Cinco perguntas e respostas sobre a doença misteriosa que lançou o pânico na China

A poucas semanas das celebrações do Ano Novo lunar, em que milhões de chineses viajam dentro do país, as autoridades continuam a investir uma nova doença na China. A Organização Mundial de Saúde (OMS) chama-lhe «pneumonia de causa incerta», mas ainda não se sabe ao certo o que é.

Para que nada fique por explicar, consulte abaixou um conjunto de cinco perguntas e respostas e tire todas as suas dúvidas.

1. Qual a causa deste surto?

Os primeiros relatos da doenças datam de Dezembro. Pelo menos 40 contraíram esta patologia, todas elas da capital da província de Hubei, Wuhan, uma região central da China. Alguns dos primeiros infectados trabalhavam num mercado de peixe. Nesse espaço, além de peixe, eram vendidos pássaros, coelhos ou cobras.

Mais tarde foram identificadas pelas autoridades 120 pessoas que estiveram em contacto directo com os sete doentes de quarentena. Desde então, o mercado está fechado para desinfecção, uma vez que a transmissão da doença dos animais para os humanos não foi posta de parte pelas autoridades. 

Em comunicado, citado pelo “Financial Times” (FT), as autoridades chinesas excluíram a hipótese de se tratar de síndrome respiratória do Médio Oriente (ou MERS), influenza, gripe aviária e adenovírus.

Na semana passada, cientistas chineses disseram que haviam identificado a causa: um coronavírus. Segundo a OMS, é menos transmissível do que o síndrome respiratória aguda grave (Sars), que causou centenas de morte na China há uma década.

 

2. Tem tido impactos? 

No domingo, a OMG informou que sete dos 41 pacientes estavam em quarentena, enquanto seis tinham tido alta hospital. Até agora, só foi referida uma morte. Um homem de 61 anos, previamente diagnosticado com tumores abdominais e doença hepática crónica, morreu de insuficiência cardíaca após contrair o vírus.

No mesmo dia, o director dos Serviços de Saúde de Macau anunciou que o nível de alerta de emergência foi elevado para três, segundo a agência “Lusa”. Lei Chin Ion frisou não ter sido registada qualquer ocorrência em Macau, que tem duas ligações aéreas diárias com Wuhan. Alguns casinos macaenses estão a medir a temperatura corporal à entrada das salas de jogo.

Já na Coreia do Sul estão a ser preparados espaços de quarentena e em Singapura também é medida a temperatura a quem chega de Wuhan.

 

3. É transmissível?

Ainda não se sabe com certeza, mas de acordo com as autoridades de Saúde de Hong Kong, não foram encontradas provas da transmissão do vírus entre o homem. Porém, não descartam essa possibilidade e pedem que as pessoas estejam atentas  a sintomas como febre, dificuldades respiratórias, tosse, calafrios ou dores musculares.

Entretanto, a OMS revelou que as autoridades tailandesas haviam identificado a mesma infecção num turista que tinha acabado de chegar de Wuhan.

 

4. Houve algum encobrimento por parte das autoridades?

O último surto desta doença começou no Sul da China e foram registados mais de oito mil casos em todo o mundo. Matou mais de 800 pessoas em 2002-2003. Mais tarde, descobriu-se que as autoridades chinesas encobriram novos casos durante meses, o que agravou a sua propagação. Desde 2004 que não havia registo de nenhum novo caso, a nível mundial, e a comunidade médica chegou a considerar a Sars erradicada.

No entanto, Jeremy Farrar, director da Wellcome Trust e especialista em doenças na Ásia, assegurou que «desde o surto Sars, a China transformou completamente o seu sistema de vigilância e a sua transparência na comunicação dos resultados». «Agora não há segredos», sublinhou, segundo o FT.

 

5. É seguro viajar para a China?

A OMS está a monitorizar a situação e mantém contacto com as autoridades chinesas. Contudo, já veio descartar publicamente a necessidade de impor restrições a viagens ou comércio para já.

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