Comissão Europeia quer um teto no preço do gás russo e prepara propostas para “ajudar famílias vulneráveis”

A Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou esta segunda-feira que o órgão executivo está a “preparar propostas para ajudar as famílias e negócios mais vulneráveis a enfrentarem os preços elevados da energia”.

Filipe Pimentel Rações
Setembro 5, 2022
16:50

A Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou esta segunda-feira que o órgão executivo está a “preparar propostas para ajudar as famílias e negócios mais vulneráveis a enfrentarem os preços elevados da energia”.

Na rede social Twitter, Von der Leyen acusou, uma vez mais, o Presidente russo Vladimir Putin de “usar a energia como uma arma, ao cortar o abastecimento e ao manipular os nossos mercados energéticos”. Ainda assim, deixou uma garantia: “Ele irá falhar” e “a Europa irá prevalecer”.

Sem entrar em grandes detalhes, a líder do executivo europeu adiantou que as propostas da Comissão têm como objetivo reduzir o consumo de eletricidade, principalmente os picos, colocar um teto ao preço das importações de gás russo que chegam através de gasoduto, “ajudar os consumidores e negócios mais vulneráveis com receitas do setor energético”, e “ativar apoios aos produtores de eletricidade que enfrentam problemas de liquidez associados à volatilidade”.

A ‘Euractiv’, que teve acesso ao documento não oficial que elenca as medidas a serem discutidas pelos 27 Estados-membros no próximo dia 7, alerta, contudo, que a colocação de um teto ao preço do gás russo importado poderá ditar o encerramento total do abastecimento vindo da Rússia.

O documento estabelece que a UE poderá ajudar os países a contornarem esses impactos, ativando medidas de promoção da redução do consumo de gás, o que fará “mais suportável para a UE enfrentar um completo embargo ao gás”.

O economista Daniel Gros adiantou ao mesmo órgão de comunicação que os governos “em vez de subsidiarem o consumo através de limites aos preços, devem subsidiar as poupanças no gás, por exemplo, pagando às famílias por consumirem menos este inverno do que consumiram no inverno passado”.

Nesse campo, também já a Presidente da CE tinha proposto que os Estados deveriam taxar os lucros inesperados das produtoras elétricas, e usar esse dinheiro para apoiar as pessoas e as empresas mais vulneráveis.

Fontes oficiais da CE sugerem que todas estas medidas serão apresentadas no dia 14 de setembro.

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