Comemorações do 25 de abril: Desfile regressa à Avenida da Liberdade com percurso mais curto e Grândola será cantada à janela às 18h

As comemorações do 25 de abril vão regressar este ano (no ano passado não foi possível) mas em termos diferentes dos habituais.

Revista de Imprensa

As comemorações do 25 de abril vão regressar este ano (no ano passado não foi possível) mas em termos diferentes dos habituais, com o desfile na Avenida da Liberdade a ser encurtado e a música ‘Grândola Vila Morena’, a ser cantada à janela às 18h.

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Os planos foram revelados ao ‘Diário de Notícias’ (DN) pelo coronel Vasco Lourenço, presidente da Associação 25 de Abril (A25A), que adianta que o desfile vai regressar à Avenida da Liberdade, o seu palco habitual, num trajeto mais curto, que vai começar na rotunda do Marquês e terminar nos Restauradores (antes terminava no Rossio).

Para além disso, os planos incluem ainda o cantar à janela a música desta revolução do 25 de abril, ‘Grândola Vila Morena’, por volta das 18h. Esta ideia surgiu no ano passado, com a pandemia de Covid-19, mas em 2021 a hora será alterada (antes era às 15h).

Vasco Lourenço explica ao ‘DN’ que esta alteração da hora prende-se com o facto de ter sido às 18h do dia 25 de abril de 1974, que o último chefe do governo do Estado Novo, Marcelo Caetano, se rendeu às tropas, fazendo com que Portugal conquistasse a liberdade.

O presidente da A25A explica que as alterações, nomeadamente no que diz respeito ao regresso do desfile à Avenida da Liberdade, reuniram o consenso das principais organizações que integram a Comissão Promotora do Desfile: os partidos do hemisfério esquerdo do Parlamento (PS+BE+PCP+PEV) e ainda a CGTP.

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De fora ficaram a UGT, por considerar que ainda não é a altura certa para voltar às ruas e também a APRE (Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados), que contudo, não deixou de assinar o manifesto promotor do evento.

Atualmente, segundo o responsável, os organizadores do evento estão em conversações com as autoridades de saúde (DGS), as forças de segurança (PSP) e também com a Câmara Municipal de Lisboa, para determinar as condições em que tudo vai acontecer, de forma a garantir que são cumpridas as normas de segurança.

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