do interior alentejano e do Sotavento Algarvio continuam a registar valores elevados para a época.</p>
<p>Os modelos meteorológicos indicam que uma crista subtropical deverá fortalecer-se sobre a Península Ibérica durante os próximos dias, favorecendo a entrada e permanência de uma massa de ar mais quente sobre Portugal continental.</p>
<p>Este padrão atmosférico deverá promover condições de tempo estável e um aumento gradual das temperaturas, especialmente nas regiões do interior. Em consequência, grande parte do território nacional poderá registar valores claramente superiores aos normalmente observados em meados de junho.</p>
<p>Os mapas de anomalias térmicas do modelo europeu ECMWF mostram praticamente todo o território continental coberto por tons vermelhos, sinal de temperaturas acima da média sazonal.</p>
<p><strong>Interior do país poderá registar as maiores anomalias</strong><br />
As previsões apontam para os desvios mais significativos nas regiões do interior do continente.</p>
<p>Entre as áreas potencialmente mais afetadas destacam-se grande parte da Região Norte, Viseu Dão-Lafões, Beiras e Serra da Estrela, Beira Baixa, Alto Alentejo e Baixo Alentejo.</p>
<p>Nestas zonas, os modelos sugerem que as temperaturas poderão situar-se até 6 ºC acima dos valores médios normalmente registados nesta época do ano, podendo mesmo existir locais onde esse desvio seja ligeiramente superior.</p>
<p>Caso estas previsões se confirmem, várias regiões do interior poderão experimentar condições mais típicas de pleno verão do que de uma fase ainda inicial de junho.</p>
<p><strong>Litoral deverá escapar aos valores mais extremos</strong><br />
Apesar da subida generalizada das temperaturas, o impacto do calor não deverá ser uniforme em todo o país.</p>
<p>As zonas costeiras do litoral Oeste, assim como várias áreas do litoral Norte e Centro, deverão beneficiar do efeito moderador do Oceano Atlântico. A presença da nortada poderá igualmente contribuir para manter as temperaturas mais amenas nestas regiões.</p>
<p>Também áreas como a costa de Lisboa, Caparica, Arrábida, litoral alentejano e Costa Vicentina poderão apresentar temperaturas menos elevadas quando comparadas com o interior do território.</p>
<p>Ainda assim, mesmo nestas regiões prevê-se a ocorrência de temperaturas ligeiramente acima dos valores normais para a época, embora com anomalias mais modestas, geralmente entre 1 e 3 ºC.</p>
<p><strong>Açores também poderão registar temperaturas acima da média</strong><br />
As previsões indicam igualmente um cenário de temperaturas ligeiramente superiores ao normal em parte do arquipélago dos Açores.</p>
<p>Os grupos Central e Oriental deverão ser os mais influenciados por esta situação, podendo registar valores até cerca de 1 ºC acima da média climatológica.</p>
<p>Já o arquipélago da Madeira constitui a principal exceção ao padrão de aquecimento previsto para Portugal.</p>
<p>Segundo os modelos analisados, a região autónoma poderá mesmo apresentar anomalias térmicas negativas, com temperaturas ligeiramente inferiores ao habitual para esta altura do ano, até cerca de 1 ºC abaixo da média.</p>
<p><strong>Pico do calor poderá ocorrer a 10 e 11 de junho</strong><br />
Os meteorologistas antecipam uma subida gradual das temperaturas ao longo da semana.</p>
<p>Na segunda-feira, dia 8 de junho, e na terça-feira, dia 9, várias regiões do interior deverão já apresentar máximas claramente acima da média para o início do mês.</p>
<p>As previsões apontam para valores entre 30 ºC e 35 ºC em zonas como o vale do Douro, Beira Baixa, Alentejo e Sotavento Algarvio.</p>
<p>No entanto, o período potencialmente mais quente deverá ocorrer entre quarta-feira e quinta-feira, dias 10 e 11 de junho.</p>
<p>Nesses dias, o calor deverá intensificar-se e alargar-se a uma área geográfica mais extensa, abrangendo grande parte do interior Norte e Centro, Alentejo e Algarve.</p>
<p>As temperaturas máximas poderão oscilar entre os 32 ºC e os 36 ºC em muitas destas regiões, especialmente no vale do Guadiana e noutras zonas do interior Centro e Sul.</p>
<p>Os locais tradicionalmente mais quentes do interior sul poderão até ultrapassar estes valores, caso as condições atmosféricas evoluam conforme os cenários atualmente previstos.</p>
<p><strong>Final da semana ainda apresenta alguma incerteza</strong><br />
Apesar de existir um elevado grau de confiança relativamente ao aumento das temperaturas durante a primeira metade da próxima semana, as previsões tornam-se mais incertas para os dias seguintes.</p>
<p>Os modelos meteorológicos sugerem que, após o pico de calor previsto para os dias 10 e 11 de junho, poderá ocorrer uma evolução mais variável das temperaturas.</p>
<p>Os primeiros sinais apontam para um período caracterizado por oscilações térmicas, embora ainda seja cedo para determinar com precisão a intensidade ou duração dessas alterações.</p>
<p>Para já, tudo indica que Portugal continental se prepara para enfrentar vários dias consecutivos de calor acima do normal, com especial incidência nas regiões do interior, onde os termómetros poderão atingir valores típicos das fases mais quentes do verão.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772597]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Juros de renegociações e novos créditos para casa sobem em abril pela 1.ª vez este ano</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/juros-de-renegociacoes-e-novos-creditos-para-casa-sobem-em-abril-pela-1-a-vez-este-ano/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 12:45:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação subiu em abril em cadeia pela primeira vez este ano, para 2,85%, continuando abaixo do registado um ano antes, divulgou hoje o BdP.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação subiu em abril em cadeia pela primeira vez este ano, para 2,85%, continuando abaixo do registado um ano antes, divulgou hoje o BdP.</P><br />
<P>Segundo dados do Banco de Portugal (BdP) hoje divulgados, a taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação, que inclui novos contratos e renegociações, atingiu em abril 2,8%, um valor que compara com 2,81% no mês anterior e 3,06% um ano antes.</P><br />
<P>Este valor tem oscilado entre um máximo de 2,88% em setembro de 2025 e 2,81% em março, depois de um período mais alto em 2023 &#8211; chegando aos 4,31%.</P><br />
