O aquecimento global é o grande desafio e ameaça à sobrevivência que a humanidade enfrenta e as soluções até agora mais eficazes passam por mitigar as causas, em especial as emissões de gases com efeito de estufa. Agora, uma equipa de investigadores israelitas tem uma proposta que, à primeira vista absurda, teria efeito em baixar os termómetros na Terra.
Os cientistas climáticos do Instituto de Tecnologia Technion-Israel estão a desenvolver uma espécie de chapéu-de-sol gigantesco, sensivelmente com as dimensões da Argentina, com o objetivo de bloquear os raios solares que atingem o nosso planeta e, desta forma, mitigar os efeitos do aquecimento global.
Segundo indicam, a sombra projetada, de cerca de um milhão de quilómetros quadrados, permitira reduzir a temperatura média da terra em pero de 5ºC, no prazo de cinco anos.
A equipa procura financiamento de 19 milhões de euros para desenvolver um protótipo com mais de 300 metros quadrados que, segundo os cientistas poderá estar concluído até 2027.
Esta ‘vela’ ficaria a 14 milhões de quilómetros da terra, e seria móvel pelo espaço através de movimentos de abertura e fecho da camada que faz sombra.
O ambicioso projeto conta, no entanto, com muitos críticos que, o consideram “megalómano” e avisam que o real custo ficará nos milhares de milhões de euros.
“Erguer qualquer uma destas ‘megaestruturas’ no espaço seria muito caro e exigiria uma grande colaboração internacional através da realocação de fundos dos orçamentos militares para fins pacíficos”, indica o físico de Harvard Avi Loeb, citado pelo Daily Mail.
Ainda assim, a equipa assegura que o protótipo estará pronto no prazo máximo de três anos. “Nós do Technion não vamos salvar o planeta, mas vamos mostrar que isso pode ser feito”, indica Yoram Rozen ao The New York Times.
O projeto ‘Cool Earth’ (‘Terra arrefecida’) precisaria de um ‘guarda-chuva’ com uma enorme área, pelo que a equipa aponta que teriam de ser lançadas várias ‘velas’, que depois seriam fixadas a uma nave a energia solar. A equipa não avança no entanto detalhes sobre os materiais a sere usados na construção da gigantesca estrutura.
Susanne Baur, investigadora do Centro Europeu de Investigação e Formação Avançada em Computação Científica, em França, aponta outro problema a esta ideia: tempestades solares ou asteroides poderia danificar a construção, o que levaria a um “aquecimento repentino e rápido com consequências desastrosas” e recorda que os “triliões de dólares” que se gastariam nesta ‘sombrinha’ seriam melhor investidos em medidas para reduzir as emissões de gases com efeitos de estuda na Terra e na remoção do dióxido de carbono da atmosfera.












