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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Verisure dispara lucros operacionais e espera crescimento na ordem dos 10% em 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 14:30:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Verisure registou um arranque de 2026 acima das expectativas, com crescimento de dois dígitos nas receitas e melhoria da rentabilidade, impulsionados pelo aumento da carteira de clientes e pela expansão da margem operacional.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Verisure registou um arranque de 2026 acima das expectativas, com crescimento de dois dígitos nas receitas e melhoria da rentabilidade, impulsionados pelo aumento da carteira de clientes e pela expansão da margem operacional.</p>
<p>A empresa de segurança monitorizada alcançou receitas de 1,02 mil milhões de euros no primeiro trimestre, o que representa uma subida de 10,3% face ao mesmo período do ano passado.</p>
<p>Segundo os resultados divulgados pela empresa, a receita anual recorrente atingiu os 3,53 mil milhões de euros até março, traduzindo um crescimento homólogo de 12,2%. Já o EBIT ajustado aumentou 19,3%, para 277 milhões de euros, com a margem EBIT ajustada a fixar-se nos 27,2%.</p>
<p>A tecnológica de segurança registou também um fluxo de caixa livre positivo de 39 milhões de euros, pelo segundo trimestre consecutivo, reforçando a confiança da empresa no cumprimento das metas definidas para este ano.</p>
<p>“Começámos 2026 de forma positiva, com o segundo trimestre consecutivo de fluxo de caixa livre positivo, enquanto continuámos a crescer a nossa carteira de clientes e a expandir margens. Com cerca de 6,3 milhões de clientes, somos hoje a maior empresa de segurança monitorizada profissionalmente a nível mundial, em dimensão de carteira”, afirmou Austin Lally, CEO da Verisure.</p>
<p>A carteira de clientes da empresa cresceu para cerca de 6,3 milhões, enquanto as novas instalações chegaram às 222,9 mil no trimestre, o segundo melhor resultado trimestral de sempre da companhia.</p>
<p>Em Portugal, a Verisure sublinhou também a evolução da transição de marca, indicando que cerca de metade do tráfego digital já decorre sob a marca Verisure.</p>
<p>Para o conjunto de 2026, a empresa confirmou as perspetivas financeiras, antecipando um crescimento da receita anual recorrente em torno dos 10%, excluindo o México, uma margem EBIT ajustada superior a 26% e fluxo de caixa livre positivo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760558]]></sapo:autor>
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		<title>Mais de 92 mil empresas já aderiram à simplificação do ciclo contributivo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 14:25:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[Mais de 92 mil empresas já transitaram para o novo sistema de apuramento automático de remunerações e contribuições, no âmbito da simplificação do ciclo contributivo, segundo os dados enviados à Lusa pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais de 92 mil empresas já transitaram para o novo sistema de apuramento automático de remunerações e contribuições, no âmbito da simplificação do ciclo contributivo, segundo os dados enviados à Lusa pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.</p>
<p>Em causa está um novo modelo de apuramento mensal das remunerações e das contribuições pagas à Segurança Social, através do qual a obrigação contributiva passa a ser gerada e disponibilizada automaticamente.</p>
<p>Deste modo, cabe à Segurança Social calcular as contribuições, tendo as empresas de confirmar ou corrigir os valores, tendo em vista reduzir a burocracia.</p>
<p>&#8220;Já aderiram ao modelo de Simplificação do Ciclo Contributivo cerca de 92.179 Entidades Empregadoras (EE)&#8221;, segundo os dados do Instituto de Informática da Segurança Social enviados à Lusa pela tutela liderada por Rosário Palma Ramalho.</p>
<p>A adesão a este modelo está a decorrer de &#8220;forma gradual&#8221;, tendo arrancado no início do ano e estando prevista estar concluída em 31 de dezembro de 2026.</p>
<p>&#8220;É efetuada diretamente pelas entidades empregadoras através do Portal da Segurança Social onde terão acesso às opções para iniciar a transição para o novo sistema de apuramento automático de remunerações e contribuições&#8221;, esclarece uma nota informativa publicada no &#8216;site&#8217; da Segurança Social.</p>
<p>Segundo o ministério, todas as empresas em condições de aderir &#8220;foram contactadas previamente pela Segurança Social&#8221; por &#8216;e-mail&#8217;, tendo ainda sido realizado &#8220;um &#8216;webinar&#8217; dedicado para apresentação do modelo e esclarecimento de questões&#8221;.</p>
<p>À Lusa, a tutela indica ainda que das mais de 92 mil empresas que integram o projeto-piloto &#8220;algumas entidades empregadoras de maior dimensão foram sinalizadas pelos Parceiros Tecnológicos&#8221;, com o intuito de &#8220;serem acompanhadas para testar o impacto do modelo e da ligação técnica de comunicação&#8221; entre as mesmas e a Segurança Social.</p>
<p>A simplificação do ciclo contributivo inclui-se no programa de transformação digital da Segurança Social, que contempla várias medidas como o programa &#8220;Primeiro Pessoas&#8221;, que visa modernizar e digitalizar os serviços da Segurança Social.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760532]]></sapo:autor>
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		<title>Peso do supermercado no orçamento familiar aumentou 486 euros desde 2019, revela Centromarca</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 14:24:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[O peso das compras de supermercado no orçamento familiar dos portugueses aumentou em 486 euros, entre 2019 e 2025, com os consumidores a adotarem maior prudência nas compras, segundo um inquérito divulgado hoje pela Centromarca.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O peso das compras de supermercado no orçamento familiar dos portugueses aumentou em 486 euros, entre 2019 e 2025, com os consumidores a adotarem maior prudência nas compras, segundo um inquérito divulgado hoje pela Centromarca.</p>
<p>&#8220;As famílias portuguesas não se mostram confiantes na economia para os próximos 12 meses e estão a adaptar os seus hábitos de consumo&#8221;, destacou, citando dados de um painel da Worldpanel by Numerator, com uma amostra de 4.000 lares participantes, representativos de Portugal continental, que declararam as suas compras no período em análise, com dados até ao dia 22 de março de 2026.</p>
<p>Assim, os dados recolhidos pela Worldpanel by Numerator mostram a evolução do peso das compras de supermercado no orçamento familiar, com o valor a passar de cerca de 1.707 euros (2019) para 2.193 euros (2025), um aumento de 486 euros.</p>
<p>&#8220;Olhando para o efeito da inflação acumulada, o valor pode chegar a 2.625 euros (+918 euros face a 2019)&#8221;, destacou, apontando que &#8220;comparado com a evolução do salário bruto, que foi de 418 euros neste período, percebe-se por que é que a pressão se mantém: a despesa cresce mais depressa do que o rendimento disponível&#8221;.</p>
<p>De acordo com o comunicado, &#8220;esta pressão no orçamento levou a compras mais pequenas e mais frequentes, e isso infere também com os formatos de loja escolhidos, mas não só&#8221;, sendo que, há, ainda assim, &#8220;uma implicação muito concreta (e positiva) para as marcas&#8221;, visto que, de acordo com a Centromarca, &#8220;quando a necessidade é imediata, a escolha tende a ser muito mais orientada pela preferência prioritária do consumidor&#8221;.</p>
<p>De acordo com a entidade, &#8220;mesmo num cenário de desaceleração da inflação, que está já a inverter-se, e melhoria de alguns indicadores macroeconómicos, a perceção de dificuldade económica mantém-se, assim como a prudência no consumo&#8221;.</p>
<p>A associação destacou que a maior fatia do orçamento das famílias tem como destino &#8220;despesas essenciais, como habitação, energia, transportes e alimentação&#8221;, sendo que, &#8220;no caso da alimentação e bebidas não alcoólicas, estas têm um peso especialmente relevante quando comparamos Portugal com outros países da zona euro&#8221;.</p>
<p>Assim, explicou, &#8220;quando os preços sobem nestas categorias, o impacto sente-se de forma imediata na carteira&#8221;.</p>
<p>Por outro lado, referiu, no setor de &#8216;Fast-Moving Consumer Goods&#8217; há &#8220;uma mudança estrutural no comportamento das famílias&#8221;.</p>
<p>&#8220;À medida que os preços aumentam, as pessoas passam a ir mais vezes às compras, mas com cestas mais pequenas, como forma de se adaptarem a cenários voláteis e adversos&#8221;, disse a entidade, explicando que os consumidores &#8220;fazem mais compras rápidas e focadas e descartam o armazenamento de itens em casa&#8221;.</p>
<p>Assim, indicou, as categorias mais essenciais, mantêm maior relevância, com os dados a mostrarem que &#8220;a marca dos produtos funciona como âncora de confiança quando a compra é rápida e pouco planeada&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760538]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Hantavírus: Navio vai seguir com tripulantes para Países Baixos após passar por Canárias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 14:23:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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		<category><![CDATA[Países Baixos]]></category>
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					<description><![CDATA[Todas as pessoas a bordo do "MV Hondius" continuam sem sintomas de infeção com hantavírus e o paquete deverá seguir para os Países Baixos com alguns tripulantes depois de passar pelas Canárias, disse hoje o Governo de Espanha.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Todas as pessoas a bordo do &#8220;MV Hondius&#8221; continuam sem sintomas de infeção com hantavírus e o paquete deverá seguir para os Países Baixos com alguns tripulantes depois de passar pelas Canárias, disse hoje o Governo de Espanha.</P><br />
<P>O navio cruzeiro, onde foram registados casos de hantavírus entre passageiros e membros da tripulação que já não estão a bordo, saiu na quarta-feira de Cabo Verde, onde esteve de quarentena.</P><br />
<P>Dirige-se agora para as ilhas espanholas das Canárias, o porto mais próximo que a Organização Mundial da Saúde (OMS) considerou ter todas as condições técnicas para o desembarque e repatriamento em segurança das mais de 140 pessoas de 23 nacionalidades que permanecem no &#8220;MV Hondius&#8221;.</P><br />
<P>O paquete está com &#8220;boa marcha&#8221; e poderá chegar antes do previsto (a noite de sábado para domingo), disse hoje a secretária-geral da proteção civil espanhola, Virginia Barcones, numa conferência de imprensa em Madrid.</P><br />
<P>A operação para o desembarque e repatriamento das pessoas a bordo, inicialmente prevista para começar na segunda-feira, está a ser preparada para ser o mais rápida possível e para a eventualidade de a chegada do barco à ilha de Tenerife se adiantar, acrescentou.</P><br />
<P>Virigina Barcones precisou que o navio vai fundear dentro do porto de Granadilla e que as pessoas serão retiradas em lanchas e depois transportadas para o aeroporto de Tenerife Sul em autocarros, em meios disponibilizados pelo armador, uma empresa dos Países Baixos.</P><br />
