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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>UE acorda voo gratuito para acompanhantes de pessoas com deficiência em determinadas situações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 12:55:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[O Parlamento Europeu e o Conselho da UE chegaram hoje a acordo para permitir que acompanhantes de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida possam viajar gratuitamente de avião se se considerar necessário e a companhia aérea não garantir assistência.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Parlamento Europeu e o Conselho da UE chegaram hoje a acordo para permitir que acompanhantes de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida possam viajar gratuitamente de avião se se considerar necessário e a companhia aérea não garantir assistência.</P><br />
<P>Esta medida foi hoje acordada entre as duas instituições no âmbito da revisão que está a ser feita dos direitos dos passageiros de avião, barco, comboio ou autocarro na União Europeia (UE) e que ainda precisa de ser formalmente aprovada pelo Parlamento Europeu (PE) e Conselho da UE para poder entrar em vigor.</P><br />
<P>Entre as medidas que vão passar a constar na legislação europeia, está a possibilidade de &#8220;um acompanhante de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida poder viajar com eles gratuitamente de avião se a sua presença for necessária, à semelhança do que já acontece nas viagens de autocarro, comboio ou barco&#8221;, refere o PE em comunicado.</P><br />
<P>&#8220;Sempre que uma companhia aérea exija que um passageiro viaje acompanhado por razões de segurança e não consiga prestar a assistência necessária, o passageiro terá direito a viajar com um acompanhante da sua escolha, sem custos adicionais. O acompanhante deverá ficar sentado ao lado do passageiro que precisa da assistência&#8221;, clarifica o Conselho da UE.</P><br />
<P>As novas regras hoje acordadas preveem também que as empresas intermediárias de venda de bilhetes, como as agências de viagens, passem a ter de informar os clientes, no momento da reserva, de &#8220;quaisquer taxas adicionais, administrativas ou de serviço&#8221; que costumam cobrar caso uma viagem seja cancelada, haja um atraso prolongado ou uma recusa de embarque.</P><br />
<P>&#8220;O reembolso do preço total do bilhete e da taxa de intermediação, caso tenha sido cobrada, deverá chegar ao passageiro no prazo de 14 dias. Caso um intermediário não cumpra este prazo, caberá à companhia aérea processar o reembolso no prazo de sete dias após receber os dados de pagamento necessários para efetuar esse reembolso&#8221;, refere o PE.</P><br />
<P>O Conselho da UE acrescenta, contudo, que, para evitar &#8220;um encargo financeiro desproporcionado&#8221; para intermediários &#8220;de menor dimensão&#8221;, o acordo prevê &#8220;uma exceção para as microempresas, desde que os passageiros sejam claramente informados desta disposição no início do processo de reserva&#8221;.</P><br />
<P>As duas instituições acordaram também criar um &#8220;formulário comum&#8221; para todas as viagens &#8212; seja de avião, barco, autocarro ou comboio &#8212; que os passageiros poderão preencher para pedir uma compensação ou reembolso em caso de cancelamentos ou atrasos.</P><br />
<P>&#8220;A Comissão Europeia irá disponibilizar o formulário, em todas as línguas da UE, no seu &#8216;site&#8217;. Esta será uma forma de pedir o reembolso, uma vez que as companhias continuarão a poder encaminhar os passageiros para o seu próprio formulário eletrónico, em papel ou uma aplicação do telemóvel&#8221;, refere-se.</P><br />
<P>Citado neste comunicado, o eurodeputado italiano Matteo Ricci, que redigiu a proposta do PE sobre esta matéria, salienta que, com o acordo de hoje, se &#8220;completa o pacote de direitos dos passageiros ao estabelecer um conjunto claro de regras para proteger e reforçar os europeus em todos os tipos de transportes&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Medidas mais robustas para ajudar as pessoas com mobilidade reduzida e um novo quadro regulatório para a compra de bilhetes através de intermediários melhoram ainda mais a proteção dos passageiros europeus&#8221;, afirma.</P><br />
<P>Por sua vez, Alexis Vafeades, ministro dos Transportes de Chipre, país que detém atualmente a presidência rotativa do Conselho da UE, defende que &#8220;os direitos dos passageiros em todos os modos de transporte só têm verdadeiro significado se puderem ser efetivamente aplicados&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Este acordo facilitará aos viajantes o acesso à informação, à assistência e aos reembolsos a que têm direito, ao mesmo tempo que reforça a proteção das pessoas com deficiência e com mobilidade reduzida&#8221;, refere.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781663]]></sapo:autor>
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		<title>Venezuela/Sismo: Rangel manifesta solidariedade com Caracas em conversa com homólogo venezuelano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 12:55:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Governo]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[sismo]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, manifestou hoje solidariedade para com a Venezuela na sequência dos dois sismos que atingiram o país, durante uma conversa com o homólogo venezuelano.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, manifestou hoje solidariedade para com a Venezuela na sequência dos dois sismos que atingiram o país, durante uma conversa com o homólogo venezuelano.</P><br />
<P>Rangel falou hoje com Yván Gil para &#8220;deixar uma mensagem de solidariedade face ao trágico sismo na Venezuela e para disponibilizar os meios de socorro que estão já praticamente em estado de prontidão&#8221;, indicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros numa nota publicada na rede social X.</P><br />
<P>Na breve nota não foram especificados quais os meios de socorro disponibilizados.</P><br />
<P>De acordo com o ministério português, o ministro venezuelano agradeceu &#8220;a solidariedade portuguesa&#8221; e da comunidade lusa no país e &#8220;deu nota da situação de grave emergência em que se encontra o país&#8221;.</P><br />
<P>Dois grandes sismos foram registados na Venezuela, na quarta-feira, causando pelo menos 164 mortos e mais de 970 feridos, segundo o balanço oficial provisório.</P><br />
<P>O primeiro sismo de magnitude 7,2 ocorreu a cerca de 200 quilómetros de Caracas, seguido por um segundo de magnitude 7,5 e por cerca de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).</P><br />
<P>Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na região de La Guaira, a cerca de 30 quilómetros a norte de Caracas, uma das mais afetadas.</P><br />
<P>As autoridades venezuelanas decretaram o estado de emergência.</P><br />
<P>A Venezuela acolhe uma das maiores comunidades de emigrantes portugueses e lusodescendentes no mundo.</P><br />
<P>Durante hoje de manhã, o secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, afirmou que para já não havia indicação de portugueses entre as vítimas dos sismos registados na Venezuela, adiantando que o Governo estava a acompanhar a situação. </P><br />
<P>&#8220;Para já não. Temos feito múltiplos contactos. Temos todos os nossos serviços no terreno, embaixada e consulados e até com pessoas que conheço do movimento associativo e até ao momento não temos conhecimento de vítimas portuguesas&#8221;, disse à agência Lusa Emídio Sousa.</P><br />
<P>O Secretário de Estado das Comunidades indicou que a situação está difícil, com derrocadas de alguns edifícios.   </P><br />
<P>&#8220;É possível que haja [vítimas portuguesas], mas para já não temos nenhuma informação de vítimas portuguesas&#8221;, salientou.   </P><br />
<P>Emídio Sousa adiantou nessa altura que até ao momento o Governo não tinha recebido pedidos de auxílio de portugueses na Venezuela, mas houve contactos em Portugal por parte de familiares que estão preocupados com a situação a solicitar informações.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781661]]></sapo:autor>
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		<title>Venezuela/Sismo: Equipas de socorro da ONU a caminho do país, garante Delcy Rodríguez</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/venezuela-sismo-equipas-de-socorro-da-onu-a-caminho-do-pais-pr-interina/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 12:39:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Delcy Rodríguez]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[sismo]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
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					<description><![CDATA[Equipas especializadas de socorro coordenadas pela ONU estão a caminho da Venezuela para participar nas operações de busca de pessoas desaparecidas, possivelmente soterradas nos escombros, após os dois sismos que atingiram o país, anunciou hoje a presidente interina venezuelana.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Equipas especializadas de socorro coordenadas pela ONU estão a caminho da Venezuela para participar nas operações de busca de pessoas desaparecidas, possivelmente soterradas nos escombros, após os dois sismos que atingiram o país, anunciou hoje a presidente interina venezuelana.</P><br />
<P>&#8220;[Os socorristas] já estão a caminho do nosso país para participar nestes esforços&#8221;, declarou Delcy Rodríguez numa intervenção transmitida pela televisão.</P><br />
<P>A presidente interina da Venezuela acrescentou ter falado com vários líderes estrangeiros e com um representante das Nações Unidas (ONU) na Venezuela.</P><br />
<P>Dois grandes sismos foram registados na Venezuela, na quarta-feira, causando pelo menos 164 mortos e mais de 970 feridos, segundo o balanço oficial provisório.</P><br />
<P>O primeiro sismo de magnitude 7,2 ocorreu a cerca de 200 quilómetros de Caracas, seguido por um segundo de magnitude 7,5 e por cerca de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).</P><br />
<P>Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na região de La Guaira, a cerca de 30 quilómetros a norte de Caracas, uma das mais afetadas.</P><br />
<P>As autoridades venezuelanas decretaram o estado de emergência.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781638]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>A regra absurda da FIFA que pode matar a emoção da fase de grupos do Mundial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 12:37:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desporto]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[fifa]]></category>
		<category><![CDATA[Mundial'2026]]></category>
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					<description><![CDATA[Fase final dos grupos do Mundial podia ter vários jogos carregados de incerteza, contas abertas e equipas obrigadas a atacar até ao fim. Mas uma alteração no critério de desempate está a reduzir a tensão competitiva em várias partidas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A fase final dos grupos do Mundial podia ter vários jogos carregados de incerteza, contas abertas e equipas obrigadas a atacar até ao fim. Mas uma alteração no critério de desempate está a reduzir a tensão competitiva em várias partidas, critica o &#8216;The Independent&#8217;.</p>
<p>Em causa está a opção da FIFA por dar prioridade ao confronto direto em vez da tradicional diferença de golos. A regra, usada há vários anos pela UEFA no Europeu, passou a aplicar-se neste Mundial e já está a produzir efeitos: há seleções com a posição final garantida antes da última jornada, mesmo quando ainda falta jogar.</p>
<p>O resultado é simples: alguns jogos que podiam decidir primeiros lugares, apuramentos ou eliminações chegam agora à última ronda com muito menos em disputa. Alemanha e Estados Unidos, por exemplo, já têm o primeiro lugar assegurado nos respetivos grupos. A Turquia está presa ao quarto lugar. A Tunísia já está eliminada.</p>
