As medidas de combate à pandemia da Covid-19 introduzidas na maioria dos países fizeram com que o comércio de mercadorias do G20 mergulhasse no segundo trimestre de 2020. Em comparação com o primeiro trimestre de 2020, as exportações caíram 17,7% e as importações 16,7%, a maior queda desde a crise financeira de 2009, segundo dados da OCDE, divulgados esta quinta-feira.
Os dados mensais do segundo trimestre revelam que o colapso do comércio ocorreu em abril de 2020, quando a maioria dos países tinha medidas de contenção COVID-19 rigorosas em vigor.
Em comparação com março de 2020, as exportações e importações do G20 caíram 18,7% e 16,0%, respectivamente. No entanto, os dados de maio e junho apontam para uma recuperação parcial das descidas de abril em quase todas as economias do G20, à medida que as medidas de contenção diminuíram.
“Os dados de julho, nas economias onde há dados disponíveis, apontam para uma melhoria contínua”, reforça a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, em comunicado.
A China foi a única economia do G20 a registar crescimento das exportações no segundo trimestre de 2020 (+ 9,1%), após uma queda de 9,3% no primeiro trimestre. As importações chinesas, porém, continuaram caindo, em 4,9%.
A Austrália registou quedas de apenas um dígito nas exportações (queda de 4,4%) e nas importações (queda de 5,6%).
No Japão, as exportações caíram 15,2% e as importações 4,6%, enquanto na Coreia as exportações caíram 20,1% e as importações 10,8%.












