O Governo australiano, esta quinta-feira, listou oficialmente o coala como ameaçado de extinção após o declínio do número de espécimes devido ao desmatamento e incêndios florestais catastróficos que reduziram o seu habitat. A ministra do Meio Ambiente, Sussan Ley, aceitou a recomendação do Comité Científico de Espécies Ameaçadas de que as populações de coalas em Queensland, Nova Gales do Sul e do Território da Capital Australiana deveriam ter o seu estatuto de conservação atualizado, dando o reconhecimento que a situação dos coalas tornou-se mais urgente e que os sucessivos Governos australianos não conseguiram reverter as circunstâncias de ameaça desde que foi listado como vulnerável em 2012.
O Governo de Scott Morrison anunciou, em janeiro último, uma verba de 43,71 milhões de euros para ajudar a espécie. O financiamento foi bem recebido por grupos ambientais mas descrito como uma “gota no oceano” se as causas do declínio da espécie não forem abordadas. Sussan Ley garantiu que, além de listado como ameaçado, o Governo planeia adotar um plano nacional de recuperação há muito esperado para o coala.
“O impacto da seca prolongada, seguida pelos incêndios florestais no ‘verão negro’, e os impactos cumulativos de doenças, urbanização e perda de habitat nos últimos 20 anos aumentaram a ameaça”, apontou a responsável política.
Em 2020, um inquérito parlamentar de Nova Gales do Sul descobriu que a espécie seria extinta naquele estado até 2050, a menos que os Governos tomassem medidas urgentes para proteger o seu habitat e reverter o declínio.






