<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Executive Digest</title>
	<atom:link href="https://executivedigest.sapo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://executivedigest.sapo.pt</link>
	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Mon, 06 Jul 2026 20:04:19 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	
	<item>
		<title>LiveModeTV assegura direitos da Taça Intercontinental FIFA 2026 em Portugal</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/livemodetv-assegura-direitos-da-taca-intercontinental-fifa-2026-em-portugal/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/livemodetv-assegura-direitos-da-taca-intercontinental-fifa-2026-em-portugal/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 20:04:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/livemodetv-assegura-direitos-da-taca-intercontinental-fifa-2026-em-portugal/</guid>

					<description><![CDATA[A LiveModeTV assegurou os direitos da Taça Intercontinental FIFA 2026 em Portugal, competição que decorre em dezembro e que reúne os campeões de cada continente, foi anunciado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A LiveModeTV assegurou os direitos da Taça Intercontinental FIFA 2026 em Portugal, competição que decorre em dezembro e que reúne os campeões de cada continente, foi anunciado. </P><br />
<P>&#8220;Estamos muito contentes por divulgar que teremos a transmissão de jogos da Taça Intercontinental FIFA na LiveModeTV. Depois de anunciarmos o Campeonato do Mundo Feminino FIFA 2027, esta é uma prova de que continuamos a apostar nas maiores competições do futebol internacional. Apesar de não existirem clubes portugueses a participar, o Paris Saint-Germain já está na final e conta com jogadores internacionais portugueses que os adeptos acompanham atualmente ao serviço da Seleção Nacional&#8221;, afirmou, em comunicado, o General Manager da LiveModeTV Portugal, João Mesquita. </P><br />
<P>O Paris Saint-Germain, que venceu da UEFA Champions League, vai direto para a final. No plantel estão jogadores como Vitinha, João Neves e Nuno Mendes. </P><br />
<P>Do outro lado vão estar os campeões da América do Sul e do Norte, África, Ásia e Oceânia. A competição tem eliminação direta.</P><br />
<P>A LiveModeTV estreou em Portugal com a transmissão dos Jogos do Campeonato do Mundl de 2026 no YouTube e na Prime Video.</P></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/livemodetv-assegura-direitos-da-taca-intercontinental-fifa-2026-em-portugal/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786065]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Venezuela/Sismo: Número de mortos sobe para 3.535 e de feridos mantém-se em 16.740</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/venezuela-sismo-numero-de-mortos-sobe-para-3-535-e-de-feridos-mantem-se-em-16-740/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/venezuela-sismo-numero-de-mortos-sobe-para-3-535-e-de-feridos-mantem-se-em-16-740/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 20:04:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/venezuela-sismo-numero-de-mortos-sobe-para-3-535-e-de-feridos-mantem-se-em-16-740/</guid>

					<description><![CDATA[Os dois sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 3.535 mortos e 16.740 feridos, segundo o mais recente balanço oficial, divulgado hoje pelo Governo venezuelano.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os dois sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 3.535 mortos e 16.740 feridos, segundo o mais recente balanço oficial, divulgado hoje pelo Governo venezuelano.</P><br />
<P>O balanço contabiliza mais 193 mortos em relação ao anterior, publicado no domingo, e 16.740 feridos, o mesmo número registado no domingo.</P><br />
<P>Mais de 17 mil pessoas estão desalojadas e 856 edifícios foram danificados ou destruídos, informaram ainda as autoridades venezuelanas.</P><br />
<P>Entre os mortos, há pelo menos 96 portugueses e lusodescendentes, e outros 60 estão desaparecidos ou incontactáveis, anunciou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).</P><br />
<P>Vários países, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.</P><br />
<P>A base de operações da missão portuguesa de resposta aos sismos está sediada em Catia la Mar, em La Guaira, zona de grande concentração de portugueses e lusodescendentes e uma das mais afetadas.</P><br />
<P>Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.</P></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/venezuela-sismo-numero-de-mortos-sobe-para-3-535-e-de-feridos-mantem-se-em-16-740/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786064]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Mundial2026: Portugal e Espanha empatam 0-0 ao intervalo do jogo dos &#8216;oitavos&#8217;</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/mundial2026-portugal-e-espanha-empatam-0-0-ao-intervalo-do-jogo-dos-oitavos/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/mundial2026-portugal-e-espanha-empatam-0-0-ao-intervalo-do-jogo-dos-oitavos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 19:57:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/mundial2026-portugal-e-espanha-empatam-0-0-ao-intervalo-do-jogo-dos-oitavos/</guid>

					<description><![CDATA[Portugal terminou hoje a primeira parte do encontro com a Espanha com uma igualdade a zero, no quinto jogo dos oitavos de final do Mundial de futebol de 2026, em Arlington, nos Estados Unidos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Portugal terminou hoje a primeira parte do encontro com a Espanha com uma igualdade a zero, no quinto jogo dos oitavos de final do Mundial de futebol de 2026, em Arlington, nos Estados Unidos.</P><br />
<P>Oyarzabal (oito minutos), Yamal e Baena (16) e Pedri (31) estiveram nas melhores ocasiões de Espanha, enquanto Cristiano Ronaldo (37) e Nuno Mendes (41), que acertou na barra, poderiam ter marcado para Portugal, mas o &#8216;nulo&#8217; não se alterou.</P><br />
<P>O vencedor do embate entre Portugal e a Espanha vai defrontar nos quartos de final, em jogo marcado para sexta-feira, em Inglewood, pela 12:00 locais (20:00 em Lisboa), o vencedor do embate entre os Estados Unidos e a Bélgica.</P></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/mundial2026-portugal-e-espanha-empatam-0-0-ao-intervalo-do-jogo-dos-oitavos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786063]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Nova ponte de Viana do Castelo sobre o rio Lima pronta no final do mês</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/nova-ponte-de-viana-do-castelo-sobre-o-rio-lima-pronta-no-final-do-mes/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/nova-ponte-de-viana-do-castelo-sobre-o-rio-lima-pronta-no-final-do-mes/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 19:38:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/nova-ponte-de-viana-do-castelo-sobre-o-rio-lima-pronta-no-final-do-mes/</guid>

					<description><![CDATA[O presidente da Câmara de Viana do Castelo disse hoje que a nova ponte sobre o rio Lima fica concluída "este mês", não se mostrando "preocupado" com a inauguração da infraestrutura, orçada em 19,5 milhões de euros.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O presidente da Câmara de Viana do Castelo disse hoje que a nova ponte sobre o rio Lima fica concluída &#8220;este mês&#8221;, não se mostrando &#8220;preocupado&#8221; com a inauguração da infraestrutura, orçada em 19,5 milhões de euros.</P><br />
<P>&#8220;O que importa mesmo é concluir a obra neste mês e, deixá-la em segurança. Foi difícil, foi um processo complexo, mas que está a chegar ao seu término em termos do que é a formalidade, em termos do que foi formalidade, o que é também a sua execução&#8221;, afirmou o socialista Luís Nobre aos jornalistas no final da reunião do executivo municipal.</P><br />
<P>&#8220;Não estou tão preocupado [com a inauguração da nova ponte sobre o rio Lima], prepararemos esse processo depois com toda tranquilidade&#8221;, adiantou.</P><br />
<P>A travessia terá cerca de 1,95 quilómetros e ligará a EN 203, em Deocriste, à EN 202, em Nogueira. </P><br />
<P>Luís Nobre disse que &#8220;fechar todo processo de construção da nova ponte é, naturalmente, encerrar o processo junto de todas as entidades, mas, neste caso, em particular junta da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N)&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O processo de financiamento, o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Nesse sentido, concluir a obra, fechar formalmente o processo e depois pensar na inauguração ou na abertura pode ser também desencontrada. A abertura e a inauguração podem ser desencontradas. Neste momento, (&#8230;)  foquem-se mesmo em acabar e no prazo&#8221;, afirmou o autarca.</P><br />
<P>O valor da empreitada, de 2024, já sofreu acréscimos, desde 215.613 euros, mais IVA, para trabalhos complementares e 176.533 euros, mais IVA, para reequilíbrio financeiro.</P><br />
<P>Luís Nobre admitiu que &#8220;a obra saiu mais cara do que o esperado&#8221;, argumentando &#8220;não se constrói uma ponte todos os dias, com a complexidade que tem&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Não esperaríamos também os quatro meses de pluviosidade que tivemos, entre novembro e fevereiro, que foram absolutamente atípicos e trouxeram aqui uma dificuldade muito grande em termos do que são obras de construção civil&#8221;, apontou.</P><br />
<P>&#8220;São obras de exterior, expostas áreas inundáveis, com o leito do rio a subir em momentos críticos do que era a execução da obra e, naturalmente, nós conseguimos ultrapassar&#8221;, reforçou.   </P><br />
<P>O autarca sublinhou que &#8220;em 50 anos de democracia, Viana do Castelo assumiu contratar a execução de um projeto, assumiu o lançamento de uma empreitada, construiu uma ponte, garante também o seu financiamento nos termos que todos conhecem e conclui em tempo recorde&#8221;.</P><br />
<P>Segundo Luís Nobre, &#8220;há quatro anos, não só em Lisboa, muitos vianenses não acreditavam que fosse possível construir uma ponte em Viana do Castelo por iniciativa ou sob responsabilidade do município&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Nós provamos que é possível. A equipa política, a liderança, a equipa política e técnica do município provou que, se nos derem confiança, competências e os meios para fazer, nós fazemos também. Sabemos fazer bem e cumprindo os prazos que aqui também era importante deixar esta segurança. Nós, com todas as vicissitudes, com a contestação, sem regimes excecionais, sem dispensa do visto prévio do Tribunal de Contas, cumprimos esta tarefa com esta componente de inovação&#8221;, realçou.</P><br />
<P>Em dezembro de 2024, quando a obra foi consignada, foi referido um investimento de 23 milhões de euros financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e 510 dias de execução.</P></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/nova-ponte-de-viana-do-castelo-sobre-o-rio-lima-pronta-no-final-do-mes/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786061]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Portugal deve reforçar &#8220;sentimento de comunidade nacional&#8221; mas sem xenofobia &#8212; Durão Barroso</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/portugal-deve-reforcar-sentimento-de-comunidade-nacional-mas-sem-xenofobia-durao-barroso/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/portugal-deve-reforcar-sentimento-de-comunidade-nacional-mas-sem-xenofobia-durao-barroso/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 18:50:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/portugal-deve-reforcar-sentimento-de-comunidade-nacional-mas-sem-xenofobia-durao-barroso/</guid>