<p>Segundo o jornal britânico, esta situação retira parte da emoção que a FIFA prometia com o Mundial alargado. Em vez de uma terceira jornada caótica, com várias equipas dependentes de golos, resultados paralelos e mudanças de posição em tempo real, algumas partidas ficam competitivamente esvaziadas.</p>
<p>O caso desta quinta-feira é apontado como exemplo. A Alemanha podia ainda estar ao alcance da Costa do Marfim, enquanto o Equador poderia tentar aproveitar qualquer deslize da equipa alemã. Os Estados Unidos poderiam precisar de vencer a Turquia para segurar um primeiro lugar mais favorável. A Tunísia ainda poderia ter contas a fazer com a Suécia. Mas, devido ao confronto direto, parte dessas hipóteses desapareceu antes de a bola rolar.</p>
<p>A crítica central é que o confronto direto dá peso excessivo a um único jogo numa fase de grupos curta. Se duas equipas terminam empatadas em pontos, o resultado entre ambas pode valer mais do que o desempenho global ao longo das três partidas. Para o &#8216;The Independent&#8217;, isso levanta dúvidas de justiça desportiva.</p>
<p>A questão torna-se mais sensível num Mundial alargado a 48 seleções, com apuramento dos dois primeiros de cada grupo e dos melhores terceiros. O novo modelo já tornava as contas mais complexas. Com o confronto direto como primeiro critério, algumas posições ficam fechadas mais cedo e outras dependem de cenários difíceis de explicar ao público.</p>
<p>O jornal dá o exemplo do México, que tem seis pontos no Grupo A. Num sistema baseado primeiro na diferença de golos, ainda teria de somar pelo menos um ponto para garantir o primeiro lugar e assegurar o jogo seguinte no Estádio Azteca, em vez de Houston. Com a regra atual, já está confirmado no topo e pode gerir a equipa frente à República Checa.</p>
<p>Há também jogos em que as equipas podem começar a fazer contas ao caminho no mata-mata, em vez de procurarem apenas vencer. Áustria e Argélia, por exemplo, podem enfrentar o dilema de preferir o terceiro lugar, que poderá significar um adversário teoricamente mais acessível, em vez do segundo, que pode levar a um encontro com a favorita Espanha.</p>
<p>O problema não se limita à emoção. A entrada dos melhores terceiros pode criar comparações difíceis entre grupos muito diferentes. A Escócia, por exemplo, poderia ser fortemente derrotada pelo Brasil e ainda assim seguir em frente, enquanto Cabo Verde, mesmo com empates históricos frente a Espanha e Uruguai, poderia ficar pelo caminho.</p>
<p>Para o &#8216;The Independent&#8217;, o modelo atual condiciona mais as últimas jornadas do que o formato antigo. Em vez de incentivar todas as equipas a jogar para ganhar, pode premiar a gestão, o cálculo e a proteção de resultados.</p>
<p>A crítica é ainda mais dura porque a FIFA tinha insistido em manter grupos de quatro equipas depois da terceira jornada caótica e emocionante do Mundial de 2022. A promessa era preservar esse drama competitivo. Mas, ao escolher o confronto direto como primeiro critério de desempate, a organização pode ter criado o efeito contrário.</p>
<p>O jornal defende que havia alternativas. Uma delas seria manter apenas os dois primeiros de cada grupo apurados e dar passagem direta aos oitavos de final aos oito melhores vencedores de grupo, à semelhança do modelo usado na Liga dos Campeões. As restantes equipas fariam uma ronda intermédia, o que incentivaria as seleções a lutar pelo primeiro lugar até ao fim.</p>
<p>A consequência, agora, é uma fase final de grupos menos imprevisível do que podia ser. O Mundial continua a ter jogos decisivos e histórias por escrever, mas a FIFA parece ter fechado cedo demais algumas das portas que costumam transformar a última jornada numa das fases mais intensas do torneio.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781647]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Chat secreto sobre Trump, Zelensky e líderes europeus coloca Comissão Europeia sob investigação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 12:22:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão Europeia]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[Ursula von der Leyen]]></category>
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					<description><![CDATA[Srupo terá incluído o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, o presidente francês, Emmanuel Macron, o chanceler alemão, Friedrich Merz, e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Comissão Europeia está a ser investigada pela provedora de Justiça europeia devido à forma como recusou o acesso a mensagens de um grupo secreto que terá juntado Ursula von der Leyen, Volodymyr Zelensky e vários líderes europeus para discutir como lidar com Donald Trump, avança o &#8216;The Independent&#8217;.</p>
<p>O grupo terá incluído o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, o presidente francês, Emmanuel Macron, o chanceler alemão, Friedrich Merz, e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni. O conteúdo das mensagens, porém, continua privado, depois de a Comissão Europeia ter recusado o pedido de acesso apresentado por uma organização de investigação jornalística.</p>
<p>Teresa Anjinho, provedora de Justiça europeia, informou Ursula von der Leyen, numa carta enviada na última sexta-feira, de que iria abrir uma investigação para avaliar se a Comissão falhou em matéria de transparência na resposta ao pedido.</p>
<p>A organização neerlandesa Follow the Money pediu acesso à correspondência em janeiro, mas a Comissão recusou divulgar as mensagens, alegando que a publicação poderia prejudicar as relações da União Europeia com países terceiros.</p>
<p>A investigação deverá prolongar-se por vários meses. A reunião entre representantes da Comissão Europeia e Teresa Anjinho só está prevista para meados de julho.</p>
<p>Na decisão inicial, tomada no início de março, a Comissão afirmou que existia “contacto permanente informal e pessoal” com chefes de Estado e de Governo de países terceiros e dos Estados-membros, tanto oralmente como por escrito. Bruxelas defendeu que o acesso a essas trocas de mensagens não servia o interesse público.</p>
<p>A entidade que apresentou a queixa contestou a decisão, argumentando que a Comissão não explicou suficientemente a recusa. Em resposta, Bruxelas voltou a negar o acesso, invocando uma exceção ligada à proteção do interesse público em matéria de relações internacionais.</p>
<p>Nessa resposta, datada de 20 de maio, a Comissão Europeia não assumiu uma posição clara sobre se as mensagens do grupo constituem documentos oficialmente detidos pela instituição.</p>
<p>Depois disso, o caso chegou à provedora de Justiça europeia. O queixoso argumentou que a Comissão não avaliou devidamente os documentos pedidos, não ponderou a possibilidade de conceder acesso parcial e não demonstrou que a divulgação das mensagens causaria um dano concreto.</p>
<p>Teresa Anjinho pediu também à Comissão todos os documentos abrangidos pelo pedido de acesso apresentado pela Follow the Money.</p>
<p>O grupo terá ficado conhecido como “Washington Group”. O &#8216;POLITICO&#8217; noticiou a sua existência em janeiro, citando uma fonte segundo a qual os líderes trocavam mensagens sempre que Trump fazia ou dizia algo considerado potencialmente prejudicial.</p>
<p>“Quando as coisas começam a avançar rapidamente, é difícil coordenar, e este grupo é realmente eficaz”, disse uma fonte familiarizada com o funcionamento do grupo. “Diz muito sobre as relações pessoais e sobre a importância que têm.”</p>
<p>O grupo, descrito como “informal mas ativo”, terá sido criado depois de os líderes europeus terem visitado a Casa Branca com Zelensky, em agosto.</p>
<p>A revelação surge num contexto de crescente tensão entre líderes europeus e Donald Trump. De acordo com o &#8216;The Independent&#8217;, os dirigentes europeus foram inicialmente cautelosos para não irritar Trump no início do seu segundo mandato, por receio da sua reação, mas tornaram-se entretanto mais críticos em público. Macron e Merz, em particular, opuseram-se de forma vocal à guerra no Irão.</p>
<p>No início deste ano, rebentou também uma polémica diplomática depois de vários líderes europeus terem feito comentários depreciativos sobre responsáveis da Administração Trump durante uma chamada de grupo.</p>
<p>O jornal alemão &#8216;Der Spiegel&#8217; noticiou que Macron disse a líderes europeus, numa conferência telefónica, que Trump poderia “trair” a Ucrânia ao forçá-la a ceder território “sem clareza sobre garantias de segurança”.</p>
<p>Em comentários que pareciam referir-se aos enviados de Trump Steve Witkoff e Jared Kushner, Merz terá dito: “Eles estão a fazer jogos, tanto convosco como connosco.”</p>
<p>Já o presidente finlandês, Alexander Stubb, que mantém uma relação próxima com Trump, terá defendido: “Não devemos deixar a Ucrânia e Volodymyr sozinhos com estes tipos.” O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, concordou: “Concordo com Alexander: temos de proteger Volodymyr.”</p>
<p>A investigação agora aberta não incide sobre o conteúdo político das mensagens, mas sobre a forma como a Comissão Europeia tratou o pedido de acesso. A questão central é saber se Bruxelas podia recusar a divulgação invocando relações internacionais sem esclarecer se as mensagens existem, se estão na posse da instituição e se poderiam ser divulgadas, ainda que parcialmente.</p>
<p>O caso volta a colocar Ursula von der Leyen sob pressão num tema sensível: a fronteira entre diplomacia informal, coordenação política em tempo real e obrigação de transparência das instituições europeias.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781643]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ucrânia recebe primeiros 3,2 mil milhões do megaempréstimo europeu após meses de bloqueio político</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 12:15:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
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		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
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		<category><![CDATA[Ursula von der Leyen]]></category>
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					<description><![CDATA[Anúncio foi feito esta quinta-feira por Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, durante a Conferência para a Recuperação da Ucrânia, em Gdańsk, na Polónia]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ucrânia recebeu a primeira tranche do empréstimo de 90 mil milhões de euros aprovado pela União Europeia, num primeiro desembolso de 3,2 mil milhões de euros destinado a ajudar Kiev a cobrir falhas orçamentais e garantir estabilidade financeira, avança a &#8216;Euronews&#8217;.</p>
<p>O anúncio foi feito esta quinta-feira por Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, durante a Conferência para a Recuperação da Ucrânia, em Gdańsk, na Polónia. “Hoje, estamos a transferir a primeira tranche deste empréstimo, querida Yulia Svyrydenko, exatamente 3,2 mil milhões de euros em assistência macrofinanceira”, afirmou, dirigindo-se à primeira-ministra ucraniana.</p>
<p>“Esta é, de facto, solidariedade em ação. Mostra que o apoio da Europa à Ucrânia veio para ficar”, acrescentou von der Leyen.</p>
<p>A Comissão Europeia deverá anunciar nos próximos dias uma segunda tranche, no valor de cerca de 6 mil milhões de euros, destinada à produção de drones. O novo apoio chega numa altura em que a Ucrânia regista novo impulso no campo de batalha contra as tropas russas, enquanto a máquina de guerra de Moscovo mostra sinais crescentes de desgaste.</p>
<p>O desembolso marca o fim de uma disputa política de seis meses em torno do empréstimo. Os líderes dos 27 Estados-membros aprovaram o pacote extraordinário em dezembro, depois de uma proposta para usar ativos russos imobilizados ter falhado na reta final.</p>
<p>Em alternativa, a União Europeia decidiu criar o empréstimo de 90 mil milhões de euros através de dívida conjunta. Hungria, Eslováquia e República Checa negociaram uma isenção do mecanismo.</p>
<p>Bruxelas acelerou depois os preparativos técnicos e jurídicos para iniciar os pagamentos o mais rapidamente possível e evitar que o Governo ucraniano, pressionado pela falta de liquidez, entrasse em incumprimento.</p>