<P>Inicialmente, o objetivo era desembarcar em Tenerife e repatriar a partir desta ilha todos as pessoas que estão no barco, mas deverão, afinal, manter-se no paquete pelo menos 30 tripulantes, que prosseguirão de imediato viagem para levar o &#8220;MV Hondius&#8221; até aos Países Baixos, disse a diretora da proteção civil espanhola.</P><br />
<P>Segundo Virgina Barcones, esta é a pretensão de Espanha, a que o armador deu resposta positiva, estando a ser ultimadas questões logísticas, como o reabastecimento do navio, para que o &#8220;MV Hondius&#8221; siga viagem de imediato.</P><br />
<P>Vários países, como Estados Unidos, Reino Unido, França ou Alemanha, informaram já que enviarão aviões a Tenerife para repatriar os respetivos cidadãos que estão no cruzeiro.</P><br />
<P>Dentro do mecanismo europeu de proteção civil foram também já disponibilizados meios aéreos de vários países para o transporte para os locais de residência de passageiros e tripulantes, segundo Virginia Barcones.</P><br />
<P>Os Países Baixos assumirão a responsabilidade de repatriar todos os casos que não tiverem resposta com aviões nacionais ou do mecanismo europeu.</P><br />
<P>O secretário de Estado da Saúde de Espanha, Javier Padilla, presente na mesma conferência de imprensa, disse que as informações regulares que chegam do interior do navio, em que viajam médicos da OMS e do Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC, na sigla em inglês) é de que todos as pessoas continuam sem sintomas de doença.</P><br />
<P>Ainda assim, Espanha solicitou ao mecanismo europeu de proteção civil a mobilização de aviões ambulância para a eventualidade de à chegada às Canárias haver pessoas com sintomas que precisem de ser transportadas de forma isolada.</P><br />
<P>A ministra da Saúde espanhola, Mónica Garcia, sublinhou hoje, numa entrevista à rádio pública RNE, que só ficarão em Tenerife pessoas com necessidade de atenção médica urgente, o que neste momento parece ser muito pouco provável.</P><br />
<P>O Governo espanhol revelou, por outro lado, que está a ser analisado em Espanha o caso de uma mulher que estava num avião que saiu de Joanesburgo no final de abril e em que embarcou brevemente uma passageira do &#8220;MV Hondius&#8221; que, como o marido, foram infetados com hantavírus e acabaram por morrer.</P><br />
<P>A mulher tem &#8220;sintomas compatíveis&#8221; com o hantavírus, sobretudo tosse, e está internada, numa zona isolada, num hospital de Alicante, à espera de resultados dos testes médicos que foi sujeita, disse Javier Padilla.</P><br />
<P></P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760540]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Governo com &#8216;luz verde&#8217; da AR para subir dedução de donativos ao mecenato no IRC</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 14:22:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[O parlamento aprovou hoje em votação final global uma autorização para o Governo rever os incentivos fiscais ao mecenato, para aumentar o valor que as empresas podem deduzir ao IRC quando concedem donativos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O parlamento aprovou hoje em votação final global uma autorização para o Governo rever os incentivos fiscais ao mecenato, para aumentar o valor que as empresas podem deduzir ao IRC quando concedem donativos.</p>
<p>A &#8216;luz verde&#8217; à alteração ao Estatuto dos Benefícios Fiscais (EBF) foi aprovada com os votos a favor do PSD, CDS-PP, PS, IL e JPP.</p>
<p>O Chega, Livre, BE, PCP e PAN abstiveram-se.</p>
<p>A proposta de lei do Governo, com o pedido de autorização legislativa para rever o EBF, revê em alta os limites até aos quais os mecenas podem deduzir os donativos ao lucro que é tributado em IRC, alterando as percentagens da majoração das doações a abater ao imposto e o limite global da dedução desses encargos.</p>
<p>As regras propostas aplicam-se ao mecenato em geral, do cultural ao científico, passando pelo mecenato a instituições de solidariedade, associações, autarquias, fundações, serviços do Estado, entidades hospitalares, organizações não-governamentais de defesa dos direitos humanos, das mulheres e da igualdade de género, pessoas coletivas de utilidade pública e cooperativas de solidariedade social.</p>
<p>No plenário de hoje foi também aprovado um projeto de lei do PS que aprova o estatuto do mecenato cultural. A iniciativa recebeu os votos a favor do PS, PSD, CDS-PP, PS, IL, JPP, o voto contra do Chega e a abstenção do PCP, Livre, BE e PAN.</p>
<p>Neste caso, a iniciativa prevê incentivos fiscais à compra de obras originais de artistas vivos, para que, a partir de 01 de janeiro deste ano, uma empresa ou um profissional liberal possa abater o valor da aquisição ao imposto sobre o rendimento, inscrevendo-o como um gasto fiscal, até 60 mil euros por obra (dividido em partes iguais no ano da compra e nos quatro seguintes).</p>
<p>No caso do diploma proposto pelo Governo sobre as regras gerais dos incentivos, o Governo poderá alterar o EBF para que os donativos atribuídos pelos mecenas sejam considerados gastos ou perdas de exercício, para efeitos de IRC, com um limite até 1% do volume de vendas ou dos serviços prestados pela empresa, quando, até aqui, esse limite era de 0,8%.</p>
<p>No caso do mecenato científico, atribuído a fundações, institutos públicos ou privados, instituições do ensino superior, bibliotecas, mediatecas, centros de documentação, laboratórios do Estado e outras unidades de investigação e desenvolvimento, o executivo propõe que o valor a deduzir passe a corresponder a 130% do valor do donativo, tal como acontece atualmente com o mecenato cultural.</p>
<p>O valor a deduzir equivale a 130%, desde que o teto global a abater ao imposto não ultrapasse um montante equivalente a 1% do volume de vendas ou de serviços prestados.</p>
<p>A versão final do texto inclui normas propostas pelo PS na discussão do diploma na especialidade, na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFAP) esta semana. Uma das normas prevê que as pessoas singulares que exercem uma atividade profissional ou empresarial na área da cultura sejam reconhecidas como entidades culturais se dispuserem de contabilidade organizada.</p>
<p>No texto da proposta, o Governo justificou a iniciativa legislativa com a necessidade de dar &#8220;previsibilidade ao conjunto dos regimes de mecenato previstos no Estatuto dos Benefícios Fiscais&#8221;, para reforçar &#8220;a racionalidade e a sustentabilidade&#8221; do sistema de incentivos &#8220;associados à prossecução de fins de interesse público&#8221;.</p>
<p>A autorização legislativa dá ao Governo 180 dias para rever o EBF após a publicação da lei em Diário da República.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760542]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Hantavírus obriga OMS a preparar plano inédito para desembarque de 150 passageiros do &#8216;MV Hondius&#8217;</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/hantavirus-obriga-oms-a-preparar-plano-inedito-para-desembarque-de-150-passageiros-do-mv-hondius/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 14:19:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[hantavírus]]></category>
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					<description><![CDATA[Navio deverá chegar a terra este domingo, numa operação que está a obrigar as autoridades de saúde a desenhar protocolos para uma situação sem precedentes]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Organização Mundial de Saúde está a preparar orientações específicas para o desembarque dos quase 150 passageiros de um navio de cruzeiro atingido por um surto de hantavírus e que segue agora em direção a Tenerife, escreve a &#8216;Reuters&#8217;.</p>
<p>O navio deverá chegar a terra este domingo, numa operação que está a obrigar as autoridades de saúde a desenhar protocolos para uma situação sem precedentes.</p>
<p>Segundo a agência, este é o primeiro surto de hantavírus alguma vez registado num navio de cruzeiro.</p>
<p>Até agora, há três mortes entre pelo menos oito casos suspeitos ou confirmados de infeção.</p>
<p>A operadora do navio garante que nenhum dos passageiros atualmente a bordo apresenta sintomas.</p>
<p><strong>Passageiros divididos por níveis de risco</strong></p>
<p>A OMS está a trabalhar em orientações passo a passo para definir o que deverá acontecer aos passageiros quando desembarcarem.</p>
<p>A prioridade passa por adaptar medidas clássicas de saúde pública, como isolamento de pessoas doentes, quarentena de contactos próximos e rastreio de todos os que possam ter sido expostos ao vírus.</p>
<p>De acordo com a Organização Mundial de Saúde, os passageiros estão a ser divididos em grupos de alto e baixo risco, consoante as interações que tiveram com viajantes infetados.</p>
<p>O rastreio de contactos será também essencial para localizar pessoas que já deixaram o navio.</p>
<p><strong>Lições da Argentina</strong></p>
<p>As autoridades estão a procurar orientação na experiência da Argentina, onde um surto anterior do vírus dos Andes, a mesma estirpe identificada no navio, foi controlado em 2019.</p>
<p>“Se seguirmos as medidas de saúde pública e as lições que aprendemos com a Argentina, podemos quebrar esta cadeia de transmissão. Isto não tem de se tornar uma grande epidemia”, afirmou Abdi Rahman Mahamud, diretor do departamento de coordenação de alerta e resposta da OMS.</p>
<p>O responsável explicou que o foco está no isolamento das pessoas doentes e na monitorização e eventual quarentena de outros passageiros, sempre dependente das decisões das autoridades nacionais.</p>
<p>O vírus andino é uma forma de hantavírus conhecida por poder transmitir-se entre pessoas através de contacto próximo e prolongado, sobretudo quando o doente já apresenta sintomas.</p>
<p>Essa informação resulta sobretudo do surto registado na Argentina em 2018 e 2019, no qual foram identificadas 34 infeções e 11 mortes.</p>
<p><strong>“Medidas simples” ajudaram a travar surto anterior</strong></p>
<p>Gustavo Palacios, professor da Escola de Medicina Icahn do Monte Sinai, nos Estados Unidos, e coautor de um estudo importante sobre o surto argentino, explicou que medidas básicas de saúde pública foram decisivas para travar a transmissão.</p>
<p>“Aprendemos que, ao implementar medidas básicas de distanciamento social, muito simples, como ficar em casa quando não se está a sentir bem, a circulação diminuiu e o surto extinguiu-se”, afirmou.</p>
<p>Palacios tem estado a aconselhar a OMS sobre este surto desde 2 de maio.</p>
<p>O especialista espera que o caso aumente a atenção internacional para os riscos dos hantavírus, que podem ter taxas de mortalidade elevadas, chegando em alguns casos aos 50%.</p>
<p><strong>Reino Unido prepara repatriamento</strong></p>
<p>Alguns Governos já começaram a preparar medidas para os seus cidadãos.</p>
<p>O Reino Unido anunciou esta sexta-feira que pretende repatriar os seus nacionais num voo sujeito a regras rigorosas de controlo de infeção.</p>
<p>Depois da chegada, os passageiros deverão cumprir isolamento durante 45 dias, com testes sempre que necessário.</p>
<p>Krutika Kuppalli, professora associada de Medicina no Centro Médico da Universidade do Texas Southwestern e antiga responsável por protocolos de mpox na OMS, defende que o princípio de atuação é semelhante ao usado noutros surtos.</p>
<p>“É o mesmo princípio do sarampo ou do Ébola. O rastreio de contactos não muda”, explicou.</p>
<p>A OMS indicou na noite desta quinta-feira que as orientações ainda estavam a ser finalizadas.</p>