					<description><![CDATA[O antigo primeiro-ministro Durão Barroso defendeu hoje que Portugal deve reforçar o "sentimento de comunidade nacional", mas sem xenofobia, mas também a sua vocação atlântica sem esquecer a relação especial com os países que falam português.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O antigo primeiro-ministro Durão Barroso defendeu hoje que Portugal deve reforçar o &#8220;sentimento de comunidade nacional&#8221;, mas sem xenofobia, mas também a sua vocação atlântica sem esquecer a relação especial com os países que falam português.</P><br />
<P>Durão Barroso foi o orador convidado das jornadas parlamentares do PSD/CDS-PP, que decorrem até terça-feira, em Cascais (distrito de Lisboa), numa intervenção sobre &#8220;A Europa, o Mundo, algumas reflexões a partir de Portugal&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;Temos o dever de reforçar os sentimentos de comunidade nacional, que alguns procuram pôr em causa. Podemos dizer que o patriotismo não é o nacionalismo, o nacionalismo é o ódio dos outros, o patriotismo é o amor do que é nosso&#8221;, disse.</P><br />
<P>O antigo presidente do PSD elogiou &#8220;a belíssima decisão&#8221; do Governo PSD/CDS-PP de comemorar os 900 anos da fundação de Portugal.</P><br />
<P>&#8220;Vamos reforçar o nosso sentimento de comunidade nacional, mas num sentido de abertura, e não num sentido de chauvinismo ou de xenofobia&#8221;, apelou. </P><br />
<P>Ao mesmo tempo, elogiou a cumplicidade de Portugal com os países de expressão portuguesa e, em dia de jogo da seleção nacional de futebol, partilhou uma história relacionada com o Mundial, após o jogo entre Cabo Verde e Espanha, ainda na fase de grupos, que acabou empatado.</P><br />
<P>&#8220;Estava cá um amigo meu, uma grande personalidade espanhola, que estava um bocado desiludido e me disse: vocês estavam todos contra a Espanha, estavam por Cabo Verde. E eu disse: tens de compreender uma coisa, vocês são &#8216;nuestros hermanos&#8221;, eles são nossos filhos&#8221;, referiu, provocando risos entre a plateia.</P><br />
<P>Numa intervenção muito crítica para a lentidão das decisões na União Europeia, o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros exortou Portugal a não descurar a sua vocação atlântica.</P><br />
<P>&#8220;Somos naturalmente europeus, naturalmente atlânticos e devemos afirmá-lo neste momento em que alguns duvidam disso e devemos afirmá-lo com convicção&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>Sobre Donald Trump, Durão Barroso afirmou que, podendo-se &#8220;gostar ou não gostar&#8221; do presidente dos Estados Unidos da América, todos têm de concordar que &#8220;ele mudou a gramática da política&#8221; e defendeu que a Europa não o pode culpar por todos os seus problemas.</P><br />
<P>&#8220;A meu ver, nós, europeus, temos sobretudo de fazer os nossos trabalhos de casa. É muito fácil hoje dizer que a culpa é de Trump, mas não é por causa de Trump que a Europa não acabou o seu mercado interno, não é por causa de Trump que a Europa não tem união bancária, não é por causa de Trump que a Europa não tem uma união de mercado de capitais, é porque nós não fizemos ainda o nosso trabalho&#8221;, disse.</P><br />
<P>Ainda assim, admitiu que a Europa está finalmente a confrontar-se com os seus deveres e responsabilidades, em áreas como a defensa e segurança, caminhando-se para &#8220;uma europeização da NATO&#8221;, por exemplo.</P><br />
<P>&#8220;É por isso que, a meu ver, faz sentido sermos nós, europeus, a assumir a principal responsabilidade no apoio à Ucrânia&#8221;, disse.</P><br />
<P>O antigo presidente da Comissão Europeia não ignorou que a sua intervenção decorreu pouco antes do arranque do jogo da seleção nacional de futebol contra a Espanha &#8212; até recebeu uma camisola oficial com o seu nome das mãos dos líderes parlamentares do PSD e CDS-PP -, prometendo ser conciso, já que era &#8220;o último obstáculo&#8221; que separava os deputados da AD desse momento, mas acabou por falar 40 minutos.</P><br />
<P>Antes, num painel com o tema &#8220;Estado da Nação: um olhar sobre Portugal&#8221;, o jornalista e escritor Miguel Sousa Tavares desafiou os deputados do PSD e CDS-PP a abandonarem &#8220;o palavrão das reformas&#8221; e a explicarem melhor temas como o pacote laboral ou o trabalho solidário.</P><br />
<P>Hugo Soares disse aceitar &#8220;uma quota-parte da culpa&#8221;, mas questionou também o papel da comunicação social, defendendo que se deveria concentrar &#8220;menos na espuma dos dias e mais nos problemas das pessoas&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;É preciso criar uma barreira de proteção ao jornalismo português que passa por os jornalistas serem melhor pagos porque isso também traz independência&#8221;, defendeu o líder parlamentar do PSD.</P><br />
<P></P><br />
<P>SMA // SF</P><br />
<P>Lusa(fim</P></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/portugal-deve-reforcar-sentimento-de-comunidade-nacional-mas-sem-xenofobia-durao-barroso/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786060]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Presidente do Parlamento Europeu insta eurodeputados a comportarem-se de forma civilizada</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/presidente-do-parlamento-europeu-insta-eurodeputados-a-comportarem-se-de-forma-civilizada/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/presidente-do-parlamento-europeu-insta-eurodeputados-a-comportarem-se-de-forma-civilizada/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 18:35:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/presidente-do-parlamento-europeu-insta-eurodeputados-a-comportarem-se-de-forma-civilizada/</guid>

					<description><![CDATA[A presidente do Parlamento Europeu (PE), Roberta Metsola, instou hoje os eurodeputados a comportarem-se de forma civilizada após um "comportamento agressivo" na sequência da aprovação do regulamento do retorno de imigrantes, prometendo "medidas adequadas" para evitar novos episódios.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A presidente do Parlamento Europeu (PE), Roberta Metsola, instou hoje os eurodeputados a comportarem-se de forma civilizada após um &#8220;comportamento agressivo&#8221; na sequência da aprovação do regulamento do retorno de imigrantes, prometendo &#8220;medidas adequadas&#8221; para evitar novos episódios.</P><br />
<P>&#8220;Os cânticos agressivos, zombaria, gestos de acusação e gravações de deputados que ocorreram são inaceitáveis. Eles não representam esta câmara, nem a Europa, nem os cidadãos que todos representamos&#8221;, disse Metsola no início da sessão plenária desta semana em Estrasburgo, França.</P><br />
<P>Após a votação, na última sessão plenária, grupos políticos da direita e da extrema-direita celebraram com aplausos e gritaram em coro &#8220;Mande-os de volta&#8221; (&#8220;Send them back&#8221;), enquanto eurodeputados que discordavam das regras gritavam &#8220;vergonha&#8221;.</P><br />
<P>Posteriormente, deputados como a liberal sueca nascida no Iraque Abir Al Sahlani denunciaram o assédio racista nas redes sociais por outros membros do Parlamento Europeu.</P><br />
<P>Al Sahlani disse que dois colegas ultraconservadores lhe escreveram nas redes sociais, depois de ter criticado as regras sobre devoluções, com expressões como &#8220;continua a chorar&#8221; ou dizendo-lhe que devia &#8220;ir para o seu país&#8221;. </P><br />
<P>No seu discurso de hoje, a presidente do Parlamento Europeu afirmou que os debates e votações &#8220;podem ser difíceis ou controversos&#8221;, mas alertou que &#8220;devem sempre basear-se no respeito mútuo e na tolerância&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;Há uma linha que não deve ser ultrapassada, e essa linha foi ultrapassada na última sessão plenária. O comportamento agressivo prejudica a reputação desta Câmara e mina os valores que tanto nos esforçamos para defender&#8221;, disse Metsola, que prometeu que serão tomadas &#8220;medidas adequadas&#8221; para garantir que estes episódios não se repitam.</P><br />
<P>Fontes parlamentares explicaram que a presidente está a reunir-se com todos os envolvidos antes de decidir sobre possíveis sanções. </P><br />
<P>O seu chefe de gabinete recebeu na semana passada um grupo de organizações não-governamentais (ONG) que alertaram a instituição para o risco de que estas atitudes &#8220;reflitam a crescente normalização de retórica racista, anti-imigrante, sexista, misógina e LGBTI-fóbica dentro das instituições democráticas europeias.&#8221;</P><br />
<P>&#8220;Como deputados eleitos, todos nos comprometemos a agir de forma a respeitar a dignidade que esta câmara merece, e que os cidadãos esperam de nós. Por isso, asseguro-vos que responderemos em conformidade&#8221;, disse Metsola, que defendeu que o hemiciclo deve &#8220;continuar a ser um lugar onde todos se sintam seguros&#8221;.</P><br />
<P>Numa declaração, a representante da Plataforma para a Cooperação Internacional com Migrantes Indocumentados (PICUM), Chiara Catelli, acolheu as palavras de Metsola e pediu que &#8220;fique claro que o racismo não tem lugar nas instituições democráticas europeias&#8221;. </P></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/presidente-do-parlamento-europeu-insta-eurodeputados-a-comportarem-se-de-forma-civilizada/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786059]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Presidente da Câmara de Braga determina auditoria à empresa municipal BragaHabit</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/presidente-da-camara-de-braga-determina-auditoria-a-empresa-municipal-bragahabit/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/presidente-da-camara-de-braga-determina-auditoria-a-empresa-municipal-bragahabit/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 18:32:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/presidente-da-camara-de-braga-determina-auditoria-a-empresa-municipal-bragahabit/</guid>

					<description><![CDATA[O presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues, determinou a realização de uma auditoria externa à empresa municipal Bragahabit, abrangendo os últimos oito anos, anunciou hoje a autarquia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues, determinou a realização de uma auditoria externa à empresa municipal Bragahabit, abrangendo os últimos oito anos, anunciou hoje a autarquia.</P><br />
<P>Em comunicado, a Câmara refere que a decisão surge na sequência das situações graves que originaram a instauração de um procedimento disciplinar ao diretor do Departamento de Manutenção, Obras e Projetos da Bragahabit, entretanto comunicadas pela empresa municipal ao Ministério Público&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Perante a natureza dos factos conhecidos, João Rodrigues entende que a situação exige uma resposta firme, rigorosa e transparente&#8221;, lê-se no comunicado, acrescentando que, &#8220;sem prejuízo da autonomia do procedimento disciplinar em curso, da atuação das entidades competentes e da presunção de inocência, o presidente da Câmara considera indispensável que sejam apuradas todas as circunstâncias relevantes e que não subsistam dúvidas sobre o funcionamento da empresa municipal&#8221;.</P><br />
<P>A auditoria &#8220;não ficará limitada aos factos que motivaram o processo disciplinar&#8221;, devendo &#8220;fazer uma análise ampla à organização, aos procedimentos internos, aos mecanismos de controlo, aos circuitos de decisão, à fiscalização, à execução das deliberações, à gestão administrativa e financeira e às práticas adotadas pela Bragahabit ao longo dos últimos anos&#8221;.</P><br />
<P>Sem especificar o que está em causa, a autarquia adianta ainda que serão também analisadas as matérias relacionadas com contratação, aquisição de bens e serviços, empreitadas, pagamentos, validação técnica e financeira, acompanhamento de obras e demais procedimentos relevantes para a gestão da empresa.</P><br />
<P>João Rodrigues pretende &#8220;uma auditoria independente, objetiva e credível, através de entidade externa com experiência reconhecida em auditoria pública, controlo financeiro, organização interna e setor empresarial local&#8221;.</P><br />
<P>Segundo o município, o relatório deverá identificar eventuais desconformidades, fragilidades de controlo interno ou responsabilidades que devam ser apuradas, apresentando igualmente recomendações destinadas a reforçar a transparência, o rigor, a eficiência e a boa gestão dos recursos públicos.</P><br />
<P>&#8220;João Rodrigues determinou ainda que quaisquer novos indícios de irregularidade com relevância criminal, financeira ou contraordenacional sejam imediatamente comunicados às entidades competentes&#8221;, acrescenta.</P><br />
<P>Para o autarca (PSD/CDS-PP/PPM), a gravidade das situações conhecidas impõe rigor máximo, escrutínio completo e total disponibilidade para retirar todas as consequências que venham a justificar-se.</P><br />
<P>A agência Lusa contactou a Câmara de Braga para obter mais esclarecimentos, mas fonte referiu que &#8220;neste momento não há mais nada a adiantar&#8221;.</P></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/presidente-da-camara-de-braga-determina-auditoria-a-empresa-municipal-bragahabit/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786058]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Venezuela/Sismo: Portugal anuncia apoio de 87 mil euros para crianças afetadas</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/venezuela-sismo-portugal-anuncia-apoio-de-87-mil-euros-para-criancas-afetadas/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/venezuela-sismo-portugal-anuncia-apoio-de-87-mil-euros-para-criancas-afetadas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 18:14:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/venezuela-sismo-portugal-anuncia-apoio-de-87-mil-euros-para-criancas-afetadas/</guid>

