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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Crise dos exames chega hoje ao Parlamento: Fernando Alexandre chamado a responder no dia das classificações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 06:15:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Fernando Alexandre]]></category>
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					<description><![CDATA[Esta sexta-feira ficará marcada por um duplo teste ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI). ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Esta sexta-feira ficará marcada por um duplo teste ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI). Enquanto milhares de alunos do ensino secundário aguardam a divulgação das classificações da primeira fase dos exames nacionais e enfrentam um prazo extremamente reduzido para se inscreverem na segunda fase, o ministro Fernando Alexandre é chamado ao Parlamento para responder politicamente pela crise que envolveu todo o processo de classificação digital das provas.</p>
<p>O debate de urgência, requerido pelo PCP, acontece precisamente no dia em que está prevista a afixação das pautas dos mais de 300 mil exames nacionais realizados pelos alunos do 11.º e 12.º anos, numa altura em que continuam a existir dúvidas sobre a possibilidade de todas as classificações serem divulgadas durante esta sexta-feira, sobretudo nas disciplinas de Português e Matemática A.</p>
<p>A sessão plenária assume especial relevância política depois de semanas marcadas por sucessivos adiamentos do calendário, dificuldades na plataforma informática de classificação, falta de professores classificadores, críticas das escolas, dos sindicatos e da oposição, bem como pela própria admissão do Governo de que o processo não decorreu como previsto.</p>
<p><strong>Debate de urgência coloca ministro perante os deputados</strong><br />
O PCP decidiu avançar com um debate de urgência potestativo sobre os exames nacionais para obrigar o ministro da Educação a prestar esclarecimentos perante a Assembleia da República, depois de considerar insuficientes as respostas dadas até agora pelo Governo.</p>
<p>No requerimento entregue ao presidente da Assembleia da República, os comunistas defendem que Fernando Alexandre deve explicar &#8220;quais as medidas adotadas para assegurar que nenhum estudante é prejudicado neste processo caótico de avaliação dos exames nacionais, cujos responsáveis são o ministério e o Governo&#8221;.</p>
<p>O partido acusa igualmente o ministro de se ter recusado a comparecer mais cedo perante a Comissão de Educação, lembrando que apenas admitiu participar numa reunião marcada para 21 de julho, vários dias depois da divulgação prevista das classificações.</p>
<p>Na perspetiva do PCP, a dimensão dos problemas registados justificava uma prestação imediata de esclarecimentos perante os deputados.</p>
<p><strong>Problemas continuam sem desaparecer</strong><br />
No requerimento, o PCP sustenta que &#8220;não há sinais de que os problemas estejam a ser resolvidos&#8221;, considerando que esse é mais um motivo para o ministro prestar explicações em plenário.</p>
<p>Os comunistas recordam várias das dificuldades denunciadas pelos professores classificadores durante as últimas semanas.</p>
<p>Entre elas encontram-se orientações para proceder à classificação de provas incompletas quando era evidente a ausência de folhas digitalizadas, as falhas sucessivas da plataforma informática utilizada na classificação eletrónica, interrupções temporárias do sistema e a forte pressão exercida sobre os docentes para concluírem rapidamente as correções.</p>
<p>O partido critica ainda o anúncio feito pelo Governo relativamente ao pagamento de trabalho extraordinário aos professores envolvidos na classificação, defendendo que essa remuneração não constitui qualquer medida excecional, mas sim uma obrigação legal.</p>
<p><strong>Dia decisivo também para milhares de alunos</strong><br />
O debate parlamentar coincide com um dos momentos mais importantes do calendário escolar.</p>
<p>Está prevista para hoje a divulgação das classificações da primeira fase dos exames nacionais do ensino secundário, classificações que servirão de base ao acesso ao ensino superior e à eventual inscrição na segunda fase das provas.</p>
<p>Ao mesmo tempo, os alunos dispõem apenas desta sexta-feira para efetuarem a inscrição na segunda fase, uma consequência direta do adiamento do calendário decidido pelo Ministério da Educação.</p>
<p>A situação tem sido fortemente criticada pelos diretores escolares, uma vez que a legislação prevê um prazo de dois dias úteis para a realização dessas inscrições.</p>
<p>Além das classificações dos exames nacionais do ensino secundário, está igualmente prevista para esta sexta-feira a divulgação das pautas com as classificações das provas finais do 9.º ano, também elas adiadas devido aos constrangimentos provocados pelo processo de classificação eletrónica.</p>
<p>Inicialmente previstas para serem afixadas no início da semana, as pautas do ensino básico foram igualmente adiadas pelo Ministério da Educação, que justificou a decisão com as dificuldades informáticas registadas na plataforma e com a necessidade de assegurar &#8220;a qualidade e o rigor do processo de classificação&#8221;, bem como conceder aos professores o tempo considerado necessário para concluírem a avaliação das provas.</p>
<p><strong>Ministro admite que continuam a existir riscos</strong><br />
Na véspera deste debate parlamentar, Fernando Alexandre reconheceu publicamente que continuava a existir a possibilidade de nem todas as classificações serem divulgadas durante esta sexta-feira.</p>
<p>O governante revelou que cerca de 99,3% das respostas já estavam corrigidas, mas admitiu que permaneciam centenas de itens por validar e que continuavam a existir dificuldades em encontrar professores classificadores para algumas disciplinas.</p>
<p>&#8220;Há sempre riscos&#8221;, afirmou o ministro quando questionado sobre a possibilidade de o calendário voltar a falhar.</p>
<p>Fernando Alexandre explicou que os maiores constrangimentos persistiam sobretudo nas provas de Português e Matemática, embora tenha referido que também continuavam por concluir algumas centenas de respostas em disciplinas como Física e Química A e Biologia e Geologia.</p>
<p>Apesar disso, garantiu que o objetivo continua a ser concluir todo o processo com &#8220;rigor, transparência e todos os instrumentos de verificação&#8221;.</p>
<p><strong>Governo promete auditoria</strong><br />
O ministro voltou igualmente a reconhecer que todo o processo de classificação digital enfrentou problemas significativos.</p>
<p>Segundo Fernando Alexandre, depois de concluída esta fase será realizada uma auditoria para apurar responsabilidades e identificar todas as falhas verificadas ao longo do processo.</p>
<p>O governante assegurou igualmente que serão retiradas consequências relativamente ao funcionamento da plataforma informática e ao modelo de implementação da classificação digital.</p>
<p><strong>Diretores pedem rigor acima da rapidez</strong><br />
Embora defendam que as classificações sejam divulgadas o mais rapidamente possível, os diretores escolares têm insistido que a prioridade deve continuar a ser garantir a qualidade do processo.</p>
<p>Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), afirmou nos últimos dias que o Ministério da Educação está a fazer &#8220;tudo por tudo&#8221; para evitar novo adiamento.</p>
<p>&#8220;O ministro quer que este processo não morra na praia&#8221;, afirmou.</p>
<p>O responsável considera que os professores classificadores realizaram um esforço extraordinário nas últimas semanas, trabalhando muitas vezes durante noites, fins de semana e fora do horário normal para conseguirem concluir as correções.</p>
<p>Ao mesmo tempo, continua a defender que o principal problema não esteve nos docentes nem nas escolas, mas sim na infraestrutura tecnológica utilizada para suportar a classificação digital.</p>
<p><strong>Sindicatos mantêm críticas</strong><br />
Também a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) continua a responsabilizar o Governo pelos problemas ocorridos durante esta campanha de exames.</p>
<p>O sindicato considera que foi o Ministério da Educação quem perdeu o controlo do processo e rejeita qualquer tentativa de atribuir responsabilidades aos professores classificadores.</p>
<p>Segundo a Fenprof, foram precisamente os docentes que evitaram uma situação ainda mais grave, assumindo um volume de trabalho excecional para tentar cumprir os prazos definidos pelo Ministério.</p>
<p><strong>Parlamento acompanha uma das maiores polémicas do ano letivo</strong><br />
O debate desta sexta-feira deverá centrar-se precisamente na sucessão de problemas que marcou toda a época de exames nacionais.</p>
<p>Ao longo das últimas semanas registaram-se atrasos na digitalização das provas, dificuldades técnicas na plataforma de classificação, redistribuições sucessivas de exames, necessidade de prolongar prazos inicialmente fixados e críticas de professores, diretores escolares, sindicatos e partidos da oposição.</p>
<p>A sessão parlamentar surge assim como o primeiro grande momento de escrutínio político da atuação do Governo nesta matéria.</p>
<p>Enquanto os alunos aguardam ansiosamente pelas classificações que poderão determinar o seu futuro académico, Fernando Alexandre enfrenta hoje, no Parlamento, um debate que poderá marcar politicamente uma das maiores crises da Educação dos últimos anos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788831]]></sapo:autor>
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		<title>Vinte crianças e um adulto morrem em acidente com autocarro escolar no Uganda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 06:14:53 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Vinte alunos de uma escola primária e um adulto morreram num acidente com o autocarro que os levava de regresso de uma visita de estudo no leste do Uganda, anunciou hoje a polícia ugandesa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Vinte alunos de uma escola primária e um adulto morreram num acidente com o autocarro que os levava de regresso de uma visita de estudo no leste do Uganda, anunciou hoje a polícia ugandesa.</P><br />
<P>&#8220;O motorista parece ter perdido o controlo do veículo, que saiu da estrada, colidiu com uma pedra grande e capotou&#8221;, escreveu a polícia na rede social X, acrescentando que três adultos e várias crianças também ficaram feridos no acidente de quinta-feira à noite.</P><br />
<P>O autocarro, da escola primária King David de Ndejje, situada perto da capital Kampala, regressava, segundo as primeiras informações, de uma excursão às cataratas de Sipi, em Kapchorwa (leste), precisaram as forças da ordem.</P><br />
<P>O acidente ocorreu por volta das 20:00 (18:00 em Lisboa), acrescentou a polícia, que divulgou uma imagem de um autocarro gravemente danificado e capotado, e abriu um inquérito.</P><br />
<P>Os acidentes rodoviários são frequentes neste país da África Oriental e no resto do continente. Quarenta e seis pessoas morreram em outubro de 2025 no Uganda, na sequência de uma grave colisão entre dois autocarros, de acordo com a polícia.</P><br />
<P>De acordo com um relatório policial, em 2024, foram registadas 4.434 colisões mortais no Uganda, que causaram a morte de 5.144 pessoas.</P><br />
<P></P><br />
<P>CAD //</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790478]]></sapo:autor>
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		<title>Crédito em incumprimento na banca moçambicana caiu para 384 ME em 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 06:02:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O crédito em incumprimento na banca moçambicana caiu para 27,99 mil milhões de meticais (384 milhões de euros) em 2025, 7,47% do total, abaixo dos níveis de 2024, segundo dados oficiais obtidos pela Lusa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O crédito em incumprimento na banca moçambicana caiu para 27,99 mil milhões de meticais (384 milhões de euros) em 2025, 7,47% do total, abaixo dos níveis de 2024, segundo dados oficiais obtidos pela Lusa.</P><br />
<P>De acordo com um relatório anual do Banco de Moçambique, o setor bancário &#8220;permaneceu estável, com rendibilidade satisfatória e níveis adequados de capitalização e liquidez&#8221; em 2025.</P><br />
<P>Acrescenta que o rácio de crédito em incumprimento (NPL) fixou-se em 7,47%, refletindo &#8220;uma melhoria da qualidade da carteira de crédito&#8221;, impulsionada por saneamentos e regularizações, retomando a tendência de redução interrompida em 2024, após os 9,31% registados no ano anterior.</P><br />