<p>A chegada do navio a Tenerife será agora o primeiro grande teste à capacidade das autoridades para conter um surto raro, num contexto particularmente sensível: um cruzeiro, passageiros de várias nacionalidades e uma doença para a qual nunca tinham sido desenhados protocolos específicos em alto-mar.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760541]]></sapo:autor>
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		<title>“Parecia o Quatro de Julho”. Trump divulga ficheiros sobre OVNI: documentos revelam luzes e “pontos” nas missões Apollo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 14:03:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Apollo]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[OVNI]]></category>
		<category><![CDATA[Pete Hegseth]]></category>
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					<description><![CDATA[Iniciativa foi apresentada como uma tentativa de dar “total transparência” ao público sobre Fenómenos Anómalos Não Identificados]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente americano, Donald Trump, e o secretário da Defesa, Pete Hegseth, anunciaram a divulgação de novos ficheiros sobre OVNI, numa iniciativa apresentada como uma tentativa de dar “total transparência” ao público sobre Fenómenos Anómalos Não Identificados.</p>
<p>A informação foi avançada pelo &#8216;The Independent&#8217;, depois de o Departamento da Defesa americano ter indicado que estes documentos são apenas a primeira parte de várias divulgações previstas.</p>
<p>“O Departamento da Guerra está em total sintonia com o presidente Trump para trazer uma transparência sem precedentes em relação ao entendimento do nosso Governo sobre Fenómenos Anómalos Não Identificados”, afirmou Hegseth, em comunicado.</p>
<p>Os ficheiros agora divulgados incluem transcrições da missão Apollo 17, que pousou na Lua em dezembro de 1972.</p>
<p>Nessas comunicações, os astronautas descrevem luzes, fragmentos e fenómenos não identificados observados durante a missão lunar.</p>
<p><strong>Luzes brilhantes vistas da Apollo 17</strong></p>
<p>Numa das transcrições, o piloto Ronald Evans relata a presença de “partículas ou fragmentos muito brilhantes” a passar junto à nave durante uma manobra.</p>
<p>Do controlo da missão chegou apenas a resposta: “Roger. Entendido.”</p>
<p>Pouco depois, o astronauta Harrison Schmitt descreveu aquilo que via pela janela.</p>
<p>“Há um monte de luzes grandes na minha janela lá em baixo, bem brilhantes. Parece o Quatro de Julho visto da janela do Ron”, afirmou, numa referência ao fogo de artifício do Dia da Independência dos Estados Unidos.</p>
<p>Evans acrescentou que era possível ver a forma de alguns desses objetos.</p>
<p>Segundo o astronauta, pareciam “fragmentos muito irregulares e angulares” que estavam a girar.</p>
<p>No dia seguinte, o comandante Eugene Cernan também relatou observações invulgares.</p>
<p>Disse ter visto “alguns conjuntos de rastos” e recordou um ponto muito brilhante que passou diante dos seus olhos antes de adormecer.</p>
<p>“Foi como um farol muito forte, como um comboio vindo na sua direção, só que com um clarão”, descreveu.</p>
<p><strong>Pentágono analisa fotografia com três “pontos”</strong></p>
<p>O Departamento da Defesa revelou ainda que abriu uma investigação a uma fotografia tirada durante a missão Apollo 17.</p>
<p>A imagem já era pública, mas voltou a ser analisada por mostrar três “pontos” numa formação triangular no quadrante inferior direito do céu lunar.</p>
<p>Segundo as autoridades americanas, esses pontos tornam-se claramente visíveis quando a fotografia é ampliada.</p>
<p>O departamento sublinha que ainda não existe consenso sobre a natureza da anomalia.</p>
<p>Uma análise preliminar do Governo dos Estados Unidos sugere que a marca observada na imagem poderá resultar de um objeto físico presente na cena.</p>
<p>As autoridades obtiveram o filme original da missão e deverão divulgar uma análise completa quando a investigação estiver concluída.</p>
<p><strong>Apollo 12 também surge nos documentos</strong></p>
<p>Os novos ficheiros incluem ainda uma fotografia da missão Apollo 12, realizada em 1969.</p>
<p>Segundo o Departamento da Defesa, essa imagem mostra cinco “fenómenos não identificados” observados a partir da superfície lunar.</p>
<p>A Apollo 12 foi a segunda missão tripulada a pousar na Lua, depois da Apollo 11.</p>
<p>A inclusão destes registos mostra que a divulgação agora iniciada não se limita a incidentes recentes.</p>
<p>Os documentos recuperam também episódios históricos do programa espacial americano, alguns com mais de cinco décadas.</p>
<p><strong>Marjorie Taylor Greene critica divulgação</strong></p>
<p>A decisão da Administração Trump não agradou a todos os seus apoiantes.</p>
<p>A ex-congressista republicana Marjorie Taylor Greene criticou publicamente a divulgação dos ficheiros sobre OVNI.</p>
<p>“Eu realmente não me importo com os ficheiros sobre OVNI. Simplesmente não me importo”, escreveu nas redes sociais.</p>
<p>Greene acusou ainda a Administração de usar o tema como distração política, garantindo que só mudaria de opinião se fossem apresentados “alienígenas de verdade” ou demonstrações concretas de OVNI.</p>
<p><strong>Mais ficheiros deverão ser revelados</strong></p>
<p>A Administração Trump apresenta a divulgação destes documentos como parte de uma nova política de abertura sobre Fenómenos Anómalos Não Identificados.</p>
<p>O Departamento da Defesa afirma que novas informações serão publicadas de forma gradual.</p>
<p>Para já, os ficheiros recuperam sobretudo relatos e imagens de missões lunares históricas, onde astronautas registaram luzes, pontos e fragmentos cuja origem não foi determinada de forma conclusiva.</p>
<p>A promessa da Casa Branca é continuar a divulgar documentos e análises que, até agora, eram pouco conhecidos do público ou permaneciam dispersos em arquivos oficiais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760535]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Espanha hospitaliza primeiro caso suspeito de hantavírus ligado ao cruzeiro &#8216;MV Hondius&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 13:44:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[hantavírus]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[MV Hondius]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[A mulher viajou no mesmo avião que uma passageira evacuada do navio de cruzeiro 'MV Hondius', que viria a morrer num hospital em Joanesburgo, na África do Sul]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma mulher de 32 anos, residente em Alicante, foi transferida para um hospital com sintomas compatíveis com hantavírus, anunciou esta sexta-feira o secretário de Estado da Saúde espanhol, Javier Padilla, citado pelo 20 Minutos.</p>
<p>A mulher viajou no mesmo avião que uma passageira evacuada do navio de cruzeiro &#8216;MV Hondius&#8217;, que viria a morrer num hospital em Joanesburgo, na África do Sul.</p>
<p>Este é o primeiro caso hospitalizado em Espanha com suspeita de hantavírus, embora o diagnóstico ainda tenha de ser confirmado ou descartado através de testes PCR.</p>
<p>Segundo Javier Padilla, a mulher encontrava-se em casa, em Alicante, quando relatou sintomas compatíveis com a infeção, sobretudo tosse, embora mantendo um estado geral considerado bom.</p>
<p>“Entrámos imediatamente em contacto com a Direção-Geral de Saúde Pública de Espanha e, em coordenação com a secretaria regional de Saúde, organizámos a sua transferência segura e preventiva para um hospital”, afirmou o governante.</p>
<p><strong>Mulher ficará em quarto de pressão negativa</strong></p>
<p>A Direção-Geral de Saúde Pública contactou a paciente depois de receber um alerta através do Sistema Europeu de Alerta.</p>
<p>Como medida preventiva, e seguindo o protocolo aprovado pelo Ministério da Saúde espanhol, a mulher será colocada num quarto com pressão negativa num hospital em Alicante.</p>
<p>A paciente apresenta sintomas respiratórios ligeiros e serão recolhidas amostras para análise no Centro Nacional de Microbiologia.</p>
<p>Os resultados deverão ser conhecidos dentro de 24 a 48 horas.</p>
<p>Segundo o Ministério da Saúde espanhol, o caso tem semelhanças com o de uma comissária de bordo holandesa que também teve contacto com a passageira que morreu de hantavírus num voo da KLM.</p>
<p>Nesse caso, a tripulante acabou por testar negativo.</p>
<p><strong>Ligação ao cruzeiro &#8216;MV Hondius&#8217;</strong></p>
<p>A cadeia de contactos está relacionada com o navio de cruzeiro &#8216;MV Hondius&#8217;, onde foram registadas mortes associadas ao hantavírus.</p>
<p>A passageira que morreu em Joanesburgo tinha 69 anos e era mulher do primeiro passageiro que morreu no navio, um homem de 70 anos que faleceu a bordo a 11 de abril.</p>
<p>A mulher desembarcou com o corpo do marido e com outros 28 passageiros a 24 de abril, durante uma escala na ilha de Santa Helena, no meio do Atlântico.</p>
<p>No dia seguinte, viajou para Joanesburgo, onde morreu a 26 de abril.</p>
<p>A mulher agora hospitalizada em Alicante terá viajado no mesmo avião que esta passageira.</p>
<p><strong>Espanha tenta localizar outro passageiro</strong></p>
<p>Javier Padilla explicou ainda que o Ministério da Saúde espanhol está a tentar contactar outra pessoa da África do Sul que também viajou no voo da KLM.</p>
<p>Segundo o secretário de Estado, essa pessoa passou uma semana em Barcelona e regressou depois à África do Sul.</p>
<p>As autoridades espanholas mantêm a investigação epidemiológica em curso enquanto aguardam pelos resultados laboratoriais.</p>
<p>Só esses testes permitirão confirmar ou descartar a suspeita de hantavírus na mulher internada em Alicante.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760526]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>PS e Chega aprovam reforço de competências da AR na Defesa e reserva voluntária de militares</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ps-e-chega-aprovam-reforco-de-competencias-da-ar-na-defesa-e-reserva-voluntaria-de-militares/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 13:38:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[PS e Chega aprovaram hoje na generalidade projetos que visam reforçar competências do parlamento na área da Defesa e criar uma reserva voluntária de militares, com a oposição de PSD e CDS-PP.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>PS e Chega aprovaram hoje na generalidade projetos que visam reforçar competências do parlamento na área da Defesa e criar uma reserva voluntária de militares, com a oposição de PSD e CDS-PP.</p>
<p>O projeto de lei apresentado pelo PS, que reforça um conjunto de competências da Assembleia da República em matérias de Defesa , foi aprovado com os votos contra de PSD e CDS-PP, e a abstenção de IL, PCP, BE e PAN. A favor votaram os socialistas, Chega, Livre e o JPP.</p>
<p>Já o projeto do Chega que visa criar uma reserva voluntária de militares contou com o voto contra de PSD, CDS-PP, PCP e BE, e as abstenções de Livre e PAN. A favor votaram os deputados do Chega, o PS, IL e JPP.</p>
<p>Depois de terem sido aprovados, enquanto ainda decorriam as votações, o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, manifestou o seu desagrado, numa referência a PS e Chega: &#8220;Até em matérias de soberania se juntam os dois.&#8221;</p>
<p>O projeto de lei apresentado pelo PS visa aumentar o escrutínio sobre investimentos militares além da Lei de Programação Militar (LPM), que o Conceito Estratégico de Defesa Nacional passe a ser aprovado pelo parlamento, a emissão de pareceres não vinculativos sobre missões no estrangeiro e o aumento da representação da Assembleia da República no Conselho Superior de Defesa, entre outras medidas.</p>
