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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Bruxelas avalia compromissos da Sanofi após posição dominante em vacina da gripe</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 09:58:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Comissão Europeia abriu hoje uma consulta pública sobre compromissos da farmacêutica francesa Sanofi após uma investigação por alegado abuso de posição dominante na promoção da sua vacina contra a gripe para pessoas vulneráveis na União Europeia (UE).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Comissão Europeia abriu hoje uma consulta pública sobre compromissos da farmacêutica francesa Sanofi após uma investigação por alegado abuso de posição dominante na promoção da sua vacina contra a gripe para pessoas vulneráveis na União Europeia (UE).</p>
<p>&#8220;A Comissão Europeia convida todas as partes interessadas a apresentar comentários sobre os compromissos propostos pela Sanofi para responder a preocupações de concorrência relacionadas com uma campanha de comunicação que poderá ter depreciado a única vacina concorrente contra a gripe recomendada para doentes vulneráveis com fatores de risco&#8221;, anuncia a instituição em comunicado.</p>
<p>Em causa está a investigação de Bruxelas para avaliar se a Sanofi promoveu, desde 2024, uma campanha junto de profissionais de saúde que poderá ter prejudicado a vacina concorrente Fluad, da CSL Seqirus, ao sugerir que a sua base científica era inferior à da vacina Efluelda, comercializada pela empresa francesa.</p>
<p>De acordo com o executivo comunitário, a Sanofi poderá ter transmitido informações que &#8220;sugeriam que a base de evidência da Fluad era mais fraca do que a da Efluelda&#8221;, contrariando as avaliações do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças e dos grupos técnicos nacionais de vacinação da Alemanha e França.</p>
<p>Bruxelas indicou ainda que a empresa poderá ter &#8220;representado de forma incorreta as recomendações nacionais de vacinação&#8221; e sugerido que a recomendação da Fluad na Alemanha continuava sujeita a &#8220;objeções científicas não resolvidas&#8221; por parte de sociedades médicas.</p>
<p>Por isso, a Comissão Europeia considera, numa avaliação preliminar, que a Sanofi poderá ter uma posição dominante nos mercados de vacinas reforçadas contra a gripe na Alemanha e França e que a conduta em análise poderá constituir um abuso dessa posição, em violação das regras comunitárias.</p>
<p>Para responder às preocupações, a Sanofi propôs agora publicar declarações nos seus &#8216;sites&#8217; alemão e francês durante dois anos, reconhecendo as avaliações das autoridades técnicas.</p>
<p>Na Alemanha, a empresa comprometeu-se a esclarecer que o grupo técnico nacional de vacinação concluiu que &#8220;a Efluelda e a Fluad têm ambas uma base de evidência robusta&#8221; e que as duas vacinas foram recomendadas de forma equivalente para pessoas idosas.</p>
<p>A farmacêutica propôs, ainda, limitar a comunicação junto de profissionais de saúde, comprometendo-se a não &#8220;criticar, pôr em causa ou contradizer&#8221; recomendações nacionais de vacinação, nem apresentar a Fluad de forma negativa ou sugerir vantagens da Efluelda sem suporte em informação aprovada pelas autoridades de saúde ou em estudos comparativos adequados.</p>
<p>Os compromissos apresentados pela Sanofi vigorariam até março de 2030 e seriam acompanhados por um supervisor independente.</p>
<p>A Comissão Europeia estará a ouvir as partes interessadas até 21 de agosto.</p>
<p>Se considerar que as medidas propostas são suficientes, Bruxelas poderá torná-las juridicamente vinculativas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786700]]></sapo:autor>
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		<title>NATO/Cimeira: Aliança prevê que Portugal atinja 2,1% do PIB em Defesa até final do ano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 09:57:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[A NATO estima que Portugal vai atingir 2,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em Defesa até ao final deste ano, representando um aumento de perto de 600 milhões de euros face a 2025.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A NATO estima que Portugal vai atingir 2,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em Defesa até ao final deste ano, representando um aumento de perto de 600 milhões de euros face a 2025.</p>
<p>Estes dados constam de um relatório divulgado pela NATO que contém estimativas de investimento dos 32 estados-membros da Aliança Atlântica, com informações recolhidas até ao dia 03 de junho passado.</p>
<p>Segundo este documento, Portugal deverá chegar aos 2,10% do PIB até ao final deste ano, com uma despesa aproximada de 6,7 mil milhões de euros.</p>
<p>De acordo com a NATO, este valor representa um aumento de perto de 600 milhões de euros face a 2025, uma vez que na estimativa relativa a esse ano Portugal aplicou 6,1 mil milhões de euros neste setor.</p>
<p>O mesmo relatório estima que Portugal atingiu a meta dos 2,01% relativa ao ano de 2025, valor que já tinha sido avançado pelo ministro da Defesa, Nuno Melo, na Assembleia da República.</p>
<p>Se estes valores se confirmarem, Portugal passa de um aumento no investimento em Defesa de 1,6 mil milhões de 2024 para 2025, &#8211; o maior aumento anual da despesa em Defesa da última década, &#8211; para apenas 600 milhões entre o ano passado e o atual.</p>
<p>Portugal segue a tendência da maioria dos países europeus e Canadá, num contexto de recuo do investimento dos Estados Unidos da América (EUA) na NATO e depois de a última cimeira da Aliança, em Haia, Países Baixos, ter estabelecido como nova meta os 5% do PIB até 2035 (3,5% para &#8220;gastos puros&#8221; com Defesa como Forças Armadas, equipamento e treino, e 1,5% em investimentos como infraestruturas e indústria).</p>
<p>A cimeira da NATO em Ancara, capital da Turquia, termina hoje, no Palácio Presidencial, com três assuntos principais em cima da mesa: o investimento em Defesa, o reforço da produção industrial e o apoio à Ucrânia.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786687]]></sapo:autor>
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		<title>Consumo de energia para arrefecimento nas habitações da UE duplicou em seis anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 09:57:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
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					<description><![CDATA[Dados hoje publicados pelo serviço estatístico da UE revelam que, em 2024 (ano mais recente), as famílias do espaço comunitário consumiram 80,4 mil terajoules (TJ) de energia para arrefecimento dos espaços, mais do dobro dos 40,5 mil TJ registados em 2018]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O consumo de energia utilizado para arrefecer as habitações na União Europeia (UE) duplicou em apenas seis anos, impulsionado pelo aumento das temperaturas e pela maior utilização de sistemas de ar condicionado, anunciou hoje o Eurostat.</p>
<p>Dados hoje publicados pelo serviço estatístico da UE revelam que, em 2024 (ano mais recente), as famílias do espaço comunitário consumiram 80,4 mil terajoules (TJ) de energia para arrefecimento dos espaços, mais do dobro dos 40,5 mil TJ registados em 2018.</p>
<p>Entre 2018 e 2024, o consumo aumentou todos os anos, com exceção de 2020 e 2023, anos em que se registaram ligeiras reduções face aos períodos anteriores.</p>
<p>Os dados surgem numa altura em que a UE enfrenta ondas de calor cada vez mais frequentes e intensas, com vários países a registarem temperaturas excecionalmente elevadas durante os meses de verão, aumentando a procura por soluções de arrefecimento nos edifícios residenciais.</p>
<p>&#8220;À medida que os dias se tornam mais quentes, o ar condicionado desempenha um papel cada vez mais importante na forma como as pessoas lidam com o calor&#8221;, observa o Eurostat.</p>
<p>A subida do consumo reflete o impacto das alterações climáticas e das temperaturas mais elevadas, levando mais famílias a recorrer a equipamentos de ar condicionado e outras soluções de arrefecimento para manter o conforto térmico das habitações.</p>
<p>Entre os países da UE, Itália registou o maior consumo total de energia para arrefecimento, com cerca de 26,3 mil TJ, seguida por Espanha, com aproximadamente 14,3 mil TJ, e da Grécia, com 11,9 mil TJ.</p>
<p>Portugal &#8212; que ocupa a nona posição entre os que mais usaram energia &#8212; apresentou um consumo de cerca de 1,25 mil TJ de energia destinada ao arrefecimento das habitações em 2024, uma parcela reduzida do total europeu.</p>
<p>Em termos relativos, os países onde o arrefecimento representa uma maior parcela do consumo energético doméstico são Chipre e Malta, onde corresponde a 16,0% e 15,0% do consumo final de energia das famílias, respetivamente.</p>
<p>Na Grécia, a percentagem chega aos 7,4%, enquanto em Espanha e Itália representa 2,5% e 2,3%.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786690]]></sapo:autor>
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		<title>Combustíveis sob suspeita: irregularidades podem ter custado mais de 1,1 mil milhões ao Estado e ao mercado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 09:55:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Estudo apresentado pela EPCOL – Empresas Portuguesas de Combustíveis e Lubrificantes centra-se na importação terrestre não declarada de combustíveis brancos — gasolina e gasóleo — e procura atualizar o diagnóstico de um fenómeno que há vários anos levanta preocupações]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As irregularidades operacionais e regulatórias no mercado dos combustíveis líquidos em Portugal terão tido um impacto económico superior a 1,1 mil milhões de euros entre 2023 e 2025, segundo um estudo apresentado pela EPCOL – Empresas Portuguesas de Combustíveis e Lubrificantes.</p>
<p>O estudo centra-se na importação terrestre não declarada de combustíveis brancos — gasolina e gasóleo — e procura atualizar o diagnóstico de um fenómeno que há vários anos levanta preocupações fiscais, regulatórias, ambientais e concorrenciais. De acordo com a análise, as situações identificadas estarão associadas a mais de 1,4 mil milhões de litros de combustível, volume equivalente a cerca de 17 mil camiões-cisterna.</p>
<p>A EPCOL sublinha que o problema não está na livre circulação de combustíveis no mercado europeu nem na entrada de produto em Portugal, mas sim na possibilidade de alguns operadores não estarem, na prática, sujeitos ao mesmo nível de cumprimento das obrigações fiscais, ambientais e regulatórias exigidas aos restantes agentes económicos.</p>
<p>Entre as irregularidades analisadas estão potenciais incumprimentos na liquidação do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos e do IVA, bem como falhas no cumprimento de obrigações associadas à incorporação de biocombustíveis, à constituição de reservas obrigatórias e a outras exigências do Sistema Petrolífero Nacional.</p>