<P>Por segmento, a taxa de juro média dos novos contratos avançou 0,05 pontos percentuais em cadeia, para 2,86%, e a das renegociações cresceu 0,01 pontos percentuais, para 2,80%. Em termos homólogos, a taxa era de, respetivamente, 3,01% e 3,30%.</P><br />
<P>Na área do euro, a taxa de juro média aumentou 0,08 pontos percentuais em cadeia, para 3,43%, tendo Portugal apresentado a quarta taxa de juro média mais baixa para as novas operações de empréstimos à habitação, atrás de Malta, Bulgária e Espanha.</P><br />
<P>Já a prestação média mensal do &#8216;stock&#8217; de empréstimos à habitação aumentou três euros face a março, para 428 euros, registando subidas todos os meses desde agosto.</P><br />
<P>A taxa fixa apresentava a maior taxa de juro entre as novas operações (3,72%, menos 0,02 p.p. em cadeia), seguindo-se a taxa variável (2,96%, +0,14 p.p.) e a taxa mista (2,74%, +0,03 p.p.).</P><br />
<P>A Euribor a 12 meses, que foi a mais utilizada durante quase dois anos, até abril do ano passado, representou, no mesmo mês deste ano, 36,3% do montante das novas operações com taxa variável, enquanto a Euribor a três meses subiu para 9,5%. As operações com Euribor a seis meses representaram cerca de metade (49,4%).</P><br />
<P>Em abril, 85% dos novos empréstimos à habitação foram contratados a taxa mista, 14% com recurso a taxa variável e 2% a taxa fixa. </P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772599]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Provedora da UE arrasa Von der Leyen por ter apagado mensagem enviada por Macron sobre Mercosul</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/provedora-da-ue-arrasa-von-der-leyen-por-ter-apagado-mensagem-enviada-por-macron-sobre-mercosul/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 12:32:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A provedora de Justiça da União Europeia considerou que a Comissão Europeia agiu de forma inadequada ao não preservar uma mensagem enviada pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, à presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, relacionada com as negociações do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A provedora de Justiça da União Europeia considerou que a Comissão Europeia agiu de forma inadequada ao não preservar uma mensagem enviada pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, à presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, relacionada com as negociações do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul. A crítica surge após uma investigação que concluiu que o executivo comunitário deveria ter mantido esse registo e reforçado os seus mecanismos de conservação de comunicações oficiais.</p>
<p>Segundo revelou o Politico, a mensagem foi enviada por Macron no início de 2024, numa fase decisiva das negociações do acordo comercial entre a União Europeia e o bloco sul-americano Mercosul, composto por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. O objetivo do líder francês teria sido tentar travar o avanço das negociações numa altura em que o entendimento estava próximo da conclusão.</p>
<p>O acordo acabaria, contudo, por avançar. Foi aprovado no início de 2026 por uma maioria qualificada dos Estados-membros da União Europeia, apesar da oposição de um grupo de países liderado pela França. A aplicação provisória entrou em vigor a 1 de maio deste ano.</p>
<p><strong>Investigação começou após pedido de acesso à mensagem</strong><br />
O caso teve origem num pedido de acesso à mensagem apresentado pelo jornalista Alexander Fanta, da plataforma Follow the Money. Após esse pedido, a Comissão Europeia reconheceu que a comunicação existia, mas informou que já não estava disponível porque tinha sido enviada através da aplicação Signal com a funcionalidade de mensagens temporárias ativada, o que levou à sua eliminação automática.</p>
<p>A situação motivou a abertura de uma investigação por parte da provedora europeia, Teresa Anjinho, em setembro do ano passado. Na recomendação agora divulgada, a responsável defende que a Comissão Europeia deve garantir que todas as mensagens de texto e comunicações instantâneas relacionadas com políticas, atividades ou decisões da instituição sejam preservadas durante um período razoável, mesmo quando utilizem mecanismos de eliminação automática.</p>
<p>A recomendação refere especificamente as comunicações trocadas entre chefes de Estado ou de Governo, ministros e membros da Comissão Europeia.</p>
<p><strong>Provedora aponta má administração</strong><br />
Além da questão da preservação da mensagem, Teresa Anjinho criticou também o tempo que a Comissão demorou a responder ao pedido de acesso apresentado pelo jornalista.</p>
<p>De acordo com a provedora, passaram cerca de 15 meses até ser dada uma resposta ao requerente. Na sua avaliação, esta demora constitui um caso de má administração por parte da instituição europeia.</p>
<p>A responsável acrescentou ainda que não foi possível excluir totalmente a hipótese de a mensagem ter sido eliminada após a receção do pedido de acesso, embora não tenha apresentado conclusões definitivas nesse sentido.</p>
<p>No documento divulgado, Teresa Anjinho afirma que &#8220;a forma como a Comissão tratou o pedido de acesso público do queixoso constituiu má administração&#8221;.</p>
<p><strong>Comissão lamenta atraso, mas defende confidencialidade</strong><br />
Em reação às conclusões da provedora, a Comissão Europeia procurou sublinhar que a acusação de má administração está relacionada com o atraso na resposta ao pedido de acesso e não com o facto de a mensagem não ter sido conservada.</p>
<p>O porta-voz da Comissão, Balazs Ujvari, reconheceu que o jornalista não recebeu uma resposta inicial dentro dos prazos previstos, classificando a situação como um erro administrativo.</p>
<p>&#8220;A Comissão lamenta o facto de o senhor Fanta não ter recebido uma resposta inicial. Tal deveu-se a uma falha administrativa. Nem toda a falha administrativa constitui automaticamente má administração&#8221;, afirmou.</p>
<p>Apesar de garantir que Bruxelas irá analisar cuidadosamente as conclusões da provedora, Ujvari defendeu também a necessidade de preservar espaços de comunicação confidencial entre os líderes europeus.</p>