<p>Além disto, o PS propõe criar uma nova lei de programação de efetivos, à semelhança da Lei de Programação Militar (LPM), destinada a investimentos, e à Lei de Infraestruturas Militares (LIM).</p>
<p>No debate de quinta-feira, PSD e CDS-PP manifestaram-se contra este projeto, alertando para o risco de uma &#8220;excessiva burocratização&#8221; de processos que necessitam de rapidez de decisão. O Chega também alertou para estes problemas mas admitiu melhorias na especialidade, como a introdução de prazos máximos de decisão.</p>
<p>O projeto do Chega, que também segue agora para a especialidade, visa criar uma reserva voluntária das Forças Armadas constituída por cidadãos que já tenham desempenhado funções militares e com formação na área.</p>
<p>Estes cidadãos, &#8220;mantendo a sua atividade profissional civil&#8221;, disponibilizar-se-iam voluntariamente para serem convocados &#8220;em situações de necessidade operacional, de emergência nacional ou de catástrofe&#8221;.</p>
<p>Esta integração seria &#8220;inteiramente voluntária&#8221; e dependeria &#8220;da necessidade de efetivos definida pela tutela&#8221;, sendo os reservistas &#8220;convocados para períodos de treino e serviço limitados no tempo, mediante compensação financeira adequada e garantia de proteção dos seus direitos laborais durante o período da convocação&#8221;, estabelece o projeto.</p>
<p>No período de votações, os deputados aprovaram ainda duas recomendações ao executivo (que não têm força de lei): do Chega, que quer que o executivo estude a criação de &#8220;uma estrutura conjunta comum das Forças Armadas nas áreas administrativa, de recursos humanos e logística&#8221;; e da IL, que propõe uma &#8220;estratégia plurianual para o reforço da atratividade, retenção e valorização dos efetivos das Forças Armadas&#8221;.</p>
<p>Já a resolução do Livre, que recomendava a atualização do Conceito Estratégico de Defesa &#8220;à luz da realidade geopolítica atual&#8221;, acabou chumbada.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760505]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Putin cada vez mais isolado. Quem vai (e quem não) ao Dia da Vitória em Moscovo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 13:37:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[Moscovo prepara-se para celebrar o Dia da Vitória numa versão histórica e reduzida, marcada pela ausência quase total de líderes internacionais e pela eliminação de carros militares e cadetes do desfile, devido ao que o Kremlin descreveu como a “situação operacional atual”.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Moscovo prepara-se para celebrar o Dia da Vitória numa versão histórica e reduzida, marcada pela ausência quase total de líderes internacionais e pela eliminação de carros militares e cadetes do desfile, devido ao que o Kremlin descreveu como a “situação operacional atual”. Tradicionalmente considerada a festa pública mais importante do ano para o presidente russo, esta edição revela o isolamento crescente da Rússia no contexto internacional, refletindo tensões contínuas com o Ocidente e o receio de possíveis ataques ucranianos.</p>
<p>Segundo o The Associated Press, o desfile deste ano apresenta a lista de convidados estrangeiros mais curta da história moderna de Moscovo. Apenas dois líderes internacionais confirmaram presença: Thongloun Sisoulith, presidente do Laos, e Sultan Ibrahim, monarca supremo da Malásia. O Kremlin insistiu que o primeiro-ministro eslovaco Robert Fico também estaria presente, apesar de o próprio ter confirmado que não participará, alegando que poderá aproveitar a ocasião para transmitir mensagens do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky a Vladimir Putin. Para Moscovo, a eventual transmissão de mensagens ucranianas através de um líder europeu representa um revés diplomático considerável.</p>
<p>Entre os presentes que não têm alternativa de faltar estão os representantes das autoridades de ocupação russas nos territórios anexados. Badra Gunba, da República da Abecásia, e Alan Gagloyev, da Ossétia do Sul, confirmaram a sua presença, embora estas regiões sejam internacionalmente reconhecidas como parte da Geórgia. O aliado mais próximo de Putin, Alexander lukashenko, líder da Bielorrússia, marcará presença pelo habitual. Uma delegação da Republika Srpska, na Bósnia, também estará em Moscovo, liderada pelo antigo presidente Milorad Dodik, conhecido pelo seu ativismo político pró-Rússia e pela proibição de exercer cargos na sua própria região durante seis anos.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a ausência de outros líderes internacionais foi significativa. Nikol Pashinyan, primeiro-ministro da Arménia, anunciou que não iria participar, citando compromissos com as próximas eleições parlamentares e eventos internacionais recentes em Yerevan, que incluíram a presença de vários líderes europeus e do próprio Zelensky. A Rússia considerou inaceitável a receção de Zelensky na capital arménia, com a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Maria Zakharova, classificando a situação como “uma atitude inaceitável” de um país amigo, acusando a Arménia de fornecer uma plataforma a um “terrorista”. Pashinyan respondeu que a Arménia não é aliada da Rússia na guerra contra a Ucrânia.</p>
<p>No plano operativo, Moscovo optou por manter o desfile praticamente inacessível aos meios de comunicação internacionais. As credenciais previamente concedidas foram revogadas, com a justificativa de “mudança no formato do evento devido à situação de segurança”. A cobertura ficará limitada aos órgãos de comunicação estatais russos, com transmissão retardada para minimizar riscos de mostrar incidentes. Medidas rigorosas de controlo de internet foram implementadas dias antes das celebrações, numa tentativa de impedir difusão não autorizada de imagens ou informação do evento.</p>
<p>O temor de ataques ucranianos também moldou as precauções do Kremlin. Após rejeitar uma proposta de cessar-fogo, Moscovo alertou as missões diplomáticas estrangeiras em Kyiv sobre um “inevitável contra-ataque” das forças russas, sugerindo evacuações preventivas. Zelensky indicou que alguns países tradicionalmente amigos de Moscovo questionaram a Ucrânia sobre a participação de representantes no desfile, mas não forneceram detalhes adicionais.</p>
<p>Esta edição do Dia da Vitória marca uma viragem na forma como Moscovo organiza e comunica a celebração, refletindo o isolamento internacional, a tensão militar e a cautela extrema perante eventuais ameaças externas, transformando um desfile antes grandioso numa cerimónia íntima, cuidadosamente controlada e limitada no seu alcance mediático e diplomático.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760504]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Drones ucranianos atingem centro de navegação aérea na Rússia e suspendem tráfego em 13 aeroportos</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/drones-ucranianos-atingem-centro-de-navegacao-aerea-na-russia-e-suspendem-trafego-em-13-aeroportos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 13:35:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[drones]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[Interrupção afetou voos de e para os aeroportos de Astrakhan, Vladikavkaz, Volgogrado, Gelendzhik, Grozny, Krasnodar, Makhachkala, Magas, Mineralnye Vody, Nalchik, Sochi, Stavropol e Elista]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O tráfego aéreo em 13 aeroportos do sul da Rússia foi suspenso depois de drones terem atingido um edifício de um centro regional de navegação aérea em Rostov-on-Don, segundo o Ministério dos Transportes russo, citado pelo &#8216;POLITICO&#8217;.</p>
<p>A interrupção afetou voos de e para os aeroportos de Astrakhan, Vladikavkaz, Volgogrado, Gelendzhik, Grozny, Krasnodar, Makhachkala, Magas, Mineralnye Vody, Nalchik, Sochi, Stavropol e Elista.</p>
<p>Numa publicação no Telegram, o Ministério dos Transportes afirmou que o centro regional de controlo de tráfego aéreo de Rostov-on-Don, responsável pela gestão do tráfego no sul da Rússia, teve de ser temporariamente ajustado devido ao ataque de drones ucranianos.</p>
<p>Segundo a mesma fonte, os funcionários estão em segurança e os equipamentos estão agora a ser avaliados para determinar se podem ser restaurados.</p>
<p><strong>Aeroflot atrasa, desvia e cancela voos</strong></p>
<p>O Governo russo, a Agência Federal de Transporte Aéreo, as companhias aéreas e os aeroportos estão a ajustar horários na sequência da perturbação.</p>
<p>De acordo com a agência russa &#8216;Tass&#8217;, a Aeroflot está a atrasar partidas, desviar rotas e cancelar voos devido ao impacto do ataque.</p>
<p>A companhia aérea russa indicou, ainda assim, que os voos internacionais a partir de outros aeroportos continuam a operar.</p>
<p><strong>Explosões também em refinaria</strong></p>
<p>As perturbações no tráfego aéreo surgem num dia marcado por novas explosões em território russo.</p>
<p>Esta sexta-feira, foram também reportadas explosões numa refinaria de petróleo em Yaroslavl, a nordeste de Moscovo, e na capital russa.</p>
<p>Os ataques ocorreram depois de o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ter afirmado que Kiev já não se considera vinculada à trégua unilateral anunciada pela Rússia antes da parada do Dia da Vitória, prevista para sábado.</p>
<p>Zelensky acusou o Kremlin de ter violado o cessar-fogo.</p>
<p><strong>Kyiv fala em “sanções de longo alcance”</strong></p>
<p>Segundo a &#8216;Ukrainska Pravda&#8217;, Zelensky confirmou o mais recente ataque ucraniano contra a refinaria de Yaroslavl.</p>
<p>O presidente ucraniano descreveu a operação como parte das “sanções de longo alcance” de Kiev contra a Rússia.</p>
<p>A expressão tem sido usada pela Ucrânia para enquadrar ataques a infraestruturas militares, energéticas e logísticas em território russo, procurando enfraquecer a capacidade de Moscovo para sustentar a guerra.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760510]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Resíduo invisível, problema gigante: Europa enfrenta avalanche de vapes descartáveis nas ruas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 13:15:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[vapes]]></category>
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					<description><![CDATA[Espalhados em passeios, abandonados em bancos de jardim, atirados para cima de papeleiras ou simplesmente largados no chão, os cigarros eletrónicos descartáveis (vulgarmente conhecidos como vapes) estão a tornar-se um novo símbolo da poluição urbana em vários países europeus.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Espalhados em passeios, abandonados em bancos de jardim, atirados para cima de papeleiras ou simplesmente largados no chão, os cigarros eletrónicos descartáveis (vulgarmente conhecidos como vapes) estão a tornar-se um novo símbolo da poluição urbana em vários países europeus. Pequenos, coloridos, leves e de utilização imediata, estes dispositivos conquistaram rapidamente mercado, sobretudo entre os consumidores mais jovens, mas a facilidade de consumo trouxe consigo um problema crescente: o impacto ambiental de um resíduo altamente complexo que, até agora, nenhum país da União Europeia conseguiu resolver de forma plenamente eficaz.</p>