<p>Segundo o estudo, as perdas médias estimadas ascendem a 704 milhões de euros em ISP e a 418 milhões de euros em IVA no período analisado. A EPCOL aponta ainda para uma trajetória de agravamento do volume médio não declarado, que terá passado de 381 milhões de litros em 2023 para cerca de 553 milhões de litros em 2025.</p>
<p>A associação salienta que a dimensão do fenómeno tem consequências que ultrapassam o setor dos combustíveis. Quando as mesmas regras não são cumpridas por todos, o Estado perde receita disponível para financiar políticas públicas, os operadores cumpridores ficam em desvantagem concorrencial e os consumidores enfrentam um mercado menos transparente.</p>
<p>Para ilustrar a escala do impacto, a EPCOL compara os 1,1 mil milhões de euros estimados com o investimento necessário para construir cerca de cinco hospitais de média dimensão, 11 quilómetros de nova infraestrutura de metro ou adquirir aproximadamente 160 comboios urbanos modernos.</p>
<p>O estudo aponta também riscos para a transição energética. O incumprimento de obrigações ligadas à incorporação de biocombustíveis e às reservas estratégicas pode comprometer mecanismos relevantes para o cumprimento de metas ambientais e para a segurança do abastecimento.</p>
<p>A EPCOL reconhece o trabalho desenvolvido pela ENSE – Entidade Nacional para o Setor Energético, nomeadamente através da Unidade de Controlo e Prevenção, dos planos nacionais de fiscalização e da monitorização das obrigações de incorporação de biocombustíveis. O estudo refere que ações de fiscalização concluídas e pendentes permitiram apurar penalizações de cerca de 103 milhões de euros associadas ao incumprimento das obrigações de incorporação.</p>
<p>Ainda assim, a associação considera que a dimensão do fenómeno exige uma resposta mais robusta. Entre as medidas defendidas estão o reforço da rastreabilidade dos fluxos físicos de combustíveis, o cruzamento de informação entre entidades, maior articulação entre autoridades fiscalizadoras e a aplicação efetiva de sanções suficientemente dissuasoras.</p>
<p>A EPCOL recorda que esta matéria já tinha sido identificada em 2018 por um Grupo de Trabalho criado pelos Secretários de Estado da Energia e dos Assuntos Fiscais, que alertou para riscos de incumprimento, potenciais distorções concorrenciais e necessidade de reforço dos mecanismos de fiscalização e controlo.</p>
<p>A associação vê de forma positiva o Projeto de Lei n.º 244/XXV/2026, que prevê medidas de reforço da rastreabilidade, certificação e controlo no mercado dos combustíveis e no Sistema Petrolífero Nacional. Mas sublinha que a eficácia destas medidas dependerá da sua aplicação prática, da cooperação entre entidades e da capacidade de fiscalização no terreno.</p>
<p>Para a EPCOL, esta é uma questão de interesse público que vai além das empresas do setor. A concorrência leal, a proteção da receita fiscal, a confiança dos consumidores e os objetivos da transição energética exigem que todos os operadores estejam sujeitos às mesmas regras e às mesmas obrigações.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786413]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Criação de empresas cai 4,1% e insolvências voltam a subir no primeiro semestre</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/criacao-de-empresas-cai-41-e-insolvencias-voltam-a-subir-no-primeiro-semestre/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 09:54:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Construção e as Tecnologias da Informação e Comunicação foram os únicos setores a registar crescimento na criação de empresas entre janeiro e junho.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Foram criadas 27.831 novas empresas em Portugal no primeiro semestre de 2026, menos 4,1% do que no mesmo período do ano passado. A descida corresponde a menos 1.187 constituições de empresas e marca o valor mais baixo desde 2023 na comparação entre primeiros semestres.</p>
<p class="isSelectedEnd">A quebra surge depois de 2025 ter registado um novo máximo histórico na criação de empresas, sinalizando um abrandamento do empreendedorismo no final da primeira metade do ano.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Construção e TIC escapam à queda</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A Construção e as Tecnologias da Informação e Comunicação foram os únicos setores a registar crescimento na criação de empresas entre janeiro e junho.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na Construção, foram constituídas 4.116 novas empresas, mais 11% do que no primeiro semestre de 2025, o equivalente a mais 411 constituições. O setor atingiu assim um novo máximo para este período do ano e passou, pela primeira vez, para o segundo lugar entre as atividades com maior número de novas empresas, ultrapassando os Serviços gerais.</p>
<p class="isSelectedEnd">A evolução da Construção prolonga uma tendência de crescimento observada nos últimos anos, associada à procura por habitação, à reabilitação urbana e às oportunidades de negócio geradas neste mercado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também as TIC mantiveram uma evolução positiva. O setor totalizou 2.059 novas empresas no primeiro semestre, mais 5,1% do que no período homólogo, o que representa um acréscimo de 99 constituições. A maioria destes novos negócios está ligada a atividades de consultoria e programação informática.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Agricultura, transportes, saúde e restauração entre as maiores quedas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Todos os restantes setores registaram descidas na criação de empresas no primeiro semestre de 2026. As quebras mais acentuadas verificaram-se na Agricultura e pecuária, com uma queda de 37%, menos 332 constituições, e nos Transportes terrestres, que recuaram 13%, com menos 234 novas empresas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também os Serviços de saúde humana registaram uma descida de 15%, equivalente a menos 183 constituições, enquanto o Retalho alimentar caiu 42%, com menos 163 novas empresas. Na Restauração, a quebra foi de 7,7%, correspondendo a menos 104 constituições.</p>
<p class="isSelectedEnd">Com exceção da Agricultura e pecuária, estas atividades registam uma descida pelo segundo ano consecutivo quando comparados os primeiros semestres de cada ano.</p>
<p class="isSelectedEnd">A diminuição da criação de empresas foi sentida em quase todos os distritos. As quedas mais expressivas ocorreram em Lisboa, com menos 191 constituições, uma descida de 2,2%, na Madeira, com menos 177 novas empresas, equivalente a uma quebra de 20%, e em Faro, onde foram criadas menos 140 empresas, uma redução de 8,4%.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Quase 6.000 empresas encerraram até junho</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Até ao final de junho, encerraram 5.690 empresas em Portugal, segundo dados de 3 de julho de 2026 do Barómetro da Informa D&amp;B. Apesar de provisório, este número representa uma descida de 18% face ao mesmo período do ano anterior, menos 1.263 encerramentos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Numa análise mais alargada, entre julho de 2025 e junho de 2026 encerraram 14.407 empresas em todos os distritos do país. Este valor representa uma redução de 8% face aos 12 meses anteriores, menos 1.260 encerramentos.</p>
<p class="isSelectedEnd">A leitura dos últimos 12 meses permite uma avaliação mais estável, uma vez que reduz o impacto do desfasamento entre a data efetiva de dissolução de uma empresa e a respetiva publicação oficial.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Encerramentos descem, mas há exceções</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Nos últimos 12 meses, a redução do número de encerramentos foi transversal a todos os setores. Os Serviços Empresariais registaram menos 235 encerramentos, uma queda de 9,8%, enquanto o Retalho teve menos 210 encerramentos, o equivalente a uma descida de 9,9%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar da tendência geral de queda, algumas atividades registaram aumentos expressivos. O Retalho não especializado por correspondência ou via Internet teve uma subida de 139%, mais 96 encerramentos, e a Fabricação de calçado aumentou 93%, com mais 25 encerramentos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Insolvências voltam a crescer</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As insolvências voltaram a subir no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, 1.046 empresas entraram em novos processos de insolvência, mais 6,6% do que no mesmo período do ano passado, o que corresponde a mais 65 casos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Este aumento retoma a tendência de crescimento das insolvências que vinha desde 2022 e que tinha sido interrompida em 2025.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mais de metade dos setores registaram agravamento. As Atividades imobiliárias destacaram-se com uma subida de 104%, mais 27 insolvências, duplicando o número registado no primeiro semestre de 2025. O Alojamento e restauração aumentou 12%, com mais 21 insolvências, enquanto as Indústrias cresceram 21%, com mais 16 casos.</p>
<p>As Indústrias continuam a ser o setor que habitualmente concentra o maior número de insolvências, em particular nas áreas do têxtil e da moda.</p>
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		<item>
		<title>Viajar com filhos em guarda partilhada pode dar problemas? O erro que muitos pais só descobrem tarde demais</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/viajar-com-filhos-em-guarda-partilhada-pode-dar-problemas-o-erro-que-muitos-pais-so-descobrem-tarde-demais/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 09:47:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em Portugal, quando há uma separação com filhos, a regra é o exercício conjunto das responsabilidades parentais]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Viajar com um filho deveria ser uma decisão simples. Mas, quando existe guarda partilhada, nem sempre é assim. O problema, muitas vezes, não está numa grande complexidade da lei, mas na diferença entre aquilo que os pais acreditam poder fazer e aquilo que está juridicamente previsto.</p>
<p>Em Portugal, quando há uma separação com filhos, a regra é o exercício conjunto das responsabilidades parentais. Isto significa que ambos os progenitores devem participar nas decisões de particular importância para a vida da criança, explica a advogada Mafalda Coimbra.</p>
<p>O conceito de “particular importância” depende sempre do caso concreto, mas abrange, entre outras matérias, decisões relacionadas com residência, educação, saúde e, em determinadas circunstâncias, deslocações para o estrangeiro. É aqui que muitas dúvidas começam a surgir.</p>