<P>Em termos absolutos, o crédito em incumprimento totalizou 27,99 mil milhões de meticais (384 milhões de euros) no final de 2025, contra 30,41 mil milhões de meticais (417 milhões de euros) um ano antes, o que representa uma redução de 7,97%.</P><br />
<P>Contudo, o banco central assinala que o indicador permanece acima do &#8220;limite de 5,0%, internacionalmente recomendado&#8221;.</P><br />
<P>A agricultura, os transportes e comunicações, a indústria e o comércio registaram os rácios mais elevados de incumprimento, de 17,42%, 14,08%, 13,23% e 9,62%, respetivamente, refletindo, em parte, &#8220;o impacto da instabilidade pós-eleitoral e choques climáticos&#8221;.</P><br />
<P>O banco central considera que o risco de crédito permaneceu em nível baixo durante 2025, favorecido pela redução do incumprimento e pelo ritmo contido de crescimento do crédito à economia.</P><br />
<P>Ainda assim, o relatório alerta que a recorrência de fenómenos climáticos extremos no país compromete a capacidade de muitos mutuários de honrarem os seus compromissos junto da banca, aumentando os riscos de crédito.</P><br />
<P>Nas perspetivas para os próximos anos, o banco central antevê que o risco de crédito permaneça em nível baixo, desde que o NPL se mantenha em valores de um dígito.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790477]]></sapo:autor>
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		<title>Reforma do arrendamento vai mudar as regras do jogo: especialista explica quem ganha, quem perde e o que muda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 06:00:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Governo quer redesenhar profundamente as regras do mercado de arrendamento, propondo alterações que prometem mudar a relação entre senhorios e inquilinos, desde a liberalização das rendas nos novos contratos até ao reforço dos mecanismos de proteção dos proprietários perante situações de incumprimento.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo quer redesenhar profundamente as regras do mercado de arrendamento, propondo alterações que prometem mudar a relação entre senhorios e inquilinos, desde a liberalização das rendas nos novos contratos até ao reforço dos mecanismos de proteção dos proprietários perante situações de incumprimento. A reforma prevê ainda novas regras para os contratos anteriores a 1990, flexibiliza as garantias que podem ser exigidas aos arrendatários e introduz instrumentos públicos de apoio, como um Fundo de Emergência para a Habitação e um sistema de garantia de rendas. No entanto, apesar de o Executivo defender que o objetivo passa por aumentar a confiança no mercado e colocar mais casas no arrendamento, subsistem dúvidas sobre o impacto real das medidas nos preços, na oferta e no acesso à habitação.</p>
<p>Para perceber o alcance desta revisão do Novo Regime do Arrendamento Urbano, a Executive Digest falou, em exclusivo, com Diogo Oliveira Santos, cofundador da Orien Law Firm e especialista em direito imobiliário. O jurista considera que a proposta assenta em três pilares fundamentais: maior liberdade contratual e reforço da posição dos senhorios, uma revisão do regime aplicável aos contratos antigos e a criação de novos mecanismos públicos de proteção para os casos mais vulneráveis. Ainda assim, alerta que o sucesso da reforma dependerá não apenas da aprovação do diploma, mas também da capacidade dos tribunais, da Administração Pública e das restantes políticas de habitação para responder aos desafios estruturais do mercado.</p>
<p>Diogo Oliveira Santos analisa as principais mudanças previstas, explica quem ganha e quem perde com a reforma, avalia se as novas regras poderão efetivamente aumentar a oferta de casas para arrendar e antecipa os pontos que deverão gerar maior debate político e jurídico durante a discussão parlamentar. O especialista deixa ainda um aviso: sem um aumento efetivo da oferta habitacional e sem estabilidade legislativa, as alterações poderão revelar-se insuficientes para resolver, de forma duradoura, a crise do mercado de arrendamento em Portugal.</p>
<p><strong>1- Quais são, na sua perspetiva, as alterações mais significativas introduzidas nesta revisão do Novo Regime do Arrendamento Urbano e quem será mais afetado: senhorios ou inquilinos?</strong><br />
R: Vejo três eixos particularmente relevantes:<br />
(i) a antecipação do fim do controlo de rendas, com plena liberdade de fixação do valor nos novos contratos, o que aproxima o arrendamento de uma lógica de mercado;<br />
(ii) o reforço da posição do senhorio na fase de execução do contrato, com maior margem para rendas antecipadas e cauções e com prazos mais curtos para resolução por incumprimento;<br />
(iii) a criação de um regime mais segmentado para os contratos anteriores a 1990, diferenciando inquilinos em função da idade e do rendimento, e a introdução de mecanismos públicos de proteção, como por exemplo Fundo de Emergência e garantia de rendas.</p>
<p>No mercado corrente, os senhorios são claramente os principais beneficiários em termos de flexibilidade contratual e gestão do risco. Mas uma parte relevante dos inquilinos, em especial os mais vulneráveis e os abrangidos pelos contratos antigos, fica protegida por regimes específicos. O impacto não é, no entanto, uniforme: será mais visível nos novos contratos em zonas de maior pressão de preços, enquanto nos contratos antigos se mantém uma lógica de forte tutela do arrendatário.</p>
<p><strong>2- A simplificação dos processos de despejo e a redução dos prazos por incumprimento podem acelerar efetivamente a recuperação dos imóveis ou continuam a existir obstáculos judiciais que poderão limitar esse objetivo?</strong><br />
R: A redução do prazo de mora relevante para resolução e a agregação, num único processo, das decisões sobre desocupação e pagamento de rendas vão no sentido certo: tornam o incumprimento mais “caro” e diminuem alguma da duplicação de atos que hoje contribui para processos que, na prática, se aproximam frequentemente de 18 meses.<br />
Em tese, estas medidas podem encurtar significativamente o tempo médio de recuperação dos imóveis. Contudo, há obstáculos estruturais que o diploma não resolve sozinho como a capacidade dos tribunais, dificuldades de notificação, situações de oposição fundada do arrendatário, e a necessidade de articular despejo com respostas de emergência habitacional.<br />
Se estes fatores não forem acompanhados por reforço de meios e por uma aplicação consistente das novas regras, o ganho de tempo poderá ficar aquém do desejável.</p>
<p><strong>3- O fim antecipado do controlo de rendas nos novos contratos poderá aumentar a oferta de casas para arrendar, como defende o Governo, ou existe o risco de provocar uma subida ainda maior dos preços?</strong><br />
R: O racional económico é claro: ao permitir que novos contratos reflitam integralmente o preço de mercado, em conjunto com a redução de tributação até 2029 para 10% para contratos sujeitos a “rendas moderadas”, aumenta o incentivo para colocar imóveis no mercado de arrendamento a longo prazo, quando contrapostos com outra afetação a imóveis como o alojamento local.<br />
Em termos de oferta potencial, a medida é coerente com esse objetivo, sobretudo num contexto em que existem cerca de 250 000 imóveis vazios e em que se pretende mobilizar mais construção.</p>
<p>Convém salientar, porém, algumas reservas quanto à limitação entre contratos anteriormente vigente, uma vez que era uma medida de difícil fiscalização e, como tal, a extensão dos seus efeitos não era facilmente percecionada.</p>
<p>No curto prazo, num mercado onde as rendas já subiram cerca de 68% desde 2020 e onde a falta de oferta é estrutural, é difícil afastar o risco de uma pressão adicional sobre os preços, sobretudo nas zonas urbanas mais dinâmicas.</p>
<p>O equilíbrio dependerá de duas variáveis: a rapidez com que as medidas de aumento de oferta (simplificação do RJUE, IVA a 6% na construção, aceleração da venda de imóveis de heranças, habitação pública) produzirem efeitos e a forma como a política de rendas se articular com o rendimento disponível das famílias.</p>
<p>Sem um aumento efetivo da oferta, o efeito sobre os preços tende a ser, pelo menos numa primeira fase, mais visível do que o aumento de casas disponíveis.</p>
<p><strong>4- O novo regime de transição das rendas anteriores a 1990, que distingue os inquilinos pela idade e pelo rendimento, consegue encontrar um equilíbrio entre a proteção dos arrendatários e os direitos dos proprietários? Que dificuldades práticas antevê na sua aplicação?</strong><br />
R: Estamos a falar de um universo de cerca de 150 mil contratos, conforme apontado pelo governo, dos quais cerca de 120 mil com rendas inferiores a 200€/mês.</p>
<p>O modelo proposto procura um compromisso: protege fortemente os arrendatários mais idosos e com rendimentos mais baixos, mantendo rendas congeladas e evitando a transição para o NRAU, e, em paralelo, admite atualização de rendas e transição para o regime geral quando se trate de agregados mais jovens ou com rendimento anual superior ao limiar definido. Em termos de desenho, é uma tentativa de conciliar o direito à habitação com a necessidade de tornar economicamente sustentáveis contratos muito antigos.</p>
<p>As maiores dificuldades serão de aplicação prática: comprovação e atualização de rendimentos, gestão de limiares que podem gerar situações de fronteira (um pequeno aumento salarial pode alterar o regime aplicável), comunicação das alterações a arrendatários muitas vezes idosos e com baixa literacia jurídica, e a capacidade da Administração para acompanhar estes processos.</p>
<p>Antevêem-se também potenciais litígios em torno da correta qualificação de cada caso, pelo impacto material que a mudança de regime pode ter tanto para o inquilino como para o proprietário.</p>
<p><strong>5- As novas regras permitem aos senhorios exigir até três rendas antecipadas e eliminam o limite às cauções. Até que ponto esta alteração pode dificultar o acesso ao mercado de arrendamento, sobretudo para os jovens e famílias com menores recursos?</strong><br />
R: Do ponto de vista jurídico, esta alteração reforça significativamente a capacidade do senhorio de gerir o risco de incumprimento, num contexto em que o despejo é moroso e em que muitos proprietários hesitam em colocar imóveis no mercado.<br />
Contudo, em termos de acesso, o impacto é relevante: exigir três rendas antecipadas, acrescidas de uma caução potencialmente elevada, pode traduzir-se em montantes de “entrada” muito difíceis de suportar para jovens e famílias com menores recursos, mesmo quando tenham capacidade para cumprir a renda mensal (atendendo às taxas de esforço verificadas).</p>
<p>O efeito prático dependerá da forma como o mercado utilizar esta margem. Nem todos os senhorios vão até ao limite legal, e programas como Porta 65, a garantia pública para jovens ou os apoios fiscais podem mitigar parte das dificuldades.</p>
<p>Ainda assim, é razoável prever que a exigência de capitais próprios à entrada se torne, para alguns segmentos, o principal obstáculo ao acesso ao arrendamento, reforçando a importância de instrumentos de garantia pública bem calibrados.</p>
<p><strong>6- O diploma ainda terá de passar pelo Parlamento. Que aspetos considera mais suscetíveis de sofrer alterações durante o processo legislativo e quais poderão gerar maior debate político ou jurídico?</strong><br />
R: Tendo em conta a experiência recente, os pontos mais sensíveis são os que tocam diretamente o equilíbrio entre proteção da habitação e liberdade contratual, pelo que apontaria os mesmos que referi na primeira resposta, especialmente num contexto em que há muito pouco tempo foram propostas medidas que agora vemos serem revertidas.</p>
<p>Todo este reforço das garantias dos senhorios na fase pré-contratual e de execução – em particular a eliminação do limite às cauções e a possibilidade de exigir três rendas antecipadas – são tópicos sensíveis do ponto de vista do acesso à habitação e podem vir a ser calibrados, por exemplo, através da fixação de tetos, de regras diferenciadas para arrendamento habitacional ou de mecanismos de garantia pública que funcionem como alternativa às cauções elevadas.</p>
<p>Talvez apenas quanto aos contornos do Fundo de Emergência para a Habitação e da garantia pública de rendas o debate será menos ideológico e mais centrado na exequibilidade financeira e operacional do modelo.</p>
<p>Do ponto de vista jurídico, é nestas zonas, da intensidade da proteção, repartição de custos e eventual retroatividade de soluções que se concentram os principais riscos de controvérsia constitucional e de litigância futura.</p>
<p><strong>7- Olhando para o conjunto da reforma, acredita que estas medidas serão suficientes para aumentar a confiança no mercado de arrendamento e colocar mais casas no mercado, ou serão necessárias novas alterações legislativas nos próximos anos?</strong><br />