<p>Segundo o porta-voz, &#8220;a presidente da Comissão e os chefes de Estado e de Governo precisam de ter a possibilidade de trocar mensagens num ambiente de confiança mútua e confidencialidade, que permita fluidez nas trocas de informação&#8221;.</p>
<p><strong>Não é a primeira polémica envolvendo mensagens de von der Leyen</strong><br />
Esta não é a primeira vez que as comunicações privadas de Ursula von der Leyen suscitam controvérsia em matéria de transparência.</p>
<p>Em maio do ano passado, o Tribunal Geral da União Europeia considerou que a Comissão Europeia agiu incorretamente ao recusar o acesso a mensagens trocadas entre von der Leyen e o presidente executivo da farmacêutica Pfizer, Albert Bourla, durante o período mais crítico da pandemia de Covid-19.</p>
<p>Nesse caso, também esteve em causa a preservação de mensagens consideradas relevantes para a atividade institucional da Comissão Europeia. O tribunal concluiu então que o executivo comunitário não tinha demonstrado adequadamente os motivos que justificariam a impossibilidade de disponibilizar essas comunicações.</p>
<p>A nova recomendação da provedora europeia reacende o debate sobre a forma como as instituições da União Europeia gerem comunicações digitais entre responsáveis políticos de topo.</p>
<p>Com o recurso crescente a aplicações de mensagens instantâneas para tratar assuntos relacionados com políticas públicas, decisões governativas e negociações internacionais, aumenta igualmente a pressão para que existam regras claras sobre conservação, arquivo e acesso a esses conteúdos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772593]]></sapo:autor>
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		<title>Criação de novas empresas até maio cai 5,2%, mostram dados da Informa D&#038;B</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 12:28:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A criação de novas empresas nos primeiros cinco meses do ano caiu 5,2%, face ao período homólogo, tendo sido constituídas constituídas 24.022 empresas desde o início de 2026, segundo dados da Informa D&#38;B.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A criação de novas empresas nos primeiros cinco meses do ano caiu 5,2%, face ao período homólogo, tendo sido constituídas constituídas 24.022 empresas desde o início de 2026, segundo dados da Informa D&amp;B.</p>
<p>Esta queda &#8220;contraria a subida que se verificou desde 2021, interrompida apenas em 2024, com uma queda muito ligeiro (-1,2%)&#8221;, indica a Informa D&amp;B, em comunicado.</p>
<p>A maioria dos setores de atividade registaram quebras na constituição de empresas, com as descidas mais expressivas na agricultura e outros recursos naturais (-318 constituições, -34%), transportes (-283 constituições, &#8211; 16%) e alojamento e restauração (-253 constituições, -11%).</p>
<p>Por outro lado, nos setores da construção, das tecnologias da informação e comunicação e no grossista verificou-se um crescimento na criação de novas empresas nos primeiros cinco meses do ano.</p>
<p>O Barómetro da Informa D&amp;B, com dados relativos a 03 de junho, indica também que entre janeiro e maio de 2026, encerraram 4.842 empresas, menos 20% (-1 212 encerramentos) face ao mesmo período do ano anterior.</p>
<p>Já as insolvências aumentaram, sendo que, até ao final de maio, 879 empresas iniciaram um novo processo de insolvência, mais 3,8% (+32 insolvências) do que no mesmo período do ano anterior.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772594]]></sapo:autor>
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		<title>Como uma ideia dinamarquesa marginal para expulsar migrantes da Europa se tornou política oficial da UE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 12:19:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[imigração]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[UE]]></category>
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					<description><![CDATA[Novo regulamento da UE sobre retornos abre caminho a que Estados-membros enviem migrantes com pedidos de asilo rejeitados para países terceiros com os quais tenham acordos, mesmo que esses países não sejam os seus países de origem]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há cinco anos, a Dinamarca provocou polémica ao aprovar uma lei que lhe permitiria enviar requerentes de asilo para países terceiros fora da União Europeia. A proposta parecia então uma experiência isolada, juridicamente arriscada e politicamente extrema. </p>
<p>Agora, essa ideia deixou de estar nas margens do debate europeu: o novo regulamento da UE sobre retornos abre caminho a que Estados-membros enviem migrantes com pedidos de asilo rejeitados para países terceiros com os quais tenham acordos, mesmo que esses países não sejam os seus países de origem, escreve o &#8216;El País&#8217;.</p>
<p>A mudança é profunda. Durante anos, modelos como o da Dinamarca, o plano britânico de deportações para o Ruanda ou o centro italiano na Albânia foram vistos como experiências polémicas, difíceis de aplicar e expostas a contestação judicial. Nenhum se consolidou plenamente. Mas a Europa mudou de pergunta: o debate já não é apenas sobre se estes modelos devem existir, mas sobre como podem ser implementados e tornados eficazes.</p>
<p>O novo regulamento sobre retornos, acordado entre Comissão Europeia, Conselho e Parlamento Europeu, torna evidente esta viragem. A legislação contempla a possibilidade de enviar pessoas com ordem de expulsão para países terceiros e admite a criação de centros de detenção para quem viu o pedido de asilo rejeitado. Uma solução que há poucos anos era tratada como exceção passou a integrar o centro da política migratória europeia.</p>
<p><strong>A direita mudou o eixo do debate</strong></p>
<p>A explicação está menos numa alteração súbita dos fluxos migratórios e mais numa mudança política dentro da União Europeia. Birgit Sippel, eurodeputada alemã do Partido Social-Democrata, resume o novo contexto com a existência de “novas maiorias políticas”, uma direita mais radical e uma extrema-direita mais forte.</p>
<p>Para Sippel, a Europa está a reagir menos aos factos do que à pressão do debate político em torno da migração. Gerald Knaus, um dos arquitetos intelectuais do acordo migratório de 2016 entre Bruxelas e Ancara, reconhece que a ideia é hoje muito menos controversa do que há cinco ou dez anos. Existe agora, diz, um consenso mais amplo entre governos muito diferentes.</p>