					<description><![CDATA[O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, anunciou hoje uma contribuição de cerca de 87 mil euros para apoiar as crianças da Venezuela, afetada por terramotos em 24 de junho que causaram pelo menos 3.300 mortos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, anunciou hoje uma contribuição de cerca de 87 mil euros para apoiar as crianças da Venezuela, afetada por terramotos em 24 de junho que causaram pelo menos 3.300 mortos.</P><br />
<P>&#8220;O governo de Portugal associa-se à iniciativa da FIFA para o fundo &#8216;Global Citizen Education&#8217; e ao apelo da [cantora] Shakira, de apoio às crianças venezuelanas e envia desde já uma contribuição de 100.000 dólares para este projeto de inclusão, recuperação e futuro do povo amigo da Venezuela&#8221;, disse o chefe do Governo português, numa publicação na rede social X.</P><br />
<P>A cantora tinha apelado a vários líderes mundiais, incluindo Luís Montenegro, para aderirem ao fundo, que apoia a educação de crianças em todo o mundo.</P><br />
<P>Numa publicação nas redes sociais, Shakira anunciou que o fundo da FIFA vai apoiar com 500 mil dólares (aproximadamente 437 mil euros, ao câmbio de hoje) organizações que ajudam crianças venezuelanas afetadas pelos sismos.</P><br />
<P>Os recursos destinam-se a contribuir para o reinício das atividades escolares, além de apoiar professores e restabelecer o acesso à educação nas áreas mais afetadas. </P><br />
<P>Segundo o jornal Expresso, Shakira elogiou o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, por se ter juntado à iniciativa, e expressou a sua vontade de que Luís Montenegro, o Presidente francês, Emmanuel Macron, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, também o façam.</P><br />
<P>&#8220;Se acreditas que todas as crianças merecem sonhar, junta-te a esta iniciativa&#8221;, afirma.</P><br />
<P>Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 3.342 mortos e 16.740 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.</P><br />
<P>Entre os mortos, há 96 cidadãos portugueses e lusodescendentes e 60 portugueses estão desaparecidos, anunciou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português.</P><br />
<P>Entre os 96 cidadãos portugueses mortos, em que 83 tinham também a nacionalidade venezuelana, estão 17 crianças e 79 adultos, indicou o MNE.</P><br />
<P>Vários países, incluindo Portugal e outros Estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.</P><br />
<P>A base de operações da missão portuguesa de resposta aos sismos está sediada em Catia la Mar, em La Guaira, zona de grande concentração de portugueses e lusodescendentes e uma das mais afetadas.</P><br />
<P>Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.</P></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/venezuela-sismo-portugal-anuncia-apoio-de-87-mil-euros-para-criancas-afetadas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786057]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Quatro mortos em novo ataque israelita no Líbano: cessar-fogo volta a ficar sob pressão</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/quatro-mortos-em-novo-ataque-israelita-no-libano-cessar-fogo-volta-a-ficar-sob-pressao/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/quatro-mortos-em-novo-ataque-israelita-no-libano-cessar-fogo-volta-a-ficar-sob-pressao/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 17:27:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
		<category><![CDATA[Líbano]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=786050</guid>

					<description><![CDATA[Ataque atingiu um veículo na região de Nabatieh, no sul do país, e matou quatro pessoas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pelo menos quatro pessoas morreram esta segunda-feira num ataque israelita contra uma viatura perto de Nabatieh al-Fawqa, no sul do Líbano, apesar do cessar-fogo em vigor e do acordo-quadro mediado pelos EUA para tentar estabilizar a fronteira entre Israel e o Líbano.</p>
<p>Segundo a agência estatal libanesa &#8216;NNA&#8217;, citada pela &#8216;Reuters&#8217;, o ataque atingiu um veículo na região de Nabatieh, no sul do país, e matou quatro pessoas. A imprensa libanesa avançou que entre as vítimas estavam uma diretora de escola, a mãe, uma trabalhadora doméstica estrangeira e um trabalhador sírio, que regressavam depois de inspecionarem uma casa familiar na localidade.</p>
<p>O exército israelita afirmou, por seu lado, que os ocupantes do veículo eram “suspeitos” que se aproximavam da chamada “zona de segurança” e que representavam uma ameaça para as tropas israelitas. A versão contrasta com os relatos divulgados pela agência oficial libanesa e por meios locais, que identificam as vítimas como civis.</p>
<p><strong>Ataques continuam apesar do acordo</strong></p>
<p>O episódio ocorre num momento de forte tensão no sul do Líbano. Israel tem mantido operações militares na região, apesar do acordo-quadro mediado por Washington no final de junho, que previa a criação de condições para uma paz e segurança duradouras entre os dois países. A &#8216;Reuters&#8217; noticiou que Benjamin Netanyahu visitou recentemente o sul do Líbano ocupado e afirmou que Israel não retirará as suas forças enquanto a ameaça do Hezbollah não for eliminada.</p>
<p>As Forças de Defesa de Israel indicaram esta segunda-feira que, durante o último mês, mataram 20 alegados membros do Hezbollah no sul do Líbano, destruíram 90 “infraestruturas terroristas” e apreenderam cerca de 150 armas, incluindo lança-granadas RPG e mísseis antitanque, segundo o texto original do 20 Minutos.</p>
<p>Desde março, os ataques israelitas no Líbano já provocaram mais de 4.000 mortos, de acordo com balanços citados pela Reuters, no contexto da escalada iniciada após o conflito no Médio Oriente e da ofensiva conjunta dos EUA e de Israel contra o Irão.</p>
<p><strong>Beirute exige retirada israelita</strong></p>
<p>Depois do ataque, o presidente libanês, Joseph Aoun, voltou a pedir pressão internacional para que Israel retire as suas tropas das áreas que ainda ocupa no sul do Líbano. Durante uma videoconferência com o American Task Force for Lebanon, Aoun afirmou que a presença israelita impede o destacamento do exército libanês e bloqueia as bases para uma paz “justa e duradoura”.</p>
<p>Segundo a &#8216;NNA&#8217;, Aoun defendeu a importância do regresso do exército libanês a toda a fronteira e considerou que a continuação da ocupação “mina a legitimidade do Estado” e dificulta a restauração da soberania.</p>
<p>Também Nabih Berri, presidente do Parlamento libanês, apelou ao governo, aos países árabes e à comunidade internacional para que pressionem Israel a travar aquilo que descreve como uma campanha de “destruição e demolição sistemática” de aldeias no sul do país. O responsável acusou Israel de tentar tornar grandes áreas da região “inabitáveis”, segundo o texto citado pelo 20 Minutos.</p>
<p><strong>Acordo continua sem aplicação no terreno</strong></p>
<p>O impasse centra-se na retirada israelita e no papel do Hezbollah. Israel sustenta que só abandonará o sul do Líbano quando a ameaça militar do grupo xiita pró-Irão for neutralizada. Do lado libanês, a permanência de tropas israelitas é vista como uma violação da soberania e como obstáculo ao envio pleno do exército nacional para a fronteira.</p>
<p>A &#8216;Reuters&#8217; noticiou na semana passada que o acordo mediado pelos EUA prevê a retirada israelita de zonas no sul do Líbano em troca do desarmamento do Hezbollah e do destacamento do exército libanês em áreas-piloto. Mas o entendimento enfrenta forte resistência interna no Líbano, incluindo de Nabih Berri e do próprio Hezbollah, que rejeitam as condições colocadas.</p>
<p>O ataque desta segunda-feira volta a mostrar a fragilidade do cessar-fogo. Mesmo com negociações abertas e pressão americana para uma solução, a fronteira sul libanesa continua a ser palco de bombardeamentos, incursões e acusações cruzadas.</p>
<p>Para Beirute, a prioridade é a retirada israelita e o restabelecimento da autoridade do Estado em todo o território. Para Israel, a prioridade declarada continua a ser impedir que o Hezbollah volte a operar livremente junto à fronteira. Entre as duas posições, o acordo anunciado em junho permanece longe de se traduzir em calma no terreno.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/quatro-mortos-em-novo-ataque-israelita-no-libano-cessar-fogo-volta-a-ficar-sob-pressao/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786050]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Chega propõe debate de urgência sobre &#8220;falhas brutais&#8221; nos exames nacionais</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/chega-propoe-debate-de-urgencia-sobre-falhas-brutais-nos-exames-nacionais/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/chega-propoe-debate-de-urgencia-sobre-falhas-brutais-nos-exames-nacionais/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 17:19:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Chega]]></category>
		<category><![CDATA[exames nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=786047</guid>

					<description><![CDATA[O Chega vai propor um debate de urgência no Parlamento para que o ministro da Educação dê explicações sobre as "falhas brutais" nos exames nacionais e afasta para já a realização de uma comissão de inquérito.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Chega vai propor um debate de urgência no Parlamento para que o ministro da Educação dê explicações sobre as &#8220;falhas brutais&#8221; nos exames nacionais e afasta para já a realização de uma comissão de inquérito.</P><br />
<P>&#8220;Dei indicações ao Grupo Parlamentar do Chega para avançar com um debate de urgência na próxima semana que permita chamar à responsabilidade, ao Parlamento, o ministro da Educação pelas falhas brutais que estão a colocar em risco a estabilidade, a previsibilidade, quer dos pais, quer dos alunos, quer dos professores, de toda a comunidade escolar em Portugal&#8221;, anunciou o líder do Chega.</P><br />
<P>Em declarações aos jornalistas na sede do partido, em Lisboa, André Ventura disse que deu hoje entrada o pedido para que o debate de urgência &#8220;ocorra na próxima semana, antes da discussão do Estado da Nação&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Pais, professores, membros da comunidade escolar estão neste momento numa situação de grande angústia que deriva apenas da incompetência do Governo em gerir um pilar fundamental do país, que é a educação&#8221;, criticou.</P><br />
<P>André Ventura disse que &#8220;hoje, logo pela manhã, o sistema criado pelo próprio Governo de plataforma de avaliação digital estava novamente em baixo&#8221; e considerou que seria importante compreender &#8220;o que aconteceu&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;É inaceitável que o Ministério da Educação tenha dito aos professores, aos alunos, aos pais, que lhes levaria a cabo uma revolução de eficiência e lhes tenha dado uma revolução de incompetência na gestão da educação em Portugal&#8221;, criticou.</P><br />
<P>O líder do Chega considerou este dossiê é pautado por &#8220;um sucessivo rol de fracassos e de incompetências&#8221;.</P><br />
<P>Questionado se acompanha a proposta de uma comissão de inquérito ao processo de avaliação dos exames escolares, o presidente do Chega considerou que &#8220;é importante ouvir o ministro e o Governo antes de quaisquer outros instrumentos&#8221; e é preciso &#8220;assacar responsabilidades já&#8221; e &#8220;compreender já o que falhou&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;É um instrumento que não descartamos, mas agora é importante assacar responsabilidades ao Governo e sobretudo dar aos pais e aos professores tranquilidade em relação à gestão do contexto em que estão, e não ao contexto daqui a três meses, quatro, cinco ou seis&#8221;, defendeu.</P><br />
<P>Na ocasião, André Ventura voltou a criticar a deslocação do primeiro-ministro aos Estados Unidos da América para assistir ao jogo de hoje do campeonato do mundo de futebol, no qual a seleção nacional vai enfrentar a Espanha.</P><br />
<P>&#8220;O primeiro-ministro não deve ausentar-se do país em situações de alerta em que as populações e o território estão a sofrer com o risco de incêndio&#8221;, defendeu, afirmando que &#8220;a situação de alerta proclamada pelo seu Governo é uma contradição com uma viagem de natureza desportiva&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;Um primeiro-ministro não deve, pelo poder executivo que tem, de coordenação e de articulação das diversas forças disponíveis, sejam militares, sejam civis, ausentar-se do país quando uma crise se abate sobre o território. Dá a ideia de incompetência, mas sobretudo de inconsciência e de falta de empatia para com a população&#8221;, considerou também.</P><br />
<P>O líder do Chega defendeu ainda que se o país continuar em situação de alerta, Luís Montenegro não deve voltar a ausentar-se e &#8220;não deve estar em nenhuma outra ocupação que não seja a coordenar a luta contra esses incêndios&#8221;.</P><br />
<P>Questionado também sobre uma notícia do jornal Público que dá conta de que o Chega encomendou uma sondagem antes da votação das alterações à lei laboral, Ventura disse apenas que o partido tem &#8220;sondagens várias vezes por ano, em vários momentos, sobre várias circunstâncias, como os jornais também têm, como os outros partidos também têm&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;É uma notícia só que diz mais do órgão de comunicação social que a publicou do que do partido&#8221;, acrescentou.</P></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/chega-propoe-debate-de-urgencia-sobre-falhas-brutais-nos-exames-nacionais/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786047]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Cadeias têm 85 presos por incêndio e há 20 pessoas com pulseira eletrónica</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/cadeias-tem-85-presos-por-incendio-e-ha-20-pessoas-com-pulseira-eletronica/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/cadeias-tem-85-presos-por-incendio-e-ha-20-pessoas-com-pulseira-eletronica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 17:19:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[sistema prisional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=786046</guid>