<p>O processo, porém, voltou a bloquear no final de fevereiro, quando a invasão russa em larga escala estava prestes a completar quatro anos. O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, impôs então um veto súbito à última peça legislativa necessária, no âmbito de uma disputa não relacionada com a Ucrânia sobre o oleoduto Druzhba.</p>
<p>O impasse só foi ultrapassado no final de abril, depois de Orbán ter sofrido uma derrota expressiva nas eleições legislativas húngaras. Seis meses depois da cimeira decisiva de dezembro, a União Europeia começou finalmente a transferir o dinheiro.</p>
<p>Os 3,2 mil milhões de euros agora entregues são o início de uma série de pagamentos graduais até ao final do ano. Para 2026, Bruxelas reservou 45 mil milhões de euros: 16,7 mil milhões para apoio financeiro e 28,3 mil milhões para apoio militar.</p>
<p>Os pagamentos ficarão condicionados à realização de reformas em Kiev. Qualquer recuo no combate à corrupção poderá levar à suspensão temporária da assistência.</p>
<p>A componente militar do empréstimo terá também condições associadas, para garantir que beneficia armamento e munições “Made in Europe”. Ainda assim, a próxima tranche de 5 mil milhões de euros ficará isenta dessa obrigação, porque a Ucrânia precisa de comprar alguns componentes à China para produzir drones de baixo custo.</p>
<p>Kiev procura ainda formas de adquirir sistemas americanos de defesa aérea Patriot. Não é claro, para já, se o empréstimo europeu poderá vir a ser usado para esse fim.</p>
<p>Os restantes 45 mil milhões de euros ficarão reservados para 2027 e deverão cobrir dois terços das necessidades de financiamento da Ucrânia. Os aliados ocidentais deverão assegurar o terço restante.</p>
<p>“Continuamos a apelar a todos os nossos parceiros para que mantenham o apoio, porque uma Ucrânia forte e independente é do interesse de todos nós”, afirmou von der Leyen.</p>
<p>“A nossa ambição não é apenas ajudar a Ucrânia a resistir, é ajudá-la a crescer e prosperar como um país livre e europeu”, acrescentou.</p>
<p>Os 24 Estados-membros que participam no empréstimo comum deverão pagar cerca de 3 mil milhões de euros por ano em juros.</p>
<p>A Ucrânia só terá de devolver os 90 mil milhões de euros se a Rússia aceitar pagar reparações de guerra, cenário que Moscovo tem rejeitado categoricamente. A Comissão Europeia insiste, contudo, que mantém o direito de recorrer aos 210 mil milhões de euros em ativos imobilizados do Banco Central russo caso essas reparações não avancem.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781640]]></sapo:autor>
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		<title>Portugal tem mais 725 ultrarricos do que há cinco anos. Quem são e porque continuam a escolher o país?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 12:06:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[Knight Frank]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[ultrarricos]]></category>
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					<description><![CDATA[Dados constam do Índice Imobiliário Internacional da consultora britânica Knight Frank. Em 2021, Portugal tinha 1.462 pessoas com património líquido superior a cerca de 25 milhões de euros. Em 2026, esse número terá subido para 2.187]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal tem hoje mais 725 ultrarricos do que há cinco anos, num crescimento de quase 50% que confirma o país como destino cada vez mais relevante para grandes patrimónios. Segundo a &#8216;Euronews&#8217;, a evolução resulta de uma combinação entre investimento imobiliário, mobilidade internacional de capitais, venda de empresas, qualidade de vida e estabilidade.</p>
<p>Os dados constam do Índice Imobiliário Internacional da consultora britânica Knight Frank. Em 2021, Portugal tinha 1.462 pessoas com património líquido superior a cerca de 25 milhões de euros. Em 2026, esse número terá subido para 2.187.</p>
<p>Durante anos, parte da atratividade portuguesa esteve ligada a incentivos como os vistos gold e o regime de Residente Não Habitual. O primeiro deixou de permitir a aquisição de imóveis como via para autorização de residência, enquanto o segundo passou a aplicar-se apenas a determinadas atividades científicas e de elevada qualificação. Ainda assim, a Knight Frank considera que estas alterações podem atenuar a procura internacional, mas não comprometem o interesse por Portugal.</p>
<p>Os ultrarricos que vivem ou investem no país não são apenas estrangeiros. Entre os grandes patrimónios estão também muitos empresários portugueses, sobretudo ligados à indústria, às novas tecnologias, aos serviços e a setores tradicionais como calçado, têxtil, vidro, plástico ou madeira.</p>
<p>“Um indivíduo com um património destes tem como principais preocupações a proteção do património, a fiscalidade e a sucessão”, explica à Euronews Helena Seruca, diretora coordenadora de Banca Privada do Banco Carregosa.</p>
<p>A responsável aponta o período pós-pandemia como um momento decisivo para a criação de nova riqueza em Portugal. “Principalmente desde o período pós-Covid, notámos um aumento do património destes clientes devido à venda de empresas”, afirma.</p>
<p>O crescimento dos fundos de capital de risco também ajudou a transformar empresários portugueses em ultrarricos. Segundo Bruno Minoya Perez, diretor de Private Banking do Banco Carregosa, muitos donos de empresas venderam participações para financiar expansão, entrar em novos mercados ou simplesmente sair da gestão diária dos negócios.</p>
<p>“Há pessoas na casa dos 50 ou 60 anos que já não pretendem continuar à frente do negócio ou que recebem propostas muito atrativas e optam por vender. Nos últimos cinco anos, têm sido realizados muitos negócios deste tipo”, afirma.</p>
<p>O responsável dá como exemplo uma empresa de panificação da zona centro comprada por um grande grupo francês. “Esse empresário, de repente, recebeu 100 milhões de euros”, exemplifica Bruno Perez, mostrando como uma única operação pode ser suficiente para colocar alguém no grupo dos ultrarricos.</p>
<p>A chegada de estrangeiros com elevada capacidade financeira também continua a pesar. Helena Seruca destaca os nómadas digitais e profissionais que vieram trabalhar remotamente para Portugal durante a pandemia e acabaram por se fixar no país. A estes juntam-se investidores estrangeiros com presença significativa em áreas como o imobiliário e o turismo.</p>
<p>No imobiliário, Portugal mantém uma posição de destaque no mercado internacional de luxo. João Cília, CEO da Porta da Frente Christie’s, afirma à &#8216;Euronews&#8217; que o país atrai patrimónios elevados que procuram residência principal, segunda casa ou diversificação de ativos.</p>
<p>O mercado divide-se entre gama alta e ultraluxo. Na gama alta, um apartamento de entrada ronda os 6.494 euros por metro quadrado. No segmento de luxo, que representa apenas 2% do mercado, os preços rondam os 11 mil euros por metro quadrado. As localizações mais procuradas incluem Cascais, o centro de Lisboa, a Comporta e o chamado triângulo dourado do Algarve, entre Vilamoura, Vale do Lobo e Quinta do Lago.</p>
<p>A composição dos compradores muda consoante o segmento. Segundo João Cília, nos imóveis de entrada da gama alta, cerca de 95% dos clientes são portugueses. Já no luxo e ultraluxo, a proporção inverte-se: cerca de 65% dos compradores são estrangeiros, sobretudo americanos e brasileiros.</p>
<p>Portugal também se destaca nas chamadas ‘branded residences’, residências associadas a marcas hoteleiras. Segundo o relatório citado pela &#8216;Euronews&#8217;, o país é líder europeu neste segmento, com cerca de 1.200 unidades, que representam entre 30% e 50% do mercado de luxo.</p>
<p>Lisboa e Cascais assumem particular relevância no mercado europeu. Dados da rede Christie’s indicam que estas duas zonas representam mais de 26% da oferta analisada na Europa. Cascais é já o segundo mercado mais representado da rede no continente, à frente de Londres e Madrid.</p>
<p>A instabilidade internacional também pode reforçar o interesse por Portugal. João Cília aponta o Médio Oriente, em particular o Qatar, como um mercado emergente, sobretudo depois do agravamento das tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irão. “Eles procuram, neste momento, alternativas de investimento mais seguras”, explica, destacando Portugal como mercado em euros, politicamente estável e integrado na União Europeia.</p>
<p>Apesar da procura, há um problema de oferta. O responsável alerta que estes compradores procuram construção diferenciada em zonas muito privilegiadas, num país com dimensão limitada e mercado restrito.</p>
<p>As estimativas apontam para novo crescimento nos próximos anos. O Prime International Residential Index prevê que Portugal chegue a 2.452 ultrarricos em 2031. A tendência é alimentada pela mobilidade internacional da riqueza, por estilos de vida repartidos entre vários países e pela permanência de Portugal no mapa global do investimento e do imobiliário de luxo.</p>
<p>Mesmo com menor vantagem fiscal do que no passado, o país continua a atrair grandes patrimónios. A combinação de segurança, qualidade de vida, estabilidade, mercado imobiliário premium e oportunidades de investimento ajuda a explicar porque Portugal continua a ser escolhido por quem tem milhões para viver, aplicar ou proteger.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781624]]></sapo:autor>
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		<title>CEO da EDP diz que investidores são bem-vindos e fala em mercado livre sobre fundo soberano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 11:50:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente executivo da EDP preferiu não comentar diretamente uma eventual intervenção de um fundo soberano no setor da energia, uma vez que "ainda não há detalhes", mas sublinhou que "é um mercado livre" e todos os investidores são bem-vindos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente executivo da EDP preferiu não comentar diretamente uma eventual intervenção de um fundo soberano no setor da energia, uma vez que &#8220;ainda não há detalhes&#8221;, mas sublinhou que &#8220;é um mercado livre&#8221; e todos os investidores são bem-vindos.</p>
<p>&#8220;Acionistas são bem-vindos, investidores são bem-vindos&#8221;, afirmou hoje Miguel Stilwell d&#8217;Andrade, num encontro com jornalistas a propósito dos 50 anos da EDP.</p>
<p>O gestor foi questionado sobre a proposta de criação de um Fundo Soberano de Portugal, anunciada no fim de semana pelo primeiro-ministro, em comparação com outros fundos soberanos alimentados por receitas do petróleo, e sobre a possibilidade de este vir a permitir a intervenção do Estado em setores estratégicos, incluindo a energia.</p>
<p>&#8220;Ainda não há detalhes sobre isso, portanto, aguardaremos para tentar perceber melhor o que é que está a ser apresentado aqui&#8221;, afirmou Miguel Stilwell d&#8217;Andrade.</p>
<p>O presidente executivo da EDP sublinhou que &#8220;isto é um mercado livre&#8221;, no qual os investidores podem decidir &#8220;investir ou desinvestir&#8221;, consoante considerem existir &#8220;uma boa oportunidade ou não&#8221;.</p>
<p>A EDP, que celebra este ano 50 anos, passou de empresa totalmente estatal para empresa privada e cotada, com uma base acionista maioritariamente internacional.</p>
<p>Sobre este ponto, o gestor referiu que têm &#8220;uma base acionista muito forte, não é só chineses&#8221;, referindo acionistas de geografias como Singapura, Abu Dhabi, Canadá, Reino Unido e Noruega.</p>
<p>A EDP tem como principal acionista a China Three Gorges, com 22,20% do capital, seguindo-se a BlackRock, com 8,35%, e a Oppidum Capital, com 6,82%, segundo a estrutura acionista disponível no &#8216;site&#8217; da elétrica.</p>
<p>O presidente executivo defendeu que esta base acionista tem sido importante para financiar o crescimento da empresa e reforçar o balanço, recordando que a EDP levantou cerca de 4.500 milhões de euros de capital nos últimos anos.</p>
<p>&#8220;Acho que isso foi fundamental. Não só para aguentar o balanço, mas para poder crescer precisamente com um balanço sólido&#8221;, afirmou.</p>