R: Esta proposta alinha-se com os interesses do mercado já manifestados: clarifica regras, encurta prazos de reação ao incumprimento, reforça a posição de senhorios e integra-se num conjunto mais vasto de medidas já adotadas destinados a incrementar, a curto prazo, a oferta. Desde a simplificação do RJUE para reduzir burocracia, IVA de 6% na construção, facilitação da venda de imóveis de heranças para libertar casas vazias, benefícios fiscais no arrendamento e um programa de habitação pública. Tudo isto é relevante para a confiança dos investidores e dos proprietários<br />
No entanto, o mercado de arrendamento é muito sensível a fatores macroeconómicos (rendimento das famílias, custo do crédito, expectativas de valorização dos ativos) e à previsibilidade das regras no tempo.</p>
<p>É plausível que estas medidas contribuam para trazer mais imóveis para o arrendamento, mas dificilmente serão a “solução final”. Será necessário monitorizar a aplicação prática &#8211; tempos reais de despejo, eficácia dos apoios, impacto nos preços – e estar disponível para ajustes futuros, preferencialmente graduais e previsíveis, para evitar ciclos de reformas sucessivas que, esses sim, prejudicam a confiança no longo prazo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790090]]></sapo:autor>
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		<title>China critica nacionalização da British Steel pelo Reino Unido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 05:58:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A China manifestou hoje "firme oposição" à nacionalização da siderúrgica British Steel pelo Governo britânico e instou o Reino Unido a "respeitar as regras internacionais", defendendo um tratamento "justo e equitativo" para as empresas chinesas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A China manifestou hoje &#8220;firme oposição&#8221; à nacionalização da siderúrgica British Steel pelo Governo britânico e instou o Reino Unido a &#8220;respeitar as regras internacionais&#8221;, defendendo um tratamento &#8220;justo e equitativo&#8221; para as empresas chinesas.</P><br />
<P>O grupo chinês Jingye adquiriu a British Steel em 2020. No entanto, o Governo britânico assumiu o controlo de facto da empresa em abril de 2025 para evitar o encerramento dos dois últimos altos-fornos a carvão do país, localizados em Scunthorpe, no norte de Inglaterra.</P><br />
<P>Londres confirmou em maio a intenção de nacionalizar a empresa, invocando razões de &#8220;segurança nacional&#8221;. A decisão recebeu na quarta-feira a aprovação real, a última etapa do processo legislativo no Reino Unido.</P><br />
<P>A medida &#8220;garante o futuro da produção de aço no Reino Unido, protege empregos qualificados e preserva uma capacidade nacional vital&#8221;, afirmou o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.</P><br />
<P>Num comunicado, o ministério do Comércio chinês manifestou &#8220;forte descontentamento&#8221; com a decisão e acusou Londres de assumir à força o controlo da British Steel &#8220;sob o pretexto da segurança nacional&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;A China insta o Governo britânico a respeitar as regras internacionais&#8221; e a &#8220;tratar de forma justa e equitativa as empresas de capitais chineses presentes no Reino Unido&#8221;, acrescentou a tutela.</P><br />
<P>O conglomerado Jingye exige ainda uma compensação integral do Governo britânico pelas perdas relacionadas com os investimentos realizados antes de Londres assumir o controlo da siderúrgica.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790475]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>China consolida posição na corrida global à inteligência artificial &#8212; análise</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/china-consolida-posicao-na-corrida-global-a-inteligencia-artificial-analise/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 05:55:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[ ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** João Pimenta, da agência Lusa ***</P><br />
<P> </P><br />
<P>Pequim, 17 jul 2026 (Lusa) &#8212; O analista económico Scott Kennedy defende que, apesar de Washington liderar a inteligência artificial, a vantagem sobre a China deixou de ser determinante para a maioria dos utilizadores, numa altura em que modelos chineses ganham quota no mercado global.</P><br />
<P>&#8220;Os EUA continuam a ter uma vantagem significativa, mas os modelos chineses são bastante capazes e, para a grande maioria dos utilizadores, essa diferença já não importa&#8221;, afirmou o especialista em economia e tecnologia chinesa do Center for Strategic and International Studies (CSIS), um &#8216;think tank&#8217; com sede em Washington, em entrevista à agência Lusa.</P><br />
<P>Em janeiro de 2025, o lançamento do DeepSeek surpreendeu a indústria tecnológica ao demonstrar que uma empresa chinesa podia desenvolver um modelo de IA competitivo com custos muito inferiores aos dos rivais norte-americanos. Desde então, uma sucessão de novos sistemas lançou a China definitivamente na primeira linha da corrida tecnológica.</P><br />
<P>Modelos como o Qwen, da Alibaba, o Kimi, da Moonshot AI, o GLM-5.2, da Z.ai, ou o M3, da MiniMax, começaram a conquistar utilizadores fora do país, devido a preços mais baixos, maior eficiência e uma estratégia assente em modelos de código aberto.</P><br />
<P>Segundo o jornal britânico Financial Times, empresas como a norte-americana DoorDash, a Airbnb, a alemã Siemens e a empresa de recursos humanos Timebutler passaram a utilizar modelos chineses nas suas operações.</P><br />
<P>Em muitos casos, essas empresas continuam a recorrer aos modelos mais avançados da OpenAI ou da Anthropic para tarefas complexas, mas utilizam sistemas chineses para operações correntes, reduzindo significativamente os custos.</P><br />
<P>Nos últimos anos, Pequim transformou a IA numa prioridade nacional, canalizando investimentos para semicondutores, centros de dados, computação de alto desempenho, robótica e aplicações industriais, ao mesmo tempo que incentivou empresas e administrações locais a integrarem a tecnologia na economia.</P><br />
<P>Ao contrário dos Estados Unidos, onde a competição se concentra sobretudo nas empresas que desenvolvem modelos de linguagem de fronteira, a China procura construir um ecossistema completo, desde os chips até às aplicações na indústria transformadora, logística, saúde, cidades inteligentes ou veículos autónomos.</P><br />
<P>&#8220;Uma proporção mais elevada das fábricas chinesas utiliza robótica do que nos Estados Unidos e no Ocidente&#8221;, observou Kennedy, acrescentando que a IA está também a ser integrada em diversos processos empresariais que reforçam a competitividade da economia chinesa.</P><br />
<P>A capacidade de implementação em larga escala é apontada por vários analistas como uma das principais vantagens competitivas da China. Mais do que desenvolver o modelo mais poderoso, Pequim procura acelerar a utilização da IA em toda a economia, beneficiando da dimensão do mercado interno, da forte capacidade industrial e da coordenação proporcionada pelo Estado.</P><br />
<P>Kennedy considerou que os controlos às exportações de semicondutores avançados impostos por Washington não travaram a evolução tecnológica chinesa e acabaram por incentivar o desenvolvimento de alternativas nacionais.</P><br />
<P>&#8220;As restrições incentivaram fortemente os chineses a encontrar alternativas à tecnologia norte-americana e a desenvolver a sua cadeia de abastecimento doméstica, o que, a longo prazo, tornará a China mais competitiva, e não menos&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>Pequim procura igualmente ganhar influência na definição das regras internacionais para a inteligência artificial.</P><br />
<P>Na Conferência Mundial de Inteligência Artificial, que arrancou hoje em Xangai, o Presidente chinês, Xi Jinping, defendeu que a IA &#8220;não deve ser dominada por um único país&#8221; e apelou ao reforço da cooperação internacional, enquanto representantes de 29 países assinaram o acordo que cria a Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial (Waico), um organismo intergovernamental com sede naquela cidade.</P><br />
<P>Apesar da rivalidade entre as duas maiores economias do mundo, Kennedy disse que continuam a existir áreas onde a cooperação será inevitável, referindo o mecanismo bilateral sobre inteligência artificial anunciado pelos dois países em maio.</P><br />
<P>&#8220;Há muitas áreas em que os Estados Unidos e a China têm um interesse comum em garantir que a inteligência artificial seja utilizada para o bem e não para o mal. Isso inclui os &#8216;deepfakes&#8217;, o cibercrime, a saúde, o envelhecimento e muitas outras questões&#8221;, apontou. &#8220;Existem muitas oportunidades de cooperação&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790473]]></sapo:autor>
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		<title>Parlamento encerra hoje trabalhos com votações decisivas sobre TVDE, táxis e &#8216;lei da burca&#8217;</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/parlamento-encerra-hoje-trabalhos-com-votacoes-decisivas-sobre-tvde-taxis-e-lei-da-burca/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 05:45:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Assembleia da República realiza esta sexta-feira aquela que deverá ser a última sessão legislativa antes das férias parlamentares.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Assembleia da República realiza esta sexta-feira aquela que deverá ser a última sessão legislativa antes das férias parlamentares, com os deputados chamados a decidir dois dos diplomas mais discutidos dos últimos meses: a maior revisão de sempre do regime jurídico dos TVDE, quase oito anos após a entrada em vigor da chamada &#8220;lei Uber&#8221;, e a proposta que proíbe a ocultação do rosto em espaços públicos por motivos de segurança, religião, género, idade ou origem, conhecida como &#8220;lei das burcas&#8221;.</p>
<p>Caso sejam aprovados em votação final global, ambos os diplomas seguem para redação final e, posteriormente, para o Presidente da República. Caberá depois a António José Seguro decidir se promulga os textos, se exerce o direito de veto político ou se solicita ao Tribunal Constitucional a fiscalização preventiva da constitucionalidade.</p>
<p><strong>TVDE prepara maior revisão desde 2018</strong><br />
No caso do regime jurídico dos TVDE, a revisão representa a alteração mais profunda desde a entrada em vigor da Lei n.º 45/2018, em novembro desse ano.</p>
<p>O diploma resulta de vários meses de discussão parlamentar, dezenas de audições na Comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação e da apreciação dos projetos apresentados por PSD e CDS-PP.</p>
<p>Apesar de a Iniciativa Liberal ter solicitado a repetição da votação de vários artigos na especialidade, após as deliberações de 8 de julho, todas as propostas acabaram rejeitadas, mantendo-se o texto aprovado pela comissão, que agora será submetido à votação final.</p>
<p><strong>Táxis passam a poder operar através das plataformas</strong><br />
Uma das alterações que mais controvérsia gerou durante todo o processo legislativo é a integração do setor do táxi no regime dos TVDE.</p>
<p>O novo diploma prevê que os táxis possam ser registados para exercer atividade através das plataformas eletrónicas, desde que cumpram todos os requisitos aplicáveis aos veículos TVDE e estejam inscritos junto de um gestor de plataforma eletrónica licenciado.</p>
<p>A solução encontrou resistência durante as audições parlamentares.</p>
<p>Tanto a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) como o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) defenderam que os dois modelos de transporte possuem naturezas distintas e manifestaram oposição à integração dos táxis no mesmo enquadramento legal.</p>
<p>Também a secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias, reconheceu que uma aproximação entre os dois setores levantava desafios relevantes e não deveria comprometer o serviço público assegurado pelos táxis.</p>
<p><strong>Sigla muda e plataformas passam a ter definição própria</strong><br />
A revisão altera igualmente a própria designação do regime.</p>
<p>A sigla TVDE deixará de significar Transporte em Veículos Descaracterizados a partir de Plataforma Eletrónica, passando a designar Transporte Remunerado de Passageiros em Veículos de Disponibilização Eletrónica.</p>
<p>O diploma distingue ainda, de forma mais clara, duas figuras diferentes: o operador TVDE, responsável pelos veículos e motoristas, e o gestor da plataforma eletrónica, correspondente à empresa que gere a aplicação utilizada pelos passageiros.</p>
