Com as vacinas da Moderna e da Pfizer «podemos acabar com a pandemia em 2021», defende especialista

Scott Gottlieb, membro do conselho cientifico da Pfizer, defende que a destruidora pandemia do novo coronavírus pode «realmente acabar no próximo ano»

Simone Silva

Scott Gottlieb, membro do conselho cientifico da Pfizer, defendeu, esta segunda-feira, que a destruidora pandemia do novo coronavírus pode «realmente acabar no próximo ano», na sequência dos desenvolvimentos promissores em torno da vacina Covid-19 da Moderna, que se juntam aos da Pfizer, avança a ‘CNBC’.

A empresa de biotecnologia sediada em Massachusetts anunciou esta segunda-feira que a sua vacina contra o coronavírus se mostrou 94,5% eficaz na prevenção da Covid-19, com base em dados preliminares do seu ensaio clínico de fase três.

A notícia chega precisamente uma semana depois de a Pfizer e o seu parceiro alemão BioNTech terem revelado que uma análise provisória mostrou que a sua vacina tinha uma eficácia superior a 90%, no combate ao novo coronavírus.

«Se estes conjuntos de dados se mantiverem, na altura em que os dados completos forem divulgados, podemos ter duas vacinas altamente eficazes contra a Covid-19», disse Gottlieb, que é também ex-comissário da agência norte-americana, ‘Food and Drug Administration’, no governo Trump, em declarações à ‘CNBC’.

O responsável acrescenta ainda que «assim que as vacinas forem oficialmente aprovadas, a junção do facto de que grande parte da população já terá Covid-19, com o fato de que teremos uma vacina altamente eficaz, faz-nos pensar que podemos realmente acabar com a pandemia em 2021, através da nossa tecnologia».

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Recorde-se que a farmacêutica norte-americana Moderna anunciou esta segunda-feira que a sua vacina experimental contra a Covid-19, uma das mais avançadas do mundo, tem uma eficácia de 94,5%, um valor ainda superior aos 90% reportados pela empresa Pfizer há uma semana, segundo o ‘El Pais’.

A Moderna está a realizar um ensaio clínico, que conta com a participação de 30 mil pessoas, em colaboração com os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, sendo que metade metade dos participantes recebeu a vacina e a outra metade uma injeção de água salgada como placebo.

A primeira análise foi realizada após a identificação de 95 infeções sintomáticas, 90 delas no grupo que não recebeu o medicamento. «O mais importante é que em apenas 11 das 95 pessoas que adoeceram, a evolução da doença foi grave, com hospitalização e problemas respiratórios», revela o diretor técnico da Moderna, Juan Andrés, citado pelo jornal espanhol. «Não esperávamos isto nem nos nossos sonhos», acrescentou.

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Já na passada segunda soube-se que a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela farmacêutica Pfizer em conjunto com o grupo BioNTech, mostrou ser 90% eficaz no combate à Covid-19, de acordo com os primeiros resultados provisórios de testes em larga escala, avançou na altura o ‘The Guardian’.

Este pode ser um grande passo para que uma vacina seja finalmente aprovada, uma vez que os ensaios realizados mostraram um desempenho muito superior face aos restantes candidatos e os reguladores já afirmaram por diversas vezes que bastaria que a eficácia fosse de 50% para obter aprovação.

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