<p>Ao contrário do que a sua aparência pode sugerir, um vape descartável está longe de ser apenas um pedaço de plástico. No seu interior coexistem vários componentes difíceis de separar e reciclar: uma bateria de lítio, circuitos eletrónicos, um atomizador responsável pelo aquecimento do líquido inalado e um reservatório com substâncias aromatizadas, com ou sem nicotina. Esta combinação transforma cada unidade num resíduo eletrónico potencialmente perigoso, que exige tratamento especializado e não pode ser descartado juntamente com o lixo doméstico comum sem riscos ambientais acrescidos.</p>
<p>O crescimento do consumo tem ampliado a dimensão do problema. Dados oficiais indicam que, só em 2023, foram comercializados mais de 24 milhões de euros em dispositivos deste tipo, incluindo cigarros eletrónicos e vaporizadores com e sem nicotina. Entre as opções mais procuradas destacam-se precisamente os modelos descartáveis tipo pod, que dispensam qualquer manutenção, não necessitam de recarga e apresentam preços relativamente acessíveis. A sua simplicidade de utilização tornou-os particularmente atrativos para consumidores jovens e também para fumadores que os usam em simultâneo com tabaco convencional, muitas vezes como forma de transição.</p>
<p>Essa popularização reflete-se nas estatísticas de consumo. Entre a população dos 15 aos 64 anos, uma fatia significativa já experimentou cigarros eletrónicos pelo menos uma vez, sendo a faixa etária entre os 15 e os 24 anos a que apresenta maior prevalência de utilização. Este crescimento tem despertado preocupações de saúde pública relacionadas com dependência de nicotina, uso em espaços fechados e banalização do consumo. Porém, paralelamente, começa a ganhar força uma outra preocupação: a incapacidade dos sistemas atuais de recolha e reciclagem para absorver o volume crescente de resíduos produzidos.</p>
<p>Especialistas em ambiente alertam que a legislação europeia enquadra estes dispositivos na categoria dos resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos, o que significa que a sua recolha e tratamento deveriam seguir regras específicas. Na prática, contudo, persistem falhas significativas. Muitos consumidores desconhecem como proceder ao descarte correto e, frequentemente, acabam por colocar os vapes no lixo indiferenciado ou abandoná-los no espaço público. Isso não só impede a recuperação dos materiais valiosos que contêm, como aumenta o risco de libertação de substâncias contaminantes em aterros ou instalações de tratamento.</p>
<p>As baterias de iões de lítio constituem um dos maiores perigos. Quando comprimidas, perfuradas ou danificadas durante operações de recolha e triagem de resíduos, podem provocar incêndios graves em centrais de tratamento e em viaturas de recolha. Esses incidentes têm vindo a multiplicar-se em vários países europeus, gerando prejuízos elevados para operadores de resíduos, autarquias e infraestruturas ambientais. Para além dos custos económicos diretos, trata-se de um risco operacional sério para trabalhadores do sector.</p>
<p>Outro problema reside na falta de uniformidade entre os pontos de venda e os sistemas de recolha. Embora a responsabilidade pela gestão destes resíduos recaia, em muitos casos, sobre produtores e distribuidores, a realidade no terreno revela lacunas evidentes. Há estabelecimentos que comercializam os dispositivos mas não dispõem de qualquer mecanismo de receção para unidades usadas. Isso cria um vazio prático: o consumidor compra facilmente, mas encontra dificuldades em saber onde entregar o produto quando termina a sua utilização.</p>
<p>Dentro do próprio sector do vape há reconhecimento de que os modelos descartáveis representam um desafio ambiental particularmente problemático. A dificuldade de desmontagem, a integração inseparável entre bateria, plástico e componentes eletrónicos e a natureza de uso único tornam o processo de reciclagem mais complexo do que noutros produtos eletrónicos de pequenas dimensões. Mesmo quando existem canais de recolha, a taxa efetiva de retorno continua muito abaixo do necessário para garantir uma gestão sustentável.</p>
<p>Perante este cenário, alguns países começaram a atuar sobretudo através de restrições comerciais. A Bélgica tornou-se, em 2025, o primeiro Estado-membro da União Europeia a proibir a venda de cigarros eletrónicos descartáveis, numa medida apresentada como resposta simultânea à crescente dependência de nicotina entre jovens e ao impacto ambiental dos produtos de uso único. França seguiu caminho semelhante, aprovando legislação que impede a comercialização, distribuição e fornecimento gratuito destes dispositivos descartáveis pré-carregados e não recarregáveis, mantendo apenas legais os sistemas reutilizáveis ou baseados em cartuchos substituíveis.</p>
<p>Outros países optaram por apertar a regulação do consumo em vez de avançarem diretamente para a proibição. A Finlândia implementou uma das legislações mais rígidas da Europa, restringindo sabores apelativos, publicidade, vendas online, utilização em espaços públicos e impondo controlos sanitários apertados. O objetivo nacional é reduzir drasticamente o consumo de nicotina até ao final da década. Já a Lituânia apostou num modelo centrado em canais oficiais de recolha, campanhas de sensibilização e aplicação de coimas a quem abandone este tipo de resíduo em locais impróprios.</p>
<p>Ainda assim, apesar de respostas dispersas, continua a faltar uma estratégia europeia comum especificamente desenhada para o resíduo dos vapes descartáveis. O problema mantém-se numa zona cinzenta: é simultaneamente uma questão de consumo, saúde pública, resíduos eletrónicos, poluição plástica e risco químico. Enquanto as autoridades debatem soluções, a realidade já é visível nas ruas: pequenos dispositivos coloridos, concebidos para durar poucos dias, permanecem meses — ou anos — no ambiente.</p>
<p>A crescente presença destes resíduos no espaço público tornou-se, assim, um retrato claro de um dilema moderno: produtos criados para conveniência imediata, mas sem uma resposta eficaz para o seu fim de vida. E, por enquanto, a Europa continua sem uma solução definitiva para um problema que aumenta à vista de todos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760496]]></sapo:autor>
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		<title>Próxima semana à lupa: Dos mercados à economia – e outras coisas que precisa de saber</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 13:13:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
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					<description><![CDATA[Do calendário económico ao que vai mexer com os mercados na próxima semana. Saiba o que vai estar na agenda nacional e internacional]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os mercados acionistas americanos tiveram mais uma semana impressionante, com tanto o S&amp;P 500 como o Nasdaq 100 a atingirem novos máximos históricos e a manterem-se no caminho certo para uma sexta semana consecutiva de ganhos.</p>
<p>Resultados empresariais sólidos, um entusiasmo renovado pela exposição à inteligência artificial e dados económicos resilientes permitiram que os investidores ignorassem, em grande medida, o impasse em curso no Médio Oriente e os preços elevados do petróleo.</p>
<p>Notícias mais recentes relatam terem sido disparados tiros norte-americanos contra portos iranianos. Donald Trump afirmou que o tiroteio ocorreu durante a passagem de contratorpedeiros americanos atacados pelo Estreito de Ormuz, enquanto confirmou que o cessar-fogo continua em vigor, apesar de gravemente ameaçado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>EUA</strong></p>
<ul>
<li>As encomendas às fábricas dos EUA em março subiram 1,5% em relação ao mês anterior, excedendo confortavelmente a previsão de 0,5%;</li>
<li>O índice de gestores de compras (PMI) do setor de serviços do ISM dos EUA para abril recuou ligeiramente para 53,6, ficando um pouco abaixo da previsão consensual de 53,7, mas continuando a indicar expansão;</li>
<li>As vagas de emprego na Pesquisa de Vagas de Emprego e Rotatividade de Mão de Obra (JOLTS) os EUA para março caíram para 6,866 milhões, ficando ligeiramente acima das expectativas de 6,84 milhões;</li>
<li>A variação do emprego ADP dos EUA para abril mostrou um ganho de 000 empregos, superando confortavelmente a estimativa de 99.000;</li>
<li>Os pedidos iniciais de subsídio de desemprego nos EUA aumentaram em 000 para 200.000 na última semana, ainda abaixo da previsão de 205.000.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>APAC</strong></p>
<ul>
<li>O PMI dos serviços da RatingDog da China para abril saiu nos 52,6, subindo dos 52,1 anteriores e excedendo a previsão de 52,0;</li>
<li>O RBA aumentou a sua taxa de juro oficial em 25 pontos base para 4,35%, em linha com as expectativas do mercado, e revertendo efetivamente todos os 75 pb de cortes efetuados em 2025;</li>
<li>A taxa de desemprego da Nova Zelândia para o primeiro trimestre baixou ligeiramente para 5,3%, ficando melhor do que o consenso de 5,4%.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Destaques da semana que vem</h4>
<ul>
<li><strong>Índice de Preços no Consumidor na China </strong><br />
<em>Data: Segunda-feira, 11 de maio, às 02h30 GMT</em></li>
</ul>
<p>O IPC geral da China subiu 1,0% em termos homólogos em março, abaixo do consenso de 1,2% e em queda face aos 1,3% registados em fevereiro. O IPC subjacente, excluindo alimentos e energia, abrandou para 1,1%, face aos 1,8% do mês anterior, refletindo pressões de preços subjacentes mais moderadas após o período do Ano Novo Lunar. Os dados de abril serão acompanhados de perto em busca de sinais de uma nova fraqueza. A previsão é que o IPC geral se situe em cerca de 0,8%. Um resultado mais fraco do que o esperado reforçaria provavelmente a necessidade de mais apoio político por parte de Pequim, especialmente porque as preocupações com o setor imobiliário continuam a persistir.</p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li><strong>Índice de Preços no Consumidor nos EUA </strong><br />
<em>Data: Terça-feira, 12 de maio, às 13h30 GMT</em></li>
</ul>
<p>Em março, o IPC geral dos EUA subiu 3,3% em termos homólogos, uma forte aceleração em relação aos 2,4% de fevereiro e o valor mais elevado em vários meses, impulsionado em grande parte pelos custos mais elevados da energia e da habitação. O IPC subjacente aumentou 2,6% em termos homólogos, apenas ligeiramente acima dos 2,5% do mês anterior. A atualização sobre a inflação da próxima terça-feira surge num momento particularmente delicado. Na reunião da FOMC da semana passada, a Reserva Federal manteve as taxas inalteradas, mas registou a votação mais dividida desde 1992. A remoção da expressão «ajustes adicionais» do comunicado foi interpretada como uma clara viragem para a neutralidade, tornando os futuros aumentos das taxas tão plausíveis quanto os cortes. Os mercados estarão atentos ao impacto do aumento dos preços da gasolina decorrente do conflito no Médio Oriente. O consenso aponta para que o IPC global suba para 3,8% em termos homólogos, com o IPC subjacente a subir para 2,7%. Um resultado mais forte do que o esperado reforçaria a tendência hawkish da FOMC, enquanto um resultado mais fraco ajudaria a atenuar essas preocupações.</p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li><strong>Divulgação de Resultados Empresariais</strong></li>
</ul>