					<description><![CDATA[Nas cadeias estão, neste momento, 85 presos pelo crime de incêndio florestal e há ainda 20 arguidos e condenados com pulseira eletrónica nos meses de maior risco de incêndio, segundo a Direção-geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Nas cadeias estão, neste momento, 85 presos pelo crime de incêndio florestal e há ainda 20 arguidos e condenados com pulseira eletrónica nos meses de maior risco de incêndio, segundo a Direção-geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP).</P><br />
<P>Dados enviados hoje à Lusa pela DGRSP, as prisões contam com 55 condenados, 30 presos preventivos &#8211; que estão a aguardar julgamento ou que a condenação transite em julgado &#8211; e há ainda a registar 21 inimputáveis que cumprem medida de internamento em instituição psiquiátrica pelo crime de incêndio florestal. </P><br />
<P>Os dados da DGRSP indicam também que foi aplicada a suspensão da execução da pena de prisão a 108 condenados e há ainda seis pessoas em liberdade condicional. </P><br />
<P>Já em relação à vigilância eletrónica, os serviços prisionais indicaram que 20 pessoas estão, neste momento, sujeitas a pulseira eletrónica no período de maior incidência de risco de fogo &#8211; meses de julho, agosto e setembro. </P><br />
<P>Em detalhe, sete arguidos e 13 condenados a quem foi aplicada a suspensão da pena de prisão estão agora impedidos de sair de casa e são controlados através de pulseira eletrónica. </P><br />
<P>A possibilidade de determinar que uma pessoa condenada pelo crime de incêndio florestal com pena suspensa fique com pulseira eletrónica durante os meses de maior calor está prevista na lei desde 2017, ano em que o país ficou marcado pelos incêndios de Pedrógão e de outubro, e o tribunal pode decidir pela obrigação de permanência na habitação com vigilância eletrónica &#8220;para o período coincidente com os meses de maior risco de ocorrência de fogos&#8221;, lê-se na respetiva lei. </P><br />
<P>Comparando com o mês de agosto do ano passado, a variação não é significativa, uma vez que, a 20 de agosto de 2025, 20 pessoas estavam sujeitas à vigilância eletrónica durante os três meses de risco mais elevado de incêndio. </P><br />
<P>Só nos últimos cinco dias, revelam os dados provisórios do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR) consultados hoje pela Lusa, arderam mais de 15.000 hectares em Portugal. </P><br />
<P>Desde o início do ano, arderam 30.155 hectares em mais de 4.500 incêndios e, em relação ao mesmo período de 2025, a área ardida quase quadruplicou, registando-se este ano a maior desde 2017.</P><br />
<P>Já os incêndios aumentaram este ano cerca de 70% em relação ao mesmo período de 2025 e verifica-se o maior número de fogos desde 2022.</P></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/cadeias-tem-85-presos-por-incendio-e-ha-20-pessoas-com-pulseira-eletronica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786046]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Inteligência dos EUA ajudou drones ucranianos a furar defesas e atacar refinarias na Rússia</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/inteligencia-dos-eua-ajudou-drones-ucranianos-a-furar-defesas-e-atacar-refinarias-na-russia/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/inteligencia-dos-eua-ajudou-drones-ucranianos-a-furar-defesas-e-atacar-refinarias-na-russia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 17:16:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=786045</guid>

					<description><![CDATA[Forças ucranianas realizaram em maio 16 ataques bem-sucedidos contra refinarias russas, o número mensal mais elevado desde o início da campanha]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A inteligência dos EUA terá ajudado drones ucranianos de longo alcance a contornar as defesas aéreas russas e a atingir alvos no interior da Rússia, contribuindo para uma vaga recorde de ataques contra refinarias que está a pressionar Moscovo e a levar o Kremlin a tentar controlar a cobertura interna dos estragos.</p>
<p>Segundo o &#8216;Kyiv Post&#8217;, que cita uma análise do &#8216;Financial Times&#8217; baseada em dados da consultora polaca Rochan Consulting, as forças ucranianas realizaram em maio 16 ataques bem-sucedidos contra refinarias russas, o número mensal mais elevado desde o início da campanha. Desde o início de 2026, as refinarias russas terão sido atingidas pelo menos 194 vezes, um aumento de 11 vezes face ao mesmo período do ano anterior.</p>
<p>O &#8216;Financial Times&#8217; escreve que altos responsáveis ucranianos, não identificados, atribuíram parte do sucesso da campanha ao apoio de inteligência dos EUA. Essa ajuda terá permitido a Kiev identificar rotas de voo mais eficazes para os drones, evitando sistemas russos de defesa aérea e permitindo ataques contra alvos mais profundos no território russo.</p>
<p><strong>Drones ucranianos já pressionam a defesa aérea russa</strong></p>
<p>A campanha também reflete a evolução da própria capacidade industrial ucraniana. Analistas citados pelo &#8216;Financial Times&#8217; apontam para o aumento da produção doméstica de drones de longo alcance e para uma melhor coordenação operacional como fatores decisivos para a multiplicação dos ataques.</p>
<p>A escala do fenómeno é visível até nos números russos. De acordo com dados oficiais do Ministério da Defesa russo citados pelo &#8216;Financial Times&#8217;, Moscovo afirma ter intercetado 63.933 drones ucranianos sobre território russo e zonas ocupadas da Ucrânia nos primeiros seis meses de 2026. Ainda assim, o forte aumento de ataques está a sobrecarregar a defesa aérea russa e a dificultar a proteção de infraestruturas militares e energéticas.</p>
<p>A Ucrânia tem concentrado parte relevante da campanha em refinarias e instalações ligadas ao setor petrolífero russo. A &#8216;Reuters&#8217; noticiou que Volodymyr Zelensky aprovou uma campanha de 40 dias destinada a “influenciar” a Rússia a pôr fim à guerra, depois de consultas com os serviços de segurança ucranianos sobre ataques a alvos russos.</p>
<p><strong>Kremlin tenta travar imagens dos ataques</strong></p>
<p>O impacto já não é apenas militar ou económico. A campanha de drones está também a interferir com a narrativa interna do Kremlin, que durante anos tentou manter a população russa afastada das consequências diretas da guerra.</p>
<p>Segundo a &#8216;Verstka&#8217;, meio independente russo citado pelo &#8216;Kyiv Post&#8217;, a administração presidencial russa terá instruído meios de comunicação controlados pelo Estado a deixar de publicar vídeos e fotografias dos estragos causados por ataques ucranianos em território russo. A orientação terá partido diretamente do Kremlin na segunda metade de junho.</p>
<p>De acordo com fontes citadas pela &#8216;Verstka&#8217; e reproduzidas pela &#8216;NV&#8217;, os meios pró-governo foram aconselhados a reduzir a cobertura dos ataques ucranianos e a destacar antes as consequências dos bombardeamentos russos contra a Ucrânia. Alguns canais de Telegram próximos do Kremlin ou do Ministério da Defesa russo, como Mash, Baza e Shot, terão passado a ignorar ou minimizar ataques contra refinarias e instalações militares.</p>
<p><strong>Moscovo quer mostrar força, não vulnerabilidade</strong></p>
<p>A ordem reflete uma preocupação política evidente: mostrar ao público russo que a guerra continua distante, controlada e favorável a Moscovo. Mas os ataques ucranianos de longo alcance tornam essa narrativa cada vez mais difícil de sustentar.</p>
<p>O &#8216;Kyiv Post&#8217; recorda que, após um ataque contra Moscovo em junho, um apresentador do canal Solovyov Live chegou a pedir aos serviços de segurança russos que abrissem processos por traição contra residentes que tinham filmado o ataque. Já Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, tentou recentrar a atenção nos ataques russos contra a Ucrânia, pedindo aos jornalistas que olhassem antes para essas imagens.</p>
<p>A pressão sobre a infraestrutura energética russa coincide com uma fase particularmente intensa da guerra aérea. A &#8216;Reuters&#8217; noticiou que um grande ataque russo com mísseis e drones contra a Ucrânia, no domingo, matou pelo menos 20 pessoas e expôs novamente a escassez de sistemas Patriot e intercetores capazes de travar mísseis balísticos.</p>
<p><strong>Negociações continuam bloqueadas</strong></p>
<p>Apesar da pressão, Moscovo não dá sinais de abrandar as suas exigências. Altos responsáveis ucranianos envolvidos no processo de paz disseram ao &#8216;Financial Times&#8217; que os negociadores russos continuam a pedir concessões profundas a Kiev e que as conversações mediadas pelos EUA dificilmente serão retomadas antes do fim do verão.</p>
<p>Publicamente, o Kremlin mantém a exigência de que a Ucrânia abandone partes do Donbass que a Rússia ainda não conseguiu conquistar militarmente. O &#8216;Financial Times&#8217;, citado pelo &#8216;Kyiv Post&#8217;, escreve também que Vladimir Putin terá ordenado às forças russas a conquista do restante território da região de Donetsk até ao final do ano, apesar do avanço lento e dispendioso das tropas russas.</p>
<p>Zelensky ironizou recentemente com os prazos russos, dizendo que Moscovo já adiou esse objetivo pelo menos 15 vezes sem conseguir tomar toda a região.</p>
<p><strong>Vance diz que ofensiva russa está perto do limite</strong></p>
<p>A leitura em Washington parece estar a mudar. Numa entrevista ao &#8216;The Times&#8217;, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que a capacidade russa para obter ganhos através de novas operações ofensivas está a tornar-se “cada vez mais pequena” e a aproximar-se de zero.</p>
<p>Vance defendeu ainda que a estratégia de desgaste, assente numa postura defensiva ucraniana e no uso intensivo de drones, tem sido mais eficaz do que grandes ofensivas convencionais para recuperar território ocupado. Segundo o vice-presidente, a Rússia está a pagar “muito por cada quilómetro quadrado” que conquista, o que pode criar espaço para tentar aproximar o conflito de uma conclusão.</p>
<p>A avaliação surge no momento em que a Ucrânia tenta transformar a guerra de drones numa pressão estratégica sobre Moscovo: atingir refinarias, desgastar defesas aéreas, afetar a economia russa e mostrar à população que a guerra também chega ao território russo.</p>
<p><strong>A guerra já entrou no interior da Rússia</strong></p>
<p>A campanha de Kiev não substitui a necessidade de defesa aérea, munições e apoio militar ocidental, mas alterou o equilíbrio psicológico e operacional do conflito. A Rússia continua a lançar ataques devastadores contra cidades ucranianas, mas já não consegue impedir que drones ucranianos atinjam refinarias, fábricas militares e infraestruturas sensíveis a milhares de quilómetros da linha da frente.</p>
<p>É essa a mudança central: a guerra que o Kremlin tentou manter distante do quotidiano russo passou a aparecer em incêndios, explosões, vídeos apagados e ordens de silêncio. E quanto mais Moscovo tenta esconder esses ataques, mais evidente se torna que a campanha ucraniana de longo alcance deixou de ser apenas simbólica.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/inteligencia-dos-eua-ajudou-drones-ucranianos-a-furar-defesas-e-atacar-refinarias-na-russia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786045]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Portugal e Espanha pedem &#8220;especial atenção&#8221; da UE às interligações com França no próximo orçamento</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/portugal-e-espanha-pedem-especial-atencao-da-ue-as-interligacoes-com-franca-no-proximo-orcamento/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/portugal-e-espanha-pedem-especial-atencao-da-ue-as-interligacoes-com-franca-no-proximo-orcamento/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 16:57:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[Maria da Graça Carvalho]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[UE]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=786027</guid>

