Afinal os antibióticos podem mesmo resultar contra a Covid-19. Segundo uma investigação da Universidade de Valência e do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) em Espanha, publicada pelo ‘El Mundo’, há certos antibióticos que podem mesmo impedir a entrada do vírus SARS-COV-2 nas células humanas.
Em causa estão antibióticos macrólidos, de amplo espectro, usados no tratamento das infeções das vias respiratórias, de entre os quais se destaca a claritromicina e a azitromicina, segundo informa a instituição académica.
O trabalho, realizado pelo grupo da Unidade de Projeto de Drogas e Topologia Molecular da Universidade de Valência, foi publicado na revista norte-americana ‘Journal of Chemical Information and Modeling’.
Esta já não é, no entanto, a primeira vez que os investigadores sugerem a eficácia dos antibióticos em causa. Já em março de 2020, tinham publicado um artigo, onde estes antibióticos eram propostos como medicamentos no tratamento da Covid-19, embora a previsão fosse baseada apenas em cálculos teóricos.
Agora, em colaboração com o CSIC, mostram que estes antibióticos são capazes de impedir a entrada do vírus ‘in vitro’, desativando a proteína em forma de espiga, que o coronavírus usa para entrar nas células humanas.
Experiências mais recentes sobre a infeção por Covid-19 demonstram, avança o artigo, que a azitromicina e a claritromicina reduzem a acumulação intracelular de RNA viral e a propagação do vírus, assim como previnem a morte celular induzida pelo vírus, inibindo a entrada do SARS-CoV-2 nas células.
Desenvolvimentos na ciência, a par da produção e distribuição massiva de vacinas contra a Covid-19, numa altura em que o mundo continua a braços com o avanço e recuo sobre os vários fabricantes.














