A atividade sísmica pode intensificar-se consideravelmente entre os dias 3 a 7 de março, alerta Frank Hoogerbeets, fundador do instituto científico de investigação para a monitorização da geometria entre corpos celestes, Solar System Geometry Survey [Levantamento Geométrico do Sistema Solar] (SSGEOS).
Os tremores de terra podem ocorrer em várias regiões do planeta, segundo o sismólogo holandês, que identifica o sul do Japão, Indonésia, Portugal, Grécia, Paquistão, parte da América do Norte e as Ilhas Kuril como as zonas mais perigosas.
“Não estou a exagerar ou a tentar espalhar o medo”, destacou Hoogerbeets ao salientar: “Isto é apenas um aviso”.
O sismólogo acredita que o movimento dos planetas no nosso sistema solar pode ajudar-nos a prever os terramotos e, assim, evitar desastres como o que aconteceu na Turquia, a 6 de fevereiro, e fez mais de 45 mil vítimas mortais.
Frank Hoogerbeets previu este sismo três dias antes de acontecer. “Mais cedo ou mais tarde haverá um terramoto de 7.5 nesta região (centro-sul da Turquia, Jordânia, Síria, Líbano)”, escreveu o especialista numa publicação no Twitter, feita no dia 3 de fevereiro.
Nas redes sociais a SSGEOS deixou um alerta, esta quarta-feira, a informar que pode ocorrer um tremor de terra secundário mais forte na zona da Turquia Central ou na área à volta, nos próximos dias.
A stronger aftershock may occur in or near Central Turkey in the coming days.
— SSGEOS (@ssgeos) March 1, 2023
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Contudo, na teoria, é impossível prever terramotos, de acordo com o US Geological Survey [Inquérito Geológico dos Estados Unidos da América] (USGS). “Não sabemos como e não esperamos saber num futuro previsível”, admitiram os cientistas do USGS ao explicar que apenas é possível “calcular a probabilidade de ocorrência de um sismo significativo numa área específica dentro de um certo número de anos”.
Quanto às deslocações à Turquia para fins de lazer, as viagens estão desaconselhadas devido ao perigo de um terramoto em várias zonas como Izmir, Mugla, Antalya e Istambul, reiterou o geólogo e cientista Okan Tuysuz.