					<description><![CDATA[Posição foi transmitida em Paris pela ministra do Ambiente e Energia, no final da reunião ministerial sobre o programa de interligações energéticas para o Sudoeste da Europa, que juntou representantes de Portugal, Espanha, França, Comissão Europeia e uma delegação alemã]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal e Espanha defenderam hoje um reforço do orçamento europeu para a energia e pediram &#8220;especial atenção&#8221; às interligações elétricas com França, devido ao baixo nível de ligação da Península Ibérica ao mercado europeu.</p>
<p>A posição foi transmitida em Paris pela ministra do Ambiente e Energia, no final da reunião ministerial sobre o programa de interligações energéticas para o Sudoeste da Europa, que juntou representantes de Portugal, Espanha, França, Comissão Europeia e uma delegação alemã.</p>
<p>No final do encontro, Maria da Graça Carvalho disse aos jornalistas que a reunião &#8220;correu bem&#8221;, tendo ficado acordada uma nova reunião técnica em setembro, com o mesmo grupo de trabalho.</p>
<p>A governante adiantou ainda que o tema das interligações estará nas agendas das próximas cimeiras bilaterais Portugal-França e Espanha-França, cujas datas ainda não são conhecidas, dando continuidade à discussão &#8220;ao mais alto nível&#8221;.</p>
<p>&#8220;Portugal e Espanha pediram à Comissão Europeia uma especial atenção da União, não só da Comissão, mas do Parlamento e dos próprios colegas do Conselho Europeu&#8221;, afirmou Maria da Graça Carvalho.</p>
<p>Segundo a ministra, o pedido surge no momento em que está em discussão &#8220;o próximo quadro comunitário de apoio, o próximo orçamento para a União Europeia&#8221;, no qual Portugal e Espanha defendem uma prioridade reforçada para a energia.</p>
<p>Maria da Graça Carvalho disse ter defendido &#8220;uma grande prioridade da área de energia em geral e, em especial, às redes elétricas e interconexões, nomeadamente a interconexão entre França, Espanha e Portugal&#8221;.</p>
<p>A ministra afirmou ainda ter chamado a atenção do comissário europeu para a Energia e Habitação, Dan Jørgensen, para a situação específica da Península Ibérica, que classificou como uma &#8220;ilha&#8221; do ponto de vista energético.</p>
<p>A responsável sublinhou que a interligação entre França e a Península Ibérica continua em 3,1%, apesar de o tema ter sido referido pela primeira vez numa cimeira bilateral em 2003.</p>
<p>Maria da Graça Carvalho recordou que a questão foi mencionada &#8220;numa cimeira da Figueira da Foz&#8221;, quando Durão Barroso era primeiro-ministro.</p>
<p>&#8220;Continuamos com uma interligação entre a França e a Península Ibérica de 3,1%&#8221;, afirmou, defendendo que Portugal tem gerido o sistema elétrico nacional &#8220;com as dificuldades de uma ilha&#8221;.</p>
<p>Nesse sentido, defendeu que essa situação justifica apoio europeu adicional para Portugal e Espanha, à semelhança do que acontece com países e territórios insulares.</p>
<p>Questionada sobre os exemplos que tinha em mente, a ministra referiu Irlanda, Malta e Chipre, bem como regiões ultraperiféricas, onde existem derrogações associadas à gestão de sistemas elétricos em contexto insular.</p>
<p>&#8220;Os problemas que há em gerir um sistema elétrico numa ilha são diferentes do que num mercado interno mais alargado&#8221;, afirmou.</p>
<p>A governante disse ainda que Portugal pediu à Comissão Europeia &#8220;especial atenção no financiamento do armazenamento&#8221;, das &#8220;flexibilidades&#8221; e do &#8220;reforço da rede elétrica&#8221;.</p>
<p>Questionada sobre a abertura do comissário europeu aos argumentos de Portugal e Espanha, respondeu: &#8220;Pareceu-me sensível&#8221;.</p>
<p>A ministra acrescentou que Dan Jørgensen manifestou disponibilidade para defender um orçamento europeu mais ambicioso para a energia, embora tenha lembrado que essa decisão não depende apenas dele.</p>
<p>Sobre a interligação com França, reconheceu que é &#8220;uma ligação que é cara&#8221; e que tem &#8220;alguns impactos ambientais&#8221;, mas defendeu que os projetos são possíveis quando existe acompanhamento político e diálogo com as populações.</p>
<p>A ministra deu como exemplo a ligação Minho-Galiza, inaugurada na semana passada, que disse ter sido concluída em &#8220;um ano e onze meses&#8221;, depois de negociações com autarquias, compensações e alterações de traçado.</p>
<p>&#8220;Não é fácil fazer uma linha de interligação como nós fizemos. Mas isto mostrou que é possível fazer&#8221;, concluiu.</p>
<p>&#8220;Estamos à espera há muito tempo e esperamos que agora seja mais rápido&#8221;, concluiu, referindo-se às interligações com França.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/portugal-e-espanha-pedem-especial-atencao-da-ue-as-interligacoes-com-franca-no-proximo-orcamento/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786027]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>EDP vai reembolsar antecipadamente emissão de 750 M€</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/edp-vai-reembolsar-antecipadamente-emissao-de-750-me/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/edp-vai-reembolsar-antecipadamente-emissao-de-750-me/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 16:56:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[CMVM]]></category>
		<category><![CDATA[EDP]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=786028</guid>

					<description><![CDATA[A EDP vai proceder ao reembolso antecipado de uma emissão de 750 milhões de euros, no dia 28 de julho, indicou, em comunicado publicado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A EDP vai proceder ao reembolso antecipado de uma emissão de 750 milhões de euros, no dia 28 de julho, indicou, em comunicado publicado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).</p>
<p>Na nota, lê-se que no dia 28 de julho de 2026, a EDP irá proceder ao reembolso antecipado de 7.500 títulos de dívida (notes) representativos da emissão, pelo valor nominal global de 750 milhões de euros.</p>
<p>Este valor será pago &#8220;juntamente com os juros corridos e não vencidos (incluindo, se aplicável, juros diferidos) até (mas excluindo) 28 de julho de 2026&#8221;, indicou.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/edp-vai-reembolsar-antecipadamente-emissao-de-750-me/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786028]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Ligação elétrica entre Portugal e Marrocos está &#8220;em cima da mesa&#8221;, revela ministra da Energia</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ligacao-eletrica-entre-portugal-e-marrocos-esta-em-cima-da-mesa-ministra-da-energia/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/ligacao-eletrica-entre-portugal-e-marrocos-esta-em-cima-da-mesa-ministra-da-energia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 16:55:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Maria da Graça Carvalho]]></category>
		<category><![CDATA[Marrrocos]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=786032</guid>

					<description><![CDATA[Maria da Graça Carvalho disse que irá receber "dentro de dias" a ministra da Energia de Marrocos em Lisboa, encontro em que será analisada a possibilidade de Portugal vir a ter uma ligação elétrica àquele país]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal vai analisar a viabilidade de uma ligação elétrica a Marrocos, à semelhança da que Espanha já tem, disse hoje a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.</p>
<p>&#8220;Uma das questões que está em cima da mesa é a viabilidade de uma ligação elétrica a Marrocos, como a Espanha tem&#8221;, afirmou a governante, em declarações aos jornalistas em Paris, após a reunião ministerial sobre o programa de interligações energéticas para o Sudoeste da Europa, dedicada às ligações energéticas entre Portugal, Espanha e França.</p>
<p>Maria da Graça Carvalho disse que irá receber &#8220;dentro de dias&#8221; a ministra da Energia de Marrocos em Lisboa, encontro em que será analisada a possibilidade de Portugal vir a ter uma ligação elétrica àquele país.</p>
<p>&#8220;Temos que fazer aqui uma análise de custo-benefício, mas é isso que queremos fazer, exatamente para ver as vantagens de estarmos também ligados a Marrocos&#8221;, afirmou.</p>
<p>A possibilidade de uma ligação elétrica entre Portugal e Marrocos já tinha sido colocada em 2016, quando os dois países lançaram o concurso para o estudo de viabilidade técnico-financeira de uma interligação por cabo submarino.</p>
<p>Na altura, durante o primeiro Governo socialista de António Costa, o então ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, e o ministro da Energia, Minas, Água e Ambiente de Marrocos, Abdelkader Amara, assinaram uma declaração de princípios na área da eletricidade e do gás natural, numa cerimónia em Lisboa em que esteve também presente o então secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches.</p>
<p>Questionada sobre o apagão de 28 de abril de 2025 e sobre a importância das interligações elétricas na recuperação do sistema, Maria da Graça Carvalho afirmou que &#8220;uma interligação não evita um apagão&#8221;, mas &#8220;ajuda muito&#8221; a &#8220;recomeçar [a ter energia] mais cedo&#8221;.</p>
<p>A governante recordou que Portugal está ligado apenas a Espanha e, nesse contexto, tendo o apagão tido origem em Espanha, o país teve de esperar pela recuperação da rede espanhola para poder receber ajuda através da interligação.</p>
<p>Maria da Graça Carvalho acrescentou que, se Espanha tivesse uma ligação mais forte a França, &#8220;teria demorado menos tempo a ter eletricidade&#8221; e poderia ter ajudado Portugal &#8220;ainda mais cedo&#8221;.</p>
<p>A ministra referiu ainda que Portugal dispõe agora de quatro centrais com capacidade de arranque autónomo, o chamado &#8220;black start&#8221;, depois de anteriormente contar com duas.</p>
<p>&#8220;Espero que não, mas se existir um outro apagão, o recomeço da eletricidade será mais rápido&#8221;, afirmou.</p>
<p>Segundo Maria da Graça Carvalho, Portugal recuperou a eletricidade &#8220;em praticamente 11 horas/12 horas&#8221; no apagão do ano passado, o que considerou &#8220;uma recuperação boa&#8221; tendo em conta a dimensão da ocorrência.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/ligacao-eletrica-entre-portugal-e-marrocos-esta-em-cima-da-mesa-ministra-da-energia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786032]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Calor: Consumo de eletricidade registou máximos na semana passada, indica REN</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/calor-consumo-de-eletricidade-registou-maximos-na-semana-passada-ren/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/calor-consumo-de-eletricidade-registou-maximos-na-semana-passada-ren/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 16:54:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Calor]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[eletricidade]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[onda de calor]]></category>
		<category><![CDATA[REN]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=786034</guid>

