A Confederação Empresarial de Portugal — CIP recebeu com “enorme preocupação” as previsões avançadas pelo Conselho das Finanças Públicas. Consideram que os “indicadores económicos são preocupantes” e exige “ação rápida” do Governo.
O organismo liderado por Armindo Monteiro diz que, apesar de o CFP prever que a economia portuguesa este ano vai crescer 2,2%, esta é uma estimativa mais pessimista do que as divulgadas, no início do verão, pelo Banco de Portugal, OCDE e FMI.
Apontam que o arrefecimento económico na Europa e em Portugal vai aumentar a incerteza sobre a atividade económica nestes meses finais de 2023 e vai também refletir-se negativamente no próximo ano.
“Neste ameaçador contexto de travagem, que implicará o abrandamento no ritmo de crescimento das exportações em resultado da degradação das perspetivas económicas previstas para os principais parceiros comerciais de Portugal — o que também afectará o investimento — a CIP sublinha a urgência de o Governo concretizar, sem mais perdas de tempo, novas políticas públicas realmente viradas para o investimento e a promoção da economia”, escrevem em comunicado.
A CIP apresentou ao executivo liderado por António Costa um conjunto de 30 medidas direcionadas para o crescimento, rendimento e simplificação, que permitirão “ter mais crescimento, mais rendimentos e ainda uma relação mais simplificada com a administração pública”, consideram.
“O acordo de competitividade e rendimentos, assinado em 9 de outubro de 2022, exige mais trabalho, mais ambição e mais profundidade para que atinja os objetivos definidos”, sublinham.