<p><strong>Dístico permanente e reforço da fiscalização</strong><br />
Outra das novidades prende-se com a identificação dos veículos.</p>
<p>O atual dístico amovível será substituído por um selo permanente, emitido pelo IMT, dotado de mecanismos de segurança antifraude, como elementos holográficos ou tecnologia equivalente, ficando associado ao registo do veículo e visível do exterior.</p>
<p>Os detalhes técnicos, as regras de emissão, substituição, validação e respetivas taxas serão definidos posteriormente através de portaria do Ministério das Infraestruturas e Habitação.</p>
<p>O diploma proíbe igualmente a utilização de contratos de comodato ou usufruto para afetar veículos à atividade de TVDE, salvo nas situações excecionais previstas na lei.</p>
<p><strong>Videogravação passa a ser possível</strong><br />
Entre as alterações aprovadas figura também a possibilidade de instalação facultativa de sistemas de videogravação no interior dos veículos.</p>
<p>A medida, apresentada pelo Chega, apenas poderá ser aplicada mediante consentimento expresso do motorista e do passageiro.</p>
<p>A gravação de som continuará proibida.</p>
<p>As imagens apenas poderão ser consultadas pelas autoridades competentes e terão um prazo máximo de conservação de 30 dias.</p>
<p><strong>Motoristas terão de demonstrar domínio da língua portuguesa</strong><br />
O diploma introduz novas exigências para quem pretenda exercer a profissão.</p>
<p>Os futuros motoristas terão obrigatoriamente de frequentar uma formação inicial mínima de 50 horas, composta por componentes teóricas e práticas, terminando com um exame final de 30 perguntas.</p>
<p>Para obter aprovação será necessário responder corretamente a, pelo menos, 27 questões.</p>
<p>Além disso, passa a ser obrigatório demonstrar um domínio funcional da língua portuguesa, requisito inexistente na legislação atualmente em vigor.</p>
<p><strong>Veículos poderão circular durante mais tempo</strong><br />
Também a idade máxima dos veículos sofrerá alterações.</p>
<p>O limite sobe dos atuais sete anos para dez anos, podendo atingir doze anos no caso dos veículos elétricos.</p>
<p>Segundo os defensores da medida, esta alteração permitirá reduzir os custos de renovação das frotas e acompanhar a evolução tecnológica dos automóveis elétricos.</p>
<p><strong>Plataforma nacional vai cruzar dados</strong><br />
A fiscalização será igualmente reforçada através da criação de uma plataforma eletrónica nacional gerida pelo IMT.</p>
<p>O sistema permitirá cruzar informação sobre operadores, motoristas, veículos, inspeções, seguros e licenças, disponibilizando esses dados ao IMT, AMT, Autoridade Tributária, Segurança Social e forças de segurança.</p>
<p>O objetivo passa por combater a atividade ilegal e reforçar o controlo das obrigações fiscais, contributivas e administrativas.</p>
<p><strong>Emergência, publicidade e novas coimas</strong><br />
O novo regime prevê ainda um sistema de emergência que permitirá contactar as autoridades em tempo real e partilhar automaticamente a localização do veículo sempre que ocorra um incidente.</p>
<p>Outra novidade elimina a proibição de publicidade nos veículos TVDE, permitindo a exploração comercial das viaturas em moldes semelhantes aos atualmente aplicáveis ao setor do táxi.</p>
<p>No plano sancionatório, as coimas máximas para pessoas coletivas passam dos atuais 15 mil euros para 44 mil euros.</p>
<p>Serão igualmente criadas novas infrações relacionadas com licenciamento, fiscalização, partilha de dados e incumprimento das novas obrigações legais.</p>
<p><strong>Tarifas deixam de ter limite máximo</strong><br />
Uma das alterações económicas mais relevantes prende-se com a tarifa dinâmica.</p>
<p>Desaparece o limite legal que impedia que o preço ultrapassasse em mais de 100% a média das 72 horas anteriores.</p>
<p>Os preços passam a ser livremente fixados entre as partes, devendo, segundo o diploma, refletir todos os custos associados ao serviço e respeitar as melhores práticas do setor dos transportes.</p>
<p>Já a comissão cobrada pelas plataformas mantém o limite máximo de 25%, mas passa a incidir sobre o valor da viagem antes da aplicação do IVA, clarificando interpretações divergentes existentes no mercado.</p>
<p><strong>Revisão chega após anos de atraso</strong><br />
A legislação atualmente em vigor previa que fosse avaliada três anos após a sua entrada em vigor.</p>
<p>Essa avaliação foi realizada pelo IMT, em articulação com a AMT.</p>
<p>Embora o relatório tenha ficado concluído em dezembro de 2021, apenas foi tornado público no final de 2022.</p>
<p>Na legislatura anterior, PSD e Iniciativa Liberal chegaram igualmente a apresentar iniciativas para rever a lei, mas a queda do Governo acabou por interromper o processo legislativo.</p>
<p><strong>Lei da ocultação do rosto também vai hoje a votação final</strong><br />
Paralelamente, os deputados deverão também votar hoje, em definitivo, o diploma que proíbe a ocultação do rosto em espaços públicos.</p>
<p>Conhecida inicialmente como &#8220;lei das burcas&#8221;, a proposta sofreu alterações significativas durante a discussão parlamentar e apresenta agora um âmbito mais alargado.</p>
<p>Em vez de se centrar exclusivamente na utilização da burca ou do niqab, o diploma estabelece a proibição da ocultação do rosto em espaços públicos por razões de segurança, mas também quando essa ocultação decorra de motivos relacionados com género, religião, idade ou origem.</p>
<p>A versão final resulta de um entendimento entre PSD e Chega, tendo igualmente recolhido os votos favoráveis da Iniciativa Liberal e do CDS-PP durante os trabalhos na especialidade.</p>
<p><strong>Coimas foram reduzidas face à versão inicial</strong><br />
O texto atualmente em votação prevê sanções inferiores às inicialmente propostas.</p>
<p>Em caso de negligência, as coimas variam entre 150 e 750 euros. Se existir dolo, os valores podem oscilar entre 400 e 3.000 euros.</p>
<p><strong>Constitucionalidade continua a dividir opiniões</strong><br />
O diploma continua, contudo, a suscitar reservas jurídicas.</p>
<p>Quando ainda era candidato à Presidência da República, António José Seguro afirmou, em entrevista à SIC, que leis desta natureza deveriam reunir o maior consenso político possível e sublinhou que a Constituição da República deve ser respeitada, considerando que o seu primeiro dever enquanto Presidente seria garantir o cumprimento da Lei Fundamental.</p>
<p>Também diversas entidades levantaram dúvidas sobre a constitucionalidade da proposta.</p>
<p>A Associação de Mulheres Juristas considera que o diploma viola princípios constitucionais.</p>
<p>Já o presidente da Amnistia Internacional Portugal, João Godinho Martins, defendeu, em entrevista ao Expresso, que ninguém — &#8220;nem o marido, nem a família, nem o vizinho, nem o Estado&#8221; — deve impor a forma como uma mulher se veste, alertando ainda que a nova lei poderá fazer com que mulheres sujeitas a situações de opressão deixem simplesmente de aparecer em espaços públicos, sem resolver o problema de fundo.</p>
<p><strong>Última palavra será do Presidente da República</strong><br />
Se ambos os diplomas obtiverem hoje aprovação final, seguirão para redação final e, posteriormente, serão enviados para Belém.</p>
<p>Nessa fase, caberá ao Presidente da República decidir se promulga a legislação, se devolve os diplomas ao Parlamento através de veto político ou se opta por solicitar ao Tribunal Constitucional uma fiscalização preventiva da constitucionalidade antes da sua eventual entrada em vigor.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790209]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Exames Nacionais e Provas do 9.º ano: Dúvidas sobre afixação de pautas hoje, em dia único de inscrição para a 2.ª fase</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 05:30:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Esta sexta-feira é um dos dias mais aguardados do calendário escolar para milhares de alunos do ensino secundário.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Esta sexta-feira é um dos dias mais aguardados do calendário escolar para milhares de alunos do ensino secundário. Está prevista a divulgação das classificações da primeira fase dos exames nacionais e abre igualmente o prazo para as inscrições na segunda fase, que arranca já na próxima segunda-feira. No entanto, a reta final do processo continua marcada pela incerteza, sobretudo quanto às provas de Português e Matemática A do 12.º ano, cuja correção enfrentou maiores dificuldades, deixando em aberto se todas as pautas poderão, de facto, ser afixadas durante o dia.</p>
<p>O calendário assume um peso ainda maior porque, na sequência do adiamento das classificações decidido pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), os estudantes dispõem apenas desta sexta-feira para formalizar a inscrição na segunda fase dos exames. A situação levanta dúvidas sobre o cumprimento da legislação em vigor, que prevê um prazo de dois dias úteis para esse procedimento, obrigando o Governo a encontrar uma solução legal para acomodar o novo calendário.</p>
<p>Esta sexta-feira está também prevista a divulgação das pautas com as classificações das provas finais da 1.ª fase do 9.º ano, igualmente adiadas pelo MECI devido aos problemas registados no processo de classificação eletrónica. Inicialmente previstas para 14 de julho, as pautas do ensino básico foram reagendadas para hoje depois de a tutela reconhecer que as dificuldades informáticas &#8220;pressionaram o cumprimento do calendário inicialmente previsto&#8221;. O ministério justificou a alteração com a necessidade de garantir a qualidade e o rigor do processo de classificação e de assegurar aos professores o tempo necessário para concluírem a avaliação das provas. Ainda assim, também sobre estas pautas subsistem dúvidas quanto à possibilidade de todas serem afixadas ao longo do dia, face aos constrangimentos que marcaram as últimas semanas.</p>
<p>As alterações foram anunciadas no início de julho, quando o MECI decidiu adiar a publicação das classificações de 14 para 17 de julho e empurrar o início da segunda fase para 20 de julho, mantendo, contudo, inalterado o calendário do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior. As candidaturas ao ensino superior continuam, assim, previstas para começar no dia 20.</p>
<p>Desde então, diretores escolares, professores e alunos têm alertado para os constrangimentos criados pela alteração das datas. O principal problema prende-se precisamente com o reduzido prazo disponível para os estudantes decidirem se pretendem repetir exames ou melhorar classificações, numa altura em que muitas famílias também têm férias marcadas e as escolas continuam a organizar o encerramento do ano letivo e a preparação do próximo.</p>
<p>À incerteza juntou-se ainda a polémica em torno da classificação digital das provas, que marcou toda a primeira fase dos exames nacionais. Problemas técnicos na plataforma utilizada, atrasos sucessivos e dificuldades na distribuição e validação das respostas obrigaram a sucessivos ajustamentos do calendário.</p>
<p>Na véspera da divulgação das notas, o ministro da Educação, Fernando Alexandre, admitiu que não existia garantia absoluta de que todas as classificações estariam prontas para publicação. O governante revelou que 99,3% das respostas já tinham sido corrigidas, mas reconheceu que permaneciam centenas de respostas por validar, sobretudo em algumas disciplinas.</p>
<p>&#8220;Estamos a aguardar a conclusão da correção de algumas provas e, de acordo com o Júri Nacional de Exames, estamos com dificuldades em conseguir que haja professores classificadores para algumas provas&#8221;, afirmou o ministro, apelando à colaboração dos docentes para concluir o processo.</p>
<p>Fernando Alexandre especificou que persistiam dificuldades particularmente nas provas de Português e Matemática, admitindo que ainda estavam a ser distribuídos exames para classificação. Referiu igualmente que faltavam corrigir 373 respostas do exame de Físico-Química A do 11.º ano e outras 584 de Biologia e Geologia, apesar de dezenas de milhares de respostas dessas disciplinas já terem sido concluídas.</p>
<p>O governante reconheceu também que todo o processo &#8220;correu mal&#8221;, assegurando que será realizada uma auditoria para apurar responsabilidades e identificar as falhas verificadas na implementação da classificação digital.</p>
<p><strong>Diretores esperam que o processo &#8220;não morra na praia&#8221;</strong><br />
Em declarações exclusivas à Executive Digest, o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, considera que o Ministério da Educação está agora concentrado em cumprir o objetivo essencial: permitir que as escolas consigam afixar hoje as pautas.</p>
