Cientistas criam bactéria que “come CO2” e pode ajudar no combate às alterações climáticas

A bactéria, criada em laboratório, pode ajudar a travar a emissão de gases com efeito de estufa, uma das principais causas para o aquecimento global.

Ana Rita Rebelo

Uma equipa de cientistas tailandeses produziu amostras de E.coli, bactérias que que vivem no intestino humano e transformam o açúcar em gordura, capazes de «comer» CO2, concluindo que podem ajudar a combater as alterações climáticas.

As conclusões são de um estudo publicado na revista “Cell”  e acredita-se que podem ajudar a travar a emissão de gases com efeito de estufa, uma das principais causas para o aquecimento global.

Ao longo de seis meses, as bactérias E.Coli foram geneticamente modificadas pelos cientistas, com o objectivo de «desenvolver uma plataforma científica que pudesse melhorar a fixação de CO2, capaz de ajudar a enfrentar os desafios relacionados com a produção sustentável de alimentos e combustível e do aquecimento global causado pelas emissões de CO2», disse Ron Milo, um dos autores do estudo e biólogo do Instituto Weizmann de Ciência.

A cada etapa do processo, foram recebendo quantidades menores de açúcar e, ao mesmo tempo, recebiam CO2 e formiato. «Ensinar uma bactéria intestinal a fazer truques pelos quais as plantas são conhecidas foi um tiro no escuro», afirma um dos autores do estudo, Shmuel Gleizer, destacando a «plasticidade do metabolismo bacteriano».

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