<p>A ascensão da direita radical e da extrema-direita ajuda a explicar essa normalização. Em setembro de 2025, grupos de extrema-direita participavam em oito dos 27 governos da União Europeia, liderando executivos ou integrando coligações. A imigração e o controlo de fronteiras tornaram-se um dos seus temas eleitorais mais eficazes.</p>
<p>Estrella Galán, eurodeputada espanhola da esquerda, acusa a direita tradicional de estar a comprar os slogans da extrema-direita. Para a deputada, propostas que antes pareciam marginais estão agora a ser incorporadas em acordos institucionais.</p>
<p><strong>A Europa endurece quando as entradas estão a cair</strong></p>
<p>O paradoxo é que esta viragem acontece num momento em que as entradas irregulares na União Europeia estão a diminuir. Nos primeiros quatro meses de 2026, a Frontex registou menos 40% de tentativas de entrada irregular do que no mesmo período do ano anterior.</p>
<p>A tendência de queda começou em 2024 e continua. Mas não resulta sobretudo do novo Pacto de Migração e Asilo, que ainda está a entrar na fase de implementação. A redução está mais ligada a acordos anteriores com países terceiros, como Líbia, Tunísia, Mauritânia e Marrocos, ao reforço dos controlos em rotas importantes e a alterações geopolíticas recentes.</p>
<p>A União Europeia prevê gastar mais de cinco mil milhões de euros na gestão da migração e das fronteiras em 2026. Ao mesmo tempo, a queda do regime de Bashar al-Assad, na Síria, reduziu significativamente os pedidos de asilo de cidadãos sírios, um dos principais grupos de requerentes na Europa.</p>
<p><strong>O que começou na Dinamarca</strong></p>
<p>A Dinamarca foi o primeiro país europeu a tentar transformar esta ideia em lei. Copenhaga defendia que a Europa precisava de novas ferramentas para desencorajar a migração irregular e garantir o retorno de requerentes rejeitados. A imprensa dinamarquesa chegou a apontar o Ruanda como possível parceiro.</p>
<p>O plano, porém, nunca saiu do papel. As perguntas eram demasiado difíceis: que países poderiam ser considerados seguros? Como garantir proteção efetiva? Que incentivos seriam dados a esses Estados para aceitarem requerentes de asilo ou migrantes com ordem de saída?</p>
<p>Apesar do fracasso prático, a Dinamarca abriu caminho. O Reino Unido avançou depois com o plano de Rishi Sunak para enviar requerentes de asilo para o Ruanda. O Supremo Tribunal britânico considerou o projeto ilegal em 2023, devido a preocupações com a segurança das pessoas deportadas. O Governo conservador tentou salvar a medida com nova legislação em 2024, mas o executivo trabalhista acabou por cancelá-la.</p>
<p>A terceira tentativa veio de Itália. Giorgia Meloni abriu um centro de detenção em Gjadër, na Albânia, e chegou a enviar para lá um grupo de requerentes de asilo. A estreia foi um fiasco: Roma gastou entre 250 mil e 290 mil euros, cerca de 18 mil euros por migrante, para transferir apenas 16 pessoas, que acabaram por ser devolvidas por decisão de um juiz italiano.</p>
<p>O problema estava no estatuto dos países de origem. Muitos eram do Bangladesh e do Egito, países cuja classificação como seguros tinha sido contestada em decisões judiciais europeias e italianas. Essa barreira mudou em fevereiro, quando a União Europeia adotou formalmente a primeira lista de países de origem seguros, incluindo Egito, Colômbia e Bangladesh.</p>
<p><strong>A Albânia pode ser o precedente</strong></p>
<p>A experiência italiana está longe de estar encerrada. O centro de Gjadër foi pensado para deter migrantes enquanto os seus pedidos de asilo eram analisados, mas o novo regulamento europeu reacendeu outra possibilidade: transformá-lo num centro de retorno para pessoas que aguardam deportação.</p>
<p>Essa é a diferença política mais importante. Até agora, modelos como o da Albânia eram iniciativas nacionais, juridicamente frágeis e expostas a contestação. Com o novo regulamento, Itália e outros Estados-membros passam a ter uma base jurídica comum para avançar com soluções semelhantes.</p>
<p>Para Estrella Galán, esse é precisamente o risco: projetos apresentados como excecionais estão a tornar-se precedentes. O caso australiano é frequentemente citado como exemplo de eficácia, depois de Camberra ter enviado requerentes de asilo para centros offshore em Nauru e na Papua Nova Guiné. Mas esse modelo teve custos muito elevados, com milhares de milhões gastos, anos de litígios e denúncias de abusos.</p>
<p><strong>A grande dúvida: quem aceita receber os migrantes?</strong></p>
<p>A União Europeia já gastou milhares de milhões de euros em políticas de deportação, mas os resultados continuam limitados. Atualmente, só consegue devolver efetivamente 28% dos migrantes com ordem de expulsão aos respetivos países de origem.</p>
<p>É aqui que surgem as maiores dúvidas sobre a nova estratégia. Gerald Knaus questiona a utilidade dos centros de retorno: se a UE já não consegue devolver certas pessoas aos seus países de origem, por que razão seria mais fácil enviá-las para países que nem sequer são os seus?</p>
<p>Ainda assim, Knaus vê uma consequência relevante no regulamento: os Estados-membros passam a poder negociar acordos que antes não eram possíveis. A medida poderá, na perspetiva dos seus defensores, reduzir rotas irregulares perigosas e aumentar a pressão para que as ordens de expulsão sejam cumpridas.</p>
<p>Vários Governos já estão a explorar essa via. Os Países Baixos anunciaram que vão estudar formas de processar pedidos de asilo fora da Europa e desenvolver projetos-piloto com parceiros europeus. Dinamarca, Áustria, Alemanha e outros países analisam soluções semelhantes.</p>
<p>Mas a distância entre aprovar uma lei europeia e conseguir aplicá-la continua grande. Como resume Birgit Sippel, “a peça que falta é a diplomacia da migração”. A União Europeia pode criar a base legal, mas isso não significa que países terceiros aceitem receber migrantes que não são seus cidadãos.</p>