					<description><![CDATA[No dia 02 de julho, o consumo diário atingiu 165,6 GWh (gigawatts hora), um valor que "voltou a ser superado no dia seguinte, 03 de julho, ao alcançar 171,1 GWh"]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O consumo de eletricidade registou novos máximos na semana passada, em meses de verão, na sequência da onda de calor que se tem feito sentir em Portugal, de acordo com dados hoje divulgados pela REN.</p>
<p>No dia 02 de julho, o consumo diário atingiu 165,6 GWh (gigawatts hora), um valor que &#8220;voltou a ser superado no dia seguinte, 03 de julho, ao alcançar 171,1 GWh&#8221;.</p>
<p>De acordo com a REN, &#8220;o anterior máximo registado em meses de verão era de 163,4 GWh&#8221; a 13 de julho de 2022.</p>
<p>Paralelamente, a ponta de consumo de verão registou um novo recorde às 20:00 de 02 de julho, &#8220;quando a procura instantânea de eletricidade atingiu os 8.493 MW [megawatts], ultrapassando o anterior máximo de 7.918 MW, registado a 30 de junho de 2025&#8221;.</p>
<p>A REN indicou que estes valores comparam com &#8220;os valores máximos de inverno que são naturalmente maiores, 197,1 GWh e 10.261 MW&#8221;.</p>
<p>Para a REN, &#8220;os valores de consumo agora alcançados evidenciam uma tendência de aproximação&#8221;, algo que se tem verificado, destacou, entre os consumos máximos de verão e de inverno.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/calor-consumo-de-eletricidade-registou-maximos-na-semana-passada-ren/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786034]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>A China encostou o automóvel europeu à parede: Volkswagen é só o primeiro aviso</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/a-china-encostou-o-automovel-europeu-a-parede-volkswagen-e-so-o-primeiro-aviso/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/a-china-encostou-o-automovel-europeu-a-parede-volkswagen-e-so-o-primeiro-aviso/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 16:45:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[motores]]></category>
		<category><![CDATA[Volkswagen]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=786026</guid>

					<description><![CDATA[A indústria automóvel europeia pode estar a entrar num dos maiores processos de reestruturação da sua história moderna]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A indústria automóvel europeia pode estar a entrar num dos maiores processos de reestruturação da sua história moderna. A crise da Volkswagen, pressionada por relatos de possíveis fechos de fábricas na Alemanha e cortes de dezenas de milhares de postos de trabalho, é apenas o sinal mais visível de um choque que vai muito além de uma marca ou de um país.</p>
<p>Em causa está uma combinação difícil de gerir: custos industriais elevados na Europa, transição elétrica mais lenta do que o esperado, perda de quota na China, margens operacionais sob pressão e concorrência asiática cada vez mais agressiva. Para a XTB, o problema central já não é conjuntural. É estrutural.</p>
<p><strong>A vantagem chinesa está nas baterias — e nos preços</strong></p>
<p>“A designada ‘pressão chinesa’ no setor automóvel traduz-se, sob a ótica financeira, numa vantagem competitiva estrutural e assimétrica, sustentada pelo controlo vertical absoluto da cadeia de abastecimento de baterias”, explica a XTB, à &#8216;Executive Digest&#8217;.</p>
<p>Essa vantagem permite aos fabricantes chineses controlar melhor custos, produção e ritmo de inovação. O resultado é uma oferta de veículos elétricos e híbridos com elevado conteúdo tecnológico a preços que as marcas europeias têm dificuldade em igualar.</p>
<p>Segundo a análise da XTB, esta “soberania operacional permite aos fabricantes asiáticos introduzir no mercado global veículos com elevado valor tecnológico a preços disruptivos, um patamar que os construtores europeus não conseguem replicar sem canibalizar as suas próprias margens operacionais”.</p>
<p>Ou seja, a Europa enfrenta um dilema: se não baixa preços, perde mercado; se baixa demasiado, destrói rentabilidade.</p>
<p><strong>Tarifas não travaram BYD, Chery, SAIC e Leapmotor</strong></p>
<p>A pressão não desapareceu com barreiras alfandegárias nem com o aumento das tensões geopolíticas. Pelo contrário. As marcas chinesas continuam a ganhar terreno na Europa, mesmo num ambiente comercial mais hostil.</p>
<p>“As barreiras alfandegárias e as tensões geopolíticas têm-se revelado ineficazes como mecanismos de defesa protecionista”, alerta a XTB. A corretora aponta o desempenho de marcas como BYD, Chery, SAIC e Leapmotor, que “duplicaram a sua quota de mercado combinada na Europa em 2026, ignorando as tarifas implementadas”.</p>
<p>Este é um dos pontos mais sensíveis para os construtores europeus: a defesa política não está a ser suficiente para compensar a diferença industrial. A China não está apenas a vender carros mais baratos. Está a vender carros tecnologicamente competitivos, apoiados numa cadeia de abastecimento mais integrada e mais eficiente.</p>
<p><strong>Volkswagen deixou de dominar na China</strong></p>
<p>O caso Volkswagen tornou-se o símbolo desta mudança. Durante décadas, o grupo alemão foi uma força dominante no mercado chinês. Hoje, segundo a XTB, perdeu essa posição para concorrentes locais.</p>
<p>“O Grupo Volkswagen, outrora dominante na China, perdeu a liderança para a BYD e para a Geely, caindo para a terceira posição”, sublinha a XTB. O revés é estratégico: a China foi durante anos uma das grandes fontes de crescimento e rentabilidade para o grupo alemão.</p>
<p>A pressão chegou rapidamente aos mercados financeiros. A XTB nota que a perda de liderança na China desencadeou “pânico nos mercados”, com as ações da Volkswagen a desvalorizarem 22% em apenas 12 dias. Além disso, os títulos do grupo estão a cotar em níveis próximos dos registados em 2010.</p>
<p>A crise ganha ainda mais peso perante os relatos de que a Volkswagen estará a avaliar o fecho de quatro fábricas na Alemanha — Hanover, Zwickau, Emden e a unidade da Audi em Neckarsulm — e o corte de até 100 mil postos de trabalho. A confirmar-se, seria uma reestruturação de escala rara na história recente da indústria europeia.</p>
<p><strong>O choque já chegou à Stellantis</strong></p>
<p>A Volkswagen pode ser o caso mais visível, mas não é o único. A XTB considera que a crise pode contagiar o resto do setor, sobretudo as fabricantes com mais dificuldade em defender margens durante a transição elétrica.</p>
<p>A Stellantis, dona de marcas como Peugeot, Fiat, Citroën e Opel, enfrenta uma pressão dupla: por um lado, a procura mais fraca em segmentos de combustão interna mais acessíveis; por outro, a necessidade de competir no elétrico com rivais chineses que conseguem vender a preços mais agressivos.</p>
<p>“Assiste-se a uma agressiva guerra de preços que está a quebrar tendências de longo prazo”, refere a XTB. No caso da Stellantis, a corretora considera que o grupo, “com dificuldades visíveis na transição para o segmento elétrico, foi forçado a sacrificar margens para manter a competitividade, interrompendo o seu ciclo de valorização financeira”.</p>
<p>A mensagem para os investidores é clara: a defesa de quota de mercado pode vir à custa da rentabilidade. E, num setor intensivo em capital, essa troca é particularmente perigosa.</p>
<p><strong>Renault resiste com a Dacia, mas não está protegida</strong></p>
<p>A Renault surge numa posição diferente. O grupo francês tem conseguido resistir melhor através da aposta em marcas de valor económico, sobretudo a Dacia, e em parcerias estratégicas na área dos motores híbridos.</p>
<p>Mas essa proteção tem limites. A XTB sublinha que a Renault tenta defender o seu volume de negócios “ancorando-se na sua marca de baixo custo, a Dacia”, embora “a sua sustentabilidade global continue sob ameaça”.</p>
<p>O risco é evidente: se as marcas chinesas continuarem a avançar precisamente nos segmentos mais acessíveis, a vantagem da Dacia pode tornar-se menos confortável. A Renault fica, assim, exposta ao mesmo problema de fundo: competir em preço contra fabricantes com uma estrutura de custos mais favorável.</p>
<p><strong>Nem o luxo escapa: BMW e Mercedes também sentem a China</strong></p>
<p>Durante muito tempo, o segmento premium parecia mais protegido. BMW e Mercedes-Benz beneficiavam de marcas fortes, margens superiores e clientes menos sensíveis ao preço. Mas, para a XTB, essa resiliência já começa a ser testada.</p>
<p>“Os sinais de alerta estenderam-se ao segmento de luxo, historicamente mais resiliente”, alerta a corretora. A BMW e a Mercedes-Benz “começam a ceder ao abrandamento macroeconómico do próprio mercado chinês”.</p>
<p>A Mercedes já reviu em baixa as suas perspetivas de lucro, um sinal de que a pressão chinesa não se limita aos veículos de entrada ou ao mercado de massas. Afeta também o topo da indústria europeia, onde as margens sempre foram mais robustas.</p>
<p>Para a XTB, essa revisão confirma que “o risco chinês é hoje sistémico e transversal a toda a indústria europeia”.</p>
<p><strong>O problema já não é só vender menos carros</strong></p>
<p>A crise automóvel europeia não se mede apenas em unidades vendidas. Mede-se também em margens, fluxo de caixa, investimento, dividendos e valor bolsista. É por isso que os mercados estão a reagir de forma tão intensa.</p>
<p>As fabricantes europeias foram durante anos vistas como empresas capazes de gerar dividendos atrativos, apoiadas por marcas fortes, escala industrial e presença global. Agora, terão de provar que conseguem manter fluxos de caixa suficientes num contexto de queda de vendas em mercados estratégicos e pressão crescente sobre preços.</p>
<p>A XTB alerta que os investidores deverão acompanhar de perto a evolução do free cash flow das principais fabricantes e a sua capacidade de manter a remuneração aos acionistas. Quanto maior for a necessidade de cortar preços, investir em elétricos e financiar reestruturações, menor poderá ser a margem para dividendos generosos.</p>
<p><strong>Fábricas, sindicatos e bolsas sob pressão</strong></p>
<p>O impacto social também pode ser significativo. Na Alemanha, eventuais fechos de fábricas e cortes de emprego deverão desencadear batalhas laborais com sindicatos como o IG Metall, num país onde a indústria automóvel tem peso económico, político e simbólico.</p>
<p>Para os mercados, a leitura é cada vez mais dura: as fabricantes tradicionais, intensivas em capital e mais lentas nas reformas estruturais, estão a ser penalizadas. Ao mesmo tempo, os investidores continuam a procurar setores associados à tecnologia, inteligência artificial, software e eficiência operacional.</p>
<p>O setor automóvel europeu está, assim, encurralado entre duas velocidades. De um lado, fabricantes chineses com escala, controlo da cadeia de baterias e preços agressivos. Do outro, grupos europeus com fábricas caras, estruturas complexas, sindicatos fortes e necessidade urgente de investir numa transição que ainda não garante retornos imediatos.</p>
<p>A crise da Volkswagen pode ser apenas o primeiro grande aviso. A pergunta agora é se a Europa conseguirá reformar a sua indústria automóvel antes que a pressão chinesa deixe de ser uma ameaça externa e passe a ser a nova regra do mercado.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/a-china-encostou-o-automovel-europeu-a-parede-volkswagen-e-so-o-primeiro-aviso/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786026]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Ladrões entram, partem vitrinas e fogem com joias milionárias: novo assalto abala museus em França</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ladroes-entram-partem-vitrinas-e-fogem-com-joias-milionarias-novo-assalto-abala-museus-em-franca/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/ladroes-entram-partem-vitrinas-e-fogem-com-joias-milionarias-novo-assalto-abala-museus-em-franca/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 16:32:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Museu Lalique]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=786021</guid>