<p>“É aqui que começa a zona cinzenta que poucos antecipam. Nem todas as viagens exigem autorização do outro progenitor. Uma deslocação pontual, de curta duração, enquadrada no normal exercício da parentalidade, tende a ser vista como um ato da vida corrente, não exigindo, em regra, consentimento formal. No entanto, esta leitura muda no momento em que existe desacordo entre os progenitores. A mesma viagem que, num contexto de normalidade, não levantaria qualquer questão, pode transformar-se numa decisão juridicamente relevante se o outro progenitor se opuser”, esclarece Mafalda Coimbra.</p>
<p>Segundo a advogada, é precisamente neste ponto que muitos erros são cometidos. A ausência de conflito anterior leva muitos pais a assumir que não haverá conflito no futuro. A confiança acaba por substituir o enquadramento jurídico e, quando a oposição surge, por vezes já com a viagem marcada e paga, a situação deixa de ser apenas prática e passa a ser legal.</p>
<p>Nestes casos, a solução pode implicar a intervenção do tribunal. Caberá então demonstrar que a deslocação não prejudica o superior interesse da criança, que continua a ser o critério central em todas as decisões relacionadas com responsabilidades parentais.</p>
<p>Mafalda Coimbra sublinha ainda um risco que nem sempre é considerado com a devida seriedade: “Levar um filho para o estrangeiro, contra a vontade expressa do outro progenitor, pode ter consequências jurídicas relevantes, sobretudo se essa deslocação for entendida como uma violação do exercício das responsabilidades parentais. Em situações mais graves, e dependendo das circunstâncias, podem mesmo colocar-se questões relacionadas com a retenção ilícita do menor, nomeadamente em contexto internacional”.</p>
<p>A realidade é que estas situações raramente começam como um problema jurídico. Começam, muitas vezes, como uma decisão tomada com base em pressupostos errados. A ideia de que “sempre fizemos assim” ou de que “nunca houve problema” deixa de ter peso quando surge um conflito. É nesse momento que se percebe a diferença entre aquilo que se acreditava poder fazer e aquilo que está efetivamente protegido pela lei.</p>
<p>Por isso, em fases de reorganização familiar, férias ou mudança de rotinas, torna-se essencial perceber até onde vai a margem de decisão de cada progenitor. Quando há filhos, antecipar o problema é quase sempre mais seguro do que reagir depois.</p>
<p>“É exatamente aqui que a análise jurídica faz diferença. Porque não existem duas situações iguais. E aquilo que pode ser admissível num caso, pode ser problemático noutro”, explica a advogada.</p>
<p>Uma consulta jurídica permite perceber, com rigor, se é necessária autorização, se a viagem pode ser contestada e de que forma cada progenitor se deve proteger antes de tomar uma decisão.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786683]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Os 6 maiores erros nas compras online que podem fazê-lo perder dinheiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 09:30:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Doutor Finanças]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Fazer compras online é rápido e cómodo, mas exige cuidados. A facilidade e rapidez do processo podem levar a erros que custam dinheiro]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Comprar online tornou-se uma rotina para muitos consumidores. Em poucos minutos e com apenas alguns cliques é possível encher o carrinho, pagar e esperar pelo toque da campainha para receber os produtos à porta.</p>
<p>No entanto, essa facilidade também pode levar a decisões precipitadas e a erros que acabam por ter impacto no orçamento.</p>
<p>Comprar por impulso, ignorar custos adicionais ou recorrer a crédito sem analisar as condições são comportamentos que podem levar a despesas desnecessárias.</p>
<p><strong>Conheça seis erros comuns nas compras online.</strong></p>
<p><strong>1. Comprar sem verificar a credibilidade da loja </strong></p>
<p>Uma das grandes vantagens das compras online é a facilidade com que pode encontrar novos vendedores. Porém, essa facilidade também abre espaço a lojas fraudulentas ou pouco fiáveis.</p>
<p>Pode acabar a perder dinheiro, receber um produto diferente do esperado ou ficar sem qualquer forma de contactar o vendedor para pedir apoio ou apresentar uma reclamação.</p>
<p>Por isso, antes de comprar, pesquise a reputação da loja, procure avaliações de outros consumidores, confirme os dados de identificação da empresa (como contactos ou morada) e compare os preços com os praticados por outros vendedores.</p>
<p>Também é importante confirmar se o endereço começa por “https” e apresenta o símbolo do cadeado. Embora estes elementos não sejam uma garantia absoluta de segurança, ajudam a identificar sites que cumprem requisitos básicos de proteção dos dados dos utilizadores.</p>
<p>Preços muito abaixo dos praticados por outros vendedores também justificam atenção redobrada.</p>
<p><strong>2. Comprar por impulso devido à pressão das promoções</strong></p>
<p>As lojas online recorrem frequentemente a estratégias para acelerar a decisão de compra. Mensagens como “últimas unidades” ou contadores decrescentes criam um sentimento de urgência que pode levar a decisões pouco ponderadas.</p>
<p>Quando o receio de perder uma oportunidade fala mais alto, torna-se mais difícil avaliar se a compra faz realmente sentido ou se está a ser influenciado pela emoção.</p>
<p>Com isto, pode acabar a comprar produtos de que não necessita, gastar mais do que tinha planeado ou comprometer objetivos financeiros mais importantes.</p>
<p>Uma das estratégias para o evitar é criar uma lista de compras e definir antecipadamente um orçamento para evitar decisões impulsivas.</p>
<p><strong>3. Não comparar preços</strong></p>
<p>Nem sempre os preços promocionais representam a melhor oferta disponível. Existem produtos vendidos por valores diferentes em várias lojas e plataformas.</p>
<p>Além disso, uma redução de preço pode parecer atrativa sem o ser verdadeiramente quando comparada com outras alternativas disponíveis no mercado.</p>
<p>Por isso, reserve alguns minutos para comparar preços em diferentes lojas e utilizar comparadores online. Este simples hábito pode representar uma poupança significativa, sobretudo em compras de maior valor.</p>
<p><strong>4. Ignorar os custos adicionais</strong></p>
<p>Nem sempre o preço apresentado na página do produto corresponde ao valor final que vai pagar.</p>
<p>Portes, taxas aduaneiras ou outros encargos podem aumentar significativamente o custo total da compra. Este é um aspeto particularmente importante quando mandar vir produtos de fora da União Europeia.</p>
<p>Por vezes, aquilo que parecia ser uma oportunidade pode tornar-se mais caro do que uma alternativa disponível numa loja nacional.</p>
<p>Antes de confirmar a encomenda, verifique sempre o valor final a pagar. Confirme se existem custos de envio, taxas, impostos ou outros encargos que possam ser cobrados posteriormente.</p>
<p><strong>5. Não utilizar métodos de pagamento seguros</strong></p>
<p>A forma como paga uma compra online pode fazer a diferença caso surja algum problema. Muitas pessoas utilizam o cartão bancário principal em qualquer site ou guardam os seus dados de pagamento em várias plataformas sem necessidade.</p>
<p>Embora esta opção seja mais cómoda, também pode aumentar a exposição dos dados bancários.</p>
<p>Sempre que possível, utilize cartões virtuais ou temporários para compras online. Estes permitem definir limites de valor, têm um prazo de validade mais curto e reduzem a exposição dos dados do cartão principal.</p>
<p><strong>6. Recorrer ao crédito para financiar compras online</strong></p>
<p>As soluções de pagamento em prestações estão cada vez mais presentes nas lojas online. Em poucos cliques, é possível adiar o pagamento ou financiar uma compra que ultrapassa o orçamento disponível no momento.</p>
<p>Mas isso tem custos. Dependendo das condições contratadas, o valor pago no final pode ser bastante superior ao preço inicial do produto.</p>
<p>Além de pagar juros e outros encargos, pode aumentar o peso das prestações no orçamento mensal e reduzir a margem financeira para lidar com despesas inesperadas.</p>
<p>No entanto, se precisar mesmo de recorrer ao crédito, compare várias propostas e analise cuidadosamente indicadores como a TAEG, o MTIC e os restantes encargos associados ao financiamento.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786201]]></sapo:autor>
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		<title>MC reduz emissões em 7%, evita 86 milhões de euros em desperdício alimentar e destina 33 milhões ao setor social</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 09:26:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[MC]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Sonae]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Segundo a empresa, os resultados refletem a estratégia de sustentabilidade assente nos eixos Planeta, Produtos, Pessoas e Comunidades.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A MC publicou o seu Relatório de Sustentabilidade 2025, documento que reúne os principais progressos alcançados no último ano nas áreas ambiental, social e de governação.</p>
<p>Entre os destaques estão a redução de 7% das emissões diretas de gases com efeito de estufa, o aumento de 36% da produção de energia renovável nas lojas e a prevenção de 86 milhões de euros em desperdício alimentar.</p>
<p>Segundo a empresa, os resultados refletem a estratégia de sustentabilidade assente nos eixos Planeta, Produtos, Pessoas e Comunidades, procurando conciliar a criação de valor económico com um impacto positivo na sociedade e no ambiente.</p>
<p>No plano ambiental, a MC reforçou o investimento na descarbonização das operações através de medidas de eficiência energética, da modernização das centrais de frio, da expansão da produção de energia renovável e da continuidade da eletrificação da frota de viaturas ligeiras.</p>
<p>O combate ao desperdício alimentar manteve-se igualmente como uma prioridade. Em 2025, a empresa evitou perdas avaliadas em 86 milhões de euros, recorrendo a iniciativas que permitem encaminhar produtos ainda próprios para consumo para doação a instituições ou acelerar a sua comercialização.</p>
<p>Na área da economia circular, a empresa atingiu uma taxa de reciclabilidade de 95,8% nas embalagens de marca própria mapeadas, resultado da aplicação de princípios de ecodesign no desenvolvimento das embalagens.</p>
<p>Através do Clube de Produtores Continente, a MC prosseguiu também o trabalho de promoção de práticas agrícolas mais sustentáveis, tendo monitorizado ou intervencionado uma área de 14.364 hectares com projetos focados na gestão responsável do solo, da água e da biodiversidade.</p>
<p>Ao nível da oferta, a empresa reduziu em 9% a pegada carbónica dos produtos disponibilizados aos consumidores, medida em função do volume de compras, e continuou a reformulação nutricional dos produtos de marca própria, totalizando 722 referências com redução gradual dos teores de sal, açúcar e gordura.</p>
