Clã Trump acusa FDA e Pfizer de atrasarem propositadamente anúncio da vacina para o prejudicar

O presidente Donald Trump e o seu filho Donald Trump Jr. afirmam que a Pfizer atrasou deliberadamente o anúncio dos resultados sobre a vacina que se encontram a desenvolver para o prejudicar.

Simone Silva

Donald Trump e o seu filho Donald Trump Jr. afirmam que a Pfizer atrasou deliberadamente o anúncio dos resultados sobre a vacina que se encontram a desenvolver para o prejudicar, tendo esperado até ao término das eleições, segundo o ‘Business Insider’.

Tanto Trump como o seu filho utilizaram o Twitter para especular sobre o momento do anúncio da Pfizer, feito seis dias após o dia das eleições norte-americanas. Embora tenha sido a Pfizer a fazer o anúncio, Trump criticou também a Food and Drug Administration (FDA) e os democratas, que «não queriam que eu conseguisse uma vacina antes das eleições».

«A Pfizer e todos os outros só anunciaram os resultados depois das eleições, porque não tiveram a coragem para fazê-lo antes», afirma Trump acrescentando: «Tal como a FDA devia ter anunciado mais cedo, não por objetivos políticos mas para salvar vidas».

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Por sua vez o filho de Trump também sugeriu num tom irónico que a divulgação apenas nesta altura teria sido propositada. «A altura (da divulgação) é absolutamente fantástica. Nada de nefasto nisto tudo, certo?», questionou também através da mesma rede social.

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O CEO da Pfizer, Albert Bourla, soube dos resultados do teste no domingo, segundo revelou em declarações à CNN, numa entrevista que deu na segunda-feira, acrescentando que ainda não tinha visto os dados pessoalmente. Embora a Pfizer tenha analisado os dados várias vezes durante o teste, ainda não tinha infeções suficientes no seu grupo de teste para tirar conclusões significativas até domingo, disse Bourla.

Quando questionado sobre a «fantástica» altura que a empresa escolheu para divulgar os resultados, o responsável afirmou que a Pfizer simplesmente divulgou-os «quando a ciência nos disse que os dados estavam disponíveis».

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A farmacêutica Pfizer revelou que dados provisórios sobre a vacina contra o novo coronavírus indicam que pode ser eficaz em 90% dos casos e que este mês pedirá o uso em situações de emergência nos Estados Unidos.

O anúncio da farmacêutica deixou os investidores animados e o valor das ações disparou nas bolsas europeias, apesar de a farmacêutica ter salientado que é improvável que qualquer vacina chegue antes do final do ano e que, quando chegar, os fornecimentos iniciais serão racionados.

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