					<description><![CDATA[Ataque ocorreu na madrugada deste domingo, em Wingen-sur-Moder, na Alsácia, e obrigou o museu dedicado ao criador francês René Lalique a fechar temporariamente as portas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um grupo de ladrões mascarados levou a cabo um assalto-relâmpago ao Museu Lalique, no leste de França, roubando cerca de 20 joias avaliadas em vários milhões de euros. O ataque ocorreu na madrugada deste domingo, em Wingen-sur-Moder, na Alsácia, e obrigou o museu dedicado ao criador francês René Lalique a fechar temporariamente as portas.</p>
<p>Segundo o &#8216;The Independent&#8217;, o museu confirmou que as peças foram roubadas “num espaço de tempo muito curto”, depois de os sistemas de segurança terem sido acionados. A gendarmerie francesa deslocou-se ao local, analisou imagens de videovigilância e recebeu da equipa do museu a descrição dos objetos desaparecidos, entretanto comunicada às autoridades para ajudar na investigação.</p>
<p>Fontes próximas da investigação citadas pela imprensa internacional indicam que os assaltantes terão entrado no museu por volta das 5h30 da manhã, forçado uma porta e seguido diretamente para a sala das joias. Terão partido seis vitrinas e fugido com cerca de 20 peças, num prejuízo que poderá aproximar-se dos quatro milhões de euros.</p>
<p><strong>Museu fechado “nos próximos dias”</strong></p>
<p>O Museu Lalique anunciou que ficará encerrado durante os próximos dias para preparar uma reabertura em segurança para trabalhadores e visitantes. Na declaração divulgada após o assalto, a instituição agradeceu o profissionalismo de todos os envolvidos e confirmou que a investigação continua em curso.</p>
<p>O museu situa-se em Wingen-sur-Moder, a cerca de 60 quilómetros de Estrasburgo, e reúne mais de 650 peças ligadas à obra de René Lalique e da sua família, incluindo joalharia Arte Nova, vidro Art Déco e cristal. O espaço abriu em 2011 e está localizado perto da região onde a marca Lalique consolidou parte importante da sua história industrial e artística.</p>
<p>René Lalique, que morreu em 1945 aos 85 anos, começou a carreira como joalheiro e tornou-se uma das figuras maiores da joalharia e do vidro artístico francês. Nas suas criações usava materiais como vidro, esmalte, marfim, chifre e pedras semipreciosas, criando peças que marcaram a transição entre a joalharia tradicional e a linguagem decorativa da Arte Nova.</p>
<p><strong>Peças únicas e difíceis de revender</strong></p>
<p>A dimensão exata do prejuízo ainda está a ser avaliada, mas fontes próximas da investigação apontam para um valor próximo dos quatro milhões de euros. Alguns relatos indicam que as peças roubadas eram joias em cristal, sem pedras preciosas, o que torna mais difícil a sua revenda ou transformação, já que não podem simplesmente ser fundidas como metais preciosos.</p>
<p>As autoridades analisam agora as imagens das câmaras de segurança e procuram perceber se o grupo conhecia previamente o museu, a disposição das vitrinas e o valor das peças expostas. O facto de os assaltantes se terem dirigido diretamente à zona da joalharia reforça a hipótese de um golpe preparado.</p>
<p>O assalto reacende preocupações sobre a segurança de museus franceses, sobretudo por ocorrer menos de um ano depois de outro roubo de grande impacto no Louvre, em Paris. Nesse caso, um grupo usou uma escada extensível montada num camião, partiu janelas com pequenas motosserras e executou o assalto em apenas sete minutos, em plena manhã.</p>
<p><strong>Novo alerta para os museus franceses</strong></p>
<p>No caso do Museu Lalique, os sistemas de alarme foram ativados, mas os ladrões conseguiram escapar antes da chegada das autoridades. Segundo relatos da imprensa francesa e internacional, a rapidez da operação e a escolha das peças sugerem uma ação planeada e executada por assaltantes especializados.</p>
<p>O presidente da região Grand Est, Franck Leroy, condenou o roubo e classificou-o como um ataque ao património e à cultura da região, segundo o The Sun. O museu, dedicado a uma das marcas francesas mais reconhecidas no universo do luxo, é também uma atração cultural relevante para a Alsácia.</p>
<p>A investigação prossegue sem que tenham sido divulgados, até ao momento, detalhes oficiais sobre todas as peças levadas. A prioridade das autoridades é identificar os assaltantes e impedir que as joias entrem no circuito internacional de arte roubada, onde objetos únicos podem desaparecer durante anos ou ser vendidos discretamente a colecionadores privados.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/ladroes-entram-partem-vitrinas-e-fogem-com-joias-milionarias-novo-assalto-abala-museus-em-franca/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786021]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Da Finlândia à Lituânia, a NATO prepara o pior: resistir aos primeiros dias de um possível ataque russo</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/da-finlandia-a-lituania-a-nato-prepara-o-pior-resistir-aos-primeiros-dias-de-um-possivel-ataque-russo/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/da-finlandia-a-lituania-a-nato-prepara-o-pior-resistir-aos-primeiros-dias-de-um-possivel-ataque-russo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 16:24:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[NATO]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=786001</guid>