<p>A ideia que parecia extrema tornou-se oficial. Falta saber se será exequível.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772561]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Mais de 50 quedas, dedos amputados e suspeitas de ocultação: os problemas da &#8216;estrela&#8217; dos drones militares</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 12:15:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Shield AI, uma das mais valiosas empresas norte-americanas de tecnologia militar e especializada em drones autónomos para uso militar, enfrenta novas questões relacionadas com a segurança dos seus equipamentos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Shield AI, uma das mais valiosas empresas norte-americanas de tecnologia militar e especializada em drones autónomos para uso militar, enfrenta novas questões relacionadas com a segurança dos seus equipamentos após uma série de acidentes, lesões graves e alegações de antigos funcionários que acusam a empresa de ter minimizado ou ocultado problemas técnicos para facilitar vendas a clientes militares.</p>
<p>Segundo uma investigação da Reuters, a empresa sediada em Silicon Valley está a lidar com consequências de vários incidentes envolvendo o drone V-BAT, uma aeronave não tripulada de descolagem e aterragem vertical utilizada por forças armadas de vários países e que constitui um dos principais produtos da companhia.</p>
<p>O mais recente caso ocorreu a 12 de maio durante um exercício de formação realizado ao largo da costa do Texas. De acordo com informações confirmadas pelo Ministério da Defesa da Roménia, uma oficial da Marinha romena sofreu ferimentos extremamente graves quando a mão ficou presa na hélice de um drone V-BAT.</p>
<p>O acidente resultou na amputação de dois dedos e na fratura de um terceiro.</p>
<p>A militar foi inicialmente submetida a intervenções cirúrgicas para tentar reimplantar os dedos num hospital universitário de Nova Orleães, mas o seu estado clínico agravou-se posteriormente, levando à transferência para o Walter Reed National Military Medical Center, em Maryland, uma das principais unidades médicas militares dos Estados Unidos.</p>
<p>A identidade da vítima não foi divulgada pelas autoridades romenas.</p>
<p>O Ministério da Defesa da Roménia confirmou que está a investigar o sucedido e considerou prematuro retirar conclusões sobre eventuais responsabilidades ou sobre a possibilidade de o acidente ter sido evitado.</p>
<p>Apesar do incidente, a Marinha romena indicou que continua em vigor o contrato de cerca de 30 milhões de dólares celebrado com a Shield AI para aquisição dos drones V-BAT.</p>
<p><strong>Problema semelhante já tinha ocorrido anteriormente</strong><br />
O acidente na Roménia não é um caso isolado. Há cerca de um ano, a empresa já tinha sido obrigada a responder a preocupações relacionadas com a segurança do mesmo modelo de drone depois de um responsável da Marinha dos Estados Unidos ter sofrido lesões graves nas mãos durante testes operacionais.</p>
<p>Na altura, a Shield AI anunciou alterações no sistema de aterragem, reforço das medidas de segurança e colocação de novos avisos junto das hélices.</p>
<p>O então diretor da empresa, Ryan Tseng, afirmou publicamente que o aparelho tinha sido profundamente melhorado e descreveu-o como uma aeronave radicalmente superior à versão anterior.</p>
<p>Contudo, o novo acidente levanta dúvidas sobre a eficácia dessas alterações.</p>
<p><strong>Mais de 50 quedas em apenas 18 meses</strong><br />
A investigação revela ainda que os problemas não se limitam aos acidentes com operadores.</p>
<p>Segundo fontes ligadas à empresa, mais de 50 drones V-BAT terão sido destruídos em acidentes durante operações de treino e testes ao longo dos últimos 18 meses.</p>
<p>Esses números representam uma taxa de falha considerada elevada, tendo em conta que a frota interna da empresa é composta por cerca de 200 aparelhos modernizados.</p>
<p>Entre os incidentes relatados encontra-se uma aterragem forçada durante um exercício liderado pela NATO em Portugal, realizado em setembro do ano passado para demonstração de sistemas militares não tripulados.</p>
<p>Outro episódio ocorreu no Texas, quando a queda de um drone terá provocado um incêndio que consumiu mais de 40 acres de terreno antes de ser controlado pelos bombeiros.</p>
<p>Perante a sucessão de acidentes, a Shield AI chegou mesmo a suspender temporariamente as operações de voo durante várias semanas para identificar as causas dos problemas.</p>
<p><strong>Empresa rejeita críticas e defende histórico de segurança</strong><br />
Confrontada com as alegações, a Shield AI rejeitou as acusações e garantiu que possui um sólido histórico de segurança operacional.</p>
<p>Num comunicado, a empresa afirmou que incidentes operacionais são relativamente comuns em sistemas não tripulados deste tipo e defendeu que o V-BAT continua a ser uma das plataformas VTOL mais testadas e utilizadas atualmente.</p>
<p>A companhia refere que o drone acumula cerca de 18 mil horas de voo desde 2019.</p>
<p>Relativamente ao acidente envolvendo a militar romena, a empresa sustentou que o episódio resultou de uma violação dos procedimentos de segurança estabelecidos e não de qualquer defeito do equipamento, embora não tenha especificado quais os procedimentos alegadamente incumpridos.</p>
<p><strong>Denúncia de ex-funcionário levanta novas suspeitas</strong><br />
Grande parte das novas polémicas surgiu após uma denúncia apresentada por Jacob Miller, antigo gestor de produto da empresa.</p>
<p>Miller apresentou uma queixa formal junto das autoridades laborais norte-americanas e acusa a Shield AI de ocultar problemas técnicos aos clientes militares.</p>
<p>Segundo o ex-funcionário, a empresa teria, em determinados testes, transmitido informações incorretas sobre as capacidades reais do drone.</p>
<p>Uma das alegações mais graves refere-se a uma demonstração realizada para as forças armadas da Grécia, durante a qual o V-BAT teria sido apresentado como estando a operar de forma autónoma quando, alegadamente, estaria a ser controlado manualmente.</p>
<p>A denúncia sustenta ainda que alguns relatórios internos sobre acidentes teriam sido alterados ou revistos para criar uma imagem mais favorável do desempenho da aeronave.</p>
<p>De acordo com Miller, esses dados teriam sido utilizados para apoiar negociações e contratos com vários clientes internacionais, incluindo Grécia, Japão, Noruega, Taiwan e Ucrânia.</p>
<p><strong>Funcionários alegam represálias por alertas de segurança</strong><br />
