A presidente da Agência Nacional de Inovação (ANI), Joana Mendonça, demitiu-se do cargo em carta enviada ao presidente da Mesa da Assembleia Geral e ao ministro da Economia, António Costa e Silva. A CIP está preocupada com esta situação e diz que esta demissão espelha o estado de execução do PRR.
A demissão é justificada pela responsável pela falta de resposta do Governo a várias iniciativas da ANI, sendo que nem o Ministério da Economia nem o Ministério da Ciência e do Ensino Superior responderam, segundo a gestora pública, a vários a pedidos elementares para atividade regular da agência.
A CIP vê com enorme preocupação a demissão da Presidente da Agência Nacional para a Inovação”, diz o Presidente da CIP, António Saraiva, acrescentando que “esta demissão confirma, infelizmente, a perceção que o setor privado tem sobre a execução do PRR e de outros programas: os processos funcionam mal e de forma muitas vezes incoerente”.
Para António Saraiva, a boa execução do PRR é “obviamente crucial para a economia e para as empresas portuguesas”, no entanto, considera, nos últimos trimestres assistiu-se a uma perda da velocidade da atividade económica. “Se os instrumentos públicos não avançarem com vigor em solidez, os riscos para as empresas e para os trabalhadores aumentam substancialmente”.
A posição da CIP é assim de preocupação, reiterando que coloca o país em “situação de fragilidade face aos nossos concorrentes europeus”.