<p>A época de divulgação de resultados do primeiro trimestre de 2026 nos EUA prossegue na próxima semana com relatórios de empresas como a JD.com, a On Holding e a Under Armour na terça- feira, a Alibaba e a Cisco na quarta-feira, a Robinhood Markets na terça-feira, a Applied Materials e a Figma na quinta-feira, entre muitas outras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><strong>Analistas da XTB</strong></em></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760499]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Como um casal tentou assaltar 29 igrejas em França em apenas três meses</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/como-um-casal-tentou-assaltar-29-igrejas-em-franca-em-apenas-tres-meses/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 12:48:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O caso, que culminou com condenações em tribunal, tornou-se símbolo de uma inquietação crescente em França: a incapacidade de proteger edifícios históricos, objetos de culto e a identidade cultural de vastas regiões rurais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante apenas três meses, um casal francês percorreu aldeias e pequenas localidades do norte de França numa vaga de furtos meticulosamente repetida que teve como alvo 29 igrejas católicas, e que incluiu roubo de objetos litúrgicos, arrombamento portas, destruição cofres de donativos, deixando um rasto de indignação entre comunidades profundamente ligadas ao seu património religioso e histórico. O caso, que culminou com condenações em tribunal, tornou-se símbolo de uma inquietação crescente em França: a incapacidade de proteger edifícios históricos, objetos de culto e a identidade cultural de vastas regiões rurais, num país onde muitas aldeias continuam a ter na igreja o seu principal ponto de referência coletiva.</p>
<p>Numa reportagem detalhada do The New York Times, que acompanhou o julgamento dos arguidos e visitou várias das igrejas visadas, é descrito como Raphaël Hourdeaux, de 35 anos, e Tony Paupière, de 30, parceiros na vida e, em quase todos os casos, também nos crimes, protagonizaram uma sequência extraordinária de assaltos durante o Verão passado, admitindo a maioria das acusações que lhes eram imputadas. Num dos episódios, regressaram mesmo à mesma igreja cinco semanas depois para voltar a roubar. A dimensão da operação criminosa, a facilidade com que entravam nos templos e o destino dado a muitos dos objetos roubados chocaram autoridades, clero e populações locais.</p>
<p>Um dos primeiros casos que chamou a atenção ocorreu em Burelles, uma pequena povoação cuja igreja, construída há séculos, tinha sido concebida como verdadeira fortaleza defensiva. Ao longo da sua história, o templo foi protegido com muralhas, uma sala segura e até frestas para disparo de flechas, medidas pensadas para resistir a exércitos saqueadores. Nenhuma dessas defesas históricas serviu para travar os ladrões modernos. Em finais de Julho, antes das 19h00 de um domingo, o casal entrou na igreja católica local, destruiu a caixa de donativos, forçou a porta de madeira da sacristia e roubou vários objetos religiosos, incluindo pratos de comunhão, dois recipientes utilizados em batismos e uma ostensório ornamentado em latão, peça usada para expor a hóstia durante cerimónias litúrgicas.</p>
<p>No mesmo dia, os dois assaltaram ainda a igreja de Vervins, na aldeia vizinha, de onde levaram um cálice. No dia seguinte, voltaram a atuar em Marle, outra localidade próxima, onde arrombaram o sacrário e furtaram mais um elaborado cálice litúrgico. Estes três roubos foram apenas o início de uma série que se estenderia por dezenas de igrejas espalhadas pelo norte francês, revelando um padrão de atuação rápido, oportunista e surpreendentemente simples.</p>
<p>Segundo o Ministério Público, o método usado pelo casal era rudimentar, mas eficaz. Depois de escolherem uma igreja, verificavam online se o edifício estaria encerrado e, confirmada a ausência de atividade, deslocavam-se ao local munidos de um pé-de-cabra para forçar entradas, portas e armários. A facilidade de execução era agravada por um problema estrutural: muitas igrejas rurais em França abrem apenas pontualmente para funerais, batismos ou raras missas ao longo do ano, o que significa que, em muitos casos, passaram-se dias até os roubos serem descobertos.</p>
<p>Essa realidade dificulta investigações, destrói pistas e reduz drasticamente a possibilidade de recolher testemunhos úteis. Na região de Aisne, uma das mais afetadas, existem cerca de 800 igrejas dispersas pelo território, número impossível de vigiar de forma permanente, mesmo com reforço de patrulhas policiais. Além disso, a escassez de clero agrava a vulnerabilidade: há sacerdotes responsáveis por dezenas de paróquias, chegando alguns a supervisionar até 50 igrejas, tornando praticamente impossível assegurar presença regular ou controlo contínuo sobre o património existente em cada templo.</p>
<p>O caso tornou-se ainda mais perturbador quando as autoridades perceberam que os assaltos faziam parte da rotina de lazer dos dois homens. Durante o julgamento, os procuradores explicaram que o casal organizava escapadelas de fim-de-semana em torno dos roubos. Num dos casos, deslocaram-se no seu Peugeot de 2008 até uma estância termal nas proximidades de uma igreja previamente selecionada como alvo, combinando descanso e atividade criminosa na mesma viagem.</p>
<p>Parte dos objetos roubados foi vendida a um antiquário local, posteriormente condenado por recetação de bens furtados. Outros artigos religiosos foram derretidos e vendidos como metal a um comprador em Paris. Muitos, porém, permaneceram na posse do casal. Quando, em Outubro, cerca de 30 agentes realizaram uma rusga à residência dos suspeitos, encontraram um cenário insólito: vários objetos litúrgicos roubados estavam a ser usados como peças decorativas dentro de casa, enquanto outros permaneciam escondidos em armários, sacos plásticos e compartimentos improvisados.</p>
<p>A operação policial permitiu recuperar 46 peças, cujas fotografias foram enviadas a autarcas e sacerdotes das localidades lesadas para tentativa de identificação. Mas surgiu então outro drama: a maioria das igrejas não possuía inventários detalhados do seu espólio. Sem registos formais, fotografias catalogadas ou documentação patrimonial rigorosa, muitas comunidades não conseguiram provar que determinados objetos lhes pertenciam, impedindo a restituição direta de peças possivelmente suas.</p>
<p>Este aspeto expôs uma vulnerabilidade ainda mais profunda: para além da fragilidade física dos templos, há uma fragilidade administrativa na preservação do património religioso rural. Muitas destas igrejas guardam peças antigas, objetos de devoção, cruzes, relicários e elementos litúrgicos acumulados ao longo de gerações, mas sem catalogação profissional. Quando desaparecem, perdem-se não apenas objetos, mas também memória coletiva e identidade local.</p>
<p>No julgamento, realizado em Dezembro num tribunal instalado num palácio medieval em Laon, vários presidentes de câmara e representantes religiosos deslocaram-se de diferentes pontos da região à procura de respostas. No entanto, Raphaël Hourdeaux e Tony Paupière não compareceram. Paupière enviou um atestado médico alegando depressão e pensamentos suicidas. A ausência foi recebida com revolta por várias vítimas.</p>
<p>Damien Yverneau, presidente da Câmara de Burelles, criticou duramente a postura dos condenados, afirmando: “Isto demonstra total desrespeito. Pode fazer-se coisas estúpidas, mas é preciso assumir a responsabilidade por elas.” Acrescentou ainda: “É cobardia total.”</p>
<p>Embora os dois homens tenham enviado uma carta de desculpas, vários autarcas e sacerdotes afirmaram nunca a ter visto. Raphaël Hourdeaux, num breve contacto telefónico com jornalistas, sustentou que a cobertura mediática tinha arruinado a vida do casal e questionou até o valor simbólico dos objetos roubados, argumentando que poucas comunidades conseguiram identificá-los posteriormente. Mais tarde, ameaçou avançar judicialmente por difamação caso o seu nome ou declarações fossem publicados, apesar de a identidade já ter sido amplamente divulgada em França.</p>
<p>Em tribunal, Caroline Biencourt, representante da diocese local, emocionou-se ao explicar o verdadeiro alcance das perdas, lembrando que estas igrejas são um raro espaço de contemplação, beleza e espiritualidade em zonas afastadas de grandes centros culturais. “Qualquer pessoa pode empurrar a porta e encontrar-se diante de um Rubens ou de uma pequena estátua que recebeu incontáveis orações”, afirmou. Sublinhando o valor universal dessas peças, acrescentou: “Estes objetos pertenciam a todos e nunca mais os voltaremos a ter.”</p>
<p>Os dois homens acabaram condenados a três anos de prisão, dos quais dois com pena suspensa. O ano efetivo de detenção será cumprido em regime domiciliário, com vigilância eletrónica. Em Setembro, um tribunal avaliará as indemnizações a atribuir às comunidades lesadas.</p>
<p>Em Burelles, estima-se que os danos ascendam a 7.700 euros. Parte desse montante deverá ser investida em câmaras de vigilância. Ainda assim, permanece a sensação de perda irreparável. Jean-Michel Vignez, responsável por uma associação voluntária ligada à igreja local, resumiu esse sentimento: “Alguma vez seremos compensados por isto? Não tem preço. É inteiramente simbólico. Posso encontrar um objeto semelhante na internet, mas nunca será o de Burelles.”</p>
<p>Algumas peças recuperadas já foram devolvidas às igrejas que conseguiram provar a sua propriedade. As restantes ficarão sob tutela das autoridades católicas locais, que planeiam benzê-las e redistribuí-las pelas paróquias roubadas numa cerimónia simbólica de entrega. Não serão necessariamente os objetos originalmente perdidos, mas espera-se que o gesto ofereça algum consolo.</p>
<p>Num último detalhe carregado de ironia judicial, o tribunal determinou ainda a apreensão do automóvel usado pelo casal nos assaltos. O mesmo Peugeot que os levou de igreja em igreja passará agora a servir a polícia, incluindo em patrulhas por aldeias como Burelles, precisamente as comunidades afetadas pelos crimes do casal.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760459]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Web Summit: Startups portuguesas apresentam inovação tecnológica em Vancouver</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/web-summit-startups-portuguesas-apresentam-inovacao-tecnologica-em-vancouver/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 12:46:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Oito startups portuguesas das áreas da inteligência artificial, cibersegurança, energia e 'fintech' participam entre 11 e 14 de maio na Web Summit Vancouver, no Canadá, numa iniciativa da Startup Portugal para reforçar a presença tecnológica nacional nos mercados internacionais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Oito startups portuguesas das áreas da inteligência artificial, cibersegurança, energia e &#8216;fintech&#8217; participam entre 11 e 14 de maio na Web Summit Vancouver, no Canadá, numa iniciativa da Startup Portugal para reforçar a presença tecnológica nacional nos mercados internacionais.</p>
<p>A delegação portuguesa participa pelo segundo ano consecutivo no evento, que decorre no Vancouver Convention Centre e reúne milhares de investidores, empresas tecnológicas e representantes do setor digital de vários países.</p>
<p>&#8220;A Web Summit Vancouver é uma oportunidade determinante para reforçar a presença das startups portuguesas na América do Norte, permite demonstrar a qualidade da nossa tecnologia, talento e capacidade de escala a nível global&#8221;, afirmou Alexandre Santos, presidente da Startup Portugal.</p>