<p>&#8220;O ministro da Educação quer dar tudo por tudo para atingir o grande objetivo. Qual é o grande objetivo? É no dia 17 os diretores poderem fixar as pautas. Ou seja, ele não quer que este processo morra na praia&#8221;, afirmou.</p>
<p>O responsável admite que o processo de classificação digital ficou marcado por sucessivos adiamentos e reconhece que os professores classificadores têm realizado um esforço extraordinário.</p>
<p>&#8220;Os professores classificadores estão a dar o litro. Estão a ter um trabalho muitas vezes desumano, fora de horas, aos fins de semana e até altas horas da madrugada para conseguirem classificar as provas&#8221;, sublinhou.</p>
<p>Ainda assim, Filinto Lima espera que os problemas fiquem ultrapassados antes do início da segunda fase.</p>
<p>&#8220;Espero que na segunda fase, que começa já para a semana, as coisas corram a 100%. O modelo veio para ficar e, segundo os próprios classificadores, é um modelo muito bom. O problema não foi o modelo, foi a infraestrutura que o suportou&#8221;, afirmou.</p>
<p><strong>Plataforma continua no centro das críticas</strong><br />
O dirigente da ANDAEP considera que as principais falhas estiveram relacionadas com a digitalização das provas e com a plataforma tecnológica utilizada, rejeitando responsabilidades das escolas ou dos docentes.</p>
<p>&#8220;A comunicação tem apontado demasiadas vezes o dedo às escolas e aos professores classificadores. Quem falhou foi o processo de digitalização e a plataforma. As escolas não tiveram qualquer espécie de falha no meio desta situação&#8221;, afirmou.</p>
<p>Filinto Lima considera ainda que a transição da experiência-piloto realizada no ano passado para a utilização generalizada da plataforma representou um salto demasiado ambicioso.</p>
<p>&#8220;O ano passado foram cerca de 20 mil provas de Filosofia. Este ano passou-se para mais de 300 mil provas e milhões de páginas digitalizadas. Foi um salto muito grande e muito arriscado&#8221;, observou.</p>
<p>Na sua perspetiva, uma implementação faseada teria permitido reduzir muitos dos problemas agora verificados.</p>
<p><strong>Alunos enfrentam apenas um dia para decidir</strong><br />
Além da ansiedade em torno das classificações, os estudantes enfrentam agora outro desafio: decidir, praticamente de imediato, se pretendem inscrever-se na segunda fase.</p>
<p>Quando o novo calendário foi anunciado, Filinto Lima alertou que a legislação prevê um prazo de dois dias úteis para a inscrição dos alunos, algo que deixou de ser possível com o adiamento das classificações.</p>
<p>&#8220;O maior problema é precisamente esse. Os prazos previstos não vão ser cumpridos e terá de existir uma alteração legislativa&#8221;, alertou então.</p>
<p>A situação poderá ainda refletir-se no número de pedidos de reapreciação das provas.</p>
<p>Segundo o presidente da ANDAEP, é expectável um aumento significativo dos recursos apresentados pelos alunos.</p>
<p>&#8220;O normal é cerca de 2% dos alunos pedirem reapreciação. Acho que este ano esse número vai aumentar bastante&#8221;, antecipou.</p>
<p><strong>Reunião habitual de homologação das notas não aconteceu</strong><br />
Entretanto, a CNN Portugal revelou que, pela primeira vez desde 1999, não foi realizada a habitual reunião de balanço e homologação das classificações dos exames nacionais entre o presidente do Júri Nacional de Exames (JNE), os coordenadores regionais e representantes da Inspeção-Geral da Educação.</p>
<p>Segundo uma fonte conhecedora do processo citada pela estação televisiva, nenhum coordenador regional foi convocado para esse encontro, tradicionalmente realizado antes da autorização para afixação das pautas.</p>
<p>Embora essa reunião não seja obrigatória por lei, a mesma fonte considera que se tratava de uma prática consolidada ao longo de muitos anos e que permitia analisar o funcionamento do processo e preparar melhorias para a segunda fase.</p>
<p>A mesma fonte afirmou ainda que os serviços terão alertado previamente a tutela para os riscos associados à generalização da classificação digital já neste ano letivo.</p>
<p><strong>Concurso ao ensino superior mantém calendário</strong><br />
Apesar de toda a polémica em torno dos exames nacionais, o Ministério da Educação decidiu manter inalterado o calendário do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior.</p>
<p>Assim, as candidaturas continuam previstas para arrancar na segunda-feira, 20 de julho, coincidindo com o primeiro dia da segunda fase dos exames nacionais.</p>
<p>Ao anunciar as alterações ao calendário, o MECI lamentou &#8220;os eventuais transtornos&#8221; provocados a alunos, famílias, professores classificadores e escolas, reiterando que a prioridade passou por concluir o processo de classificação e garantir o normal funcionamento das provas seguintes.</p>
<p>Agora, todas as atenções concentram-se nesta sexta-feira. O objetivo assumido pelo Governo é que sejam finalmente afixadas as pautas das provas finais do 9.º ano e as classificações da primeira fase dos exames nacionais do ensino secundário, permitindo que dezenas de milhares de alunos conheçam os resultados aguardados há vários dias. Ainda assim, permanece a dúvida sobre se todas as disciplinas conseguirão cumprir o calendário previsto, sobretudo nos exames de Português e Matemática A do 12.º ano, que enfrentaram maiores constrangimentos durante o processo de classificação, podendo alguns estudantes ter ainda de esperar mais tempo para conhecer resultados decisivos para o acesso ao ensino superior.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787108]]></sapo:autor>
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		<title>Portugal despede-se da frescura atlântica: temperaturas voltam a rondar os 40ºC já nos próximos dias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 05:15:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Calor]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Depois de vários dias em que Portugal continental escapou às temperaturas extremas que têm assolado grande parte da Europa, o cenário meteorológico começa a mudar. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de vários dias em que Portugal continental escapou às temperaturas extremas que têm assolado grande parte da Europa, o cenário meteorológico começa a mudar. A previsão para esta sexta-feira aponta ainda para tempo relativamente ameno para a época do ano, mas o fim de semana marcará o regresso gradual do calor, sobretudo nas regiões do interior, onde no domingo os termómetros poderão voltar a ultrapassar os 35 ºC e aproximar-se dos 40 ºC em alguns locais.</p>
<p>Nas últimas semanas, Portugal destacou-se como uma exceção no panorama europeu. Enquanto países como Espanha, França e Itália enfrentaram sucessivas vagas de calor e temperaturas extremamente elevadas, o território continental português beneficiou de uma circulação atmosférica que manteve o ar mais fresco, especialmente nas regiões costeiras. Contudo, esse padrão está prestes a alterar-se.</p>
<p><strong>Sexta-feira ainda será marcada por temperaturas abaixo do normal</strong><br />
Para esta sexta-feira, mantém-se a influência da denominada &#8220;frescura atlântica&#8221;, responsável por manter as temperaturas abaixo da média climatológica para esta altura do ano.</p>
<p>Segundo a análise meteorológica, as anomalias térmicas continuam negativas, situando-se entre 1 e 3 graus Celsius abaixo dos valores habituais para julho. Mesmo nas zonas tradicionalmente mais quentes, as temperaturas máximas deverão permanecer abaixo da barreira dos 35 ºC.</p>
<p>No litoral continental, as máximas deverão oscilar entre os 19 ºC e os 28 ºC, enquanto no interior são esperados valores entre os 28 ºC e os 34 ºC, mantendo um ambiente significativamente mais fresco do que aquele registado em vastas regiões da Europa Ocidental e mediterrânica.</p>
<p><strong>Porque Portugal tem escapado ao calor extremo</strong><br />
A explicação para este comportamento atmosférico encontra-se na persistência de depressões isoladas em altitude — vulgarmente conhecidas como bolsas de ar frio — posicionadas a oeste da Península Ibérica.</p>
<p>Ao longo das últimas semanas, estas depressões têm permanecido praticamente estacionárias, condicionando a circulação atmosférica e favorecendo a entrada de massas de ar tropical marítimo provenientes do Atlântico para Portugal continental.</p>
<p>Em simultâneo, esta mesma configuração atmosférica tem empurrado o ar extremamente quente e seco oriundo do Norte de África para a metade oriental da Península Ibérica e para vários países banhados pelo Mediterrâneo, nomeadamente Espanha, França e Itália.</p>
<p>Os especialistas explicam que a posição destas bolsas de ar frio é determinante para a distribuição das massas de ar. Quando permanecem mais a leste, Portugal beneficia da influência marítima, enquanto o calor intenso se concentra sobretudo nas regiões mediterrânicas. Pelo contrário, quando estas depressões se deslocam para oeste, aumenta significativamente a probabilidade de episódios de calor intenso em território nacional.</p>
<p><strong>Atlântico, nortada e upwelling ajudam a conter o calor</strong><br />
Além da circulação atmosférica, existem outros fatores que têm contribuído para manter Portugal relativamente fresco.</p>
<p>A influência direta do oceano Atlântico, a habitual nortada de verão e o fenómeno de upwelling — que consiste na subida de águas frias das camadas profundas do oceano para a superfície — têm desempenhado um papel importante, sobretudo ao longo da faixa litoral.</p>
<p>Esta combinação impede que o aquecimento seja tão acentuado como acontece em regiões mais afastadas do mar.</p>
<p>Mesmo nas zonas do interior, habitualmente mais quentes durante o verão, a reduzida largura do território português — cerca de 200 quilómetros entre a costa e a fronteira em muitos pontos — permite que a influência marítima continue a moderar as temperaturas.</p>
<p>É precisamente este conjunto de fatores que explica o contraste térmico observado nas últimas semanas entre Portugal continental e regiões como o leste de Espanha, o sul de França, as Baleares, a Córsega, a Sardenha ou diversas zonas de Itália, onde o calor tem atingido valores bastante superiores.</p>
<p><strong>Mudança começa já no sábado</strong><br />
A previsão aponta, contudo, para uma alteração gradual deste padrão atmosférico durante o fim de semana.</p>
<p>No sábado, dia 18 de julho, deverá iniciar-se uma subida das temperaturas, embora ainda relativamente moderada.</p>
<p>O aquecimento será mais evidente nas regiões do interior, enquanto o litoral continuará a beneficiar da proximidade ao Atlântico, mantendo temperaturas mais agradáveis.</p>
<p>Ainda assim, os modelos meteorológicos indicam que o aumento da temperatura será o primeiro sinal de uma mudança mais significativa prevista para o dia seguinte.</p>
<p><strong>Domingo poderá voltar a trazer temperaturas entre 35 ºC e 40 ºC</strong><br />
Será no domingo, dia 19 de julho, que a subida das temperaturas se fará sentir com maior intensidade.</p>
<p>As previsões apontam para máximas entre os 35 ºC e os 40 ºC em diversas regiões do país, especialmente nos vales do Douro e do Guadiana, na Beira Alta, na Beira Baixa, em grande parte do Alentejo e também no Sotavento Algarvio.</p>
<p>O interior Norte e o Algarve destacam-se como as zonas onde as temperaturas deverão apresentar os desvios mais significativos face aos valores habituais para esta época do ano.</p>
<p>Os mapas de anomalia térmica apontam para valores entre 2 e 4 graus acima da média climatológica, podendo atingir localmente desvios entre 5 e 6 graus no interior Norte e chegar aos 9 graus acima do normal em alguns pontos do Algarve.</p>
<p><strong>Nem todo o país aquecerá da mesma forma</strong><br />
Apesar da subida generalizada das temperaturas, nem todas as regiões sentirão o calor da mesma maneira.</p>
<p>A faixa costeira ocidental continuará relativamente protegida pela influência marítima.</p>
<p>Em particular, o litoral Norte, entre Viana do Castelo e Ovar, deverá manter temperaturas inferiores às registadas no restante território, continuando a apresentar condições mais frescas do que o habitual para esta altura do verão.</p>
<p><strong>Nova configuração atmosférica explica o regresso do calor</strong><br />
A mudança prevista para o fim de semana resulta da alteração da circulação atmosférica que dominou as últimas semanas.</p>
<p>A bolsa de ar frio responsável pela entrada de ar marítimo deverá afastar-se gradualmente, permitindo o fortalecimento de uma crista anticiclónica sobre o Atlântico Norte.</p>
<p>Ao mesmo tempo, uma massa de ar mais quente e seca aproximar-se-á de Portugal continental, proveniente do interior da Península Ibérica e alimentada, numa fase inicial, por ar quente oriundo do Norte de África.</p>
