Cientistas portugueses já sequenciaram mais de 370 genomas do novo coronavírus

As sequenciações são feitas a partir de amostras de doentes de todas as regiões do país, incluindo Açores e Madeira.

Revista de Imprensa

Portugal conta já com 378 sequenciações do genoma do Sars-cov-2, Dois meses passados sobre a chegada da covid-19, avança o “Diário de Notícias” (DN).

Este é, segundo o jornal, o resultado do trabalho de três institutos de investigação: o Instituto Nacional Ricardo Jorge, que fez 284 destas sequenciações e pretende fazer um total de mil genomas no prazo de três meses, sendo que tem um financiamento de 30 mil euros do programa especial de apoio à investigação em Covid-19 da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT); o instituto de investigação i3S, da Universidade do Porto, que fez 70 sequenciações e se propõe no mesmo prazo chegar às 240, sendo que teve também um projecto no mesmo montante aprovado naquele programa da FCT -, e o Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), que completou 24 genomas e quer chegar aos dois mil até Julho, se tiver esse número de testes positivos.

De acordo com o “DN”, as sequenciações são feitas a partir de amostras de doentes de todas as regiões do país, incluindo Açores e Madeira. «Neste momento a taxa de positivos é baixa, o que é óptimo, e a continuar assim, a nossa meta dos dois mil genomas não será necessária. Mas se os casos voltarem a aumentar, então sequenciaremos todos os genomas das amostras positivas», explicou ao jornal a investigadora Isabel Gordo, que coordena no IGC o grupo de genómica e evolução de micróbios, e que vai estudar em detalhe as mutações já observadas no SARS-cov-2.

«Temos uma rede de mais de 20 hospitais, desde Vila Real, à região Centro, passando por Évora, Algarve, Funchal e Açores, entre outros, o que nos permite ter um retrato da pandemia à escala nacional», disse ao “DN” Vítor Borges, um dos investigadores do projecto e o coordenador no INSA da etapa final do processo de sequenciação genómica.

«Queremos fazer uma radiografia do início da epidemia nesta região, onde aparentemente ela começou, estudar a taxa de mutação e relacionar as diferentes estirpes do vírus com a gravidade dos casos clínicos», completou a investigadora Luísa Pereira que lidera no i3S o grupo para os estudos da diversidade de genética.

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Em Portugal, morreram 1.007 pessoas das 25.351 confirmadas como infectadas, e há 1.647 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias “France-Presse”, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 235 mil mortos e infectou mais de 3,3 milhões de pessoas em 195 países e territórios.  Mais de um milhão de doentes foram considerados curados.

A Covid-19, doença respiratória aguda que pode provocar pneumonias, é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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