<p>Questionado sobre os aumentos de capital realizados pela empresa e a criação de valor para os acionistas, Stilwell d&#8217;Andrade defendeu que essas operações foram positivas para a EDP.</p>
<p>&#8220;Claramente foi uma boa decisão da empresa&#8221;, afirmou, sustentando que, sem esse capital, a EDP teria hoje &#8220;um balanço muitíssimo mais complicado&#8221;.</p>
<p>O presidente executivo disse ainda que o capital obtido foi aplicado em áreas como redes, Brasil e renováveis, permitindo à empresa manter o ritmo de investimento.</p>
<p>&#8220;Sem esse capital não podíamos ser capazes de manter este tipo de crescimento&#8221;, afirmou.</p>
<p>Sobre a presença da China Three Gorges no capital da EDP e eventuais impactos na gestão, Stilwell d&#8217;Andrade rejeitou qualquer interferência na gestão executiva da elétrica.</p>
<p>&#8220;Na gestão executiva e diária [&#8230;] não tem qualquer tipo de interferência&#8221;, disse.</p>
<p>O presidente executivo sublinhou que a estrutura de governação da empresa tem permitido à EDP continuar a crescer em mercados como Estados Unidos, Austrália e Reino Unido, mesmo num contexto internacional de maior escrutínio sobre investimentos chineses.</p>
<p>&#8220;Temos de ser capazes de navegar nesta turbulência toda&#8221;, afirmou, considerando que a EDP tem conseguido encontrar &#8220;os equilíbrios necessários&#8221; para manter a atividade e o crescimento internacional.</p>
<p>Miguel Stilwell d&#8217;Andrade descreveu ainda o percurso da EDP como &#8220;uma história de sucesso&#8221;, marcada por &#8220;ambição&#8221;, &#8220;coragem&#8221;, &#8220;resiliência&#8221; e &#8220;excelência&#8221;, desde a eletrificação do país até à internacionalização e à aposta nas renováveis.</p>
<p>SCR // CSJ</p>
<p>Lua/Fim</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781616]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Aeroportos de Roma avisam para &#8220;desastre&#8221; no verão devido aos novos controlos fronteiriços da União Europeia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 11:43:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os aeroportos de Roma estão a alertar para o risco de um verdadeiro caos operacional durante os meses de maior procura turística, caso não sejam flexibilizadas as regras do novo Sistema de Entrada e Saída (EES) da União Europeia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os aeroportos de Roma estão a alertar para o risco de um verdadeiro caos operacional durante os meses de maior procura turística, caso não sejam flexibilizadas as regras do novo Sistema de Entrada e Saída (EES) da União Europeia. O aviso foi deixado por Marco Troncone, presidente executivo da Aeroporti di Roma, empresa que gere os aeroportos de Fiumicino e Ciampino, que considera indispensável suspender temporariamente parte dos controlos biométricos para evitar graves constrangimentos durante o pico da época de verão.</p>
<p>O responsável afirmou que a situação é motivo de elevada preocupação e classificou o nível de risco entre “oito ou nove” numa escala de um a dez. Segundo explicou, o novo processo de registo de passageiros provenientes de países fora da União Europeia revelou-se incompatível com os volumes de tráfego esperados nas próximas semanas. “Estamos muito preocupados para o verão”, afirmou Troncone, acrescentando que “a única forma é abrir a válvula” e que não será possível garantir “100% dos registos” previstos pelo sistema.</p>
<p>O EES, implementado em meados de abril após vários adiamentos, exige que cidadãos de países terceiros forneçam impressões digitais e fotografia aquando da sua primeira entrada no espaço Schengen. O objetivo é reforçar o controlo das fronteiras externas da União Europeia. Contudo, desde a sua entrada em funcionamento, o sistema tem enfrentado problemas técnicos e gerado longas filas nos aeroportos, mesmo antes do início da época alta de viagens.</p>
<p>Entre as principais dificuldades identificadas pelos operadores aeroportuários estão falhas nos quiosques automáticos de registo e situações em que passageiros já registados anteriormente são obrigados a repetir todo o processo, aumentando significativamente os tempos de espera. Olivier Jankovec, diretor-geral da associação aeroportuária ACI Europe, defendeu que “os processos precisam de funcionar melhor”, apontando diretamente para os problemas de automatização. “Precisamos que os sistemas de autosserviço funcionem e, neste momento, não funcionam”, afirmou.</p>
<p>Os receios não se limitam a Itália. Vários aeroportos europeus já registaram filas de várias horas para entrada e saída de passageiros, situação que ameaça agravar-se com a chegada de milhões de turistas internacionais durante os meses de verão. A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) alertou inclusivamente para a possibilidade de tempos de espera que poderão atingir as seis horas nos aeroportos mais afetados. Perante este cenário, alguns operadores já suspenderam parcialmente os controlos biométricos para conseguirem manter o fluxo de passageiros. No início deste mês, alguns aeroportos gregos permitiram inclusivamente que cidadãos britânicos evitassem os procedimentos do EES.</p>
<p>A preocupação estende-se também a aeroportos fora da União Europeia. Responsáveis aeroportuários em cidades como Londres e Istambul receiam que atrasos significativos nos voos provenientes do espaço Schengen provoquem um efeito dominó em toda a rede aérea europeia. Selahattin Bilgen, diretor executivo do Aeroporto de Istambul, sublinhou que muitos passageiros turcos enfrentam dificuldades no primeiro acesso ao sistema europeu, contribuindo para atrasos adicionais.</p>
<p>Apesar das críticas, a Comissão Europeia garante que o sistema está plenamente operacional. Um porta-voz do executivo comunitário afirmou que o EES “está totalmente operacional em todos os países Schengen e funciona bem”. Bruxelas sustenta ainda que muitos dos tempos de espera registados estão relacionados com problemas já existentes, como falta de pessoal, limitações de infraestruturas e concentração excessiva de voos em determinados horários. Ainda assim, a Comissão recorda que as regras atuais já contemplam mecanismos de flexibilidade que permitem suspender temporariamente a recolha de dados biométricos para assegurar a fluidez do tráfego fronteiriço, cabendo aos Estados-membros decidir a sua aplicação no terreno.</p>
<p>Com a aproximação das férias de verão e o esperado aumento do número de viajantes internacionais, os aeroportos europeus enfrentam agora um teste decisivo à capacidade do novo sistema de controlo fronteiriço da União Europeia, enquanto cresce a pressão para evitar perturbações generalizadas numa das épocas mais movimentadas do ano para o setor da aviação.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781578]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>“Usaram acordos de confidencialidade para silenciar vítimas”: Congresso americano volta a apertar cerco ao caso Epstein</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 11:39:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara dos Representantes]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[intrenacional]]></category>
		<category><![CDATA[jeffrey epstein]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
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					<description><![CDATA[Membros da Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos discutiram a possibilidade de emitir intimações a pessoas que possam testemunhar sobre acordos confidenciais celebrados entre algumas acusadoras de Jeffrey Epstein e amigos do agressor sexual]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Membros da Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos discutiram a possibilidade de emitir intimações a pessoas que possam testemunhar sobre acordos confidenciais celebrados entre algumas acusadoras de Jeffrey Epstein e amigos do agressor sexual, avança o &#8216;POLITICO&#8217;, com base numa investigação do &#8216;Business Insider&#8217;.</p>
<p>Em causa estão acordos pré-judiciais confidenciais, alguns com cláusulas de não divulgação, assinados por mulheres que também acusaram amigos de Epstein de má conduta sexual. Segundo três pessoas com conhecimento direto destes acordos, incluindo Brad Edwards, advogado que representou mais de 200 acusadoras de Epstein, essas cláusulas impedem as vítimas de falar publicamente sobre as suas experiências.</p>
<p>A Comissão de Supervisão está a investigar a forma como o Departamento de Justiça lidou com os processos ligados a Epstein. Nas próximas semanas, deverão ser realizadas entrevistas voluntárias com pessoas associadas ao antigo financeiro, mas essas conversas não serão feitas sob juramento e os participantes não serão legalmente obrigados a responder a todas as perguntas.</p>
<p>As intimações poderiam mudar esse cenário. Caso fossem aprovadas, poderiam obrigar testemunhas a responder mesmo que tivessem assinado acordos de confidencialidade. Para isso, seria necessário o apoio da maioria republicana da comissão. Um porta-voz dos democratas confirmou que os seus membros discutiram essa hipótese, enquanto um porta-voz republicano disse apenas que têm conhecimento dos acordos, recusando mais comentários.</p>
<p>Não é claro quantas acusadoras assinaram acordos pré-judiciais nem com quantos associados de Epstein. Não existem registos públicos desses entendimentos. Uma das pessoas ouvidas pelo &#8216;Business Insider&#8217; disse ter conhecimento direto de acordos com quatro amigos de Epstein, acusados por mais de 20 mulheres de as terem coagido a encontros sexuais não consentidos e abusivos.</p>
<p>Um acordo civil não prova, por si só, qualquer irregularidade. Também não é incomum que partes cheguem a este tipo de entendimento para evitar processos prolongados. Mas estes acordos não têm poder para bloquear investigações criminais.</p>
<p>O tema surgiu já numa entrevista da Comissão de Supervisão a Bill Gates. De acordo com uma transcrição divulgada esta terça-feira, um funcionário republicano perguntou ao antigo presidente executivo da Microsoft se tinha feito algum acordo “relacionado com Jeffrey Epstein, Ghislaine Maxwell ou alguma das suas vítimas”. Gates respondeu que não.</p>
<p>A existência destes acordos ganhou destaque depois de uma iniciativa judicial de Ghislaine Maxwell, condenada em 2021 pelo seu papel no recrutamento e aliciamento de raparigas para serem abusadas sexualmente por Epstein. Em dezembro, Maxwell apresentou um pedido de habeas corpus, numa tentativa final de sair da prisão depois de o Supremo Tribunal americano ter rejeitado o seu recurso criminal.</p>
<p>No pedido, Maxwell citou uma entrevista dada em 2024 por Brad Edwards ao podcast “Interesting Lawyers”, na qual o advogado afirmou que as suas clientes poderiam ter processado entre 10 e 15 amigos de Epstein. Alguns desses homens, disse Edwards, assinaram acordos confidenciais com as suas clientes.</p>
<p>“Há ainda pessoas que, pessoalmente, acho que deviam ter sido expostas, mas não à custa da vontade da sua cliente”, afirmou Edwards nessa entrevista. O advogado acrescentou que, nesses casos, as clientes preferiram seguir em frente em vez de avançarem com processos públicos.</p>
<p>Maxwell argumentou no processo que esses homens “também poderiam ser considerados co-conspiradores” e alegou que lhe foi negado um julgamento justo porque teria chamado essas pessoas como testemunhas se soubesse da existência dos acordos.</p>
<p>Em declarações ao &#8216;Business Insider&#8217;, Edwards recusou responder a perguntas sobre acordos confidenciais específicos. Ainda assim, afirmou, em termos gerais, que Epstein terá “emprestado” cerca de 50 raparigas e mulheres a cerca de 30 homens entre a década de 1990 e a sua segunda detenção, em 2019.</p>
<p>Epstein morreu na prisão em 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual. Ghislaine Maxwell continua a ser a única outra pessoa ligada à operação de tráfico sexual de Epstein acusada pelo Departamento de Justiça. Quando a investigação foi reexaminada no ano passado, as autoridades concluíram que não havia provas suficientes para investigar “terceiros não acusados”.</p>