<p>Esta nova configuração favorecerá um aumento progressivo das temperaturas, sobretudo no interior do país, marcando o fim do período em que Portugal funcionou como um verdadeiro &#8220;oásis&#8221; de frescura face ao calor extremo sentido em grande parte da Europa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790207]]></sapo:autor>
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		<title>Vice-primeiro-ministro de Timor-Leste desafia empresários a investirem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 05:12:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O vice-primeiro-ministro e ministro coordenador dos Assuntos Sociais timorense, Mariano Assanami Sabino, desafiou hoje os empresários timorenses a realizarem investimentos e criticou os membros do Governo que não assumem o papel de verdadeiros servidores do Estado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O vice-primeiro-ministro e ministro coordenador dos Assuntos Sociais timorense, Mariano Assanami Sabino, desafiou hoje os empresários timorenses a realizarem investimentos e criticou os membros do Governo que não assumem o papel de verdadeiros servidores do Estado.</P><br />
<P>&#8220;Para os empresários que têm muitos projetos de investimento, não aproveitem o dinheiro para passear, andar de um lado para o outro, construir casas grandes ou comprar apenas carros bons, como se já fossem grandes patrões&#8221;, disse Assanami Sabino.</P><br />
<P>Segundo o governante, muitos empresários timorenses continuam demasiado dependentes dos projetos do Governo ou do Estado, o que, salientou, não representa uma classe empresarial verdadeiramente rica.</P><br />
<P>O vice-primeiro-ministro incentivou a que sejam feitos investimentos em setores estratégicos para que Timor-Leste não dependa de estrangeiros.</P><br />
<P>&#8220;A nossa soberania está nas nossas próprias mãos, com o nosso dinheiro. Temos de investir, temos de criar, temos de ser nós os autores da nossa própria soberania&#8221;, afirmou Mariano Assanami Sabino.</P><br />
<P>O também líder do Partido Democrático, na coligação no Governo, pediu também aos seus colegas para apoiarem os investidores.</P><br />
<P>&#8220;Os membros do Governo são servidores das pessoas. Quando chegam grandes investimentos para fazer alguma coisa, devem ir ao terreno, receber e acompanhar. Não podem ficar sentados nos seus gabinetes e dificultar a receção dos investidores. O tempo não espera, não podemos estar ocupados com coisas que não sabemos se têm importância&#8221;, salientou.</P><br />
<P>Segundo o vice-primeiro-ministro, ser servidor público significa descer ao terreno, observar, avaliar e apoiar aqueles que fazem bem.</P><br />
<P>&#8220;Ser servidor é isso. Ser eleito pelo povo é para trabalhar. Não é vestir um fato, nem andar apenas com bons carros de um lado para o outro&#8221;, concluiu.</P><br />
<P>Mariano Assanami Sabino falava durante a cerimónia de inauguração e lançamento da operação de três barcos de pesca, denominados Kablaki, Paitchau e Maubai.</P><br />
<P>As embarcações foram compradas pelo Conselho dos Combatentes da Libertação Nacional a partir de um fundo criado pelos veteranos em 2020 para desenvolver o setor das pescas no país.</P><br />
<P>Com aquele fundo, os veteranos criaram também o Banco do Nosso Futuro (BNF), oficinas para arranjo de viaturas, uma alfaiataria, entre outros investimentos.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790472]]></sapo:autor>
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		<title>Termina hoje campanha eleitoral das presidenciais em São Tomé e Príncipe</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 04:50:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[São Tomé e Príncipe vive hoje o último dia de campanha eleitoral para as presidenciais marcadas para domingo, com o sábado reservado como dia de reflexão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>São Tomé e Príncipe vive hoje o último dia de campanha eleitoral para as presidenciais marcadas para domingo, com o sábado reservado como dia de reflexão.</P><br />
<P>Com dois dos quatro candidatos sem praticamente qualquer atividade de campanha pelo menos na última semana, as atenções viram-se para os comícios finais de Nito d&#8217;Abreu, apoiado pela Ação Democrática Independente (ADI), e Carlos Vila Nova, que tenta a reeleição com o apoio do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe.</P><br />
<P>Ambos encerram a campanha com comícios agendados para a capital do país, num momento em que todas as missões de observação eleitoral se encontram no terreno, com destaque para a União Europeia, União Africana e Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. </P><br />
<P>O Tribunal Constitucional são-tomense admitiu cinco candidatos às presidenciais de 19 de julho: Eugénio Rodrigues da Trindade Tiny, Nito de Sousa Viegas D&#8217;Abreu, Miques João do Nascimento de Jesus Bonfim, Carlos Manuel Vila Nova, que se recandidata ao cargo, e Jorge Bom Jesus, que anunciou a sua desistência já fora do prazo legal.</P><br />
<P>Segundo a Comissão Eleitoral Nacional (CEN), os dados definitivos do recenseamento eleitoral automático registaram 142.191 eleitores, dos quais 121.670 estão em São Tomé e Príncipe e 20.521 na diáspora, nomeadamente 15.917 em cinco países da Europa, e 5.324 em quatro países de África.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790471]]></sapo:autor>
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		<title>Guterres alerta contra controlo da IA por &#8220;um punhado de países ou empresas&#8221;</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/guterres-alerta-contra-controlo-da-ia-por-um-punhado-de-paises-ou-empresas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 04:30:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou hoje para que não se permita a "um punhado de países ou empresas" controlar o futuro da inteligência artificial (IA), sublinhando que deve ser a humanidade a "moldar" essa tecnologia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou hoje para que não se permita a &#8220;um punhado de países ou empresas&#8221; controlar o futuro da inteligência artificial (IA), sublinhando que deve ser a humanidade a &#8220;moldar&#8221; essa tecnologia.</P><br />
<P>O dirigente português fez este apelo durante um discurso na inauguração da Conferência Mundial de Inteligência Artificial (WAIC, na sigla em inglês), o principal evento deste setor emergente na China, que decorre até segunda-feira em Xangai.</P><br />
<P>&#8220;A IA pode ser uma das maiores oportunidades para a humanidade no século XXI, mas também poderá ser um dos seus maiores riscos. (&#8230;) A tecnologia deve estar ao serviço das pessoas e não o contrário&#8221;, advertiu Guterres.</P><br />
<P>Na sua perspetiva, os riscos concentram-se na ameaça de &#8220;desigualdades ainda maiores&#8221; em matéria de rendimento, oportunidades ou segurança: &#8220;Não podemos permitir que isso aconteça. O desafio que enfrentamos é garantir que a IA se torne uma força para maior inclusão e para o progresso comum&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Um terço da humanidade continua desconectada. Muitos países ainda enfrentam lacunas de conectividade, infraestrutura e acesso à energia. A capacidade de computação, os recursos de dados e os conhecimentos técnicos permanecem concentrados&#8221;, detalhou o representante da ONU.</P><br />
<P>Neste sentido, Guterres pediu &#8220;apoio total&#8221; aos líderes presentes para iniciativas da ONU, como uma rede global de intercâmbio e cooperação na construção de capacidades em IA ou um fundo global para essa tecnologia.</P><br />
<P>O objetivo do português é que a tecnologia &#8220;seja construída com países em desenvolvimento para países em desenvolvimento&#8221;. &#8220;Isso significa modelos abertos que os países possam adotar, capacidade de computação que possam suportar e formação para as pessoas que a irão utilizar&#8221;, explicou.</P><br />
<P>O secretário-geral da ONU manifestou esperança de que a IA seja uma ferramenta essencial para os objetivos de desenvolvimento sustentável, ao &#8220;acelerar os avanços médicos, transformar a educação, reforçar os sistemas alimentares e a produtividade agrícola ou impulsionar novas indústrias e criar empregos dignos&#8221;.</P><br />
<P>Ainda assim, defendeu a necessidade de regular a segurança desta tecnologia: &#8220;Os sistemas que atravessam fronteiras precisam de normas que atravessem fronteiras&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Precisamos de uma governação inclusiva, interligada e enraizada no direito internacional. Os direitos humanos devem ser protegidos. Os humanos devem manter o controlo sobre qualquer decisão de vida ou morte. E nenhum sistema de IA deve ser colocado nas mãos de uma criança antes de se demonstrar que é seguro&#8221;, enumerou.</P><br />
<P>Por fim, Guterres abordou a crescente procura energética derivada do avanço da IA, exigindo que &#8220;todas as grandes empresas de IA revelem a pegada ambiental completa dos seus sistemas e que os alimentem com energias renováveis antes de 2030&#8221;.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790470]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Xi Jinping pede governação global da IA e rejeita domínio de um só país</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/xi-jinping-pede-governacao-global-da-ia-e-rejeita-dominio-de-um-so-pais/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 04:14:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente chinês, Xi Jinping, defendeu hoje que a inteligência artificial não deve ser dominada por um único país e apelou ao reforço da cooperação internacional na governação desta tecnologia, na abertura da Conferência Mundial de Inteligência Artificial.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Presidente chinês, Xi Jinping, defendeu hoje que a inteligência artificial não deve ser dominada por um único país e apelou ao reforço da cooperação internacional na governação desta tecnologia, na abertura da Conferência Mundial de Inteligência Artificial.</P><br />
<P>Na sessão de abertura da Conferência Mundial de Inteligência Artificial (WAIC, na sigla em inglês), em Xangai, Xi afirmou que &#8220;o desenvolvimento da IA não deve ser um espetáculo a solo de um único país, mas uma sinfonia de cooperação internacional&#8221;.</P><br />
<P>O chefe de Estado chinês acrescentou que os países devem &#8220;opor-se conjuntamente ao alargamento excessivo do conceito de segurança nacional no domínio da IA ou à colocação da segurança de um país acima da dos restantes&#8221;.</P><br />
<P>As declarações surgem num contexto de crescente competição entre Pequim e Washington pela liderança em inteligência artificial. </P><br />
<P>Os Estados Unidos e a União Europeia impuseram restrições à exportação de tecnologias avançadas para a China por motivos de segurança nacional, enquanto empresas chinesas têm reduzido a distância relativamente às congéneres norte-americanas no desenvolvimento de modelos de IA, apostando em soluções de menor custo.</P><br />
<P>Xi defendeu igualmente a criação de leis e regulamentos, mecanismos de supervisão tecnológica, sistemas de alerta precoce e resposta de emergência para garantir que &#8220;a IA permaneça sempre sob controlo humano&#8221;, reiterando a necessidade de uma abordagem &#8220;centrada nas pessoas&#8221;.</P><br />
<P>Na véspera, representantes de 29 países, incluindo a Rússia, o Paquistão e a Indonésia, assinaram, também em Xangai, o acordo que cria a Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial (Waico, na sigla em inglês), um organismo intergovernamental promovido por Pequim para reforçar a cooperação internacional e a governação global da IA.</P><br />
<P>Com sede em Xangai, a nova organização pretende promover a consulta e a colaboração entre os Estados-membros para assegurar um desenvolvimento &#8220;saudável e ordenado&#8221; da inteligência artificial.</P><br />
<P>A conferência, que decorre durante quatro dias, reúne mais de mil empresas chinesas de tecnologia, além de responsáveis políticos, investigadores e representantes da indústria.</P><br />
<P>Entre os participantes encontram-se o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, o primeiro-ministro do Camboja, Hun Manet, e o vice-primeiro-ministro da Tailândia, Anutin Charnvirakul.</P><br />
<P>Durante o evento serão apresentados cerca de 3.000 produtos ligados à inteligência artificial, incluindo novos sistemas de computação, semicondutores especializados, agentes autónomos de IA e dispositivos móveis equipados com aplicações capazes de executar tarefas sem intervenção humana.</P><br />
<P>A IA tornou-se um dos pilares da estratégia industrial chinesa, apoiada por fortes investimentos estatais para desenvolver um ecossistema nacional, desde a produção de semicondutores até às aplicações comerciais.</P><br />
