Cimeira Ibérica: Costa afasta contágio de crise bancária em Portugal e critica Bruxelas na eletricidade

Primeiro-ministro referiu ainda que a solução ibérica para desligar a eletricidade do gás “permitiu que exista uma inflação ao nível da energia” em Portugal e Espanha “muito inferior” à inflação geral

Executive Digest com Lusa

O primeiro-ministro afastou hoje riscos de contágio a Portugal de uma crise bancária, salientando que nenhum banco nacional está sob procedimento, e criticou a timidez da recente proposta da Comissão Europeia sobre o mercado da eletricidade.

Escolha a Executive Digest como fonte preferida no Google Escolher ›

Estas posições foram transmitidas por António Costa em conferência de imprensa no final da 34ª Cimeira Luso Espanhola, em Lanzarote, no arquipélago das Canárias, tendo ao seu lado o líder do executivo de Espanha, Pedro Sánchez, ocasião em que citou a conclusão dos ministros das Finanças da União Europeia sobre a “estabilidade” bancário europeu.

“No caso concreto de Portugal, há poucas semanas a Comissão Europeia encerrou o último procedimento que havia [Novo Banco] relativamente a um banco que tinham sido objeto de resolução e que agora concluiu o seu processo de reestruturação, encontrando-se em boas condições”, declarou o primeiro-ministro português.

Depois, o líder do executivo falou sobre a evolução dos custos da energia, dizendo que a solução ibérica para desligar a eletricidade do gás “permitiu que exista uma inflação ao nível da energia” em Portugal e Espanha “muito inferior” à inflação geral.

“Já não é o custo da energia que está alimentar a inflação, mas sim outras causas, importando analisá-las. É preciso ver causa a causa qual a melhor forma de lhe dar resposta”, disse, após ter sido interrogado sobre a existência de especulação na formação de preços de bens alimentares.

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

Neste ponto, advogou que, se relativamente a setores diversos tivesse existido o mesmo quadro regulatório forte que se aplica em relação à energia, “seguramente a inflação hoje estaria mais controlada do que aquilo que está”.

Se António Costa não desenvolveu o tema da evolução dos preços dos bens alimentares em Portugal, o mesmo já não fez em relação à proposta da Comissão Europeia, que foi divulgada na terça-feira, sobre o mercado da eletricidade.

“A proposta que a Comissão Europeia apresentou para a reforma do mercado da eletricidade é muito tímida”, defendeu.

Segundo o primeiro-ministro português, essa proposta “apresenta alguns passos positivos, no bom sentido, mas fica muito aquém daquilo que é necessário”.

“Aquilo que é necessário é o que Espanha e Portugal têm vindo a defender desde março do ano passado, no sentido de separar de uma vez por todas os mercados da eletricidade e do gás, acabar com a regra marginalista de fixar o preço da eletricidade pelo preço mais elevado da sua fonte de produção”, disse.

Continue a ler após a publicidade

Em suma, António Costa reiterou que fixação do preço da eletricidade deve ser em função do custo efetivo da sua forma de produção.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.