Cofres da realeza britânica levam rombo de 21,7 milhões de dólares por causa da Covid-19

A monarquia britânica arrisca-se a perder cerca de 21,7 milhões de dólares, avança a revista “Newsweek”.

A pandemia do novo coronavírus obrigou ao encerramentos dos palácios do Reino Unido, traduzindo-se em quebras significativas nas receitas turísticas.

Os funcionários da família real foram já avisados que se adivinham «tempos muito difíceis», uma vez que as férias no Reino Unido deverão ser canceladas, segundo um comunicado interno a que o jornal britânico “Sun”, citado pela “Newsweek”, teve acesso.

Os próprios britânicos não poderão visitar pontos mundialmente famosos como o Palácio de Buckingham, a residência da rainha em Londres, e o Castelo de Windsor, onde Meghan Markle e o príncipe Harry se casaram há dois anos. O distanciamento social a que a crise pandémica obriga forçou o encerramento de residências reais que geram milhões para os cofres da monarquia britânica, assim como para os seus funcionários.

Os compromissos públicos de Isabel II até 2022 estão, inclusive, a ser revistos, tendo em conta que exigem a sua presença e a rainha, aos 94 anos, faz parte dos grupos de risco da Covid-19.

O Reino Unido regista já 36.393 vítimas mortais associadas à Covid-19 e 254.195  casos confirmados de infecção, segundo os últimos dados do Ministério da Saúde britânico.

O Governo pretende continuar a aliviar o regime de confinamento, estando prevista uma nova fase no início de Junho, na qual é esperada a abertura parcial de escolas primárias e lojas não essenciais.

Aguarda-se também a implementação de um sistema de quarentena de 14 dias a quem chegue do estrangeiro. Os detalhes da medida serão conhecidos esta tarde, durante a conferência de imprensa diária do Governo sobre a Covid-19.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias “France-Presse”, a pandemia de Covid-19 já provocou quase 330 mil mortos e infectou mais de 5,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios. Mais de 1,9 milhões de doentes foram considerados curados pelas autoridades de saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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