Está marcada uma greve geral em França para dia 5 de dezembro contra a reforma do sistema público de pensões. A mobilização foi convocada por vários sindicatos, mas novos grupos e organizações já demonstraram o seu apoio ao protesto. Segundo a imprensa internacional, estão em curso negociações para que os sindicatos e o movimento coletes amarelos se entendam numa convergencia de lutas. Se assim for, todo o territorio francês ameaça ficar em estado de sitio.
O secretário geral da Confederação Geral do Trabalho (CGT), Philippe Martínez, aplaude a decisão do movimento coletes amarelos de participar na próxima greve geral.
Martínez considera que sindicatos e movimentos sociais ‘têm as mesmas preocupações’, referindo-se à perda do poder de compra dos cidadãos, à defesa do meio ambiente e à luta contra o trabalho precário. O responsável lembrou que este dia de greve “não é reservado a trabalhadores de empresas públicas”, mas “deve ser generalizado a funcionários de todas as empresas”, pois existem “muitos conflitos” em todos os setores, destaca.
“Sabemos que é difícil, mas é necessário juntarmos muitas pessoas, porque este governo, como muitos governos do mundo, só entende mobilizações”, acrescentou.
O movimento coletes amarelos já anunciou que vai estar presente. Pede que os seus seguidores estejam “no centro dessa mobilização, com as suas próprias reivindicações e aspirações, nos seus locais de trabalho ou nas ruas, com os seus coletes claramente visíveis” e sublinhou que este é um momento de “convergência com o mundo do trabalho e a sua rede de milhares de sindicalistas que, como nós, não fazem concessões”.
“Estamos a contar com a greve de 5 de dezembro. Vamos todos unir-nos, quem está sindicalizado e quem não está e os coletes amarelos, para que a economia pare e finalmente consigamos aquilo que pretendemos”, referia um dos seguidores do movimento, esta tarde, nas manifestações que ocorreram em França.
A reforma das pensões é uma promessa de campanha de Macron, que se comprometeu a eliminar os 43 “regimes especiais” de pensões e criar um sistema “universal” com o uso de pontos, no qual “1 euro de contribuição concede os mesmos direitos” para todos os franceses. A implementação deste modelo acabará com regras mais vantajosas para profissionais de diversas áreas.