A investigação aponta igualmente para um ambiente interno marcado por tensões relacionadas com questões de segurança.</p>
<p>Segundo diversas fontes, pelo menos três trabalhadores que levantaram preocupações sobre riscos operacionais terão sido despedidos ou abandonaram a empresa nos últimos 18 meses.</p>
<p>Jacob Miller afirma ter sido afastado após insistir em alertas relacionados com a segurança aérea.</p>
<p>Além da denúncia laboral, apresentou também uma ação judicial contra a Shield AI e contra um diretor da empresa.</p>
<p>A resposta oficial da companhia foi firme. A Shield AI declarou que considera as acusações sem fundamento e garantiu que irá defender-se vigorosamente em tribunal.</p>
<p><strong>Quase colisão aérea durante testes preocupa especialistas</strong><br />
Entre os episódios mais preocupantes relatados encontra-se um incidente ocorrido durante testes de sistemas de deteção e prevenção de colisões.</p>
<p>Segundo testemunhos recolhidos na investigação, dois funcionários da empresa participavam num voo de teste a bordo de uma aeronave Cessna quando perceberam que o drone não estava a identificar corretamente a presença do avião.</p>
<p>Os pilotos foram obrigados a executar uma manobra evasiva para evitar uma possível colisão em pleno ar.</p>
<p>De acordo com as mesmas fontes, um dos funcionários tinha o filho menor a bordo da aeronave naquele momento.</p>
<p><strong>Empresa tornou-se uma das maiores apostas da defesa norte-americana</strong><br />
Fundada em 2015 pelos irmãos Ryan e Brandon Tseng, a Shield AI tornou-se numa das empresas mais promissoras da nova geração de tecnologia militar dos Estados Unidos.</p>
<p>A companhia procura competir com gigantes tradicionais da indústria da defesa, fornecendo drones autónomos e software de inteligência artificial para utilização militar.</p>
<p>Em março deste ano, uma ronda de financiamento liderada parcialmente pelo JPMorgan avaliou a empresa em cerca de 12,7 mil milhões de dólares, consolidando-a como uma das maiores startups de defesa do mundo.</p>
<p>O crescimento da empresa coincidiu com o aumento da procura por sistemas autónomos em conflitos como a guerra na Ucrânia e as tensões geopolíticas crescentes no Médio Oriente e na região do Indo-Pacífico.</p>
<p><strong>Pentágono aposta em novo drone apesar das polémicas</strong><br />
Apesar das controvérsias, a Shield AI continua a expandir os seus projetos.</p>
<p>A empresa está atualmente a desenvolver o X-BAT, uma aeronave de maiores dimensões concebida para operar ao lado de aviões de combate como um chamado &#8220;ala fiel&#8221;, acompanhando missões militares de elevado risco.</p>
<p>Recentemente, a empresa recebeu um contrato da Unidade de Inovação de Defesa do Pentágono para avançar com o projeto.</p>
<p>Documentação consultada pela investigação indica que a Shield AI procurava obter até 500 milhões de dólares de apoio do Departamento de Defesa para desenvolver quatro protótipos do novo sistema até 2029, num programa cujo custo total poderá atingir 1,3 mil milhões de dólares.</p>
<p>Questionado sobre os riscos associados ao facto de o X-BAT utilizar tecnologias derivadas do V-BAT, o Pentágono respondeu que o risco faz parte do processo de inovação tecnológica e constitui um elemento essencial no desenvolvimento de novas capacidades militares.</p>
<p>Entretanto, os novos acidentes, as alegações de falhas ocultadas e as denúncias de antigos trabalhadores continuam a lançar dúvidas sobre uma das empresas mais mediáticas e valorizadas do setor da defesa tecnológica norte-americana.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772560]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>PS pede audição do governador do Banco de Portugal sobre posição quanto às taxas de juro</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ps-pede-audicao-do-governador-do-banco-de-portugal-sobre-posicao-quanto-as-taxas-de-juro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 12:14:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O PS requereu hoje a audição do governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, para esclarecer a posição sobre a evolução das taxas de juros e riscos inflacionistas, pedindo também para ouvir Vitor Constâncio, antigo responsável pelo cargo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O PS requereu hoje a audição do governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, para esclarecer a posição sobre a evolução das taxas de juros e riscos inflacionistas, pedindo também para ouvir Vitor Constâncio, antigo responsável pelo cargo.</P><br />
<P>Em causa está, segundo o requerimento do PS, uma entrevista recente à da Antena 1 e Jornal de Negócios na qual Álvaro Santos Pereira respondeu, sobre uma eventual subida das taxas de juro diretoras do Banco Central Europeu, que &#8220;vale mais atuar mais cedo do que mais tarde&#8221; e que é importante &#8220;atuar rapidamente e decisivamente&#8221; quando existam indícios de potenciais espirais inflacionistas.</P><br />
<P>&#8220;A posição assumida pelo Governador do Banco de Portugal nesta entrevista assume particular relevância num contexto marcado por elevada incerteza económica internacional, pela persistência de desafios muito sérios associados ao custo da habitação e ao endividamento das famílias, bem como pela importância que a evolução das taxas de juro assume para o investimento e para o crescimento económico&#8221;, justificam os socialistas.</P><br />
<P>O PS quer por isso a audição no parlamento de Álvaro Santos Pereira &#8220;para prestar esclarecimentos sobre as declarações públicas recentemente proferidas acerca da evolução das taxas de juro, dos riscos inflacionistas e das respetivas implicações para a economia portuguesa&#8221;.</P><br />
<P>O objetivo dos socialistas é que o parlamento conheça &#8220;de forma mais aprofundada a avaliação efetuada pelo Banco de Portugal relativamente aos riscos inflacionistas identificados, aos fundamentos económicos que sustentam a posição expressa pelo seu Governador e aos potenciais impactos que uma eventual subida das taxas de juro poderá ter sobre a economia portuguesa, as famílias e as empresas&#8221;.</P><br />
