Comércio mundial de produtos médicos durante a pandemia ultrapassa os 500 mil milhões em 2019

Em tempos de pandemia fazer contas ao comércio mundial de produtos médicos é uma árdua tarefa, na medidas em que, ao já acelerado universo, se junta toda uma nova pressão causada pela pandemia que irrompeu mundo fora este ano.

O comércio de produtos médicos que viriam a estar em “crítica e grave escassez” durante a evolução da pandemia da covid-19 totalizaram cerca de 597 mil milhões de dólares em 2019, representando 1,7% do comércio mundial total de mercadorias.

As importações e exportações de produtos médicos totalizaram cerca de 2 triliões de dólares, incluindo o comércio intra-União Europeia, que representou aproximadamente 5% do comércio mundial total de mercadorias em 2019, enquanto os materiais de proteção utilizados na luta contra a covid-19 atraiam uma taxa média de 11,5% e sofrem aumentos de 27% em alguns países.

Estes números constam do mais recente relatório do Secretariado da Organização Mundial do Comércio (OMC), o qual traça os fluxos comerciais de produtos como produtos de proteção individual, material hospitalar e laboratorial, medicamentos e tecnologia médica enquanto fornece informações sobre as respectivas tarifas.

E são também estes números que servem de base à recente análise do Eurostat, “Como está a covid-19 a mudar o mundo: uma perspectiva estatística”, que destaca que as 10 maiores economias fornecedoras responderam por quase três quartos do total das exportações mundiais, enquanto os 10 maiores compradores responderam por cerca de dois terços das importações mundiais.

Os compromissos assumidos no âmbito de várias negociações e acordos da OMC ajudaram a reduzir as taxas de importação destes produtos e melhorar o acesso ao mercado, com a taxa média dos produtos médicos covid-19 a ficar em 4,8%, abaixo da tarifa média de 7,6% para produtos não agrícolas em geral.

As estatísticas mostram que 70 dos 164 membros da OMC impõem uma taxa de 5% ou menos em produtos médicos. Entre eles, quatro membros não cobram tarifa: Hong Kong, China; Islândia; Macau, China; e Singapura. O relatório, no entanto, também identifica mercados onde as tarifas permanecem altas. Taxas para as máscaras, por exemplo, podem chegar a 55% em alguns países.

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