					<description><![CDATA[Ursos, lobos e alces continuam a atravessar livremente a fronteira entre a Finlândia e a Rússia. Mas, para os guardas que patrulham aquela linha de campos e florestas, é ali que termina a NATO]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ursos, lobos e alces continuam a atravessar livremente a fronteira entre a Finlândia e a Rússia. Mas, para os guardas que patrulham aquela linha de campos e florestas, é ali que termina a NATO. Uma sucessão de postes de madeira e marcadores pintados corta a relva e separa Helsínquia de Moscovo ao longo de 1.343 quilómetros, a maior fronteira terrestre entre a Aliança Atlântica e a Rússia.</p>
<p>A passagem está encerrada desde 2023, depois da invasão em larga escala da Ucrânia pelo Kremlin. Do outro lado fica território que a Finlândia perdeu para a União Soviética, quando foi deixada praticamente sozinha nos primeiros meses da II Guerra Mundial. Hoje, essa memória voltou a ter peso estratégico.</p>
<p>Numa reportagem publicada pelo &#8216;POLITICO&#8217;, integrada na rede global de repórteres da Axel Springer, jornalistas visitaram três zonas expostas da fronteira leste da Europa: a fronteira florestal da Finlândia com a Rússia, a linha fortificada da Polónia junto a Kaliningrado e à Bielorrússia, e a região lituana próxima do Corredor de Suwałki. O objetivo era perceber até que ponto os países da linha da frente da NATO estão preparados para a hipótese de um ataque russo.</p>
<p><strong>A Europa prepara-se para os primeiros dias sozinha</strong></p>
<p>A conclusão é clara: a Europa está a correr para reforçar a fronteira oriental da NATO contra uma ameaça que já não presume que Washington venha resolver sozinho. Enquanto Donald Trump questiona garantias antigas de segurança e procura reduzir a presença militar dos EUA na Europa, os países mais próximos da Rússia constroem fortificações, compram tanques, investem em drones, aumentam reservas e preparam-se para a possibilidade de os primeiros dias de qualquer conflito terem de ser travados quase sem ajuda externa.</p>
<p>O tema chega em pleno debate sobre a cimeira da NATO em Ancara, onde Mark Rutte está a pressionar os aliados a cumprirem a nova meta de 5% do PIB em defesa até 2035. A &#8216;Reuters&#8217; escreve que essa ambição já está a colocar forte pressão sobre os orçamentos europeus, apesar do aumento generalizado da despesa militar em países como Polónia, Lituânia e Alemanha.</p>
<p>Desde a reeleição de Trump, em 2024, a incerteza aumentou. Segundo o &#8216;POLITICO&#8217;, o presidente dos EUA tem questionado repetidamente o compromisso de Washington com o artigo 5º da NATO, a cláusula que estabelece que um ataque a um membro é um ataque a todos. A dúvida tornou-se ainda mais sensível após a guerra no Irão, quando a administração americana ameaçou reavaliar a participação dos EUA na NATO devido à recusa de aliados europeus em entrar no conflito.</p>
<p><strong>Finlândia: dormir ao lado do urso</strong></p>
<p>Na Finlândia, a ameaça russa nunca desapareceu completamente. “A Rússia é uma superpotência, e nós somos um país pequeno”, disse ao &#8216;POLITICO&#8217; o coronel Matti Pitkäniitty, comandante do Distrito da Guarda de Fronteiras da Carélia do Norte. “É preciso ter cuidado ao dormir perto de um urso.”</p>
<p>A Finlândia nunca esqueceu a Guerra de Inverno, quando resistiu à invasão soviética de 1939, mas perdeu cerca de um décimo do seu território. Enquanto muitos países europeus reduziram exércitos depois da Guerra Fria, Helsínquia manteve o serviço militar obrigatório, preservou vastas reservas e preparou a defesa nacional partindo do princípio de que a Rússia poderia voltar a atacar.</p>
<p>Hoje, a Finlândia pode mobilizar quase 870 mil reservistas numa população de 5,6 milhões, número que deverá chegar a um milhão até 2031. Investe quase 3% do PIB em defesa e pretende atingir 5% até 2035. A força aérea aguarda caças F-35 de fabrico americano e o país mantém um dos maiores arsenais de artilharia da Europa.</p>
<p>Jukka Kopra, antigo presidente da comissão de defesa do parlamento finlandês, resume a filosofia de Helsínquia: a NATO reforça a defesa nacional, mas não a substitui. “Estamos felizes por estarmos numa aliança, mas ainda compreendemos que sofreremos o primeiro golpe sozinhos, antes de o artigo 5.º da NATO ser ativado”, afirmou.</p>
<p><strong>Florestas, artilharia e minas terrestres</strong></p>
<p>Um dos trunfos da Finlândia é o território. Qualquer força invasora teria de atravessar florestas densas, poucas estradas, neve profunda, temperaturas extremas e um terreno onde a visibilidade pode cair para menos de 50 metros. A Finlândia está a ensinar os aliados a combater nesse ambiente, através de exercícios multinacionais como o Northern Star 26 e o Karelian Sword 26, realizados no sudeste do país.</p>
<p>O exercício Karelian Sword envolveu cerca de 10 mil soldados numa simulação de invasão. Uma das conclusões foi que veículos blindados e drones comerciais têm limitações nas florestas finlandesas, onde a folhagem dificulta a deteção de tropas, a menos que os aparelhos tenham câmaras térmicas.</p>
<p>Helsínquia prepara-se ainda para recuperar um instrumento polémico. Tal como a Polónia e os três Estados bálticos, a Finlândia retirou-se da Convenção de Otava, que proíbe minas antipessoais, alegando que a Rússia nunca aderiu ao tratado e já usa estas armas na Ucrânia. Oficiais finlandeses disseram ao &#8216;POLITICO&#8217; que o país planeia adquirir minas nos próximos meses, para serem usadas apenas se a ameaça de invasão se tornar iminente.</p>
<p><strong>O problema que a Finlândia não consegue resolver sozinha</strong></p>
<p>Há, contudo, um domínio em que reservas, florestas e serviço militar obrigatório não bastam: a dissuasão nuclear. Desde que aderiu à NATO, em 2023, a Finlândia passou a integrar o Grupo de Planeamento Nuclear da Aliança, participou em exercícios nucleares e começou a alterar legislação herdada da sua antiga postura fora da NATO.</p>
<p>Em junho, o parlamento finlandês levantou restrições ao transporte e armazenamento de armas nucleares no território nacional. A mudança foi mais controversa do que a própria adesão à NATO. Segundo Eoin Micheál McNamara, investigador do Instituto Finlandês de Assuntos Internacionais, a Finlândia precisa de aumentar o seu “QI nuclear” enquanto sociedade.</p>
<p>A questão é mais vasta: mesmo estando mais preparada do que outros países da linha da frente para uma guerra convencional, a Finlândia não consegue substituir o guarda-chuva nuclear dos EUA. A imprevisibilidade da administração Trump levou Helsínquia e outras capitais europeias a discutir se França poderia alargar a sua dissuasão nuclear a outros países europeus, uma ideia defendida por Emmanuel Macron, mas ainda marcada por ambiguidade.</p>
<p><strong>Polónia: o novo escudo da fronteira leste</strong></p>
<p>Se a resposta finlandesa é a defesa total, a polaca passa por betão, sensores, drones e um dos exércitos que mais cresce na Europa. A Polónia investe no chamado Escudo Oriental, uma rede de obstáculos, trincheiras, bunkers, câmaras térmicas, minas e unidades militares próximas da fronteira com a Bielorrússia e Kaliningrado.</p>
<p>Varsóvia é hoje o maior país da fronteira leste da NATO e o que mais gasta em defesa em percentagem do PIB. Segundo o &#8216;POLITICO&#8217;, deverá investir este ano 4,8% do PIB em defesa. O exército polaco é o terceiro maior da NATO, atrás dos EUA e da Turquia, e o país tornou-se um dos grandes compradores mundiais de armamento americano e sul-coreano.</p>
<p>O projeto Escudo Oriental deverá custar cerca de 10 mil milhões de euros e proteger a fronteira de 800 quilómetros com a Bielorrússia e Kaliningrado. Cezary Tomczyk, vice-ministro da Defesa polaco, descreve-o como o maior esforço de fortificação na Europa desde a II Guerra Mundial. A mensagem a Moscovo é direta: cada quilómetro de agressão deve custar mais tempo, mais equipamento e mais recursos.</p>
<p><strong>A muralha ainda tem falhas</strong></p>
<p>No terreno, porém, a promessa nem sempre corresponde à realidade. Em algumas zonas, as fortificações visíveis terminam abruptamente. Moradores junto à fronteira dizem que a atividade de construção aumentou antes de visitas políticas e depois abrandou. O Ministério da Defesa polaco garante que consegue erguer fortificações ao longo de toda a fronteira num prazo de sete a 14 dias com material pré-posicionado, mas especialistas em logística ouvidos pelo &#8216;POLITICO&#8217; contestam a rapidez dessa mobilização.</p>
<p>A região aproxima-se do Corredor de Suwałki, uma faixa estreita de território polaco e lituano que separa Kaliningrado da Bielorrússia. Ben Hodges, antigo comandante do Exército dos EUA na Europa, chamou-lhe o “calcanhar de Aquiles” da NATO. O receio é que a Rússia tente fechar o corredor de ambos os lados, isolando os Estados bálticos do resto da Aliança.</p>
<p>Mais a leste, junto à fronteira com a Bielorrússia, as limitações são ainda mais evidentes. Grande parte da linha está protegida por uma vedação de quatro metros construída em 2022 para conter a entrada de migrantes, mas com pouca utilidade contra tanques. Segundo o Ministério da Defesa polaco, há atualmente recursos materiais para proteger mais de 140 quilómetros de fronteira, menos de um terço da extensão total.</p>
<p><strong>A nova parede de drones</strong></p>
<p>A Polónia sabe que a ameaça não virá apenas por terra. Depois de 19 drones russos terem entrado no espaço aéreo polaco no ano passado, obrigando caças F-16 e F-35 da NATO a abatê-los com mísseis muito mais caros do que os próprios drones, Varsóvia acelerou o desenvolvimento do sistema SAN, uma espécie de barreira antidrone.</p>
<p>O programa poderá custar até 4 mil milhões de euros, cerca de 40% de todo o Escudo Oriental. O objetivo é criar uma arquitetura completa de defesa contra drones, com baterias, veículos, radares, sensores, sistemas de controlo e meios de neutralização. Segundo Tomczyk, dentro de 24 meses o exército deverá receber 18 módulos de baterias, cerca de 700 veículos e aproximadamente 350 sistemas para detetar e neutralizar ameaças aéreas.</p>
<p>A lógica é travar ou atrasar um ataque russo o tempo suficiente para que a NATO consiga reagir. Carlo Masala, especialista em segurança da Universidade das Forças Armadas Federais Alemãs, resume a lição da Ucrânia: nem tudo tem de estar “a 150%”; por vezes, 80% já são suficientes para ganhar tempo.</p>
<p><strong>Lituânia: o país que não pode trocar território por tempo</strong></p>
<p>A situação dos Estados bálticos é mais frágil. Ao contrário da Finlândia, que se prepara para resistir sozinha se necessário, ou da Polónia, que está a construir massa militar, Lituânia, Letónia e Estónia não têm profundidade territorial para trocar espaço por tempo. São demasiado pequenas, demasiado expostas e demasiado próximas da Rússia e da Bielorrússia.</p>
<p>Na Lituânia, o chefe da defesa, Raimundas Vaikšnoras, não acredita que um ataque surpresa seja provável, porque a NATO e Vilnius monitorizam centros logísticos, entroncamentos ferroviários e exercícios militares do outro lado da fronteira. Mas se a Rússia atacar, a defesa lituana dependerá da rapidez com que a NATO enviar reforços.</p>
<p>A Lituânia e os restantes bálticos apostam na Linha de Defesa do Báltico, com trincheiras antitanque, bunkers, obstáculos defensivos, dentes de dragão e, de forma mais controversa, campos minados. Tal como a Finlândia, os bálticos retiraram-se da Convenção de Otava. A função destas defesas não é derrotar sozinhas uma invasão russa, mas canalizar o avanço inimigo, atrasá-lo e dar tempo aos aliados.</p>
<p><strong>A Alemanha substitui parte da sombra americana</strong></p>
<p>A presença aliada é crucial. Em fevereiro, havia cerca de 3.000 militares de outros países da NATO na Lituânia, incluindo tropas alemãs, norueguesas, neerlandesas e dos EUA. Mas o destacamento rotativo de mais de 1.000 soldados americanos terminou entretanto e, até agora, não chegou uma força equivalente, enquanto Washington revê a sua presença militar na Europa.</p>
<p>Isso aumenta o peso da Alemanha. Berlim deverá estacionar permanentemente uma brigada na Lituânia até ao final de 2027, com cerca de 5.000 militares. Para Vaikšnoras, o facto de a Alemanha assumir liderança na NATO é um sinal importante, incluindo para a população lituana.</p>
<p>Mas a dúvida permanece: se os EUA deixarem de liderar automaticamente a resposta da NATO, estará a Europa preparada para agir sozinha? Um exercício de guerra conduzido pela WELT e pelo Centro Alemão de Simulação de Guerra da Universidade da Bundeswehr concluiu que, perante um cenário de ameaça russa à Lituânia e recusa de liderança por Washington, o lado alemão perdeu tempo em reuniões de crise e em procurar apoio político, enquanto a equipa russa avançava rapidamente para uma invasão limitada.</p>
<p><strong>A pergunta que a NATO ainda não respondeu</strong></p>
<p>Anders Fogh Rasmussen, antigo secretário-geral da NATO, é citado no texto com uma formulação dura: “O que estamos a assistir é à dissolução da NATO.” Para Rasmussen, a Europa precisa de novos planos de defesa e de novas capacidades militares para agir sem esperar por Washington.</p>
<p>A frase pode ser polémica, mas traduz a ansiedade que atravessa a fronteira leste da Aliança. A Finlândia prepara-se para ser mais difícil de invadir. A Polónia ergue barreiras, compra armas e constrói sistemas antidrone. A Lituânia e os restantes bálticos procuram garantir que qualquer ataque russo se transforma, desde o primeiro momento, numa guerra europeia e não num problema local.</p>
<p>A Europa ainda não está pronta para se defender sozinha. Mas, na fronteira leste da NATO, já se prepara para o dia em que talvez tenha de começar a fazê-lo.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/da-finlandia-a-lituania-a-nato-prepara-o-pior-resistir-aos-primeiros-dias-de-um-possivel-ataque-russo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786001]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Empresa de transporte marítimo Maersk vai retomar tráfego pelo Canal de Suez</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/empresa-de-transporte-maritimo-maersk-vai-retomar-trafego-pelo-canal-de-suez/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/empresa-de-transporte-maritimo-maersk-vai-retomar-trafego-pelo-canal-de-suez/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 16:18:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Canal do Suez]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Maersk]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=786010</guid>

					<description><![CDATA[A dinamarquesa Maersk, uma das maiores empresas de transporte marítimo do mundo, anunciou que vai retomar o trânsito pelo Canal de Suez, uma rota que os seus navios evitavam desde os primeiros ataques dos houthis, do Iémen, em 2023.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A dinamarquesa Maersk, uma das maiores empresas de transporte marítimo do mundo, anunciou que vai retomar o trânsito pelo Canal de Suez, uma rota que os seus navios evitavam desde os primeiros ataques dos houthis, do Iémen, em 2023.</P><br />
<P>&#8220;A Maersk e a Hapag-Lloyd anunciam uma alteração estrutural num dos serviços da Gemini, o serviço AE15: este passará a utilizar a rota através do Canal de Suez em vez de transitar pelo Cabo da Boa Esperança&#8221;, informou a Maersk em comunicado, citado pela AFP.</P><br />
<P>Gemini é o nome da parceria entre a Maersk e a armadora alemã Hapag-Lloyd. O serviço AE15 liga a Ásia, o Mediterrâneo e a Europa.</P><br />
<P>A decisão de evitar o Mar Vermelho, o estreito de Bab el-Mandeb e o Canal de Suez remonta a 19 de novembro de 2023, quando foi realizado o primeiro ataque pela milícia houthi, aliada do Irão, a partir da costa do Iémen, contra um navio porta-contentores.</P><br />
<P>Este desvio obrigou os navios a contornar o continente africano, navegando ao longo da costa oriental de África até ao Cabo da Boa Esperança, no extremo sul da África do Sul, antes de seguirem novamente para norte em direção ao Mediterrâneo e à Europa.</P><br />
<P>&#8220;Esta decisão conjunta com a Hapag-Lloyd resulta de uma análise aprofundada da situação de segurança na região do Mar Vermelho e representa um passo rumo a um regresso gradual ao corredor através do Canal de Suez&#8221;, explicou a Maersk, acrescentando que esta alteração permitirá reduzir os tempos de trânsito.</P><br />
<P>Contudo, a retoma está condicionada à manutenção da estabilidade da situação de segurança na região, estando previstos planos de contingência caso as condições se deteriorem.</P><br />
<P>Segundo os especialistas, cerca de 70% dos fluxos de mercadorias que, em 2023, passavam pelo Mar Vermelho foram desviados para a rota do Cabo da Boa Esperança.</P><br />
<P>De acordo com os dados da plataforma Portwatch, do Fundo Monetário Internacional (FMI), baseados nos sinais GPS dos navios, o número de passagens de porta-contentores pelo Cabo da Boa Esperança mais do que triplicou nos últimos três anos, enquanto as passagens pelo estreito de Bab el-Mandeb e pelo Canal de Suez caíram para menos de metade.</P></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/empresa-de-transporte-maritimo-maersk-vai-retomar-trafego-pelo-canal-de-suez/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786010]]></sapo:autor>
	</item>
	</channel>
</rss>
