CIP apela à rápida ratificação do Acordo UE–Mercosul. “Será particularmente relevante para as PME portuguesas”

A Confederação Empresarial de Portugal (CIP) saudou o avanço registado ontem no processo do Acordo de Parceria UE–Mercosul, com a transmissão do texto pela Comissão Europeia ao Conselho e ao Parlamento Europeu, e apelou a uma rápida ratificação do entendimento, considerado histórico para a economia portuguesa e europeia.

Fábio Carvalho da Silva e André Mendes

A Confederação Empresarial de Portugal (CIP) saudou o avanço registado ontem no processo do Acordo de Parceria UE–Mercosul, com a transmissão do texto pela Comissão Europeia ao Conselho e ao Parlamento Europeu, e apelou a uma rápida ratificação do entendimento, considerado histórico para a economia portuguesa e europeia.

O Acordo de Parceria UE–Mercosul criará a maior zona de comércio livre do mundo, oferecendo às empresas europeias uma vantagem competitiva numa região marcada por tarifas elevadas e barreiras comerciais significativas. Segundo estimativas da Comissão Europeia, o tratado poderá aumentar as exportações anuais da União Europeia para o Mercosul em até 39%, o equivalente a cerca de 49 mil milhões de euros, sustentando mais de 440 mil empregos em toda a Europa.



O organismo liderado por Armindo Monteiro sublinhou que o acordo terá impacto direto nas PME portuguesas, ao facilitar o acesso ao mercado sul-americano. “O Acordo UE–Mercosul criará um mercado de mais de 700 milhões de consumidores, gerará novas oportunidades exportadoras e será particularmente relevante para as PME portuguesas. É fundamental que a União Europeia conclua este processo com rapidez, para que as empresas portuguesas e europeias não fiquem para trás”, afirmou.

O tratado permitirá ainda reduzir tarifas atualmente proibitivas em setores como automóveis (35%), maquinaria (14%-20%) e produtos farmacêuticos (até 14%), além de facilitar o investimento em cadeias de valor estratégicas e promover elevados padrões ambientais e laborais. Espera-se também que contribua para a transição verde e digital nas duas regiões e para cadeias de abastecimento mais estáveis e previsíveis.

A BusinessEurope, confederação europeia da qual a CIP é membro, reforçou os benefícios do acordo e apelou igualmente à sua rápida ratificação. O presidente Fredrik Persson destacou que «numa era marcada pela incerteza geopolítica, a Europa deve reafirmar o seu compromisso com o comércio aberto e baseado em regras. Este acordo é mais do que um acordo comercial – é um investimento estratégico no futuro da Europa e uma poderosa ferramenta para o crescimento».

A CIP considera, assim, que a ratificação do Acordo de Parceria UE–Mercosul será um catalisador de inovação, crescimento económico e criação de emprego em Portugal.

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