<P>Segundo dados oficiais chineses, o mercado nacional de inteligência artificial atingiu 1,2 biliões de yuan (154 mil milhões de euros) em 2025 e deverá crescer mais de 30% este ano.</P><br />
<P>A Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) indicou que a China liderou o número de pedidos de patentes relacionadas com IA generativa entre 2024 e 2025, com mais de 43.000 registos.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790469]]></sapo:autor>
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		<title>Exames: Milhares de alunos esperam receber hoje as notas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 04:10:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Milhares de alunos do ensino secundário aguardam hoje pela divulgação das notas dos exames nacionais, mas a afixação das pautas depende da classificação de todas as provas, um processo marcado por atrasos, problemas técnicos e falta de classificadores.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Milhares de alunos do ensino secundário aguardam hoje pela divulgação das notas dos exames nacionais, mas a afixação das pautas depende da classificação de todas as provas, um processo marcado por atrasos, problemas técnicos e falta de classificadores.</P><br />
<P>A possibilidade de as pautas não serem afixadas durante o dia de hoje chegou a ser admitida pelo ministro da Educação na véspera, quando faltavam avaliar 0,5% das respostas, mas Fernando Alexandre acabou por se mostrar confiante de que seriam afixadas durante a tarde de hoje.</P><br />
<P>&#8220;Tivemos uma excelente recetividade [dos professores], as avaliações estão a decorrer e estamos muito confiantes que amanhã [sexta-feira] à tarde publicaremos as notas de todas as disciplinas&#8221;, declarou aos jornalistas no final do debate sobre o estado da nação.</P><br />
<P>No dia em que centenas de milhares de alunos esperam ver afixados os seus resultados, o ministro da Educação estará no parlamento, para um debate de urgência, requerido pelo PCP, sobre os exames nacionais. </P><br />
<P>Com mais de 300 mil provas realizadas em papel, a implementação do processo de classificação digital, que acontece pela primeira vez, implicou a digitalização de milhões de folhas de resposta, posteriormente distribuídas pelos professores para classificação.</P><br />
<P>Os problemas começaram a surgir, desde logo, com o exame de Português &#8212; o primeiro realizado pelos alunos &#8212; que tardou a chegar aos classificadores por &#8220;dificuldades técnicas&#8221;, segundo o Júri Nacional de Exames (JNE).</P><br />
<P>Aos primeiros atrasos na disponibilização das provas, seguiram-se relatos de folhas mal digitalizadas, respostas incompletas por falta de folhas de continuação e dificuldades na plataforma de classificação.</P><br />
<P>&#8220;[As dificuldades] estão a ser resolvidas, nós continuamos dentro dos prazos previstos&#8221;, afirmou o ministro da Educação, Ciência e Inovação no dia 29 de junho, seis dias após o arranque do processo de classificação.</P><br />
<P>Na mesma semana, o Governo acabou por anunciar o adiamento da divulgação dos resultados, de 14 para 17 de julho.</P><br />
<P>De acordo com o novo calendário, os professores teriam até às 23:59 do dia 14 de julho para classificar os exames nacionais &#8212; mais quatro dias do que inicialmente previsto &#8211;, mas, a poucas horas do fim do prazo, o Ministério prolongou-o por mais 24 horas.</P><br />
<P>Na altura, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) garantiu que o prolongamento do prazo não punha em causa a afixação das pautas, mas na quinta-feira ainda havia provas por classificar.</P><br />
<P>&#8220;Estamos com dificuldades em conseguir que haja professores classificadores para algumas provas&#8221;, disse Fernando Alexandre na quinta-feira, justificando o atraso na conclusão do processo.</P><br />
<P>Por outro lado, na reta final do processo, os docentes continuavam a receber novos itens para classificar, devido a falhas identificadas durante a verificação e validação do sistema.</P><br />
<P>Entre folhas de continuação com repostas e novas digitalizações, alguns professores tiveram mesmo de classificar itens que já tinham avaliado, merecendo, por isso, um pedido de desculpas por parte do ministro da Educação.</P><br />
<P>Depois da publicação das pautas, os alunos que queiram repetir a avaliação deverão inscrever-se na 2.ª fase, inicialmente prevista para começar a 16 de julho, mas que arranca apenas na tarde de 20 de julho e termina a 24 de julho, em vez de 22 de julho.</P><br />
<P>Poderão também pedir a reapreciação da prova, dispondo de dois dias úteis para formalizar o pedido, após receberem a cópia do exame.</P><br />
<P>Professores e diretores escolares admitem que este ano o número de pedidos possa aumentar, devido aos constrangimentos registados durante o processo de classificação.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790468]]></sapo:autor>
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		<title>Trump acusa Chavez e Maduro de terem tentado manipular eleições dos EUA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 03:48:08 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente dos Estados Unidos alegou que documentos da Agência Central de Inteligência (CIA) indicam que os governos venezuelanos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro tentaram manipular os resultados eleitorais do país entre 2004 e 2020.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Presidente dos Estados Unidos alegou que documentos da Agência Central de Inteligência (CIA) indicam que os governos venezuelanos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro tentaram manipular os resultados eleitorais do país entre 2004 e 2020.</P><br />
<P>&#8220;Existia um complô específico para favorecer enormemente o corrupto regime da Venezuela&#8221;, declarou na quinta-feira Donald Trump num discurso à nação em horário nobre, transmitido a partir da Casa Branca, centrado em alegadas vulnerabilidades do sistema eleitoral norte-americano.</P><br />
<P>De acordo com o chefe de Estado, a acusação assenta em documentos divulgados, na quinta-feira, pela Casa Branca, incluindo uma análise da CIA datada de 29 de junho, baseada em informação recolhida ao longo de quase duas décadas sobre a capacidade de Caracas para manipular eleições através de máquinas de voto eletrónico.</P><br />
<P>O relatório indica que a Venezuela tinha &#8220;provavelmente alguma capacidade&#8221; para manipular sistemas de votação eletrónica dentro do país, incluindo os da empresa britânica Smartmatic, da qual os Estados Unidos se desvincularam em 2007. </P><br />
<P>Contudo, o mesmo relatório sublinha não haver provas definitivas de fraude em larga escala e conclui que nem o Governo venezuelano nem o sistema de automatização de resultados da Smartmatic poderiam alterar eleições fora da Venezuela ou nos Estados Unidos.</P><br />
<P>O documento refere ainda que, antes das presidenciais de 2012, os serviços de inteligência de Chávez trabalharam com o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) e a Smartmatic para &#8220;manipular resultados usando máquinas de votação pré-programadas&#8221;.</P><br />
<P>A Smartmatic cessou operações na Venezuela em 2018, após acusar publicamente o executivo de Maduro de &#8220;inflacionar a participação em mais de um milhão de votos&#8221; nas legislativas de 2017, segundo o relatório da CIA.</P><br />
<P>O mesmo documento cita fontes não identificadas que apontam para um plano, em setembro de 2020, destinado a manipular as eleições para o Congresso dos Estados Unidos, através da substituição de votos legítimos por outros adulterados em máquinas virtuais, mantendo a aparência de autenticidade.</P><br />
<P>Apesar dessas alegações, o relatório sublinha que a &#8220;avaliação base da CIA sobre as eleições de 2012 continua a ser que não ocorreu fraude em larga escala&#8221; e que &#8220;o regime não teve de recorrer a fraude grave para vencer as eleições de dezembro de 2020 para o Congresso&#8221;.</P><br />
<P>Durante o mesmo discurso, Trump voltou a questionar a integridade eleitoral dos Estados Unidos a poucos meses das intercalares, acusando a China de interferir nas presidenciais de 2020 com o roubo de milhões de dados de eleitores, numa eleição que perdeu para Joe Biden e cuja derrota nunca reconheceu.</P><br />
<P>&#8220;Não há nenhum país do terceiro mundo que tenha umas eleições como as que temos nós&#8221;, afirmou o Presidente.</P><br />
<P>Como era esperado, Trump aproveitou a intervenção para pressionar membros do Senado a aprovarem uma lei eleitoral que exige identificação dos votantes e restringe significativamente o voto por correspondência. </P><br />
<P>O projeto encontra-se bloqueado no Senado, sem apoio consensual entre os próprios republicanos para enfrentar a oposição democrata.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790467]]></sapo:autor>
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		<title>China lança organização internacional para governação da IA com 29 países</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 03:36:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A China lançou hoje uma organização internacional de cooperação em inteligência artificial (IA), com a participação inicial de 29 países, numa iniciativa que visa reforçar o papel de Pequim na governação global desta tecnologia emergente.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A China lançou hoje uma organização internacional de cooperação em inteligência artificial (IA), com a participação inicial de 29 países, numa iniciativa que visa reforçar o papel de Pequim na governação global desta tecnologia emergente.</P><br />
<P>Segundo a agência noticiosa oficial chinesa Xinhua, os representantes dos 29 países assinaram, em Xangai (leste), o acordo que cria a Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial (Waico, na sigla em inglês), cuja sede ficará igualmente instalada naquela metrópole chinesa.</P><br />
<P>Entre os países fundadores figuram a Rússia, o Cazaquistão, o Laos, o Paquistão e a Indonésia. A Xinhua e o ministério dos Negócios Estrangeiros da China não divulgaram a lista completa dos participantes, mas a agência russa Sputnik indicou que o Brasil, Cuba e a Venezuela também estiveram representados.</P><br />
<P>O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, participou igualmente na cerimónia de assinatura e deverá discursar hoje na abertura da Conferência Mundial de Inteligência Artificial (WAIC, na sigla em inglês), o principal evento do setor na China.</P><br />
<P>Está também prevista uma intervenção do Presidente chinês, Xi Jinping, que discursará pela primeira vez neste fórum e poderá divulgar mais pormenores sobre o novo organismo.</P><br />
<P>Segundo o acordo fundador, a Waico defenderá os princípios da Carta das Nações Unidas, promoverá consultas alargadas, contribuições conjuntas e benefícios partilhados, adotando uma abordagem centrada nas pessoas.</P><br />
<P>A organização terá como objetivo promover a cooperação internacional e a governação global da IA, procurando assegurar que esta tecnologia seja &#8220;benéfica, segura e justa&#8221;, favorecendo um desenvolvimento &#8220;saudável e ordenado&#8221; em benefício de toda a humanidade, segundo a Xinhua.</P><br />
<P>No ano passado, o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, propôs um plano de ação para a governação global da IA e avançou com a criação de um organismo internacional para coordenar os esforços multilaterais nesta área, embora até agora não tivessem sido divulgados detalhes concretos sobre a iniciativa.</P><br />
<P>Pequim considera a IA uma tecnologia estratégica e, além de preparar avultados investimentos para acelerar o seu desenvolvimento perante a rivalidade tecnológica com os Estados Unidos, tem aprovado regulamentos e iniciativas destinadas a enquadrar o impacto económico e social desta tecnologia.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790466]]></sapo:autor>
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		<title>Líder norte-coreano destaca &#8220;firme vontade&#8221; da China em desenvolver relações bilaterais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 03:31:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O líder norte-coreano, Kim Jong-un, afirmou hoje que a visita do dirigente chinês Wang Huning demonstra a "firme vontade" de Pequim em desenvolver as relações de amizade e cooperação entre os dois países, informou a agência oficial KCNA.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O líder norte-coreano, Kim Jong-un, afirmou hoje que a visita do dirigente chinês Wang Huning demonstra a &#8220;firme vontade&#8221; de Pequim em desenvolver as relações de amizade e cooperação entre os dois países, informou a agência oficial KCNA.</P><br />