<P>O PS pede ainda a audição do antigo governador do Banco de Portugal e antigo vice-presidente do Banco Central Europeu, Vítor Constâncio, sobre &#8220;as perspetivas da política monetária e da evolução económica na área do euro&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772575]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Mau tempo: Quase 24  milhões de euros de indemnizações por danos em habitações pagos na região Centro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 12:14:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Perto de 24 milhões de euros de indemnizações por danos em habitações provocados pela tempestade Kristin e outras já foram pagos na região Centro, anunciou hoje a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Perto de 24 milhões de euros de indemnizações por danos em habitações provocados pela tempestade Kristin e outras já foram pagos na região Centro, anunciou hoje a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).</P><br />
<P>Num ponto de situação feito hoje, a CCDR referiu que há 6.237 candidaturas com indemnizações pagas, num valor total de 23.716.666,95 euros.</P><br />
<P>No total, foram apresentadas 25.728 candidaturas na região Centro, das quais 9.240 (35,9%) já estão decididas. Há ainda 14.168 em análise em 73 municípios e 2.320 na CCDR.</P><br />
<P>O presidente da CCDR Centro, José Ribau Esteves, aludiu ao &#8220;empenho da equipa de trabalho institucional que tem vindo a concretizar respostas com a devida qualidade e num tempo curto face à quantidade de processos e à complexidade da tarefa&#8221;.</P><br />
<P>Comparando com o tratamento de danos de calamidades em anos anteriores, Ribau Esteves frisou a &#8220;menor quantidade de tempo utilizada entre a data dos danos causados (epicentro a 28 de janeiro), a disponibilização de verba pelo Governo para fazer os pagamentos, o período de apresentação de candidaturas (até 07 de abril) e as respostas com decisões e pagamentos aos beneficiários&#8221;.</P><br />
<P>Segundo a CCDR, dos 73 municípios com candidaturas apresentadas, há oito em que todas já foram decididas e dez em que mais de 90% estão nessa situação.</P><br />
<P>Os municípios que têm menos de 25% das candidaturas decididas são 24.</P><br />
<P>Leiria é aquele que apresentou mais candidaturas, um total de 10.808, estando decididas 3.721 (34,4%). Seguem-se Marinha Grande (3.365 apresentadas e 243 decididas), Pombal (2.482 apresentadas e 1.318 decididas), Sertã (972 apresentadas e 373 decididas), Ansião (878 apresentadas e 475 decididas) e Coimbra (647 apresentadas e 110 decididas).</P><br />
<P>Estes seis municípios apresentaram 19.152 candidaturas, que correspondem a 74,4% das 25.729 totais da região Centro. Das 9.240 das candidaturas decididas, 6.240 (67,5%) são destes municípios.</P><br />
<P>&#8220;Entramos em junho de 2026, o mês que se definiu por acordo entre as entidades gestoras como o último para terminar tão importante tarefa, sendo pertinente prestar informação pública com um ponto de situação, apresentando dados respeitantes ao acumulado até ao dia 31 de maio (inclusive)&#8221;, explicou Ribau Esteves.</P><br />
<P>A CCDR Centro prometeu fazer nova atualização com dados de 10 e de 20 de junho.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772574]]></sapo:autor>
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		<title>Escola Nacional de Saúde Pública lança &#8216;site&#8217; para ajudar a reduzir exposição a químicos nocivos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 12:14:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Escola Nacional de Saúde Pública lançou hoje uma plataforma em várias línguas que ajuda os cidadãos a compreenderem e a reduzirem a exposição diária a substâncias químicas que interferem com o sistema hormonal e afetam a saúde.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Escola Nacional de Saúde Pública lançou hoje uma plataforma em várias línguas que ajuda os cidadãos a compreenderem e a reduzirem a exposição diária a substâncias químicas que interferem com o sistema hormonal e afetam a saúde. </P><br />
<P>A plataforma &#8216;NEMESIS for You&#8217;, lançada no Dia Mundial do Ambiente, foi desenvolvida pela Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa (ENSP NOVA), com o apoio de parceiros de toda a Europa, fornecendo &#8220;informações claras e acessíveis&#8221;, bem como sugestões práticas para ajudar a reduzir a exposição aos &#8220;químicos disruptores endócrinos&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Estas substâncias químicas podem estar no ambiente, produtos de consumo e alimentos e a informação disponível nesta plataforma pretende ajudar nas escolhas diárias que podem reduzir a exposição a estas substâncias&#8221;, refere a ENSP Nova em comunicado.</P><br />
<P>A instituição refere que estes químicos continuam a ser pouco conhecidos pela população, apesar da crescente evidência científica sobre os seus possíveis impactos na saúde, incluindo a potencial contribuição para a obesidade, diabetes tipo 2 e outras doenças metabólicas. </P><br />
<P>Alerta ainda que algumas populações podem ser particularmente vulneráveis aos efeitos destes químicos, especialmente grávidas e crianças pequenas. </P><br />
<P>&#8220;Alguns disruptores endócrinos conseguem atravessar a placenta, o que significa que a exposição durante a gravidez pode afetar não apenas a saúde da mãe, mas também a da futura criança&#8221;, salienta. </P><br />
<P>Durante os primeiros anos de vida, órgãos e sistemas hormonais encontram-se ainda em desenvolvimento, tornando as crianças mais sensíveis a exposições ambientais.</P><br />
<P>&#8220;Os primeiros anos de vida representam uma fase particularmente sensível para o desenvolvimento humano. A exposição a substâncias químicas em períodos críticos como o gestacional pode ter efeitos importantes na saúde&#8221;, refere Susana Viegas, professora catedrática da ENSP NOVA, citada no comunicado.</P><br />
<P>Um questionário &#8216;online&#8217; realizado no âmbito do NEMESIS, projeto financiado pela comissão europeia, com a participação de cidadãos de vários países europeus, incluindo 364 pessoas de Portugal, demonstra essa preocupação. </P><br />
<P>Segundo os resultados, 93% dos participantes consideram importante evitar a exposição a disruptores endócrinos e 66% acreditam que os problemas de saúde associados a estas substâncias podem ser muito ou extremamente graves. </P><br />