<p>A certificação em bem-estar animal nos produtos do talho aumentou para 90,6%, reforçando, segundo a empresa, os padrões adotados ao longo da cadeia de abastecimento.</p>
<p>No domínio das pessoas, a MC foi distinguida pelo IEFP como Marca Empregadora Inclusiva e aumentou para 43,4% a representação de mulheres em cargos de liderança. A empresa destaca ainda que o programa Women in Leadership, lançado em 2020, já contribuiu para um crescimento de 22% da presença feminina em posições de liderança, mantendo o objetivo de alcançar a paridade até ao final de 2026.</p>
<p>Em paralelo, todas as lideranças receberam formação em primeiros socorros em saúde mental, iniciativa destinada a reforçar a capacidade das equipas para identificar situações de risco e promover ambientes de trabalho mais saudáveis.</p>
<p>Na vertente social, através da Missão Continente, a MC apoiou 1.339 instituições com donativos no valor de 33 milhões de euros. Já a Escola Missão Continente envolveu 1.054 estabelecimentos de ensino em iniciativas de promoção da literacia alimentar, da alimentação equilibrada e da sustentabilidade.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786677]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Há mais de 2.000 vagas para trabalhar este verão: estes são os setores que mais contratam</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ha-mais-de-2-000-vagas-para-trabalhar-este-verao-estes-sao-os-setores-que-mais-contratam/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 09:26:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As vagas disponíveis concentram-se sobretudo em cinco áreas: hotelaria, retalho, logística, construção e apoio ao cliente.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A Randstad anunciou a abertura de mais de 2.000 vagas de emprego em Portugal, numa resposta ao aumento da procura sazonal típico dos meses de verão e ao crescimento sustentado de projetos de várias empresas clientes.</p>
<p class="isSelectedEnd">A nova campanha de recrutamento abrange todo o país, mas a maior concentração de oportunidades está no Algarve, na Área Metropolitana de Lisboa e no Porto. Ainda assim, a empresa indica que existem projetos ativos em quase todos os distritos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Hotelaria, retalho e logística entre os setores que mais contratam</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As vagas disponíveis concentram-se sobretudo em cinco áreas: hotelaria, retalho, logística, construção e apoio ao cliente. Estes setores estão entre os que registam maior pressão nesta altura do ano, devido ao aumento do turismo, do consumo e da atividade operacional associada ao verão.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre os perfis mais procurados estão operadores de armazém, logística, caixa e loja, serventes, profissionais de apoio ao cliente e assistentes de loja. Na hotelaria e restauração, há oportunidades para copeiros, hostesses, cozinheiros e rececionistas.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Empresas reforçam equipas para responder ao pico do verão</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a Randstad, a confiança das empresas e a recuperação de setores como o turismo estão a impulsionar a contratação de profissionais temporários. Nas regiões com maior atividade, alguns setores podem mesmo duplicar ou triplicar o número de trabalhadores temporários contratados durante este período.</p>
<p class="isSelectedEnd">“As contratações sazonais continuam a ser essenciais para dar resposta ao pico da procura em setores fundamentais para a economia nesta época do ano. O nosso grande objetivo é apoiar as organizações a encontrar o talento adequado para responder com eficácia às necessidades sazonais do verão, ao mesmo tempo que reforçamos o compromisso e o posicionamento da Randstad enquanto o parceiro de eleição para o talento em Portugal”, afirma Pedro Empis, Operational Talent Solutions Director da Randstad Portugal.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Jovens e estudantes procuram rendimento e experiência</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O perfil dominante dos candidatos a estas funções temporárias continua a ser marcado por jovens e estudantes, que aproveitam os meses de verão para ganhar rendimento e adquirir experiência profissional.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para facilitar o acesso às oportunidades, a Randstad reuniu as mais de 2.000 vagas sazonais numa página dedicada, com ofertas organizadas por distrito. Os candidatos interessados podem consultar as funções disponíveis e submeter candidatura através da <a href="https://www.randstad.pt/candidatos/emprego-sazonal/" target="_blank" rel="noopener">plataforma</a> criada para o efeito.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Mais de 2.000 oportunidades em todo o país</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A abertura destas vagas reforça o peso do trabalho sazonal no mercado laboral português durante o verão, em particular nos setores mais dependentes do turismo, do comércio, da logística e dos serviços ao cliente.</p>
<p>Com oportunidades distribuídas por várias regiões e diferentes perfis profissionais, a campanha da Randstad procura responder às necessidades imediatas das empresas e, ao mesmo tempo, criar portas de entrada no mercado de trabalho para quem procura uma experiência temporária nos meses de maior atividade.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786676]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Tribunal da UE confirma que Apple tem de cumprir regras do mercado digital</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 09:13:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Tribunal Geral da União Europeia confirmou hoje que a Apple tem de cumprir as obrigações impostas pelas regras comunitárias aos maiores operadores digitais, ao manter a App Store e o sistema operativo iOS como controladores de acesso.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Tribunal Geral da União Europeia confirmou hoje que a Apple tem de cumprir as obrigações impostas pelas regras comunitárias aos maiores operadores digitais, ao manter a App Store e o sistema operativo iOS como controladores de acesso.</p>
<p>&#8220;O Tribunal Geral nega provimento a todos os recursos interpostos pela Apple. Confirma a designação da Apple como controlador de acesso para a App Store e o iOS e julga inadmissíveis os recursos relativos ao serviço iMessage&#8221;, indica em comunicado de imprensa a primeira instância do Tribunal de Justiça da União Europeia (UE).</p>
<p>Num acórdão hoje divulgado, Tribunal Geral nega assim provimento aos recursos da Apple relativos à sua designação como controlador de acesso (&#8216;gatekeepers&#8217;) para a App Store e para o iOS, confirmando a decisão adotada pela Comissão Europeia em setembro de 2023, no âmbito do novo Regulamento dos Mercados Digitais.</p>
<p>O estatuto de &#8220;controlador de acesso&#8221; aplica-se às grandes plataformas digitais que funcionam como intermediárias entre empresas e utilizadores e obriga-as a cumprir um conjunto de regras destinadas a garantir uma concorrência mais leal nos mercados digitais.</p>
<p>O Regulamento dos Mercados Digitais entrou em vigor para limitar o poder das maiores plataformas digitais que operam na UE, impondo obrigações específicas às empresas designadas para impedir práticas consideradas anticoncorrenciais e facilitar a entrada e o crescimento de concorrentes, reforçando simultaneamente as opções disponíveis para empresas e consumidores.</p>
<p>O tribunal julgou inadmissível a exceção de ilegalidade invocada pela Apple contra as regras do regulamento sobre interoperabilidade, considerando que essa disposição não serve de base à decisão da Comissão Europeia nem pode fundamentar a sua anulação.</p>
<p>Os juízes confirmaram igualmente a posição da Comissão de que as diferentes versões da App Store constituem &#8220;um único e mesmo serviço essencial de plataforma&#8221;, concluindo que as diferenças entre elas resultam sobretudo das características dos dispositivos e não justificam uma classificação separada.</p>
<p>Relativamente ao iMessage, a primeira instância do tribunal comunitário considerou inadmissíveis os recursos da Apple por entender que a qualificação do serviço como serviço essencial de plataforma não produz, por si só, efeitos jurídicos vinculativos, uma vez que o iMessage não foi designado como controlador de acesso.</p>
<p>Pela mesma razão, rejeitou os recursos contra as decisões de Bruxelas de abertura e encerramento da investigação de mercado sobre o serviço.</p>
<p>As decisões do Tribunal Geral podem ainda ser objeto de recurso para o Tribunal de Justiça da UE.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786674]]></sapo:autor>
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		<title>Quando o verão compra felicidade</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/quando-o-verao-compra-felicidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 09:11:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[ISEG]]></category>
		<category><![CDATA[Sandra Miranda de Oliveira]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Sandra Miranda de Oliveira, Professora de Gestão Estratégica e Marketing. ISEG – Lisbon School of Economics &#038; Management. Universidade de Lisboa]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O verão tem um talento raro que é convencer-nos a sair de casa. Os dias são mais longos, o sol prolonga as horas disponíveis e a vida parece desenrolar-se fora de portas. De repente, queremos ocupar cada fim de tarde, cada fim de semana e cada noite quente. Procuramos concertos, festivais, esplanadas, praias, parques, viagens, restaurantes novos e reencontros com amigos adiados durante meses. Enchemos as nossas agendas rapidamente. Talvez o verão seja a estação da felicidade porque é também a estação das experiências.</p>
