Comissão para reforçar independência dos reguladores apresenta relatório até maio de 2026

A comissão criada pelo Governo para estudar o reforço da independência das entidades reguladoras foi formalizada hoje em Diário da República, ficando incumbida de preparar um relatório ao executivo até ao início de maio de 2026.

Executive Digest com Lusa

A comissão criada pelo Governo para estudar o reforço da independência das entidades reguladoras foi formalizada hoje em Diário da República, ficando incumbida de preparar um relatório ao executivo até ao início de maio de 2026.

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A Comissão para o Reforço da Independência das Entidades Reguladoras é criada através de um despacho dos ministros da Presidência, Economia, Reforma do Estado e secretário de Estado do Tesouro e das Finanças, tendo como presidente Jorge Vasconcelos, antigo presidente Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) e atual administrador executivo da Fundação Calouste Gulbenkian.

O grupo é incumbido pelo Governo de Luís Montenegro de fazer “uma avaliação profunda e abrangente da temática relativa à independência das entidades reguladoras”.

Os trabalhos a realizar pretendem concretizar quatro objetivos: reforçar a independência dos membros do conselho de administração, “designadamente quanto ao modelo de designação”, rever o regime orçamental e financeiro das entidades, garantir “a uniformidade e especialização no controlo jurisdicional das entidades reguladoras”, designadamente quanto ao regime contraordenacional e a intervenção do Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão, e promover “meios de divulgação e participação informada dos cidadãos na defesa da concorrência com vista à defesa dos seus direitos”, lê-se no despacho.

O documento prevê que a comissão cumpra três passos intermédios antes de apresentar o relatório final, até 06 de maio de 2026, aos ministros das Finanças, Presidência, Economia e Reforma do Estado.

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Até 28 de fevereiro de 2026, a comissão terá de elaborar um documento “contendo as linhas gerais das medidas de reforço para a independência das entidades reguladoras”, prevê o despacho.

Passado um mês, até 31 de março de 2026, terá de apresentar um “um relatório preliminar”.

De 01 a 15 de abril de 2026, abre “um período para consulta e discussão das medidas” propostas, para permitir que as entidades interessadas apresentem contributos.

Além de Jorge Vasconcelos, a comissão é composta por Ana Lourenço (professora na Católica Porto Business School), João Calvão da Silva (vice-reitor da Universidade de Coimbra), Margarida Matos Rosa (ex-presidente da Autoridade da Concorrência), Tiago Duarte (constitucionalista), bem como por um representante do gabinete do ministro da Presidência, outro do gabinete do ministro da Economia e da Coesão Territorial, outro do gabinete do ministro Adjunto e da Reforma do Estado, e outro do gabinete do Secretário de Estado do Tesouro e das Finanças.

O Governo tem cinco dias úteis para indicar os representantes dos gabinetes após a publicação do despacho, “data em que a Comissão para o Reforço da Independência das Entidades Reguladoras inicia funções”, prevê-se no mesmo documento.

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