<p>O &#8216;POLITICO&#8217; recorda que Epstein mantinha frequentemente mulheres e raparigas à sua volta, contratando-as como assistentes e massagistas. Segundo documentos divulgados pelo Departamento de Justiça e testemunhos de acusadoras, oferecia benefícios financeiros, oportunidades profissionais e formas de progressão educativa como parte de um processo de aliciamento.</p>
<p>Em alguns casos, Epstein apresentava essas mulheres a amigos seus. Algumas acusadoras alegaram, em processos, depoimentos e entrevistas com procuradores, que esses amigos também as abusaram sexualmente.</p>
<p>Algumas acusações contra associados de Epstein já foram públicas e terminaram em acordos ou resoluções conhecidas. Virginia Giuffre, uma das vítimas de Epstein, processou o então príncipe André, em 2021, e Alan Dershowitz, em 2019, alegando que Epstein a tinha orientado para ter relações sexuais com ambos. Os dois negaram as acusações e os processos acabaram resolvidos por acordo.</p>
<p>No caso do príncipe André, o acordo incluiu uma “doação substancial” à instituição de caridade de Giuffre e o reconhecimento de que esta era “uma vítima estabelecida de abuso”, sem admissão pessoal de culpa. No caso de Dershowitz, ambas as partes afirmaram que a resolução não envolveu pagamentos e Giuffre declarou que poderia ter-se enganado ao identificá-lo.</p>
<p>Outras alegações surgiram em entrevistas já feitas pela Comissão de Supervisão. Sarah Kellen, cliente de Edwards que disse ter sido abusada por Epstein durante anos, afirmou à comissão que Philip Levine, antigo presidente da câmara de Miami Beach, a agrediu sexualmente durante uma viagem com Epstein. Disse ainda que Frédéric Fekkai, cabeleireiro de celebridades, a agrediu sexualmente antes de a apresentar a Epstein. Levine e Fekkai negaram as acusações.</p>
<p>O presidente da Comissão de Supervisão, o republicano James Comer, pediu em junho ao Departamento de Justiça que investigasse as acusações de Kellen. Um porta-voz do Departamento de Justiça disse ao &#8216;Business Insider&#8217; que os procuradores já tinham concluído que “não havia caso passível de acusação”, mas que o departamento poderia reavaliar a matéria se recebesse uma participação criminal formal com novas provas.</p>
<p>A diferença entre entrevistas voluntárias e intimações pode ser decisiva. David Rapallo, antigo advogado sénior da Comissão de Supervisão, explicou que, com intimações, a comissão poderia forçar pessoas vinculadas por acordos de confidencialidade a responder.</p>
<p>Lauren Hersh, presidente executiva da organização World Without Exploitation, defendeu que a comissão deve usar esse instrumento para ultrapassar cláusulas de silêncio e garantir responsabilização. “Pessoas poderosas, incluindo amigos de Jeffrey Epstein, usaram acordos de confidencialidade como ferramenta para silenciar vítimas”, afirmou.</p>
<p>Vários conhecidos de Epstein deverão falar com a comissão nas próximas semanas, incluindo Leon Black, Alan Dershowitz e Jes Staley, antigo presidente executivo do Barclays. Mas as entrevistas deverão ser voluntárias, não depoimentos obtidos por intimação, o que significa que poderão recusar responder a certas perguntas.</p>
<p>A comissão também poderia emitir intimações “amigáveis” a vítimas de Epstein, uma prática usada pelo Congresso para proteger denunciantes sujeitos a cláusulas de confidencialidade. Nesse caso, a colaboração das vítimas seria provavelmente necessária.</p>
<p>Edwards alerta, porém, que a maioria das vítimas quer seguir com a sua vida, longe da exposição mediática que continua a rodear o caso Epstein. “Havia vítimas que teriam cooperado não só civilmente, mas criminalmente, e já não querem nada com isso porque a imprensa britânica liga-me a mim, a elas, a toda a gente”, afirmou, referindo-se ao interesse mediático em torno do príncipe André.</p>
<p>O debate no Congresso americano coloca, assim, uma nova pressão sobre o caso Epstein: saber se as cláusulas de silêncio assinadas fora dos tribunais podem continuar a proteger nomes ligados ao círculo do antigo financeiro ou se a investigação parlamentar tentará obrigar testemunhas a falar.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781607]]></sapo:autor>
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		<title>A &#8216;invasão&#8217; chinesa já não é só nos mercados emergentes: vendas de automóveis disparam 88% na Europa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 11:33:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Fabricantes chineses venderam 1,15 milhões de automóveis em 86 mercados analisados, mais 51% do que no mesmo período do ano passado]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As marcas chinesas de automóveis estão a acelerar fora do seu mercado doméstico e já não crescem apenas nas economias emergentes. Um estudo sobre as vendas globais de veículos ligeiros novos no primeiro trimestre de 2026, citado pelo &#8216;Motor1&#8217;, mostra que os fabricantes chineses venderam 1,15 milhões de automóveis em 86 mercados analisados, mais 51% do que no mesmo período do ano passado.</p>
<p>A análise inclui mercados da Europa, Médio Oriente, América Latina, África, Ásia Central, Sudeste Asiático, Índia, Paquistão, Japão, Coreia e Oceânia. O retrato confirma uma mudança relevante: os automóveis chineses continuam a conquistar terreno onde o preço é decisivo, mas estão também a ganhar espaço em mercados desenvolvidos, incluindo a Europa e a Austrália.</p>
<p>Entre janeiro e março, as marcas chinesas aumentaram a sua quota conjunta de mercado de 7,6% para 10,9%. O crescimento foi sustentado por produtos competitivos e preços controlados, uma combinação que tem permitido às marcas chinesas desafiar fabricantes tradicionais em várias regiões.</p>
<p>O dado mais expressivo surge nas economias desenvolvidas. Nestes mercados, as marcas chinesas venderam quase 470 mil carros novos no primeiro trimestre, uma subida de 66% face ao mesmo período de 2025. Para os fabricantes chineses, esta é uma tendência particularmente importante, porque mostra que a expansão internacional já não depende apenas de mercados com menor poder de compra.</p>
<p>A União Europeia, incluindo os países da EFTA e o Reino Unido, é o maior bloco desenvolvido para os automóveis chineses. As vendas passaram de 152.142 unidades no primeiro trimestre de 2025 para 285.307 unidades nos primeiros três meses de 2026, um salto de 88%. A quota de mercado subiu de 4,5% para 8,1%.</p>
<p>A Europa surge, assim, como uma das frentes mais importantes da nova fase de expansão chinesa. A entrada de modelos elétricos, híbridos plug-in e automóveis de combustão com preços agressivos tem pressionado marcas tradicionais, num contexto em que os consumidores continuam atentos ao custo de aquisição e ao equipamento incluído.</p>
<p>Fora da Europa, a Austrália e Israel surgem como o segundo e terceiro maiores mercados desenvolvidos para as marcas chinesas. Na Austrália, as vendas subiram 58%, para 66.996 unidades, enquanto em Israel cresceram 59%, para 37.852 unidades.</p>
<p>O Brasil foi um dos mercados com maior crescimento. As marcas chinesas venderam 84.505 veículos no primeiro trimestre de 2026, mais 102% do que no mesmo período do ano anterior. A Tailândia registou uma subida ainda mais forte, de 121%, para 59.697 unidades, enquanto a Indonésia cresceu 80%, para 37.250 unidades.</p>
<p>Apesar do avanço nas economias desenvolvidas, a maior parte das vendas internacionais das marcas chinesas continua concentrada nos mercados emergentes. Em 40 desses mercados, as vendas aumentaram 41%, para 686 mil unidades. O ritmo é significativo, embora inferior ao observado nos países mais ricos.</p>
<p>A explicação passa, em parte, pela sensibilidade ao preço. Em mercados onde o rendimento médio é mais baixo, os consumidores tendem a valorizar a relação entre custo, equipamento e tecnologia. É precisamente nesse terreno que muitos fabricantes chineses têm conseguido ganhar escala.</p>
<p>Há ainda outro fator relevante: em vários países, a ausência de fabricantes locais fortes facilita a entrada das marcas chinesas. O &#8216;Motor1&#8217; sublinha, contudo, algumas exceções, como a Turquia, com a Togg, o Vietname, com a VinFast, a Malásia, com a Perodua e a Proton, e a Índia, com a Mahindra e a Tata.</p>
<p>A Rússia manteve-se como o maior mercado individual para as marcas chinesas, com 156.291 unidades vendidas no primeiro trimestre. Ainda assim, o crescimento foi de apenas 4%, um ritmo muito abaixo do registado noutras regiões, num contexto de deterioração das condições económicas.</p>
<p>Mesmo assim, o peso das marcas chinesas na Rússia continua a ser muito elevado: mais de metade dos carros novos vendidos no país no primeiro trimestre de 2026 pertenciam a fabricantes chineses. O país aparece logo atrás da Bielorrússia no ranking das maiores quotas de mercado para estas marcas.</p>
<p>A Bielorrússia lidera esse indicador, com 80,5% do mercado nas mãos de fabricantes chineses. Seguem-se a Rússia, com 56,2%, Hong Kong, com 53%, Venezuela, com 51,3%, e Singapura, com 42,6%. Equador, Uruguai, Haiti, Cazaquistão e Israel completam o grupo dos dez mercados onde as marcas chinesas têm maior peso.</p>
<p>Em termos de crescimento de quota, o Haiti lidera, com uma subida de 21,9 pontos percentuais face ao primeiro trimestre de 2025. Seguem-se a Síria, com mais 20,4 pontos, o Uruguai, com mais 19,1, a Moldávia, com mais 18,2, e a Bielorrússia, com mais 17,5.</p>
<p>O avanço global das marcas chinesas mostra uma mudança estrutural no setor automóvel. Durante anos, a indústria chinesa foi vista sobretudo como uma força doméstica, muito dependente do seu enorme mercado interno. Agora, os dados mostram fabricantes cada vez mais presentes em mercados externos, com ambições que vão muito além da exportação pontual.</p>
<p>A combinação de preços competitivos, rapidez tecnológica, eletrificação e crescente capacidade industrial está a transformar os fabricantes chineses em rivais diretos das marcas tradicionais. O fenómeno já não se limita a mercados emergentes nem a consumidores à procura do automóvel mais barato: está a chegar ao centro do mercado europeu.</p>
<p>A pergunta para os fabricantes ocidentais é cada vez menos se as marcas chinesas vão ganhar espaço fora da China. Os números do primeiro trimestre de 2026 indicam que isso já está a acontecer. A dúvida agora é até onde poderão crescer quando a sua presença começa a acelerar precisamente nos mercados onde antes pareciam mais difíceis de impor.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781589]]></sapo:autor>
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		<title>O choque fiscal na habitação não constrói casas sozinho</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/o-choque-fiscal-na-habitacao-nao-constroi-casas-sozinho/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 11:32:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Advisory]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Miguel Bento Ribeiro, Advogado e Managing Partner da BRF Legal]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em><b>Por Miguel Bento Ribeiro, Advogado e Managing Partner da BRF Legal</b></em></p>
<p style="text-align: justify;">A entrada em vigor do pacote fiscal para a habitação é um avanço positivo, mas deve ser encarado com realismo. Apesar de não solucionar, por si só, os problemas do setor habitacional, envia uma mensagem clara: em Portugal, o aumento da oferta deve ser acompanhado por uma carga fiscal mais equilibrada do lado de quem cria e disponibiliza habitação ao mercado.</p>
<p style="text-align: justify;">A questão do tempo é, talvez, uma das mais determinantes. A crise da habitação em Portugal não se resolve ao ritmo dos calendários políticos, nem com medidas pensadas apenas para produzir efeitos imediatos. Colocar uma casa no mercado é um processo moroso. Por isso, mesmo medidas fiscais bem intencionadas, podem estar condenadas ao insucesso se forem acompanhadas por burocracia excessiva, instabilidade legislativa e mudanças sucessivas de orientação política nestas matérias.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante demasiado tempo, a discussão sobre a habitação ficou presa entre dois extremos. De um lado, a ideia de que o mercado resolve tudo. Do outro, a convicção de que o Estado deve controlar quase tudo. A realidade é mais simples e menos ideológica: sem oferta, os preços não descem. E sem condições para que essa oferta apareça, a crise agrava-se.</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos por pontos. A redução do IVA na construção de 23% para 6% pode ter um impacto significativo. Num sector em que os custos de construção, financiamento, licenciamento e mão-de-obra já pressionam fortemente os projetos, a carga fiscal tem um peso muito importante. Pode ser o crivo entre uma obra avançar ou ficar na gaveta. Pode também abrir espaço para que mais projetos cheguem ao mercado com preços compatíveis com a capacidade das famílias portuguesas.</p>