<p style="text-align: justify;">Thomas Gilovich e colegas, da Universidade de Cornell, num projeto de investigação que comparou a felicidade gerada por compras materiais e compras experienciais, procuraram responder à seguinte questão: Se vamos gastar dinheiro, qual é a forma de obter o maior retorno emocional desse investimento? As conclusões parecem evidentes: retiramos mais satisfação, mais felicidade e uma sensação de bem-estar mais duradoura das experiências do que dos bens materiais.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma das razões pelas quais as experiências geram mais felicidade é a sua capacidade para fortalecer relações sociais. Os seres humanos são profundamente sociais e a qualidade das suas relações é um dos principais preditores do bem-estar. As experiências aproximam pessoas de uma forma que os objetos raramente conseguem. Vamos a concertos com amigos, viajamos em família, celebramos aniversários à mesa de um restaurante ou encontramos antigos colegas numa festa de verão. Muitas das nossas melhores memórias têm outras pessoas como protagonistas. Além disso, as experiências continuam a gerar valor muito depois de terminarem. Voltamos a falar delas, partilhamos fotografias, contamos episódios engraçados e revisitamos momentos especiais. Uma viagem de uma semana pode transformar-se em meses ou anos de conversas. Um concerto dura algumas horas, mas a história permanece. Gilovich e colegas demonstram que as pessoas falam significativamente mais sobre experiências do que sobre bens materiais e que esse processo de partilha prolonga a satisfação sentida originalmente.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma segunda explicação para a superioridade emocional das experiências é elas tornarem-se parte da nossa identidade. Os objetos podem dizer algo sobre quem somos, mas quando alguém nos pergunta quem somos, dificilmente respondemos com uma lista de bens que possuímos. Contamos antes onde viajámos, o que aprendemos, quem conhecemos, quais foram os momentos mais marcantes das nossas vidas. Como afirmam Gilovich e colegas, somos muito mais o que fazemos do que aquilo que possuímos. Os investigadores verificaram que, quando as pessoas descrevem as suas histórias de vida, incluem experiências de consumo quase duas vezes mais frequentemente do que incluem aquisições materiais.</p>
<p style="text-align: justify;">Há ainda uma última razão que ajuda a explicar por que motivo o consumo experiencial nos traz mais felicidade. As experiências são menos vulneráveis à comparação social. Os bens materiais “vivem” frequentemente sob a sombra da comparação. O automóvel pode ser excelente até descobrirmos que alguém comprou um modelo superior. O smartphone parece extraordinário até ser ultrapassado pela versão seguinte. A televisão impressiona até vermos uma com melhor definição. Os objetos convidam constantemente à comparação, e a comparação é muitas vezes inimiga da satisfação. As experiências funcionam de forma diferente. Uma semana passada nos Açores não perde valor porque alguém foi para as Maldivas. Um concerto memorável não deixa de o ser porque outra pessoa assistiu a um espetáculo diferente. Ou seja, as experiências são mais pessoais, mais difíceis de comparar diretamente e mais resistentes à erosão causada pela competição social. Cada experiência pertence a quem a viveu.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o argumento mais surpreendente da investigação é o facto das experiências resistirem melhor ao tempo. Muitos consumidores justificam a compra de bens materiais com a ideia de que &#8220;ao menos ficam para sempre&#8221;, enquanto as experiências &#8220;acabam depressa&#8221;. A evidência científica sugere precisamente o contrário. Os objetos tendem a perder parte do seu encanto à medida que nos habituamos a eles. A nova aquisição rapidamente se transforma em normalidade. Os investigadores chamam a este fenómeno adaptação hedónica. As experiências, pelo contrário, continuam a viver através das memórias, das histórias e do significado pessoal que lhes atribuímos. Em muitos casos, a satisfação associada a uma experiência mantém-se estável ou até aumenta com o tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">É por isso que o verão ocupa um lugar tão especial nas nossas recordações. Raramente nos lembramos dos objetos que comprámos em agosto de há três anos. Mas lembramo-nos frequentemente do pôr do sol que vimos na praia, do festival onde dançámos até de madrugada, da conversa longa numa esplanada ou da viagem que parecia impossível fazer.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[Sandra Miranda de Oliveira, Professora de Gestão Estratégica e Marketing. ISEG – Lisbon School of Economics &amp; Management. Universidade de Lisboa]]></sapo:autor>
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		<title>PSI mantém perdas da abertura e tem BCP a recuar 3,87%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 09:09:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O principal índice bolsista português, o PSI, seguia a tendência de abertura e descia 0,92% uma hora e meia depois, com o BCP a perder 3,87% e a ser uma das quatro cotadas com perdas acima de 2,5%.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O principal índice bolsista português, o PSI, seguia a tendência de abertura e descia 0,92% uma hora e meia depois, com o BCP a perder 3,87% e a ser uma das quatro cotadas com perdas acima de 2,5%.</p>
<p>Pelas 09:35 em Lisboa, o PSI perdia 0,92% e somava 9.164,28 unidades, estando 11 cotadas a perder e três a ganhar, enquanto a Semapa e a REN mantinham a cotação de 20,80 euros e 3,77 euros, respetivamente.</p>
<p>As perdas eram lideradas pelo BCP, que recuava 3,87% e negociava a 1,03 euros, sendo seguida pelas construtoras Mota-Engil (-2,67% para 4,59 euros) e Teixeira Duarte (-2,64% para 0,52 euros) e pela Jerónimo Martins (-2,60% para 16,48 euros).</p>
<p>Também com perdas acima de 1% estavam os CTT, que viam a sua cotação baixar 1,84% para 5,88 euros.</p>
<p>A Sonae recuava 0,95% para 2,09 euros, a Corticeira Amorim baixava 0,93% para 6,37 euros, a EDP Renewables descia 0,85% para 14,00 euros e a Ibersol contraía 0,83% para 9,55 euros.</p>
<p>Também no &#8216;vermelho&#8217; estavam a NOS (-0,77% para 4,90 euros) e a EDP (-0,37% para 4,53 euros).</p>
<p>Em sentido inverso, a Galp liderava os ganhos e acumulava 2,77% face à abertura, situando-se em 19,48 euros.</p>
<p>Já a Navigator ganhava 0,48% para 3,32 euros e a Altri 0,10% para 4,81 euros.</p>
<p>As bolsas europeias dão hoje continuidade à tendência de queda do final da sessão de terça-feira e abriram em terreno negativo, com os investidores atentos ao Médio Oriente e com receio de uma bolha no setor da inteligência artificial (IA).</p>
<p>Os investidores voltam-se hoje para o Médio Oriente, depois de novos ataques dos Estados Unidos da América contra posições iranianas no estreito de Ormuz, numa retaliação aos ataques da Guarda Revolucionária contra navios mercantes.</p>
<p>Esta incerteza voltou a aumentar o preço do barril de petróleo, e o Brent para entrega em setembro chegou a aumentar mais de 5%, tocando nos 78,06 dólares, enquanto o WTI subia 35,32% para 74,19 dólares.</p>
<p>O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que o cessar-fogo com o Irão acabou e apelidou os líderes iranianos de &#8220;escumalha&#8221; e mentirosos.</p>
<p>&#8220;No que a mim me diz respeito, acabou&#8221;, respondeu Donald Trump aos jornalistas à margem da cimeira da NATO, que termina hoje em Ancara, capital da Turquia.</p>
<p>Trump afirmou que &#8220;não quer lidar mais com essa gente&#8221;, apelidando os líderes iranianos de &#8220;escumalha&#8221;, &#8220;mentirosos&#8221; e &#8220;pessoas violentas e cruéis que se tivessem uma arma nuclear, usá-la-iam&#8221;.</p>
<p>Na terça-feira, Wall Street fechou em baixa, com os títulos dos setores dos semicondutores e dos equipamentos de redes de comunicação a liderarem as quedas, enquanto o setor energético teve o melhor desempenho.</p>
<p>O Dow Jones perdeu 0,25%, o S&amp;P 500 recuou 0,45% e o Nasdaq baixou 1,16%.</p>
<p>O Fundo Monetário Internacional (FMI) atualiza hoje as perspetivas económicas mundiais, depois de ter, em abril, previsto um crescimento global de 3,1% e uma inflação global próxima de 4,4%.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786672]]></sapo:autor>
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		<title>Viagem de Montenegro ao Mundial obrigou Falcon da Força Aérea a fazer mais 760 quilómetros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 09:05:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A deslocação de Luís Montenegro ao jogo entre Portugal e Espanha, em Dallas, nos Estados Unidos, obrigou a Força Aérea Portuguesa a realizar duas viagens adicionais na Turquia para transportar o primeiro-ministro até à Cimeira da NATO, em Ancara.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A deslocação de Luís Montenegro ao jogo entre Portugal e Espanha, em Dallas, nos Estados Unidos, obrigou a Força Aérea Portuguesa a realizar duas viagens adicionais na Turquia para transportar o primeiro-ministro até à Cimeira da NATO, em Ancara.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o <a href="https://www.cmjornal.pt/politica/detalhe/viagens-ao-mundial-forca-aerea-obrigada-a-ir-buscar-montenegro-e-a-fazer-mais-760-quilometros" target="_blank" rel="noopener">Correio da Manhã</a>, o Falcon 900 saiu de Figo Maduro às 07h53 com destino à capital turca, onde aterrou às 14h45 locais. A aeronave transportou a maior parte da comitiva portuguesa que participa na reunião da Aliança Atlântica, mas sem o chefe do Governo, que se encontrava nos Estados Unidos a acompanhar a seleção nacional no Mundial.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Falcon teve de ir a Istambul buscar primeiro-ministro</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Depois do jogo em Dallas, Luís Montenegro viajou diretamente dos Estados Unidos para Istambul. Como a Cimeira da NATO decorria em Ancara, a Força Aérea teve de deslocar o Falcon da capital turca até Istambul para recolher o primeiro-ministro e regressar depois a Ancara ao início da noite.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esta operação implicou mais 760 quilómetros de voo. De acordo com o gabinete de Montenegro, citado pelo CM, a utilização de um voo militar foi necessária porque, por razões de segurança, o espaço aéreo de Ancara estava encerrado a voos comerciais, permitindo apenas voos militares e de Estado.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Gabinete justifica deslocações ao Mundial</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Luís Montenegro esteve presente em três jogos do Mundial. A primeira deslocação, a Houston, foi enquadrada pelo gabinete do primeiro-ministro como uma “viagem de trabalho”, por ter incluído uma visita a uma empresa portuguesa, uma reunião com o Conselho da Diáspora, uma receção à comunidade portuguesa e uma visita à missão permanente junto da ONU.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nas deslocações a Toronto, no Canadá, e a Dallas, nos Estados Unidos, Montenegro foi acompanhado por três e duas pessoas do seu gabinete, respetivamente. A assessoria do primeiro-ministro afirmou ainda que, nessas viagens, também houve contactos com as comunidades portuguesas, apesar do pouco tempo disponível e da reduzida antecedência para preparar a agenda.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Estado pagou viagens, mas contas ainda não estão fechadas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Com exceção do percurso entre cidades na Turquia, Luís Montenegro recorreu a voos comerciais nas deslocações realizadas. As despesas foram suportadas pelo Estado, mas o gabinete do primeiro-ministro indicou que ainda não dispõe de informação detalhada para apresentar um valor final.</p>
