Cientistas descobrem bactéria que sobreviveu no espaço durante um ano

Contra todas as adversidades e de forma altamente improvável, uma bactéria chamada Deinococcus radiodurans foi recentemente descoberta pelos cientistas, depois de sobreviver durante um ano em órbita no espaço.

Simone Silva

Contra todas as adversidades e de forma altamente improvável, uma bactéria chamada Deinococcus radiodurans foi recentemente descoberta pelos cientistas, depois de sobreviver durante um ano em órbita baixa da Terra fora da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) segundo site ‘Science Alert’

Uma equipa internacional do grupo de Bioquímica Espacial da Universidade de Viena, investigou a forma como os micróbios poderiam sobreviver à transferência de um corpo celeste para outro. O estudo permite assim uma compreensão mais profunda sobre os mecanismos moleculares por detrás da sobrevivência microbiana no espaço.

A análise investigou a influência que o espaço teve sobre o micróbio a nível molecular. Depois de passar um ano fora da ISS durante a missão espacial Tanpopo, os investigadores descobriram que a bactéria não tinha danos morfológicos, tendo até produzido várias vesículas de membrana externa, que são uma resposta genómica e proteica multifacetada ao «stress celular».

As vesículas ajudam as bactérias a reparar danos no ADN, bem como a defender-se contra espécies reativas de oxigénio. Os investigadores também descobriram que os processos dentro da bactéria que afetam o transporte e o estado de energia foram alterados em resposta à exposição espacial. A bactéria usou uma molécula chamada poliamina putrescina para eliminar espécies reativas de oxigénio com o objetivo de se regenerar na exposição espacial.

A principal autora do estudo, Tetyana Milojevic, referiu que a investigação ajudou os investigadores a entender os mecanismos e processos que podem permitir a existência de vida fora da Terra. A pesquisa também foi útil para a expandir o conhecimento de sobrevivência e adaptação no espaço. A equipa acredita que a bactéria poderia ter sobrevivido à baixa órbita terrestre ainda durante mais tempo.

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«Estas investigações ajudam-nos a entender todos os mecanismos e processos através dos quais a vida pode existir fora da Terra, aumentado o nosso conhecimento de sobrevivência e adaptação no ambiente hostil do espaço», afirmou a especialista.

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