<P>O líder norte-coreano, Kim Jong-un, reuniu-se hoje com Wang Huning, principal ideólogo do Presidente chinês, Xi Jinping, numa visita que evidencia o reforço dos contactos entre Pyongyang e Pequim, num contexto de crescente aproximação estratégica entre os dois países.</P><br />
<P>Wang deslocou-se à Coreia do Norte para participar nas comemorações do Tratado de Amizade, Cooperação e Assistência Mútua, assinado em 1961 e considerado um dos pilares formais das relações bilaterais.</P><br />
<P>Segundo a KCNA, Kim afirmou que a visita de Wang, quarto na hierarquia do Comité Permanente do Politburo do Partido Comunista Chinês (PCC), demonstra &#8220;a firme vontade&#8221; de Pequim em desenvolver as &#8220;tradicionais relações de amizade e cooperação&#8221; entre os dois países.</P><br />
<P>A visita ocorre poucos dias depois da deslocação a Pequim do primeiro-ministro norte-coreano, Pak Thae-song, refletindo o reforço dos contactos entre os dois países na sequência da visita de Estado realizada por Xi à Coreia do Norte em junho, a primeira em sete anos.</P><br />
<P>Durante essa deslocação, a China manifestou disponibilidade para reforçar também os intercâmbios militares com Pyongyang, uma formulação que Seul classificou como inédita em declarações públicas. Os comunicados divulgados por Pequim e Pyongyang não fizeram qualquer referência à desnuclearização norte-coreana.</P><br />
<P>A aproximação sino-norte-coreana coincide ainda com o aprofundamento da cooperação entre Pyongyang e Moscovo, levando Pequim a reforçar os esforços para preservar a sua influência sobre o país vizinho.</P><br />
<P>A China continua a ser o principal parceiro político e económico da Coreia do Norte, partilhando uma fronteira com mais de 1.400 quilómetros e desempenhando um papel central no comércio bilateral e no fornecimento de alimentos e energia.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790465]]></sapo:autor>
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		<title>Maradona &#8220;estava em queda livre&#8221; antes da morte &#8211; secretário pessoal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 03:22:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O secretário pessoal de Diego Maradona declarou esta quinta-feira, no julgamento pela morte do ídolo argentino que, um mês antes do morrer, este estava "em queda livre" por problemas de saúde e consumo de álcool em excesso.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O secretário pessoal de Diego Maradona declarou esta quinta-feira, no julgamento pela morte do ídolo argentino que, um mês antes do morrer, este estava &#8220;em queda livre&#8221; por problemas de saúde e consumo de álcool em excesso.</P><br />
<P>Maximiliano Pomargo integrava a equipa liderada pelo advogado e representante de Maradona, Matías Morla, responsável pelas questões pessoais, comerciais e legais da estrela do futebol (1960-2020), tendo começado a trabalhar como secretário pessoal em 2016.</P><br />
<P>Segundo explicou, tratava de tudo, &#8220;desde comprar um par de ténis, até falar com o presidente da FIFA&#8221;.</P><br />
<P>Questionado sobre o estado de saúde do ex-futebolista em outubro de 2020, um mês antes da morte, Pomargo respondeu que &#8220;Diego estava em queda livre&#8221;, dizendo que alertou o médico de família, Leopoldo Luque, para o consumo excessivo de álcool da antiga glória do Boca Juniors e do Napóles.</P><br />
<P>&#8220;Estava a beber muito. Não havia solução. Nesse mês chegou a discutir-se a hipótese de interná-lo à força, falava-se disso&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>O testemunho revelou contradições sobre o tratamento domiciliário a que Maradona foi submetido entre 11 e 25 de novembro de 2020, dia em que morreu. </P><br />
<P>Pomergo negou, inicialmente, ter influência nessa decisão, considerada crucial no desfecho fatal pela acusação, mas, confrontado com mensagens em sentido contrário, disse, posteriormente, que Maradona não queria ser internado e que ele &#8220;nunca teria feito nada contra a vontade de Diego&#8221;.</P><br />
<P>Pomargo disse desconhecer antecedentes cardíacos, mas admitiu saber dos problemas de saúde tornados públicos antes de integrar a equipa, embora não acreditasse nas notícias da imprensa.</P><br />
<P>O então secretário pessoal relatou ainda que, em agosto desse ano, exames médicos revelaram problemas no fígado, acrescentando que disse a &#8220;Luque para o assustar [a Maradona] com isso, para que deixasse de beber&#8221;.</P><br />
<P>Questionado pelo presidente do tribunal, Alberto Gaig, se apenas o vício do álcool tornava a saúde de Maradona frágil, este respondeu que as conversas sobre o estado do antigo jogador giravam sempre em torno desse aspeto.</P><br />
<P>Pomargo contou que, nos últimos dias de vida de Maradona, disse a Luque e à psiquiatra Agustina Cosachov, também acusada, que via o ex-jogador muito inchado e deprimido. </P><br />
<P>O secretário é uma das várias pessoas próximas de Maradona, incluindo filhas, que dias antes da morte notaram uma estranha inflamação.</P><br />
<P>&#8220;Quando avisei da inflamação, Luque disse-me que era porque Diego passava muito tempo deitado&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>Maradona morreu de edema pulmonar agudo, tendo ainda uma insuficiência cardíaca crónica aguda, segundo a autópsia.</P><br />
<P>Além de Luque e Cosachov, também estão a ser julgados por homicídio simples com dolo eventual a coordenadora de cuidados domiciliários da Swiss Medical, Nancy Forlini, o clínico Pedro Di Spagna, o coordenador de enfermeiros Mariano Perroni, o enfermeiro Ricardo Almirón e o psicólogo Carlos Díaz.</P><br />
<P>Carlos Díaz apresentou na quinta-feira um novo depoimento, afirmando que os profissionais responsáveis pela saúde do ex-futebolista não aceitavam as sugestões que este propunha.</P><br />
<P>&#8220;As minhas intenções, as minhas sugestões, pelos vistos não eram bem recebidas&#8221;, disse Díaz, após exibir várias mensagens em que médicos e pessoas próximas de Maradona falavam em afastá-lo do tratamento.</P><br />
<P>Nas trocas de mensagens reveladas, Luque e Pomargo referiam a ideia de &#8220;dar a volta&#8221; ao psicólogo, acusando-o de expô-los perante a família do argentino.</P><br />
<P>Especialista em adições, Díaz relatou que a psiquiatra Agustina Cosachov rejeitou as suas &#8220;sugestões farmacológicas&#8221;, que incluíam um medicamento capaz de provocar uma reação desagradável quando misturado com álcool, para impedir que Maradona bebesse.</P><br />
<P>Questionado sobre a acusação de integrar um suposto plano para acabar com a vida do ex-jogador, respondeu que o seu único plano era oferecer um &#8220;tratamento abstencionista para Maradona&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Não poderia ter feito nada diferente para evitar um quadro cardíaco, não tenho esse tipo de conhecimento&#8221;, acrescentou.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790464]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Jogo VIP em Macau com queda trimestral de 18,8%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 03:05:51 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As receitas vindas dos grandes apostadores, um segmento conhecido em Macau como jogo VIP, desceram 2,6% no segundo trimestre do ano, em termos anuais, e 18,8%, face aos três meses anteriores, de acordo com dados oficiais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>As receitas vindas dos grandes apostadores, um segmento conhecido em Macau como jogo VIP, desceram 2,6% no segundo trimestre do ano, em termos anuais, e 18,8%, face aos três meses anteriores, de acordo com dados oficiais.</P><br />
<P>O bacará VIP, o jogo que representa a totalidade do setor VIP no território, atingiu receitas de 15,9 mil milhões de patacas (1,72 mil milhões de euros) entre abril e junho, anunciou na quinta-feira a Direção de Inspeção e Coordenação de Jogos (DICJ) de Macau.</P><br />
<P>No mesmo período de 2025, as receitas das grandes apostas alcançaram 16,3 mil milhões de patacas (1,76 mil milhões de euros).</P><br />
<P>O valor agora registado representa também uma queda de 18,8% face ao primeiro trimestre de 2026, período em que as receitas deste segmento alcançaram 19,6 mil milhões de patacas (2,05 mil milhões de euros).</P><br />
<P>No entanto, o jogo VIP em Macau continua longe dos picos históricos atingidos antes da pandemia da covid-19.</P><br />
<P>Em 2019, o bacará VIP representava 46,2% das receitas totais dos casinos de Macau. Mas, no segundo trimestre deste ano, ficou-se por uma fatia de 26,1%.</P><br />
<P>As grandes apostas foram afetadas pela detenção do líder da maior empresa angariadora de apostas VIP do mundo, em novembro de 2021.</P><br />
<P>O antigo diretor executivo da Suncity, Alvin Chau Cheok Wa, foi condenado, em janeiro de 2023, a 18 anos de prisão, num caso que fez cair de 85 para 18 o número de licenças de promotores de jogo emitidas em Macau.</P><br />
<P>O número de licenças tem vindo a recuperar e, de acordo com dados da DICJ, totaliza neste momento 29, embora permaneça aquém do limite máximo fixado pelo Governo, que é de 50.</P><br />
<P>Também as receitas do jogo mais popular em Macau, o bacará no chamado mercado de massas, caíram 1,2%, em termos anuais, no segundo trimestre de 2026, alcançando 35,2 mil milhões de patacas (3,8 mil milhões de euros).</P><br />
<P>Capital mundial do jogo, Macau é o único local na China onde o jogo em casino é legal.</P><br />
<P>Operam no território seis concessionárias &#8211; MGM, Galaxy, Venetian, Melco, Wynn e SJM,  &#8211; que renovaram, em dezembro de 2023, o contrato de concessão para os dez anos seguintes e que entrou em vigor a 01 de janeiro de 2024. </P></p>
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		<title>Falha nos motores leva a cancelamento de descolagem de mega-foguetão da SpaceX</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 02:55:17 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O mega-foguetão Starship da SpaceX, que transportava vários satélites avançados, teve o voo de teste cancelado segundos antes da descolagem esta quinta-feira, depois de falhas de ignição em vários dos motores.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O mega-foguetão Starship da SpaceX, que transportava vários satélites avançados, teve o voo de teste cancelado segundos antes da descolagem esta quinta-feira, depois de falhas de ignição em vários dos motores.</P><br />
<P>O fundador e presidente executivo da empresa, Elon Musk, afirmou que dois motores serão substituídos &#8220;para garantir um bom voo&#8221; antes de o Starship descolar do Texas numa viagem suborbital. Será o 13.º voo do Starship, considerado o maior e mais potente foguetão do mundo, com 124 metros de altura e 33 motores principais.</P><br />
<P>A transmissão da SpaceX mostrou o início da ignição três segundos antes da descolagem prevista, filmado por um drone sobre a plataforma. Sem detalhar, os dados que apareciam no ecrã revelaram quatro motores sem funcionar, com os restantes 29 a desligarem-se de imediato, mantendo o foguetão preso à base. Foi a primeira vez que um Starship em escala completa sofreu um cancelamento no último segundo.</P><br />
<P>A equipa de lançamento iniciou de imediato a drenagem do combustível. &#8220;O momento mais provável para o lançamento é no início da próxima semana&#8221;, disse Musk na rede social X.</P><br />
<P>Apesar das condições favoráveis, o sistema automático de lançamento funcionou como previsto ao travar a descolagem, após ter registado que um número insuficiente de motores estavam ativos, o que poderia ter comprometido a missão. O cancelamento ocorreu depois de alguns voos anteriores do Starship terminarem em explosões.</P><br />
<P>O Starship transportava 20 dos mais recentes e avançados satélites Starlink, destinados a serem libertados durante o voo de cerca de uma hora a partir da base da SpaceX junto à fronteira Texas-México. Os satélites iriam tentar comunicar com os Starlink já em órbita e captar imagens do escudo térmico do foguetão.</P><br />
<P>A agência espacial NASA contratou a SpaceX e a Blue Origin, de Jeff Bezos, para desenvolver e operar os módulos lunares que permitirão o regresso humano à superfície lunar após mais de meio século.</P><br />
<P>Ambas as empresas têm de ter os seus módulos &#8212; Starship e Blue Moon &#8212; prontos até ao próximo ano, para que a tripulação da missão Artemis III possa praticar o acoplamento em órbita terrestre. </P><br />
<P>A missão seguinte, Artemis IV, prevista para não antes de 2028, deverá usar um desses módulos para levar dois astronautas à região polar sul da Lua.</P></p>
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