<p class="isSelectedEnd">A assessoria de Montenegro afirmou ao Correio da Manhã que os custos deverão corresponder a valores considerados normais para viagens e alojamento com destino aos Estados Unidos e ao Canadá. O jornal refere que bilhetes em classe económica entre Dallas e Istambul, na Turkish Airlines, companhia utilizada pelo primeiro-ministro, custam mais de 800 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Hugo Soares diz que pagou deslocação a título pessoal</strong></p>
<p>O líder parlamentar do PSD também esteve em Toronto, mas garantiu ao CM que a deslocação foi feita a título pessoal. Hugo Soares afirmou ter suportado os custos das viagens, da estadia e dos bilhetes para os jogos, tanto os seus como os do filho.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786662]]></sapo:autor>
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		<title>Iscte Executive Education leva Inteligência Artificial para a Pós-Graduação em Finanças e Controlo Empresariais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 08:51:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Universidades]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[ia]]></category>
		<category><![CDATA[Iscte Executive Education]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Iscte Executive Education abriu as candidaturas para a 13.ª edição da Pós-Graduação em Finanças e Controlo Empresariais, que terá início em outubro e chega com uma novidade: a integração da Inteligência Artificial aplicada às Finanças e ao Controlo de Gestão no plano curricular.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Iscte Executive Education abriu as candidaturas para a 13.ª edição da Pós-Graduação em Finanças e Controlo Empresariais, que terá início em outubro e chega com uma novidade: a integração da Inteligência Artificial aplicada às Finanças e ao Controlo de Gestão no plano curricular.</p>
<p>A principal atualização da nova edição passa pela introdução da unidade curricular Business Intelligence &amp; IA para Controlo de Gestão, reforçando a componente tecnológica da formação. O objetivo é responder às novas exigências da digitalização das funções financeiras, através da aprendizagem de ferramentas e metodologias ligadas à importação de dados, automatização de relatórios, criação de dashboards e utilização de agentes e aplicações de apoio ao controlo de gestão.</p>
<p>Ao longo de 12 edições, a pós-graduação já formou mais de 500 profissionais e tem-se afirmado como uma das formações de referência para quem pretende aprofundar conhecimentos em finanças empresariais, controlo de gestão, planeamento financeiro, decisões de investimento e financiamento, gestão da performance e apoio à tomada de decisão.</p>
<p>O programa integra a oferta do Iscte Executive Education, escola que figura no Top 50 mundial do ranking Executive Education do <em>Financial Times</em>, reforçando o posicionamento internacional da instituição na formação de executivos. Segundo a escola, a pós-graduação tem contribuído para a progressão de carreira dos participantes, aproximando-os de funções de decisão estratégica e facilitando a transição de profissionais de outras áreas para funções ligadas às finanças e ao controlo empresarial.</p>
<p>João Pedro Nunes, coordenador do programa, destaca que o programa mantém uma forte componente prática. &#8220;Já vamos com 12 edições e os nossos alunos procuram saber mais sobre finanças e controlo empresarial. O programa é exigente e trabalhoso, mas, aqui, aprendem fazendo na prática. O feedback final é de que valeu todo o esforço&#8221;, afirma.</p>
<p>Também coordenadora da pós-graduação, Ana Maria Simões sublinha a atualização da oferta formativa. &#8220;Nesta 13.ª edição, integrámos o Power BI e a Inteligência Artificial na estrutura curricular. Serão trabalhados temas como a importação de dados, a automatização de reports e dashboards, e a criação e utilização de agentes e aplicações de apoio ao controlo de gestão. A pós-graduação passa, assim, a combinar conhecimento fundamental com tecnologias digitais&#8221;, refere.</p>
<p>Em regime totalmente online, a Pós-Graduação em Finanças e Controlo Empresariais decorre entre outubro e março e destina-se a gestores, responsáveis financeiros, controllers, analistas, consultores e outros profissionais que pretendam reforçar competências técnicas, analíticas e estratégicas na área financeira.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786658]]></sapo:autor>
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		<title>&#8220;A literacia financeira é um instrumento de igualdade de oportunidades&#8221;: Miguel Ferreira, Nova SBE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Silva Gil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 08:50:25 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Finanças para Todos]]></category>
		<category><![CDATA[literacia financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Miguel Ferreira]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nações Unidas]]></category>
		<category><![CDATA[Nova SBE]]></category>
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					<description><![CDATA[O coordenador científico do programa "Finanças para Todos" da Nova SBE analisa os desafios da educação financeira em Portugal e o reconhecimento internacional atribuído pela ONU ao projecto.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O programa de literacia financeira <a href="https://executivedigest.sapo.pt/projeto-da-nova-sbe-e-fidelidade-distinguido-pela-onu-com-premio-internacional-de-educacao-em-gestao/">“Finanças para Todos”, desenvolvido pela Nova SBE em parceria com a Fidelidade</a>, conquistou um dos PRME Education Awards, uma iniciativa das Nações Unidas que reconhece projectos de educação em gestão com impacto comprovado na sociedade.</p>
<p>O programa foi distinguido na categoria Research: Generating Knowledge with Downstream Educational Impact, tendo o prémio reconhecido não apenas o projecto, mas também o estudo científico associado, intitulado The Impact of Financial Literacy: Evidence from a Randomized Trial Linked to Administrative Data.</p>
<p>Em entrevista à Executive Digest, Miguel Ferreira, professor da Nova SBE e coordenador científico do projeto, desenvolvido com a participação dos investigadores Diogo Mendes, da Stockholm School of Economics, e André F. Silva, do Federal Reserve Board, explica o que representa esta distinção e analisa o actual estado da literacia financeira em Portugal.</p>
<p><strong>O que representa para a Nova SBE receber esta distinção pelo projeto &#8216;Finanças para Todos&#8217;?</strong></p>
<p>É um reconhecimento com dois significados. Primeiro, valida o modelo que defendemos desde o início: juntar investigação científica rigorosa e intervenção no terreno. O prémio distingue não apenas o programa, mas o estudo que o avaliou: um ensaio aleatorizado com mais de 10 mil participantes, ligado a dados administrativos, que nos permite medir efeitos reais e não apenas perceções. Segundo, mostra que uma escola de negócios portuguesa consegue produzir conhecimento com impacto social concreto e ser reconhecida por isso ao mais alto nível, numa plataforma das Nações Unidas que reúne escolas de todo o mundo. É também um reconhecimento do trabalho dos meus coautores, Diogo Mendes e André Silva, e dos nossos parceiros, a Fidelidade e a CFA Society Portugal, sem os quais o programa não teria a escala que tem.</p>
<p><strong>O estudo conclui que um programa de apenas 10 horas consegue alterar comportamentos financeiros. Qual o resultado que mais o surpreendeu?</strong></p>
<p>O que mais me surpreendeu foi ver mudanças em decisões de grande peso, e não apenas em pequenos gestos do dia a dia. Esperávamos ganhos de conhecimento que a literatura já documentava. O que não era garantido é que dez horas de formação levassem as pessoas a renegociar o crédito à habitação, a reduzir o saldo utilizado nos cartões de crédito e a entrar em incumprimento com menos frequência. Renegociar um crédito à habitação é uma decisão exigente, que muitas famílias adiam durante anos. E como estes resultados vêm de dados administrativos, e não de questionários, sabemos que refletem comportamento real, seis meses depois do programa. Foi a demonstração mais clara de que o conhecimento financeiro se traduz em ação.</p>
<p><strong>Os maiores ganhos verificaram-se entre mulheres, pessoas com menores rendimentos e menor escolaridade. O que nos dizem estes dados sobre a importância de democratizar a literacia financeira?</strong></p>
<p>Dizem-nos que a literacia financeira é um instrumento de igualdade de oportunidades. Os grupos que mais beneficiaram são precisamente aqueles que partem de níveis mais baixos de conhecimento financeiro e que mais sofrem as consequências de decisões mal informadas: crédito mais caro, menor poupança, maior vulnerabilidade a choques financeiros. Quando o mesmo programa gera ganhos maiores nestes grupos, o retorno social de o expandir é evidente. Há aqui também uma lição de desenho de políticas: a formação tem de ser gratuita, acessível e próxima das pessoas. Se a educação financeira ficar reservada a quem já tem recursos e escolaridade, acaba por amplificar desigualdades em vez de as reduzir.</p>
<p><strong>Apesar dos progressos, o país continua a apresentar níveis de literacia financeira abaixo da média europeia. Quais são os principais desafios?</strong></p>
<p>Os números são conhecidos e não deixam margem para dúvidas. No Eurobarómetro da Comissão Europeia sobre literacia financeira, apenas 42% dos portugueses responderam corretamente a pelo menos três de cinco perguntas básicas — sobre inflação, juros compostos ou diversificação — contra uma média europeia de 52%, o que nos coloca em penúltimo lugar entre os 27 Estados-membros, apenas à frente da Roménia. E somente 11% dos portugueses atingem um nível elevado de literacia financeira, face a 18% na média da União Europeia: a percentagem mais baixa da UE. Perante este ponto de partida, identifico três desafios. O primeiro é a escala: um programa, por mais eficaz que seja, chega a milhares de pessoas; o défice de literacia abrange milhões. É preciso multiplicar canais: escolas, empresas, autarquias, meios de comunicação. O segundo é chegar a quem mais precisa. As pessoas mais vulneráveis são, muitas vezes, as que menos procuram formação, seja por falta de tempo, de confiança ou de informação. Foi por isso que lançámos o Finanças para Todos Empresas, para levar a formação ao local de trabalho. O terceiro é a evolução do próprio ambiente financeiro: a digitalização, o crédito imediato, os criptoativos e as fraudes online criam riscos novos mais depressa do que as competências se difundem. A literacia financeira não é um destino, é uma competência que tem de ser permanentemente atualizada.</p>
<p><strong>Que impacto espera que este reconhecimento internacional tenha na expansão do programa e na forma como a literacia financeira é encarada em Portugal?</strong></p>
