Donald Trump e o seu filho Donald Trump Jr. afirmam que a Pfizer atrasou deliberadamente o anúncio dos resultados sobre a vacina que se encontram a desenvolver para o prejudicar, tendo esperado até ao término das eleições, segundo o ‘Business Insider’.
Tanto Trump como o seu filho utilizaram o Twitter para especular sobre o momento do anúncio da Pfizer, feito seis dias após o dia das eleições norte-americanas. Embora tenha sido a Pfizer a fazer o anúncio, Trump criticou também a Food and Drug Administration (FDA) e os democratas, que «não queriam que eu conseguisse uma vacina antes das eleições».
The @US_FDA and the Democrats didn’t want to have me get a Vaccine WIN, prior to the election, so instead it came out five days later – As I’ve said all along!
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) November 10, 2020
«A Pfizer e todos os outros só anunciaram os resultados depois das eleições, porque não tiveram a coragem para fazê-lo antes», afirma Trump acrescentando: «Tal como a FDA devia ter anunciado mais cedo, não por objetivos políticos mas para salvar vidas».
As I have long said, @Pfizer and the others would only announce a Vaccine after the Election, because they didn’t have the courage to do it before. Likewise, the @US_FDA should have announced it earlier, not for political purposes, but for saving lives!
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) November 10, 2020
Por sua vez o filho de Trump também sugeriu num tom irónico que a divulgação apenas nesta altura teria sido propositada. «A altura (da divulgação) é absolutamente fantástica. Nada de nefasto nisto tudo, certo?», questionou também através da mesma rede social.
The timing of this is pretty amazing. Nothing nefarious about the timing of this at all right? 🙄 https://t.co/nS5rkywKXT
— Donald Trump Jr. (@DonaldJTrumpJr) November 9, 2020
O CEO da Pfizer, Albert Bourla, soube dos resultados do teste no domingo, segundo revelou em declarações à CNN, numa entrevista que deu na segunda-feira, acrescentando que ainda não tinha visto os dados pessoalmente. Embora a Pfizer tenha analisado os dados várias vezes durante o teste, ainda não tinha infeções suficientes no seu grupo de teste para tirar conclusões significativas até domingo, disse Bourla.
Quando questionado sobre a «fantástica» altura que a empresa escolheu para divulgar os resultados, o responsável afirmou que a Pfizer simplesmente divulgou-os «quando a ciência nos disse que os dados estavam disponíveis».
A farmacêutica Pfizer revelou que dados provisórios sobre a vacina contra o novo coronavírus indicam que pode ser eficaz em 90% dos casos e que este mês pedirá o uso em situações de emergência nos Estados Unidos.
O anúncio da farmacêutica deixou os investidores animados e o valor das ações disparou nas bolsas europeias, apesar de a farmacêutica ter salientado que é improvável que qualquer vacina chegue antes do final do ano e que, quando chegar, os fornecimentos iniciais serão racionados.