<P>Apenas 18% afirmam sentir-se confiantes na sua capacidade de evitar a exposição, enquanto 87% gostariam de obter mais informação sobre este tema.</P><br />
<P>&#8220;A maioria das pessoas está preocupada, mas não sabe exatamente o que pode fazer para reduzir a exposição no dia-a-dia&#8221;, afirma Cristina Godinho, professora auxiliar da ENSP NOVA, acrescentando que &#8220;existe uma necessidade clara de informação acessível, aplicável aos contextos do dia-a-dia e baseada na evidência científica&#8221;.</P><br />
<P>Embora seja impossível eliminar totalmente a exposição a substâncias químicas presentes no ambiente, os especialistas sublinham que pequenas escolhas quotidianas podem ajudar a reduzir o contacto com alguns destes químicos.</P><br />
<P>Entre as recomendações estão optar por alimentos frescos e menos por alimentos embalados, arejar e aspirar regularmente a casa, ler os rótulos dos produtos e escolher alternativas mais simples, com menos ingredientes e sem fragrâncias, bem como reciclar e eliminar corretamente resíduos e produtos químicos como restos de tinta ou vernizes, que não devem ir para o lixo comum, mas serem depositados em pontos de recolha específicos.</P><br />
<P>A plataforma, acessível em https://nemesisforyou.eu/, foi criada no âmbito do projeto europeu NEMESIS, do qual a ENSP NOVA faz parte, e está disponível em inglês, português, espanhol, francês, neerlandês, finlandês, grego, sueco e alemão.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772573]]></sapo:autor>
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		<title>Presidenciais: Apelos de Goucha e imigração entre principais casos de desinformação, revela Iberifier</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 12:06:30 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Falsas declarações atribuídas a candidatos presidenciais, alegados apelos de Manuel Luís Goucha e conteúdos que ligavam Seguro à imigração sem restrições foram os principais casos de desinformação durante as presidenciais, concluiu um relatório do observatório Iberifier.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Falsas declarações atribuídas a candidatos presidenciais, alegados apelos de Manuel Luís Goucha e conteúdos que ligavam Seguro à imigração sem restrições foram os principais casos de desinformação durante as presidenciais, concluiu um relatório do observatório Iberifier.</P><br />
<P>O documento, que analisou as principais narrativas de desinformação detetadas entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026 em Portugal e Espanha, identificou a campanha presidencial portuguesa como um dos períodos de maior circulação de conteúdos manipulados nas plataformas digitais.</P><br />
<P>Entre os exemplos estão conteúdos falsos que alegavam que o apresentador Manuel Luís Goucha tinha apelado ao voto contra o socialismo na segunda volta das eleições e publicações que atribuíam a António José Seguro posições favoráveis à imigração sem restrições e à construção de mais mesquitas.</P><br />
<P>&#8220;O objetivo destas narrativas era influenciar perceções eleitorais e alimentar a desconfiança relativamente aos candidatos, ao processo democrático e às próprias instituições democráticas&#8221;, lê-se no documento.</P><br />
<P>O Observatório Ibérico dos Media Digitais (Iberifier) assinalou a disseminação de informação enganosa destinada a criar uma perceção negativa de Portugal face a outros países da União Europeia (UE), através da divulgação de indicadores socioeconómicos descontextualizados ou falsos.</P><br />
<P>Entre os exemplos identificados estiveram alegações de que Portugal seria um dos países europeus onde menos pessoas conseguem pagar uma refeição adequada ou aquele com a taxa de IVA mais elevada da Europa.</P><br />
<P>Além disso, a imigração voltou igualmente a surgir como um dos principais focos de desinformação em Portugal.</P><br />
<P>Durante o período natalício circularam vídeos falsamente apresentados, nos quais era visível grupos de muçulmanos a invadir mercados de Natal na Alemanha, bem como alegações de que determinadas expressões associadas ao Natal teriam sido proibidas.</P><br />
<P>O relatório destacou conteúdos falsos segundo os quais a TAP ou diretivas da UE teriam proibido o uso de termos relacionados com o Natal, bem como alegações de que mercados natalícios teriam passado a designar-se &#8220;mercados de inverno&#8221;, para fomentar a inclusão. </P><br />
<P>Foram ainda identificados vídeos manipulados sobre alegada sobrelotação de hospitais por imigrantes e publicações falsas sobre uma suposta produção massiva de cartões de cidadão portugueses destinados a estrangeiros.</P><br />
<P>Outro dos fenómenos em crescimento em Portugal foi a fraude digital associada à desinformação.</P><br />
<P>Segundo o relatório, foram detetadas campanhas em larga escala que imitavam comunicações de entidades oficiais, incluindo falsas multas de trânsito, notificações fraudulentas do Serviço Nacional de Saúde e anúncios enganosos sobre alegados apoios financeiros atribuídos pelo Governo.</P><br />
<P>Os investigadores destacam igualmente o crescimento do uso de Inteligência Artificial (IA) na proliferação de conteúdos falsos, sobretudo em torno de acontecimentos internacionais de elevada sensibilidade política.</P><br />
<P>Um dos principais exemplos foi a detenção do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos, que gerou uma vaga de imagens e vídeos manipulados produzidos por IA, incluindo falsas operações militares e manifestações fabricadas.</P><br />
<P>Segundo o relatório, este foi um dos temas de desinformação mais recorrentes tanto em Portugal como em Espanha. </P><br />
<P>Os &#8220;Epstein files&#8221; continuaram a alimentar teorias da conspiração, com a circulação de imagens geradas por IA e documentos manipulados que associavam figuras públicas ao caso.</P><br />
<P>No plano europeu, a própria União Europeia foi alvo frequente de desinformação, incluindo alegações falsas sobre uma proibição do uso das redes sociais por menores de 18 anos, acusações de censura nas plataformas digitais e narrativas sobre penalizações a eurodeputados por discordarem de posições pró-Ucrânia.</P><br />
<P>O relatório foi elaborado no âmbito do Iberifier, financiado pela Comissão Europeia e integrado no Observatório Europeu dos Media Digitais (EDMO).</P></p>
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