<p>Espero dois efeitos. No plano do programa, o reconhecimento dá-nos credibilidade acrescida para atrair novos parceiros e chegar a mais participantes: já formámos 10 mil pessoas desde 2022 e queremos ir muito além, nomeadamente através da vertente dirigida às PME. No plano do debate público, espero que ajude a mudar a forma como a literacia financeira é encarada: não como um tema menor ou uma boa intenção, mas como política pública com retorno mensurável. Temos agora evidência científica, produzida em Portugal e com dados portugueses, de que a educação financeira funciona. Isso deve informar as decisões de escolas, empresas, reguladores e do próprio Estado.</p>
<p><strong>Para terminar, que mensagem gostaria de deixar a quem continua a acreditar que a educação financeira tem pouca influência nas decisões e no bem-estar das pessoas?</strong></p>
<p>Diria que essa crença era legítima há uns anos (parte da literatura inicial encontrava efeitos pequenos) mas que hoje os dados mostram o contrário. Com um programa simples, de dez horas, gratuito, as pessoas passaram a poupar mais, a participar mais no mercado de capitais (por exemplo, investindo em ETF de índices de ações), a depender menos do crédito mais caro, a gerir melhor as suas dívidas e a planear a reforma (por exemplo, investindo em PPR). Não são intenções declaradas num inquérito; são comportamentos observados em dados administrativos. Saber gerir o dinheiro não é um luxo nem um dom: é uma competência que se aprende e que faz diferença concreta na vida de cada pessoa, sobretudo na vida de quem tem menos margem para errar.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786374]]></sapo:autor>
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		<title>Petróleo sobe para máximos de duas semanas após nova troca de ataques entre EUA e Irão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 08:47:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os preços do petróleo subiram mais de 2% esta quarta-feira e atingiram máximos de duas semanas, numa altura em que os Estados Unidos e o Irão voltaram a trocar ataques.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Os preços do petróleo subiram mais de 2% esta quarta-feira e atingiram máximos de duas semanas, numa altura em que os Estados Unidos e o Irão voltaram a trocar ataques e Washington repôs sanções sobre as vendas de crude iraniano. A escalada reacendeu os receios de que a frágil trégua entre os dois países esteja a desfazer-se e de que os fornecimentos do Médio Oriente possam voltar a ser perturbados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a Reuters, os futuros do Brent avançavam 1,73 dólares, ou 2,33%, para 75,89 dólares por barril às 07h55 GMT. Já o West Texas Intermediate, referência norte-americana, subia 1,57 dólares, ou 2,23%, para 72,01 dólares por barril. Ambos os referenciais atingiram os valores mais elevados desde 24 de junho.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Sanções ao crude iraniano pressionam mercado</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A subida desta quarta-feira prolonga o movimento já registado na terça-feira, quando os dois referenciais valorizaram cerca de 3% depois de os Estados Unidos terem revogado a licença geral que autorizava a venda de petróleo iraniano.</p>
<p class="isSelectedEnd">Tamas Varga, analista da PVM, citado pela Reuters, afirmou que a valorização continuou esta manhã e referiu que quatro petroleiros e navios de gás terão decidido não atravessar o Estreito de Ormuz ou sido obrigados a inverter a rota. A decisão surgiu depois de o Irão ter declarado que a única passagem marítima segura pelo estreito é a rota designada por Teerão.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Estreito de Ormuz voltou, assim, ao centro das preocupações do mercado energético. Antes do início da guerra, no final de fevereiro, por esta passagem circulavam cargas equivalentes a cerca de um quinto do abastecimento energético mundial.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>EUA atacam o Irão após incidentes com navios</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O Comando Central dos Estados Unidos afirmou na terça-feira que os ataques aéreos norte-americanos foram uma resposta a ações iranianas contra três navios comerciais que atravessavam o Estreito de Ormuz.</p>
<p class="isSelectedEnd">Poucas horas depois, a Guarda Revolucionária iraniana anunciou ter atacado instalações militares dos Estados Unidos no Bahrein e no Kuwait. O Irão não assumiu responsabilidade pelos ataques contra os navios, mas o Qatar responsabilizou Teerão pelos incidentes, incluindo um ataque contra um navio qatari de gás natural liquefeito, que terá sido atingido por um drone e sofrido um incêndio na casa das máquinas.</p>
<p class="isSelectedEnd">A sucessão de incidentes aumentou a tensão sobre o transporte marítimo na região e trouxe de volta o risco de perturbações no fornecimento de energia a partir do Médio Oriente.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Teerão acusa Washington de violar acordo de paz</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, acusou os Estados Unidos de violarem gravemente o acordo provisório de paz. Entre as críticas apontadas por Teerão estão os ataques norte-americanos contra o Irão, a reposição de sanções ao petróleo, ameaças de novos bombardeamentos, violações das regras iranianas no Estreito de Ormuz e a continuação de ataques israelitas contra o Líbano.</p>
<p class="isSelectedEnd">Bjarne Schieldrop, analista-chefe de matérias-primas do SEB, afirmou que os desenvolvimentos mais recentes colocaram em dúvida o futuro do processo negocial de 60 dias. Na sua avaliação, um preço do petróleo mais próximo dos 80 dólares por barril estará mais alinhado com os atuais fundamentos do mercado do que um valor próximo dos 70 dólares.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Mercado tinha apostado numa queda dos preços</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Depois de os Estados Unidos e o Irão terem assinado uma trégua no mês passado, os preços do petróleo recuaram para níveis anteriores à guerra. Os investidores acumularam posições curtas nos futuros do petróleo, apostando numa continuação da queda dos preços.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa descida tinha sido alimentada pela expectativa de que uma vaga de oferta reprimida do Médio Oriente pudesse chegar ao mercado. A nova escalada militar, porém, inverteu o sentimento dos investidores e renovou os receios de escassez.</p>
<p>Desde o início do conflito, vários países têm recorrido às suas reservas para compensar a quebra de abastecimento. Nos Estados Unidos, os inventários de crude voltaram a cair na semana passada, segundo fontes de mercado citadas pela Reuters com base em dados do American Petroleum Institute. Analistas consultados pela agência esperavam uma descida de cerca de 2,4 milhões de barris na semana terminada a 3 de julho.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786649]]></sapo:autor>
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		<title>UniCredit reforça posição no Commerzbank para 47,65% do capital</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 08:44:51 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[O banco UniCredit passou a deter 47,65% do capital do Commerzbank, após concluir a oferta pública de aquisição (OPA) de ações que lhe permitiu reforçar a participação em 17,60%, superando "largamente as expectativas iniciais", foi hoje anunciado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O banco UniCredit passou a deter 47,65% do capital do Commerzbank, após concluir a oferta pública de aquisição (OPA) de ações que lhe permitiu reforçar a participação em 17,60%, superando &#8220;largamente as expectativas iniciais&#8221;, foi hoje anunciado.</p>
<p>Depois do encerramento do período inicial de aceitação da OPA de ações, somada à participação que detém diretamente, equivalente a 26,77%, e aos instrumentos financeiros que conferem o direito de solicitar a entrega física de uma participação de 3,22%, a posição total do UniCredit eleva-se a 47,59% do capital do Commerzbank, explicaram as entidades em comunicado.</p>
<p>&#8220;A participação de 47,59% corresponde a 49,65% dos direitos de voto do Commerzbank, uma vez que a percentagem atingirá esse nível assim que o Commerzbank proceder à amortização das ações próprias, operação que o banco se comprometeu a realizar&#8221;, precisou o comunicado.</p>
<p>Com a conclusão dos períodos de oferta pública de aquisição, o UniCredit assegura que &#8220;se dá mais um passo em frente na execução do investimento estratégico do UniCredit no Commerzbank&#8221;.</p>
<p>Já o UniCredit comunicou que &#8220;continuará a procurar um diálogo construtivo com todas as partes interessadas, ao mesmo tempo que prossegue com os trâmites regulamentares e de autorização necessários relacionados com o investimento&#8221;.</p>
<p>A operação enfrentou a oposição frontal do Governo de Berlim e da própria direção do Commerzbank.</p>
<p>A Agência Financeira da Alemanha (Finanzagentur des Bundes) &#8211; que gere a participação de 12% que o Estado alemão ainda detém no banco &#8211; considerou que a oferta não inclui um prémio adequado.</p>
<p>A OPA voluntária lançada pelo UniCredit consiste numa troca de 0,485 ações próprias por cada ação do banco alemão, o que avalia o Commerzbank em cerca de 35.000 milhões de euros.</p>
<p>Embora esta equação corresponda a cerca de 31,07 euros por ação, segundo o Commerzbank (e 34,35 euros, segundo o UniCredit), as ações da entidade alemã ultrapassavam, no início da semana, os 36,50 euros na Bolsa de Frankfurt.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786648]]></sapo:autor>
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		<title>Trump diz que cessar-fogo com o Irão “acabou” após novos ataques contra bases norte-americanas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 08:28:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A escalada volta a colocar sob pressão os esforços diplomáticos, numa altura em que Washington e Teerão trocaram novos ataques após incidentes no Estreito de Ormuz.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O frágil acordo de cessar-fogo destinado a pôr fim à guerra entre os Estados Unidos e o Irão ficou em risco esta quarta-feira, depois de Teerão ter atacado bases norte-americanas na região em resposta a novos bombardeamentos dos EUA contra território iraniano.</p>
<p class="isSelectedEnd">A escalada volta a colocar sob pressão os esforços diplomáticos, numa altura em que Washington e Teerão trocaram novos ataques após incidentes no Estreito de Ormuz. Questionado sobre se o memorando de entendimento para terminar a guerra estava morto, Donald Trump foi taxativo: “Acho que acabou.”</p>
