Uma equipa de cientistas tailandeses produziu amostras de E.coli, bactérias que que vivem no intestino humano e transformam o açúcar em gordura, capazes de «comer» CO2, concluindo que podem ajudar a combater as alterações climáticas.
As conclusões são de um estudo publicado na revista “Cell” e acredita-se que podem ajudar a travar a emissão de gases com efeito de estufa, uma das principais causas para o aquecimento global.
Ao longo de seis meses, as bactérias E.Coli foram geneticamente modificadas pelos cientistas, com o objectivo de «desenvolver uma plataforma científica que pudesse melhorar a fixação de CO2, capaz de ajudar a enfrentar os desafios relacionados com a produção sustentável de alimentos e combustível e do aquecimento global causado pelas emissões de CO2», disse Ron Milo, um dos autores do estudo e biólogo do Instituto Weizmann de Ciência.
A cada etapa do processo, foram recebendo quantidades menores de açúcar e, ao mesmo tempo, recebiam CO2 e formiato. «Ensinar uma bactéria intestinal a fazer truques pelos quais as plantas são conhecidas foi um tiro no escuro», afirma um dos autores do estudo, Shmuel Gleizer, destacando a «plasticidade do metabolismo bacteriano».





