Cientistas portugueses nas várias frentes da luta contra a Covid-19

O Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes, da Universidade de Lisboa, entrou em modo Covid-19 e está a trabalhar nas várias frentes para ajudar a encontrar soluções para a pandemia.

Revista de Imprensa

O Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes (IMM), da Universidade de Lisboa, fechou há pouco mais de um mês. A maioria dos 400 investigadores estão em casa, em teletrabalho, escreve o “Diário de Notícias” (DN), sublinhando que o IMM entrou em modo Covid-19 e está a trabalhar nas várias frentes para ajudar a encontrar soluções para a pandemia.

«Num momento como este, redefinimos a nossa missão, e estamos a fazer a nossa parte como cientistas e como cidadãos para ajudar a resolver esta crise de saúde», explicou ao “DN” Maria Mota, directora-executiva do IMM.

Exemplo disso mesmo são testes de diagnóstico da doença. Há já cerca de três semanas que o IMM está a fazer uma média diária de 200 testes de Covid-19, sendo que num dos dias chegou aos 375, detalha o “DN”.

Os testes serológicos para a Covid-19, para se avaliar a imunidade da população ao vírus e definir estratégias para a população poder sair gradualmente da quarentena, também fará parte dos esforços do IMM, revela o jornal. De acordo com o “DN”, o trabalho está a ser feito em colaboração com outras instituições científicas de Lisboa, no âmbito do consórcio Serology4COVID, que, além do IMM, reúne o Instituto Gulbenkian de Ciência, o Instituto de Biologia Celular e Tecnológica, o Centro de Estudos de Doenças Crónicas da Faculdade da Nova Medical School e o ITQB Nova, ambos da Universidade Nova de Lisboa. Há já um primeiro protótipo de teste serológico, que começará a ser testado em breve.

Há ainda outros projectos no IMM para estudar o vírus: um deles é o biobanco para a Covid-19, uma colecção de amostras biológicas de doentes portugueses do novo coronavírus que já arrancou, explica o “DN”.

Continue a ler após a publicidade

A nível global, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 168 mil mortos e infectou mais de 2,4 milhões de pessoas em 193 países e territórios. A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Portugal regista, neste momento, 20.863 casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus e o número de vítimas mortais subiu para 735, revela o último boletim da Direção-Geral da Saúde, divulgado nesta segunda-feira, 20 de Abril.

O Governo decretou o estado de emergência a 19 de Março, que já foi prorrogado duas vezes, estando previsto agora o seu fim a 2 de Maio. O diploma prevê a possibilidade de uma «abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais».

Continue a ler após a publicidade
Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.