A liquidação de posições em dólares nas últimas semanas parece ter permitido que a moeda norte-americana estabilizasse um pouco após a sua forte liquidação em março. Joana Vieira, Partner da Ebury Portugal, destaca que “esta ligeira recuperação do dólar aconteceu mesmo com o Presidente Trump a continuar a lançar bombas sobre as tarifas, e as ações e o crédito a caírem simultaneamente, à medida que os investidores ficam com medo da possibilidade de uma desaceleração na economia dos EUA.”
Apesar dos receios crescentes, a especialista acredita que “os dados recentes da maior economia do mundo foram dececionantes, mas não desastrosos, e que há razões para acreditar que os receios sobre uma temida recessão são atualmente exagerados.”
Esta semana, o foco dos mercados poderá desviar-se temporariamente das políticas erráticas de Trump e concentrar-se nos anúncios iminentes dos principais bancos centrais. “No intervalo de menos de 24 horas, de quarta a quinta-feira, ouviremos a Reserva Federal, o Banco do Japão, o Banco Nacional Suíço, o Riksbank e o Banco de Inglaterra. Destes, espera-se que apenas o SNB reduza as taxas, mas os mercados acompanharão de perto a reação da Fed e do Banco de Inglaterra à aparente desaceleração experimentada por ambas as economias, se os indicadores recentes forem tidos em conta,” explicou Joana Vieira.
Com os mercados atentos às decisões dos bancos centrais, a volatilidade do dólar poderá continuar a ser influenciada por fatores externos, para além das políticas comerciais dos EUA.