<p style="text-align: justify;">Convém evitar ilusões. A descida do IVA não significa automaticamente casas mais baratas. Para que esse benefício chegue às famílias, é preciso que haja concorrência, previsibilidade e fiscalização adequada. Se a medida apenas melhorar margens sem aumentar a oferta real, o objetivo falha por completo.</p>
<p style="text-align: justify;">O mesmo se aplica ao mercado de arrendamento. A diminuição da carga fiscal em IRS e IRC sobre as rendas, dentro de determinados limites, poderá significar um estímulo atrativo para a disponibilização de mais imóveis secundários no mercado. É uma medida positiva, sobretudo num país onde muitos imóveis permanecem vazios por receio, inércia ou falta de confiança. A fiscalidade é apenas uma parte do problema. O arrendamento precisa de estabilidade, rapidez na resolução de conflitos e regras que sejam claras para senhorios e inquilinos.</p>
<p style="text-align: justify;">A proposta para resolver bloqueios em heranças indivisas também merece atenção. Há património parado por falta de acordo entre herdeiros, por processos arrastados ou por ausência de mecanismos práticos de decisão. Num país com tanta pressão habitacional, deixar imóveis bloqueados durante anos é um desperdício económico e social. Libertar esse património pode ser tão importante como incentivar nova construção.</p>
<p style="text-align: justify;">O aumento do IMT para estrangeiros não residentes levanta uma questão diferente. O investimento estrangeiro não é, por si só, o problema da habitação. O problema está no desequilíbrio entre procura e oferta, na concentração territorial dessa procura e na falta de casas disponíveis para quem vive e trabalha em Portugal. Desde a crise de 2011 que a construção de nova habitação desacelerou e nunca mais conseguiu acompanhar a procura que tem continuado progressivamente a aumentar. Penalizar investimento sem distinguir corretamente os casos irá afastar capital importante, sem resolver o essencial. Já para não falar da potencial ilegalidade desta regra por violação do direito europeu.</p>
<p style="text-align: justify;">Este pacote fiscal tem mérito porque parte de um princípio essencial, sem estímulos à oferta, não existe uma política de habitação eficaz. No entanto, continua a faltar assegurar a sua concretização <i>in loco</i>. As medidas precisam de ser claras, simples e fáceis de aplicar, para que tanto o mercado como as famílias saibam com o que podem contar.</p>
<p style="text-align: justify;">A redução da carga fiscal pode contribuir positivamente. Ainda assim, o verdadeiro critério de sucesso será outro, aumentar o número de habitações disponíveis a preços ajustados aos rendimentos reais das famílias. Até que isso aconteça, estamos longe de uma solução definitiva.</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Miguel Bento Ribeiro, Advogado e Managing Partner da BRF Legal]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>A IA não matou os developers, expôs o verdadeiro valor das equipas humanas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 11:29:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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		<category><![CDATA[ia]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Tomás Santos, Diretor do Negócio Internacional na 99x Portugal]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Tomás Santos, Diretor do Negócio Internacional na 99x Portugal</strong></em></p>
<p>Nos últimos dois anos, a indústria tecnológica tem sido dominada por uma única conversa: a inteligência artificial.</p>
<p>Quase todas as semanas surge uma nova previsão sobre o fim da engenharia de software tradicional. Fundadores falam de agentes de IA capazes de substituir equipas inteiras, enquanto executivos enfrentam uma pressão crescente para automatizar operações, reduzir custos e acelerar a entrega. Será bem assim?</p>
<p>Há verdade neste entusiasmo. A IA está, sem dúvida, a transformar a forma como o software é desenvolvido. Os ciclos de desenvolvimento estão mais curtos, a produtividade está a aumentar e protótipos que antes demoravam meses podem agora ser criados em dias.</p>
<p>No entanto, por trás deste entusiasmo, começa a surgir uma discussão mais pragmática.</p>
<p>Qual é o verdadeiro custo da adoção da IA?</p>
<p>Quando o custo da subscrição começa a levantar questões (quem diria que aqui chegaríamos), aliado à complexidade operacional, à exposição a riscos de segurança, aos desafios de escalabilidade e, talvez o mais importante, à ausência de responsabilidade clara.</p>
<p>Gerar código não é o mesmo que construir produtos digitais sustentáveis.</p>
<p>É precisamente por isso que os serviços de Nearshore estão a tornar-se cada vez mais relevantes, embora com um posicionamento muito diferente daquele que o setor promovia tradicionalmente.</p>
<p>Durante muito tempo, o Nearshore esteve sobretudo associado à otimização de custos. Hoje, essa narrativa não é suficiente.</p>
<p>Os melhores parceiros de Nearshore já não são apenas fornecedores de developers. Tornaram-se extensões estratégicas das organizações de engenharia, contribuindo não só para a capacidade de entrega, mas também para a maturidade operacional, colaboração e evolução contínua do produto. A co-criação que no final do dia faz toda a diferença.</p>
<p>Esta distinção é fundamental porque a IA, por si só, não consegue construir produtos maduros e resilientes.</p>
<p>A engenharia de software continua altamente dependente do julgamento humano: desde decisões de arquitetura e considerações de segurança até ao entendimento do negócio, estratégia de produto, comunicação e responsabilidade a longo prazo.</p>
<p>A IA pode acelerar várias partes do processo, mas não assume responsabilidade. E em escala, a responsabilidade torna-se crítica.</p>
<p>Esta realidade é particularmente visível em indústrias onde a confiança é essencial, como são os casos da banca, saúde, seguros, mobilidade e plataformas empresariais que lidam com dados sensíveis. Nestes contextos, “quase correto” raramente é aceitável.</p>
<p>O futuro, portanto, não é uma competição entre IA e humanos.</p>
<p>Pertence às empresas capazes de combinar a aceleração da IA com culturas de engenharia fortes e equipas altamente colaborativas.</p>
<p>A próxima geração de Nearshore será provavelmente definida pela confiança, velocidade, alinhamento e maturidade de engenharia, mais do que pela mera eficiência de custos. A Europa está especialmente bem posicionada para esta transição.</p>
<p>Em toda a região, as organizações estão a tornar-se mais pragmáticas na adoção da IA. Questões como governação, cibersegurança, conformidade, resiliência e supervisão humana estão cada vez mais presentes nas discussões de conselho de administração. Esta mudança cria espaço para um modelo operacional mais equilibrado.</p>
<p>Um modelo onde a IA acelera a entrega, enquanto equipas experientes continuam responsáveis pela qualidade, continuidade, escalabilidade e alinhamento com o negócio.</p>
<p>Um movimento semelhante está também a ganhar força na América do Norte.</p>
<p>Ironicamente, à medida que a IA aumenta a velocidade de desenvolvimento, a colaboração torna-se ainda mais importante. Quando as organizações constroem mais depressa, os erros também escalam mais rapidamente.</p>
<p>Decisões arquitetónicas pobres tornam-se mais caras, desalinhamentos tornam-se mais arriscados e vulnerabilidades de segurança tornam-se mais críticas.</p>
<p>Como resultado, as empresas estão a repensar aquilo que realmente precisam de parceiros tecnológicos. Não só execução de baixo custo, mas execução de confiança. Isto poderá tornar-se uma das principais vantagens competitivas da próxima década.</p>
<p>No futuro próximo, quase todas as empresas irão utilizar IA de alguma forma. Isso, por si só, deixará de ser um fator diferenciador. O verdadeiro diferencial será a capacidade de combinar IA com execução humana de excelência de forma mais eficaz do que a concorrência.</p>
<p>A tecnologia, por si só, não constrói grandes empresas. São as pessoas que o fazem.</p>
<p>A IA está a transformar a engenharia de software, sem dúvida, mas não elimina a necessidade de equipas experientes. Se é que faz algo, é aumentar o valor das parcerias de engenharia de alto nível.</p>
<p>E isso poderá redefinir profundamente o futuro do Nearshore na Europa e na América do Norte.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Tomás Santos, Diretor do Negócio Internacional na 99x Portugal]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Cacau sobe para novo máximo desde janeiro</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/cacau-sobe-para-novo-maximo-desde-janeiro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 11:27:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O preço do cacau nos mercados de futuros está hoje novamente acima de 5.000 dólares/tonelada (4.339 euros/t), "o nível mais alto desde janeiro", segundo o portal Trading Economics.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O preço do cacau nos mercados de futuros está hoje novamente acima de 5.000 dólares/tonelada (4.339 euros/t), &#8220;o nível mais alto desde janeiro&#8221;, segundo o portal Trading Economics.</p>
<p>O portal atribui a trajetória de alta à cobertura de posições curtas e à preocupação com o fornecimento devido às condições climáticas.</p>
<p>O cacau iniciou 2026 a cerca de 6.000 dólares/t e fechou o mês de janeiro a cerca de 4.100 dólares/t.</p>
<p>Após uma evolução em baixa, a meio de maio subiu para um máximo próximo de 4.700 dólares/t, para depois descer e voltar a subir em meados de junho.</p>
<p>Hoje, o cacau está a cotar-se a cerca de 5.080 dólares/t (4.469 euros/t), ainda longe do preço máximo que alcançou em abril de 2025, quando disparou para mais de 12.000 dólares/t.</p>
<p>Analistas do Trading Economics citados pela Efe afirmaram que os operadores continuam a monitorizar o final da colheita de meio de temporada na África Ocidental, ao mesmo tempo que observam a colheita principal de setembro &#8220;no meio dos crescentes riscos do El Niño&#8221;.</p>
<p>Indicaram que os agricultores do principal país produtor mundial, a Costa do Marfim, expressaram a sua preocupação com o facto de que as recentes chuvas, superiores à média nas principais zonas produtoras, possam provocar inundações, uma maior incidência de doenças e uma menor qualidade do grão de cacau durante a reta final da colheita de meio de temporada.</p>
<p>Embora a chuva seja essencial para o desenvolvimento da cultura, o excesso de humidade pode favorecer as doenças fúngicas e a atividade de pragas, particularmente durante a etapa crítica de formação e maturação da vagem de cacau&#8221;, detalharam.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781590]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Dois sismos em 39 segundos: o fenómeno raro que tornou o terramoto na Venezuela ainda mais perigoso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 11:25:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[sismo]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
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					<description><![CDATA[Primeiro abalo, de magnitude 7,2, ocorreu às 22h04 GMT, 18h04 na hora local, numa zona situada a 21 quilómetros a oeste de Morón. Menos de um minuto depois, a poucos quilómetros de distância, seguiu-se um segundo sismo, ainda mais forte]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Para a maioria dos venezuelanos, foi apenas um terramoto: um único abalo de enorme energia que sacudiu edifícios, ruas e cidades. Mas, na realidade, a Venezuela foi atingida por dois sismos fortes, separados por apenas 39 segundos, num fenómeno raro conhecido como sismo duplo ou dupleto sísmico, explica o &#8217;20 Minutos&#8217;.</p>
