Colocar tropas europeias na Gronelândia “faria todo o sentido”, indica principal chefia militar da UE

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, tem afirmado repetidamente que os EUA deveriam assumir o controlo da Gronelândia, considerando “uma necessidade absoluta” e recusou-se a descartar o uso da força militar, o que levantou ondas de choque por toda a Europa

Francisco Laranjeira

A principal autoridade militar da União Europeia defendeu, esta segunda-feira, que “faria todo o sentido” estacionar tropas de países da UE na Gronelândia.

“Na minha opinião, faria todo o sentido não apenas estacionar forças dos EUA na Gronelândia, como é o caso atualmente, mas também considerar estacionar soldados da UE lá”, apontou Robert Brieger, presidente do Comité Militar da União Europeia, o mais alto órgão militar do bloco, ao jornal alemão ‘Welt am Sonntag’.

“Isso enviaria um sinal forte e poderia contribuir para a estabilidade na região”, indicou Brieger, em entrevista. “Em última análise, no entanto, esta é uma decisão política na qual devem ser levados em conta muitos interesses”, acrescentou.

Recorde-se que Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, tem afirmado repetidamente que os EUA deveriam assumir o controlo da Gronelândia, considerando “uma necessidade absoluta” e recusou-se a descartar o uso da força militar, o que levantou ondas de choque por toda a Europa.

Este sábado, a bordo do ‘Air Force One’, Trump retomou o tema, salientando que acredita que Washington vai ganhar o controlo da Gronelândia. Acho que vamos ter isso”, disse, acrescentando que os 57 mil habitantes da ilha gelada “querem estar connosco”.

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No entanto, tanto a primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen e o primeiro-ministro da Gronelândia, Múte B. Eged,e insistiram que a Gronelândia não está à venda. Egede disse que os habitantes locais “não querem ser americanos”.

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