Cirque du Soleil a salvo? Falência pode ser evitada mas credores assumem 45% da empresa

O Cirque du Soleil Entertainment Group pediu proteção para evitar falência depois de a pandemia do novo coronavírus ter obrigado a empresa a cancelar os espetáculos agendados para todo o mundo, avança a ‘Bloomberg’.

A empresa, com sede em Montreal, controlada pela gigante de private equity TPG Capital, solicitou proteção judicial através da Lei de Acordos com Credores, em vigor no Canadá.

O pedido será agora analisado pelo Tribunal Superior de Quebec mas enquanto aguarda a empresa está também a procurar obter igual validação nos EUA, ao abrigo do acordo ‘Capítulo 15’.

As empresas de entretenimento que dependem de grandes multidões estão entre as primeiras vítimas do coronavírus. O Cirque du Soleil despediu 4.679 funcionários – cerca de 95% da sua força de trabalho – a 19 de março, depois de encerrar 44 produções, impedidas pelas medidas de restrição adotadas por muitos países nas suas respostas à pandemia.

Para evitar a falência, a empresa que nasceu de um grupo de artistas de rua no Quebec e evoluiu para uma gigante global de entretenimento ao vivo, assinou um contrato com os seus principais acionistas – TPG, a Fosun International, sediada em Xangai e a Caisse de Depot et Placement du Quebec.

O ‘braço’ de investimentos e empréstimos do governo de Quebec, o Investissement Quebec (IQ), também está envolvido na operação, enquanto credor.

Sob os termos da proposta, deu nota de que os patrocinadores injetarão cerca de 300 milhões de dólares, visando a sua reestruturação e o apoio de um reinício bem-sucedido, assumindo assim parte do passivo do Cirque.

O IQ atuará como um provedor de dívida, emprestando 200 milhões de dólares, de entre o total dos referidos 300 milhões, enquanto os acionistas adquirem substancialmente todos os ativos da empresa numa combinação de dinheiro, dívida e património.

Os credores receberão aproximadamente 50 milhões em dívidas sem garantia e com quitação, além de uma participação acionária de 45% na empresa reestruturada.

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