<p>O primeiro abalo, de magnitude 7,2, ocorreu às 22h04 GMT, 18h04 na hora local, numa zona situada a 21 quilómetros a oeste de Morón. Menos de um minuto depois, a poucos quilómetros de distância, seguiu-se um segundo sismo, ainda mais forte, de magnitude 7,5, de acordo com dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos.</p>
<p>Os dois tremores foram sentidos na Venezuela, em Trinidad e Tobago, em Porto Rico e em várias ilhas das Caraíbas. Segundo a &#8216;CNN&#8217;, citada pelo jornal espanhol, estiveram entre os mais fortes registados na região em quase um século.</p>
<p>A dimensão da tragédia levou a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, a avançar um balanço inicial de 32 mortos e mais de 700 feridos. “É uma verdadeira tragédia”, afirmou, enquanto equipas de emergência continuavam a procurar vítimas sob os escombros.</p>
<p>O que torna este episódio particularmente invulgar é a sequência dos abalos. Normalmente, um sismo segue um padrão mais simples: primeiro ocorre o terramoto principal e depois surgem réplicas, geralmente mais fracas. Neste caso, porém, os especialistas falam de um sismo duplo porque dois eventos de grande magnitude ocorreram quase no mesmo local e num intervalo extremamente curto.</p>
<p>Um dupleto sísmico acontece quando dois grandes terramotos ocorrem na mesma área, com magnitudes semelhantes, num curto espaço de tempo e associados a sistemas de falhas intimamente relacionados. A diferença face a uma réplica é essencial: o segundo abalo não é apenas uma continuação menor do primeiro, mas outro evento sísmico primário.</p>
<p>No caso venezuelano, essa diferença é particularmente clara. O segundo sismo foi mais forte do que o primeiro, ao contrário do que acontece na maioria das réplicas. Por isso, os dois tremores são considerados eventos principais dentro de uma mesma sequência sísmica rara.</p>
<p>O fenómeno já foi documentado noutras regiões do mundo. Há registos de sismos duplos no Alasca, no Japão, nas Filipinas e em zonas do Círculo de Fogo do Pacífico. Um dos exemplos mais estudados ocorreu perto de Sumatra, em 2007, quando dois terramotos poderosos atingiram a mesma região com poucas horas de diferença. Outro caso relevante foi a sequência das Ilhas Curilas, em 2006, no noroeste do Pacífico.</p>
<p>A explicação está na forma como a energia tectónica é libertada. Em muitos sismos, a rutura de uma falha liberta tensão acumulada suficiente para reduzir a probabilidade de outro grande abalo imediato na mesma zona. Mas, em alguns casos, a primeira rutura não liberta toda a energia existente e pode até aumentar a pressão sobre um segmento vizinho da falha.</p>
<p>É esse processo que pode desencadear um segundo sismo de grande magnitude. A Sociedade Sismológica da América explica que os sismos duplos tendem a ocorrer quando a tensão libertada pela primeira rutura é rapidamente transferida para outro segmento de falha, provocando nova rutura antes de a crosta terrestre ter tempo de estabilizar.</p>
<p>Esta característica torna o fenómeno mais difícil de prever e potencialmente mais destrutivo. O segundo abalo pode atingir edifícios, estradas e infraestruturas já fragilizados pelo primeiro tremor, mesmo que tenham passado apenas alguns segundos. Além disso, a sucessão de dois sismos fortes prolonga a duração total da agitação sentida pela população.</p>
<p>No caso da Venezuela, a diferença de apenas 39 segundos entre os dois abalos é explicada precisamente por essa transferência rápida de tensão. Especialistas do Serviço Geológico dos Estados Unidos indicam que grandes terramotos podem alterar as tensões em falhas próximas e, em situações raras, aumentar a probabilidade de outro evento relevante.</p>
<p>As autoridades também chegaram a recear risco de tsunami, uma vez que os dois sismos foram de grande magnitude e ocorreram em alto-mar. Alertas foram emitidos para vários territórios das Caraíbas logo após os abalos, mas avaliações posteriores concluíram que a ameaça era menor do que inicialmente previsto, levando à redução ou ao cancelamento dos avisos.</p>
<p>O &#8217;20 Minutos&#8217; sublinha que, neste tipo de fenómeno, o perigo não está apenas na magnitude de cada sismo, mas na forma como os dois eventos se combinam. A população sente uma sequência quase contínua de tremores, enquanto as estruturas danificadas pelo primeiro impacto podem não resistir ao segundo.</p>
<p>No caso venezuelano, os especialistas acreditam que a primeira rutura terá alterado as condições de tensão numa secção adjacente do sistema de falhas, provocando a segunda grande rutura poucos segundos depois. Foi essa sequência que transformou o abalo sentido por muitos como um único terramoto num fenómeno sísmico raro e particularmente perigoso.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781559]]></sapo:autor>
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		<title>Metro de Lisboa prolonga horários para o Rock in Rio e jogo da Seleção no Mundial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 11:06:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[O Metropolitano de Lisboa vai reforçar a operação nas linhas Verde e Vermelha nas noites de 26 para 27 e de 27 para 28 de junho, no âmbito do Rock in Rio Lisboa 2026, que decorre no Parque Tejo Lisboa. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Metropolitano de Lisboa vai reforçar a operação nas linhas Verde e Vermelha nas noites de 26 para 27 e de 27 para 28 de junho, no âmbito do Rock in Rio Lisboa 2026, que decorre no Parque Tejo Lisboa. O objetivo é assegurar maior capacidade de transporte numa fase de elevada procura associada ao festival e a outros eventos de grande dimensão.</p>
<p>Na madrugada de 27 de junho, o metro funcionará até às 04h00, com todas as estações abertas e composições de seis carruagens, garantindo maior oferta de transporte. Já na madrugada seguinte, 28 de junho, o serviço será prolongado até às 03h00. O prolongamento mais extenso na primeira noite visa também responder ao aumento de procura esperado devido ao jogo da Seleção Nacional de Portugal no Campeonato do Mundo de Futebol, marcado para as 00h00.</p>
<p>A empresa sublinha que o último comboio partirá das estações terminais às 04h00 na madrugada de 27 e às 03h00 na madrugada de 28, não sendo asseguradas correspondências após essas partidas finais. O acesso ao recinto do festival deverá ser feito através da estação do Oriente, sendo depois garantida ligação ao Parque Tejo por meio de um serviço shuttle da Carris, assegurando uma solução integrada de mobilidade.</p>
<p>O Metro de Lisboa recomenda ainda o uso de pagamento contactless com cartão bancário, permitindo validação direta nas cancelas sem necessidade de aquisição prévia de título de transporte, com o objetivo de reduzir filas e facilitar as deslocações durante o evento.</p>
<p>A operação especial será acompanhada por uma articulação reforçada com a PSP e outras entidades envolvidas na segurança e gestão da mobilidade. O dispositivo integra também outros operadores, como a Carris, Carris Metropolitana, CP, Fertagus e Transtejo Soflusa, que irão disponibilizar soluções complementares de transporte para o acesso ao festival.</p>
<p>A empresa destaca ainda o contributo dos seus trabalhadores, sublinhando que esta operação só é possível graças ao “profissionalismo, dedicação e sentido de responsabilidade” das equipas envolvidas, garantindo resposta adequada às necessidades de mobilidade de milhares de participantes esperados no evento.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781569]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Empresa Fossa capta 9,25 milhões para acelerar expansão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 11:05:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Fossa Systems fechou uma ronda de financiamento de 9,25 milhões de euros para acelerar a sua expansão internacional e prevê chegar a 100 pessoas no final deste ano, disse hoje à Lusa o presidente executivo (CEO).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Fossa Systems fechou uma ronda de financiamento de 9,25 milhões de euros para acelerar a sua expansão internacional e prevê chegar a 100 pessoas no final deste ano, disse hoje à Lusa o presidente executivo (CEO).</p>
<p>Atualmente, a Fossa &#8220;emprega cerca de 60 colaboradores em todo o mundo, com aproximadamente 10 em Portugal, no nosso escritório no Taguspark Oeiras&#8221;, afirmou Julián Fernández, CEO e cofundador da Fossa Systems.</p>
<p>&#8220;Prevemos chegar a cerca de 100 pessoas em 2026, com quase o dobro da dimensão do nosso escritório em Portugal e a abertura dos primeiros mercados no Japão, bem como de novas subsidiárias em todo o mundo&#8221;, acrescentou o responsável.</p>
<p>A Fossa Systems, especializada em comunicações por satélite e soluções de inteligência para aplicações industriais e de defesa, fechou uma ronda de financiamento de 9,25 milhões de euros para acelerar a sua expansão internacional e reforçar a implantação de constelações de satélites soberanos em todo o mundo.</p>
<p>Esta ronda foi liderada pelo fundo espanhol Kibo Ventures com a participação da Índico Capital Partners (investidor líder), a Sociedade Espanhola para a Transformação Tecnológica (SETT), a SPARX e a WISeSAT.</p>
<p>Sobre a expansão da tecnológica, a mesma fonte recorda que, &#8220;recentemente, a Fossa inaugurou um novo escritório no Japão&#8221;, onde anunciou um acordo estratégico com a Kanematsu para o fornecimento de recursos de satélite ao ministério da Defesa.</p>
<p>&#8220;A médio prazo, planeamos abrir mais escritórios e concentrar os nossos esforços em satisfazer as necessidades operacionais da defesa, através de mais parcerias e contratações&#8221;, salientou.</p>
<p>Sobre o objetivo a muito curto prazo, o CEO da Fossa adiantou que irá ser lançado um satélite nas próximas semanas.</p>
<p>&#8220;Este, no entanto, já é padrão para a Fossa. Estamos a construir uma plataforma de satélite maior e a expandir a nossa atuação, que antes se limitava à IoT [Internet das Coisas], para incluir o SIGINT e as Comunicações por Satélite de Alta Capacidade (a NATO DIANA [Defence Innovation Accelerator for the North Atlantic] faz parte disso)&#8221;, prosseguiu.</p>
<p>&#8220;O nosso maior foco é agora a forma como podemos satisfazer as necessidades de soberania espacial da Europa e de Portugal, não só com o programa de satélites SAR contratado pela ICEYE, mas também através de desenvolvimentos locais, como os da Fossa&#8221;, acrescentou.</p>
<p>Relativamente ao negócio, a Fossa &#8220;aumentou a sua receita em 155% em termos homólogos desde 2023&#8221;.</p>
<p>&#8220;No entanto, ainda estamos na casa dos milhões de euros este ano&#8221;, acrescentou.</p>
<p>&#8220;A Fossa tem-se concentrado bastante nos lançamentos iniciais de satélites e em I&amp;D [Investigação &amp; Desenvolvimento] e a nossa receita ainda está longe do esperado para 2027 e 2028, considerando a nossa ampla carteira de projetos de satélites, que ultrapassa os 200 milhões de euros&#8221;, rematou o CEO.</p>
<p>Os fundos captados serão utilizados para reforçar a equipa, impulsionar a expansão comercial lançada em 2024, fazer avançar novas capacidades focadas na Segurança e Defesa e continuar a implantar a sua constelação de 140 satélites de baixa órbita terrestre.</p>
<p>A Fossa é a empresa com maior número de satélites lançados em órbita, encontrando-se numa fase de expansão operacional e tecnológica. O próximo lançamento, previsto para as próximas semanas, será do 26.º satélite da sua constelação.</p>
<p>Fundada em 2020, a Fossa Systems estabeleceu-se como uma das empresas mais ativas no ecossistema espacial e de defesa europeu. A empresa desenvolve infraestruturas tecnológicas próprias para conectividade IoT via satélite, comunicações seguras e soluções de inteligência baseadas no espaço (SIGINT), com aplicações em Energia, Logística, Agricultura, Infraestruturas Críticas e Segurança Nacional.</p>