<p>A participação nacional, apoiada pela Câmara Municipal de Lisboa, integra empresas ligadas à cibersegurança, energia sustentável, inteligência artificial, logística e soluções financeiras digitais.</p>
<p>Segundo a organização, as startups presentes já captaram mais de sete milhões de euros em investimento, empregam cerca de 70 profissionais e operam em vários mercados internacionais.</p>
<p>Durante o evento, as empresas portuguesas vão apresentar produtos e serviços em espaços próprios, enquanto o &#8220;Lisboa &amp; Portugal Lounge&#8221; servirá de ponto de encontro para reuniões, demonstrações tecnológicas e ações de &#8216;networking&#8217; (contactos).</p>
<p>A agenda inclui ainda a &#8216;masterclass&#8217; &#8220;Meet the Portugal and Lisbon Entrepreneurial Ecosystems&#8221;, marcada para 13 de maio, dedicada à promoção de Portugal como destino para investimento e desenvolvimento de startups.</p>
<p>A delegação portuguesa integra a CYBERX, especializada em ethical hacking e inteligência de ameaças, a ENLINE, focada em gémeos digitais para redes elétricas, e a Nitrogen Sensing Solutions, dedicada ao desenvolvimento de biossensores inteligentes.</p>
<p>Participam também a JAMMIN&#8217;, plataforma de colaboração musical em tempo real, a ASSETLINK, focada em investimentos alternativos fracionados, a AIVIS, especializada em automação operacional com inteligência artificial, e a DAISEE, orientada para análise documental e apoio à decisão empresarial.</p>
<p>A representação portuguesa inclui ainda a Vision Hammer, empresa que desenvolve soluções automáticas para deteção e correção de incidentes de engenharia diretamente em código informático.</p>
<p>Além das startups, a missão portuguesa conta com a presença de entidades ligadas ao investimento e inovação, entre as quais a Think8, a Laika Ventures e a Dengun.</p>
<p>A Startup Portugal é uma organização sem fins lucrativos dedicada à promoção do empreendedorismo e do ecossistema nacional de inovação.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760477]]></sapo:autor>
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		<title>Centeno alerta que país não deve seguir caminho do aumento do consumo público e privado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 12:35:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O ex-governador do Banco de Portugal Mário Centeno defendeu hoje que o país não deve seguir o caminho do aumento do consumo público e do consumo privado que se registou no último ano.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ex-governador do Banco de Portugal Mário Centeno defendeu hoje que o país não deve seguir o caminho do aumento do consumo público e do consumo privado que se registou no último ano.</p>
<p>&#8220;No último ano houve uma aceleração do consumo público &#8211; enfim, devemos ter alguma cautela com isso &#8211; e o consumo privado foi a componente mais dinâmica da procura. Não é o caminho que o país deve seguir&#8221;, disse Mário Centeno.</p>
<p>O economista e ex-governador do Banco de Portugal falava no painel &#8220;Sustentabilidade e Resiliência da Economia Portuguesa&#8221;, durante o encontro da Associação Portuguesa da Indústria Eletrodigital, que termina hoje em Ílhavo, no distrito de Aveiro.</p>
<p>Perante uma plateia de empresários do setor elétrico nacional, Centeno começou por referir que nos últimos 10 anos, Portugal, sistematicamente, tem convergido com a área do euro, mas referiu que o país está a desacelerar em termos económicos.</p>
<p>&#8220;A pandemia foi recuperada &#8211; aliás, muito rapidamente &#8211; mas a economia portuguesa não tem estado a investir como investia antes&#8221;, afirmou.</p>
<p>Mário Centeno observou que no período pós-pandémico houve uma desaceleração do Produto Interno Bruto, mas considerou que o mais preocupante foi a &#8220;enorme desaceleração do investimento, que neste momento cresce, mas a 2,9%&#8221;.</p>
<p>Apesar disso, referiu que o país tem continuado a ganhar quota de mercado, em média anual, mas referiu que isso não aconteceu no último ano, o que, para o economista, constitui &#8220;uma enorme preocupação para uma economia pequena e aberta&#8221;.</p>
<p>Centeno, que se escusou a responder a perguntas dos jornalistas, avisou ainda que se a inflação vier aí, como aconteceu no passado, as taxas de juro sobem e o investimento retrai-se, e realçou que o país não pode pôr em causa o que conquistou com a redução da dívida, afirmando que foi &#8220;um dos grandes feitos da economia portuguesa&#8221;.</p>
<p>&#8220;Nós não podemos pôr em causa isso, porque, do ponto de vista macro, o país conseguiu um feito muito pouco usual, que é juntar a redução da dívida à capacidade do investimento&#8221;, defendeu.</p>
<p>Centeno disse, no entanto, que é possível olhar para o futuro com otimismo, adiantando que o país fez uma transformação significativa nas suas qualificações e pode beneficiar de um posicionamento altamente privilegiado na Europa, quer do ponto de vista geográfico, quer do ponto de vista das alianças e da estratégia que Portugal pode seguir na integração europeia.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760476]]></sapo:autor>
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		<title>Hantavírus: Transmissão só acontece em contacto muito próximo com infetado, clarifica OMS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 12:25:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O hantavírus causador do surto no cruzeiro MV Hondius só se transmite por contacto muito próximo, incluindo  exposição a saliva ou secreções respiratórias quando uma pessoa infetada espirra, tosse ou cospe muito perto de outra, esclareceu hoje a OMS.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O hantavírus causador do surto no cruzeiro MV Hondius só se transmite por contacto muito próximo, incluindo exposição a saliva ou secreções respiratórias quando uma pessoa infetada espirra, tosse ou cospe muito perto de outra, esclareceu hoje a OMS.</p>
<p>&#8220;Por contacto próximo entende-se estar praticamente cara a cara, em proximidade direta, partilhando um espaço muito próximo com possível exposição a saliva ou a secreções ao tossir ou cuspir&#8221;, explicou hoje o porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS), Christian Lindmeier, em conferência de imprensa.</p>
<p>O porta-voz sublinhou que houve casos de pessoas que partilharam cabina no barco afetado que ficaram infetadas e outras não, o que demonstra que &#8220;o risco real continua a ser muito baixo&#8221;.</p>
<p>&#8220;Não é uma nova covid, o risco para a população é absolutamente baixo&#8221;, insistiu Lindmeier, indicando que a capacidade de transmissão do hantavírus é inferior à do sarampo, em que partilhar um recinto com um doente implica um maior risco de contágio.</p>
<p>De acordo com o mesmo responsável, trata-se de &#8220;um vírus perigoso&#8221;, mas &#8220;unicamente para a pessoa realmente infetada&#8221;.</p>
<p>Depois de partir a 01 de abril de Ushuaia, na Argentina, o Hondius, que pertence à companhia holandesa de cruzeiros Oceanwide Expeditions, está atualmente a caminho de Tenerife, nas Canárias, onde é esperado no domingo.</p>
<p>Três passageiros do navio morreram, enquanto no mais recente balanço a OMS confirmou hoje um total de cinco casos confirmados e três casos suspeitos.</p>
<p>Os investigadores querem determinar se o contágio aconteceu em terra (na Argentina, no Chile ou no Uruguai), através de roedores, ou já a bordo do navio.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760468]]></sapo:autor>
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		<title>Rubio diz a Tajani que países ocidentais devem proteger os seus interesses económicos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 12:22:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou hoje ao vice-primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Antonio Tajani, que os países ocidentais devem proteger os seus interesses económicos, indicou um porta-voz do Departamento de Estado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou hoje ao vice-primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Antonio Tajani, que os países ocidentais devem proteger os seus interesses económicos, indicou um porta-voz do Departamento de Estado.</p>
<p>Tommy Pigott, que referiu que o encontro incidiu sobre &#8220;a cooperação bilateral, bem como desafios de segurança globais e regionais&#8221; no Médio Oriente e na Ucrânia, adiantou que Marco Rubio sublinhou &#8220;a necessidade de os países ocidentais protegerem os seus interesses económicos.</p>
<p>&#8220;O secretário Rubio abordou os esforços para promover a liberdade de navegação e a segurança marítima em vias navegáveis internacionais estratégicas e salientou a importância de resolver a guerra na Ucrânia&#8221;, acrescentou Pigott, numa declaração emanada do Departamento de Estado norte-americano.</p>
<p>Por seu lado, Tajani defendeu que &#8220;também os Estados Unidos precisam da Europa&#8221;, após as críticas do Presidente norte-americano, Donald Trump, aos parceiros europeus, sobretudo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).</p>
<p>&#8220;Estou convencido de que a Europa precisa dos Estados Unidos, tal como a Itália, mas também os Estados Unidos precisam da Europa e da Itália. Essas são as relações transatlânticas e a unidade do Ocidente é fundamental&#8221;, declarou Tajani aos jornalistas.</p>
<p>Um dia depois de se reunir com Leão XIV, primeiro papa norte-americano da história e igualmente alvo de ataques verbais do Presidente dos Estados Unidos, Rubio realizou uma missão diplomática em Roma para tentar aliviar as tensões entre Washington e o Governo de Giorgia Meloni.</p>
<p>O encontro ocorreu depois de Trump ter criticado Meloni, antiga aliada privilegiada do Presidente norte-americano na União Europeia (UE), devido à defesa feita pela primeira-ministra italiana do Sumo Pontífice.</p>
<p>O chefe de Estado norte-americano ameaçou retirar tropas destacadas em alguns países europeus, como Espanha, Alemanha e a própria Itália, devido à posição destes contra a guerra no Irão.</p>
<p>Tajani, que classificou como positivo o encontro com Rubio, afirmou que, para Roma, &#8220;é importante uma presença norte-americana na Europa para reforçar a NATO&#8221;, embora tenha sublinhado ser igualmente essencial &#8220;um forte compromisso dos europeus&#8221; com a Aliança Atlântica.</p>
<p>&#8220;E é isso que os europeus estão a fazer&#8221;, sustentou.</p>
<p>Durante o encontro, os dois responsáveis abordaram também a situação na Venezuela e em Cuba, embora o ministro italiano não tenha especificado o conteúdo da conversa.</p>
<p>Numa tentativa de reduzir a desconfiança dos últimos tempos, Tajani entregou a Rubio, durante a visita ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, uma árvore genealógica que reconstrói as origens de parte da família do secretário de Estado norte-americano na região do Piemonte.</p>
<p>&#8220;Foi um momento especial receber toda esta informação, uma experiência incrível e mais uma razão para regressar em breve àquela região e reencontrar-me com o passado&#8221;, declarou Rubio, falando em inglês e espanhol, embora tenha garantido compreender bem o italiano.</p>