<p class="isSelectedEnd">O presidente dos Estados Unidos afirmou não querer voltar a lidar com Teerão e usou linguagem dura contra a liderança iraniana, classificando os responsáveis do regime como pessoas “doentes”, “violentas” e “viciosas”. Trump acrescentou ainda que, se o Irão tivesse uma arma nuclear, a usaria.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Irão anuncia ataques contra bases dos EUA</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A Guarda Revolucionária iraniana anunciou ter atingido bases norte-americanas importantes no Bahrein e no Kuwait. O corpo militar iraniano afirmou também ter abatido um drone MQ-9 Reaper dos Estados Unidos, que, segundo Teerão, estaria a tentar interferir na operação.</p>
<p class="isSelectedEnd">As sirenes de ataque aéreo soaram nos dois países. No Kuwait, o exército afirmou que as defesas aéreas estavam a responder a ataques considerados “hostis”. Até ao momento, não houve uma reação imediata das forças militares norte-americanas.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Washington ataca embarcações iranianas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O Comando Central dos Estados Unidos alegou ter atingido mais de 60 pequenas embarcações da Guarda Revolucionária iraniana. Segundo Washington, a operação foi uma resposta aos ataques iranianos contra navios no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais sensíveis para o comércio internacional de petróleo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Além da ação militar, os Estados Unidos revogaram uma licença que permitia ao Irão vender petróleo, aumentando a pressão económica sobre Teerão num momento de agravamento da tensão militar.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Explosões em zonas estratégicas do Irão</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Antes dos ataques anunciados contra bases norte-americanas, meios de comunicação iranianos tinham relatado explosões em vários pontos estratégicos do país. Entre as zonas mencionadas estavam Kharg Island, principal centro petrolífero do Irão, Qeshm Island e as cidades portuárias de Sirik e Bandar Abbas, no sul do país.</p>
<p class="isSelectedEnd">A sucessão de ataques e contra-ataques deixou o cessar-fogo praticamente sem margem política, com Trump a admitir publicamente que já não considera viável o entendimento alcançado com Teerão.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Trump critica aliados da NATO em Ancara</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As declarações sobre o Irão surgiram durante uma conferência de imprensa de Donald Trump à margem da cimeira da NATO, em Ancara. O presidente norte-americano aproveitou a ocasião para criticar duramente vários aliados, acusando-os de não apoiarem Washington no confronto com Teerão.</p>
<p class="isSelectedEnd">Trump afirmou que Reino Unido, França e Alemanha não quiseram ajudar os Estados Unidos em relação ao Irão, país que voltou a descrever como o principal patrocinador estatal do terrorismo. O presidente disse ainda não querer “negócios” com Espanha por causa da posição assumida em relação ao conflito, classificando Madrid como um “terrível parceiro” na NATO.</p>
<p class="isSelectedEnd">O presidente norte-americano voltou também a queixar-se de que os Estados Unidos pagam demasiado pela Aliança Atlântica. Segundo Trump, Washington protege os aliados, mas esses mesmos aliados não estão disponíveis quando os EUA precisam de apoio.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Gronelândia volta ao discurso de Trump</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Na mesma conferência de imprensa, Donald Trump voltou a falar da Gronelândia, dizendo que os Estados Unidos cometeram um erro ao “devolver” o território à Dinamarca. O presidente norte-americano afirmou que a ilha semiautónoma é muito importante para os Estados Unidos, mas não para os dinamarqueses.</p>
<p class="isSelectedEnd">Trump disse ainda que a Dinamarca foi derrotada pelos nazis em menos de um dia e defendeu que os Estados Unidos “tomaram conta” da Gronelândia antes de a entregarem novamente. As declarações aumentaram o tom de tensão diplomática numa cimeira já marcada por críticas abertas aos aliados da NATO.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Cessar-fogo em risco após nova escalada</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A nova troca de ataques entre Estados Unidos e Irão representa o golpe mais recente num cessar-fogo que já era descrito como frágil. Teerão acusa Washington de violar o acordo de paz ao lançar novos ataques contra o Irão, enquanto os Estados Unidos justificam as suas operações com incidentes no Estreito de Ormuz.</p>
<p>Com ataques a bases norte-americanas no Golfo, explosões em zonas petrolíferas iranianas, ações militares contra embarcações da Guarda Revolucionária e sanções adicionais sobre o petróleo iraniano, o conflito voltou a aproximar-se de uma fase de confronto aberto.</p>
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		<title>Explicador: Vale a pena esperar pela descida dos juros para comprar casa?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 08:26:58 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Comprar casa continua a exigir prudência, estabilidade financeira e capacidade para acomodar a prestação sem comprometer a qualidade de vida.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Ana Cláudia Lima, Maxfinance Dragão</em></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-786639 size-medium" src="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/Ana-Claudia-Lima_Maxfinance-Dragao-e1783499151633-300x242.jpeg" alt="" width="300" height="242" srcset="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/Ana-Claudia-Lima_Maxfinance-Dragao-e1783499151633-300x242.jpeg 300w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/Ana-Claudia-Lima_Maxfinance-Dragao-e1783499151633-557x450.jpeg 557w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/Ana-Claudia-Lima_Maxfinance-Dragao-e1783499151633-768x620.jpeg 768w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/Ana-Claudia-Lima_Maxfinance-Dragao-e1783499151633-600x485.jpeg 600w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/Ana-Claudia-Lima_Maxfinance-Dragao-e1783499151633.jpeg 1060w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>Consigo entender o motivo pelo qual tanta gente se debate com esta questão. Isto, porque a lógica parece simples: se os juros baixarem, a prestação fica mais barata. O que muitas vezes se esquece, é que essa mesma conclusão está a ser feita por milhares de pessoas ao mesmo tempo.</p>
<p>No meu entendimento, existe uma situação adicional a esta que deve ser fortemente considerada e que nos mostra que muitas vezes o ganho obtido com uma taxa de juro mais baixa pode ser anulado por um preço de compra mais alto.</p>
<p>Quero com isto dizer, que quando existe a tão desejada descida das taxas de juro, o poder de compra das famílias aumenta, estimulando a procura por habitação. Quando a oferta não acompanha esse aumento de procura, os preços dos imóveis acabam por sofrer uma pressão ascendente.</p>
<p>Adiar a compra na expectativa de obter uma prestação mensal mais reduzida, pode significar, encontrar mais tarde, um imóvel de preço superior. Neste caso, o aumento do valor de aquisição pode traduzir-se em mais capital financiado, assim como numa entrada de capitais próprios superior, mas a decisão de comprar envolve muitas mais variáveis do que as referidas anteriormente, como por exemplo, idade e o prazo de financiamento que é muitas vezes ignorado, mas que tem grande impacto.</p>
<p>Isto significa que devemos comprar a qualquer custo? Naturalmente que não.</p>
<p>Comprar casa continua a exigir prudência, estabilidade financeira e capacidade para acomodar a prestação sem comprometer a qualidade de vida. Nenhuma descida de juros compensa uma decisão tomada sem preparação.</p>
<p>Mas também é verdade que demasiadas famílias ficam presas numa espécie de sala de espera financeira, convencidas de que o próximo trimestre ou o próximo semestre lhes trará condições ideais.</p>
<p>Na maioria das vezes, essas condições ideais não chegam.</p>
<p>O mercado muda, os preços ajustam-se, a procura reage e a oportunidade que parecia estar apenas adiada acaba por desaparecer.</p>
<p>Talvez por isso a pergunta mais relevante não seja: &#8220;Quando vão descer os juros?&#8221;</p>
<p>A pergunta certa é outra: &#8220;Se encontrasse hoje a casa certa, teria condições para a comprar?&#8221;</p>
<p>Porque quem compra uma casa não investe apenas numa taxa de juro. Investe num imóvel, numa localização, num projeto de vida e num momento. E os momentos, ao contrário das taxas, nem sempre voltam.</p>
<p>É precisamente por isso que faz sentido olhar para a decisão de forma global. Avaliar a capacidade financeira, comparar soluções de financiamento, perceber o impacto do prazo, da taxa escolhida ou do montante de entrada são fatores que podem ter um peso muito superior a uma pequena descida da Euribor.</p>
<p>Mais do que tentar adivinhar o comportamento futuro das taxas de juro, importa perceber qual é a solução mais adequada para cada situação concreta. E é aqui que o apoio de um intermediário de crédito pode fazer a diferença: ajudando as famílias a comparar propostas de diferentes bancos, a compreender o verdadeiro custo do financiamento e a tomar uma decisão informada, ajustada à sua realidade e aos seus objetivos de longo prazo.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786636]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Concorrência notificada da compra da Mocoffee pela Delta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 08:23:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Autoridade da Concorrência (AdC) foi notificada em 01 de julho da aquisição da Mocoffee Europe pela Delta Cafés, informou o regulador.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Autoridade da Concorrência (AdC) foi notificada em 01 de julho da aquisição da Mocoffee Europe pela Delta Cafés, informou o regulador.</p>
<p>&#8220;A operação de concentração consiste na aquisição, pela Delta Cafés &#8212; Sociedade Gestora De Participações Sociais, S.A. (&#8216;Delta&#8217; ou &#8216;Notificante&#8217;), do controlo exclusivo da Mocoffee Europe, S.A. (&#8216;Mocoffee&#8217; ou &#8216;Adquirida&#8217;)&#8221;, lê-se na informação divulgada.</p>
<p>A Delta encabeça o Grupo Nabeiro, ativo no setor do café em Portugal, designadamente na torrefação e comercialização de café, nas cápsulas do sistema Delta Q e nas máquinas de café associadas a esse sistema.</p>
<p>Já a Mocoffee é uma sociedade portuguesa com sede na Azambuja, cuja atividade se centra no fabrico de cápsulas de café em regime de &#8216;private label&#8217; (por encomenda de terceiros, para serem comercializadas sob a marca destes), compatíveis com o sistema Nespresso.</p>
<p>A Mocoffee não dispõe de qualquer marca própria, nem vende diretamente ao consumidor final, atuando estritamente num plano &#8216;business-to-business&#8217; (B2B).</p>
<p>Agora, quaisquer observações sobre a operação devem ser remetidas à Autoridade da Concorrência, no prazo de 10 dias úteis.</p>
<p>A faturação do grupo Nabeiro-Delta Cafés subiu 12% no ano passado, face a 2024, para 650 milhões de euros.</p>
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