Um grupo de seis cientistas da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos propôs transportar 6,7 milhões de doses de ADN e esperma de plantas, animais e humanos até à lua. O objetivo é garantir a continuidade da humanidade no caso de a vida já não poder acontecer no planeta Terra. Mas desta vez a 384.400 quilómetros do nosso planeta: na lua, avança o ‘El Mundo’.
A ideia consiste na criação de uma espécie de banco de esperma, que permitiria ter um “backup” de cerca de 6,7 milhões de espécies animais e vegetais, bem como de esperma humano. Seriam preservados criogenicamente -a 196 graus abaixo de zero e escondidos dentro de uma série de túneis e cavernas sob a superfície lunar.

Jekan Thanga, que dirige o laboratório SpaceTREx na Universidade do Arizona, é o principal impulsionador desta ideia. O responsável argumenta que, tal como há 75 mil anos muitas plantas e animais estavam ameaçados pela erupção do Monte Toba, na Indonésia, que causou um período de arrefecimento de mil anos, “a Terra é um ambiente volátil. E essa instabilidade, deixa a sua espécie vulnerável e exige o estabelecimento de um cofre de ADN no satélite da Terra o mais rapidamente possível”.
Não foram referidas datas concretas, mas o seu projeto de construir uma “arca de Noé” na lua, e enchê-la com diferentes tipos de ADN, esperma e ovos de espécies terrestres, tem provocado todo o tipo de opiniões entre engenheiros espaciais e astrobiólogos. Alguns dizem que é “devaneio” ou “loucura”. Outros falam de “algo complicado mas viável e necessário”.
“Este é um projeto algo romântico, mas pode ser muito interessante…. Dá muitas ideias para o futuro”, afirma Eduardo González, especialista em evolução molecular no Centro de Astrobiologia em Madrid, citado pelo ‘El Mundo’. “O que eu me pergunto é se seria útil para os humanos. Porque se há um cataclismo, como é que lá vamos? Se o colocar na lua, há outra questão. Será prático?”, questiona.
Ainda assim o responsável reconhece que “independentemente das dúvidas que se possam ter, a verdade é que muitas ideias, por mais loucas que pareçam, ganham peso ao longo dos anos e podem ajudar a resolver muitos problemas”.