<p>Após o encontro com Tajani, Rubio dirigiu-se ao Palazzo Chigi, sede do Governo italiano, em Roma, para se reunir com a primeira-ministra Giorgia Meloni.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760465]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Relação nega entrega de Cédric Prizzon a França por haver processo pendente em Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 12:22:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Tribunal da Relação de Coimbra recusou a execução do mandado europeu para entregar a França Cédric Prizzon, suspeito de matar duas mulheres em Portugal, por se encontrar pendente em Portugal um procedimento criminal.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Tribunal da Relação de Coimbra recusou a execução do mandado europeu para entregar a França Cédric Prizzon, suspeito de matar duas mulheres em Portugal, por se encontrar pendente em Portugal um procedimento criminal.</p>
<p>A informação foi confirmada à Lusa pelo Conselho Superior da Magistratura (CSM), que adiantou que a decisão da Relação de Coimbra foi a de &#8220;recusar a execução do mandado de detenção europeu para entrega do cidadão francês Cédric Prizzon&#8221;, alegando estar &#8220;pendente em Portugal procedimento penal contra a pessoa procurada pelo facto que motiva a emissão do mandado de detenção europeu&#8221;, tal como previsto na lei.</p>
<p>O tribunal de recurso recusou ainda a execução do mandado de detenção europeu com base no artigo da lei que determina que a recusa é admissível quando o crime, em parte ou no seu todo, tenha sido cometido em território nacional.</p>
<p>A justiça francesa emitiu, em março, um mandado de detenção europeu contra Cédric Prizzon, um ex-polícia suspeito do duplo homicídio de duas mulheres em Portugal, onde foi detido e se encontra em prisão preventiva.</p>
<p>A informação sobre o mandando de detenção europeu apenas foi confirmada esta semana pelo Ministério Público francês.</p>
<p>Cédric Prizzon, de 42 anos, encontra-se, desde 26 de março, em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional da Guarda, indiciado da prática de dois crimes de homicídio qualificado contra a antiga e a atual companheira, Audrey Cavaillé e Angela Cadillac, e dois crimes de profanação de cadáver.</p>
<p>Ao ex-polícia da Gendarmerie Nationale foram ainda imputados um crime de sequestro, um de violência doméstica perpetrado contra a filha menor, um de falsificação de documentos e detenção ilegal de arma.</p>
<p>Cédric Prizzon tinha sido detido pela GNR de Mêda, no distrito da Guarda, na semana anterior, durante uma ação de fiscalização rodoviária, em flagrante delito, por falsificação de documentos e posse de arma ilegal.</p>
<p>Com ele, viajavam os dois filhos, um rapaz de 12 e uma bebé de um ano e meio.</p>
<p>Os corpos das duas mulheres foram encontrados enterrados num local isolado no distrito de Bragança, a cerca de uma centena de quilómetros a norte do local onde Cédric Prizzon foi detido.</p>
<p>Para o advogado da mãe de Audrey Cavaillé, Fabien Arakélian, citado pela AFP, seria de &#8220;bom senso jurídico&#8221; que Cédric Prizzon fosse julgado em França.</p>
<p>&#8220;Temos, de facto, factos que foram cometidos em Portugal, mas com vítimas de nacionalidade francesa e um autor dos factos que também tem nacionalidade francesa&#8221;, defendeu o advogado.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760464]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Crise dos fertilizantes pode fazer disparar (ainda mais) os preços dos alimentos na Europa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 12:20:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[alimentos]]></category>
		<category><![CDATA[fertilizante]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Ligação entre a guerra no Golfo e o preço de uma baguete faz-se em três passos lentos: o gás encarece, os fertilizantes sobem, as colheitas ficam mais caras e, meses depois, o custo chega aos alimentos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais de dois meses depois do início da guerra no Irão, o impacto do conflito ainda não chegou de forma visível à maioria dos supermercados europeus. O Carrefour garante que os preços não mexeram e a cadeia alemã Aldi diz o mesmo, escreve o &#8216;POLITICO&#8217;.</p>
<p>Mas essa estabilidade poderá não durar.</p>
<p>A ligação entre a guerra no Golfo e o preço de uma baguete faz-se em três passos lentos: o gás encarece, os fertilizantes sobem, as colheitas ficam mais caras e, meses depois, o custo chega aos alimentos.</p>
<p>“Grande parte da comida que está atualmente nas prateleiras dos supermercados foi produzida com fatores de produção comprados ou contratados antes de a crise se desenvolver por completo”, explica David Laborde, responsável pela divisão de economia agroalimentar da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura.</p>
<p>“A estabilidade atual reflete sobretudo o calendário, não imunidade”, acrescenta.</p>
<p><strong>Fertilizantes já estão a subir</strong></p>
<p>A Europa produz fertilizantes azotados, mas depende de gás importado para os fabricar. Quando a perturbação no Golfo faz subir o preço do gás, os fertilizantes produzidos na Europa também ficam mais caros.</p>
<p>Desde que a retaliação iraniana aos ataques dos Estados Unidos e de Israel levou ao encerramento do Estreito de Ormuz, os preços do gás subiram 59%. Alguns fertilizantes aumentaram até 50%.</p>
<p>Na Alemanha, a ureia, o fertilizante mais transacionado, custa agora cerca de 550 euros por tonelada, contra cerca de 370 euros antes da guerra.</p>
<p>O primeiro impacto sentido pelos consumidores deverá chegar através dos combustíveis, no final do verão. O efeito dos fertilizantes será mais lento, mas poderá ser mais persistente.</p>
<p><strong>Primavera protegida, outono em risco</strong></p>
<p>Para a campanha de primavera, muitos agricultores europeus escaparam ao pior. Tinham comprado fertilizante antes da guerra e a Comissão Europeia considera que as necessidades desta estação estão “em larga medida asseguradas”.</p>
<p>O problema está nas próximas plantações.</p>
<p>Os agricultores estão agora a fazer encomendas para o outono e as contas tornaram-se mais difíceis. O trigo continua a ser vendido ao mesmo preço de antes da guerra, mas os custos dos fertilizantes subiram.</p>
<p>Alguns produtores estão a reduzir o uso de azoto. Outros estão a mudar para culturas que exigem menos fertilizante. Em ambos os casos, o resultado poderá ser uma colheita menor em 2027, altura em que os consumidores poderão sentir de forma mais clara os efeitos da guerra.</p>
<p>Nem todos os países tiveram a mesma margem de proteção.</p>
<p>A Irlanda quase não tem indústria nacional de fertilizantes e 90% das suas terras agrícolas são pastagens que precisam de azoto ao longo de toda a estação. Muitos agricultores irlandeses começam a comprar em fevereiro e continuam até setembro, o que significa que já estão a fechar encomendas a preços de guerra.</p>
<p>Na Suécia, a federação agrícola nacional calcula que o conflito já custou 160 milhões de euros aos agricultores, o equivalente a 12% dos lucros do setor.</p>
<p>Quem tem fertilizante em armazém consegue manter os planos. Quem não tem, deverá usar menos, colher menos e transferir parte dos custos para os consumidores.</p>
<p><strong>Bruxelas tenta responder, mas sem soluções rápidas</strong></p>
<p>A Comissão Europeia já avançou com medidas para aliviar a pressão energética e flexibilizar regras de auxílios de Estado para apoiar agricultores.</p>
<p>Mas os fertilizantes são um problema mais difícil.</p>
<p>A dependência europeia do gás importado para produzir fertilizantes azotados foi-se acumulando ao longo de décadas. O plano de ação para os fertilizantes, que o comissário europeu da Agricultura, Christophe Hansen, deverá apresentar a 19 de maio, já estava em preparação antes da guerra.</p>
<p>O plano assenta em quatro pilares: reduzir a dependência das importações, reforçar a produção interna, promover alternativas de baixo carbono e ajudar os agricultores a usar menos fertilizante.</p>
<p>Nenhuma destas soluções, porém, responde ao calendário imediato das decisões de plantação para 2027.</p>
<p>Construir uma nova fábrica de fertilizantes demora entre três e quatro anos. Além disso, a produção europeia já está 19% abaixo dos níveis de 2019.</p>
<p><strong>Imposto de carbono divide a União Europeia</strong></p>
<p>Há ainda outro fator de pressão: o imposto europeu de carbono sobre importações de fertilizantes, conhecido como CBAM.</p>
<p>A medida entrou em vigor a 1 de janeiro e aplica uma sobretaxa a produtos importados de países com regras climáticas menos exigentes.</p>
<p>Num momento de subida dos preços provocada pela guerra, o CBAM torna os fertilizantes ainda mais difíceis de suportar para muitos agricultores.</p>
<p>Itália e França defendem a suspensão da medida. Polónia e Alemanha, que têm algumas das maiores fábricas de fertilizantes azotados da União Europeia, querem mantê-la.</p>
<p>A Comissão parece dividida. Segundo duas fontes citadas pelo &#8216;POLITICO&#8217;, versões anteriores do plano de 19 de maio incluíam algum alívio relacionado com o CBAM, mas a versão mais recente deixou cair essa possibilidade.</p>
<p>“Quando a crise no Médio Oriente acabar, o custo do CBAM vai continuar”, alerta Jean-Baptiste Boucher, diretor de comunicação da Copa-Cogeca, a principal organização agrícola europeia.</p>
<p><strong>Fora da Europa, a pressão já é maior</strong></p>
<p>Nos Estados Unidos, os agricultores compram fertilizantes mais perto da época de plantação e tiveram menos tempo para armazenar produto antes da escalada.</p>
<p>Segundo a American Farm Bureau Federation, cerca de 70% dizem não conseguir pagar todo o fertilizante de que precisam este ano.</p>
<p>O Departamento de Agricultura americano prevê a menor colheita de trigo desde 1919.</p>
<p>A pressão é ainda mais grave em países altamente dependentes de importações. O Brasil enfrenta uma escassez de fosfatos que pode chegar a três milhões de toneladas antes da plantação de soja em setembro.</p>
<p>A Etiópia, que recebe 90% dos fertilizantes azotados através do Djibouti a partir do Golfo, praticamente não tem alternativa.</p>
<p>A isto junta-se o risco climático. As previsões apontam para uma probabilidade superior a 90% de um forte El Niño, que poderá trazer fenómenos extremos a regiões já vulneráveis.</p>
<p>O Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas alertou que mais 45 milhões de pessoas poderão cair em insegurança alimentar aguda se a guerra continuar para lá de meados do ano.</p>
<p><strong>Uma crise lenta, mas previsível</strong></p>
<p>“Não é como o choque da Ucrânia”, afirma Alvaro Lario, presidente do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, agência das Nações Unidas criada depois de uma crise semelhante de fertilizantes e petróleo há quase 50 anos.</p>
<p>“Esse foi imediato. Este é mais lento, mas sabemos que está a caminho.”</p>
<p>A China agravou a pressão ao suspender exportações de fertilizantes fosfatados até agosto, restringir misturas de azoto e potássio em março e anunciar a suspensão das exportações de ácido sulfúrico a partir de maio.</p>
<p>Para Lario, as restrições às exportações são o maior risco que ainda paira sobre o sistema: podem transformar um choque de preços numa escassez real.</p>
<p>A Comissão Europeia apresentará o seu plano para os fertilizantes a 19 de maio. Mas a próxima colheita será decidida antes de muitas das soluções estruturais poderem produzir efeitos.</p>
<p>Até lá, os preços no Carrefour e no Aldi podem continuar estáveis.</p>
<p>Mas, se a cadeia entre gás, fertilizantes e colheitas se confirmar, essa estabilidade chegará ao fim.</p>
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