<p>&#8220;O nosso objetivo é estabelecer a Fossa como uma referência europeia no setor espacial soberano&#8221;, acrescentou Julián Fernández.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781573]]></sapo:autor>
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		<title>Maioria das empresas quer investir mais em IA, mas só 7% estão preparadas, revela estudo da Deloitte</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 10:59:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Executive IT]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As empresas estão a reforçar o investimento em inteligência artificial (IA), mas a grande maioria ainda não se sente preparada para acompanhar o ritmo da transformação em curso.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As empresas estão a reforçar o investimento em inteligência artificial (IA), mas a grande maioria ainda não se sente preparada para acompanhar o ritmo da transformação em curso.</p>
<p>Segundo o estudo “2026 Global Human Capital Trends – From tensions to tipping points: Choosing the human advantage”, da Deloitte, 85% das organizações reconhecem a necessidade de aumentar a sua capacidade de adaptação, mas apenas 7% consideram estar verdadeiramente preparadas para responder à velocidade da mudança.</p>
<p>O relatório aponta para uma mudança estrutural na forma como o trabalho é concebido e executado, num contexto em que a IA está a acelerar transformações que ultrapassam a capacidade de resposta de muitas empresas. Ainda assim, 7 em cada 10 líderes empresariais afirmam que a sua principal estratégia para os próximos três anos passa por ganhar rapidez e agilidade, de forma a acompanhar a evolução das necessidades do mercado.</p>
<p>A pressão sobre as organizações é visível no terreno. De acordo com o estudo, os profissionais enfrentam um ritmo de mudança cada vez mais intenso, com um terço dos inquiridos a afirmar ter passado por 15 alterações significativas no último ano. Apesar disso, apenas 27% dos líderes consideram que as suas organizações gerem bem os processos de mudança.</p>
<p>Perante este cenário, a Deloitte defende que as empresas precisam de passar de um modelo tradicional de gestão da mudança para uma lógica de adaptação contínua, incorporando aprendizagem, feedback e ajustamentos em tempo real diretamente no fluxo de trabalho.</p>
<p>A IA surge aqui como peça central, não apenas como ferramenta tecnológica, mas como elemento que obriga a repensar a própria organização do trabalho. Segundo o estudo, muitas empresas continuam a aplicar estas tecnologias sobre processos já existentes, sem redesenhar funções ou formas de colaboração entre pessoas e máquinas, o que limita o retorno do investimento.</p>
<p>Para Inês Vaz Pereira, Partner da Deloitte, está em curso uma transformação profunda na forma como o trabalho é pensado. “A rápida velocidade a que as mudanças económicas, sociais e tecnológicas acontecem tem exigido às organizações uma capacidade de adaptação fora do comum”, refere, sublinhando que o fator diferenciador não estará apenas na tecnologia, mas na forma como esta se combina com o talento humano.</p>
<p>A cultura organizacional é outro dos pontos críticos identificados. O estudo indica que 65% das empresas admitem que terão de alterar significativamente a sua cultura para acompanhar o impacto da IA. A Deloitte alerta ainda para o risco de “culture debt”, ou seja, efeitos negativos acumulados quando a dimensão cultural é desvalorizada durante processos de transformação.</p>
<p>Outro dos desafios passa pela confiança e pela forma como as decisões são tomadas num contexto cada vez mais automatizado. O relatório destaca a necessidade de maior transparência e responsabilização, sublinhando que a ausência de regras claras pode afetar a qualidade das decisões e a coesão interna das organizações.</p>
<p>Também a estrutura tradicional das empresas está sob pressão. Áreas como recursos humanos, tecnologia ou finanças, muitas vezes organizadas de forma estanque, revelam-se pouco adequadas às exigências atuais de agilidade e colaboração transversal.</p>
<p>O estudo identifica ainda um conjunto de práticas associadas às organizações mais avançadas, como a integração da aprendizagem contínua no dia a dia de trabalho, o reforço da confiança no uso da IA através da transparência, o redesenho de funções e processos para equilibrar objetivos de negócio e impacto humano, e a valorização da cultura como elemento central da transformação.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781565]]></sapo:autor>
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		<title>Membro do BCE defende novas subidas das taxas diretoras apesar de baixa do petróleo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 10:53:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A membro da Comissão Executiva do Banco Central Europeu (BCE) Isabel Schnabel insistiu hoje numa nova subida das taxas de juro na zona euro, mesmo com a forte queda do preço do petróleo após o acordo entre EUA e Irão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A membro da Comissão Executiva do Banco Central Europeu (BCE) Isabel Schnabel insistiu hoje numa nova subida das taxas de juro na zona euro, mesmo com a forte queda do preço do petróleo após o acordo entre EUA e Irão.</p>
<p>&#8220;Na perspetiva atual, teremos de aumentar ainda mais as taxas de juro para que a inflação volte ao nosso objetivo de 2% a médio prazo&#8221;, explicou Schnabel numa entrevista ao semanário Die Zeit, hoje publicada e citada pela agência noticiosa Efe.</p>
<p>No entender da economista alemã, &#8220;o alcance e o momento das futuras medidas dependerão da evolução do conflito, da economia e da inflação&#8221;.</p>
<p>Schnabel também apontou que, apesar da recente redução dos preços da energia, estes continuam em níveis acima do verificado antes do início da guerra.</p>
<p>&#8220;Analisamos, em particular, os preços da energia para entrega nos próximos anos e estes são elevados&#8221;, sublinhou.</p>
<p>Schnabel acrescentou que um acordo duradouro entre EUA e Irão melhorou as perspetivas, mas que a política monetária não baixa a guarda apenas com um cessar-fogo.</p>
<p>O BCE aumentou as taxas de juro diretoras pela primeira vez em três anos em 11 de junho, tendo a taxa aplicável aos depósitos bancários subido 25 pontos base para 2,25%. Para Schnabel, este não é um valor restritivo para o crescimento da economia.</p>
<p>A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 22 e 23 de julho, em Frankfurt.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781563]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Geração Z quer sair de casa, mas o salário não deixa: 56% vivem com os pais e quase todos dizem que recebem pouco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 10:46:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Geração Z]]></category>
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		<category><![CDATA[Randstad Research]]></category>
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					<description><![CDATA[Estudo cruza dados oficiais do INE e do Eurostat, referentes ao primeiro trimestre de 2026 e ao ano de 2025, com um inquérito dirigido a pessoas nascidas entre 1997 e 2012]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais de metade dos jovens da Geração Z em Portugal ainda vivem com os pais ou familiares e mais de nove em cada dez consideram que os salários praticados não são justos face ao custo de vida. A conclusão consta do mais recente relatório da Randstad Research, “A Geração Z no Mercado de Trabalho: Uma Redefinição do Sucesso Profissional”, que analisa a entrada destes jovens no mercado de trabalho e as novas prioridades que estão a alterar a forma como as empresas atraem e retêm talento.</p>
<p>O estudo cruza dados oficiais do INE e do Eurostat, referentes ao primeiro trimestre de 2026 e ao ano de 2025, com um inquérito dirigido a pessoas nascidas entre 1997 e 2012. O retrato mostra uma geração pressionada pela habitação, pelo poder de compra e por expectativas profissionais que já não se esgotam no salário.</p>
<p>De acordo com a Randstad Research, 93,4% dos jovens inquiridos dizem que as remunerações praticadas não são justas face ao custo de vida. O impacto é direto na autonomia financeira e na transição para a vida adulta: 56,2% ainda residem com os pais ou familiares.</p>
<p>A pressão da habitação é uma das principais explicações. Segundo o relatório, 55,8% dos inquiridos canalizam mais de 40% do salário líquido mensal para despesas de habitação, incluindo renda, prestação e utilidades. Quase um em cada quatro jovens, 24,5%, acumula duas ou mais fontes de rendimento.</p>
<p>A instabilidade financeira não impede, porém, que a Geração Z esteja a reordenar as prioridades no trabalho. O estudo mostra que 37,5% dos jovens mudaram de empregador nos últimos 12 meses, mas a principal razão para sair não foi o salário. A ausência de progressão na carreira foi apontada por 55% dos inquiridos como motivo de mudança, enquanto a insatisfação com a remuneração direta justificou 15% das saídas.</p>
<p>Este dado revela uma alteração relevante nas dinâmicas laborais. Para estes jovens profissionais, a evolução interna, o desenvolvimento de competências e a possibilidade de crescer dentro das organizações pesam cada vez mais nas decisões de carreira.</p>
<p>O relatório identifica também uma perceção elevada de subutilização dentro das empresas. Mais de metade dos jovens, 58,7%, afirmam ter capacidades para fazer mais do que aquilo que fazem atualmente nas suas funções. A este sentimento junta-se uma perceção de afastamento das chefias: 40,4% dizem que os seus managers não se preocupam genuinamente com o seu futuro profissional.</p>
<p>A preparação para o mercado de trabalho é outro ponto crítico. Segundo a Randstad Research, 73% dos jovens consideram que o sistema educativo não os preparou para os desafios práticos do ambiente laboral. O dado reforça a necessidade de maior ligação entre formação, competências aplicadas e realidade empresarial.</p>
<p>A flexibilidade tornou-se, entretanto, um fator decisivo. Mais de um quarto dos profissionais da Geração Z, 27,2%, afirmam que recusariam uma proposta com salário superior se a empresa não permitisse teletrabalho. O modelo híbrido ou remoto deixou, por isso, de ser apenas um benefício adicional e passou a ser um elemento crítico na atração de talento.</p>
<p>A adoção de tecnologia também marca esta geração. O relatório indica que 72,8% dos jovens utilizam ferramentas de Inteligência Artificial generativa nas rotinas diárias, e 69,9% destes utilizadores dizem sentir impacto direto na produtividade. Ainda assim, 44,1% afirmam nunca ter recebido formação formal em IA por parte dos empregadores, enquanto 21,3% desenvolveram competências nesta área de forma totalmente autodidata.</p>
<p>Para Isabel Roseiro, diretora de Marketing da Randstad Portugal, os resultados mostram uma mudança estrutural nas métricas de atração e retenção de talento. “A Geração Z tem um perfil altamente qualificado, mas as suas decisões de carreira são fortemente condicionadas por fatores macroeconómicos. Por isso, a remuneração isolada deixa de ser o único indicador competitivo”, afirma.</p>
<p>A responsável defende que as empresas terão de ajustar as suas propostas de valor para responder a este novo perfil de trabalhadores. “Para garantir a estabilidade das equipas e mitigar a rotatividade, as organizações necessitam de estruturar propostas de valor que integrem planos claros de progressão interna, modelos flexíveis de trabalho e investimento contínuo na capacitação digital, nomeadamente em Inteligência Artificial”, sublinha Isabel Roseiro.</p>
<p>A leitura da Randstad Research aponta, assim, para uma geração qualificada, tecnologicamente ativa e disposta a mudar de emprego quando não encontra espaço para crescer. Mas mostra também uma geração condicionada por salários que não acompanham o custo de vida, por dificuldades no acesso à habitação e por uma entrada no mercado de trabalho marcada por exigências diferentes das gerações anteriores.</p>
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