Cidadãos portugueses no Sudão “estão todos fora da situação de maior perigo”, garante ministro

Dos 22 portugueses a viver no país, 11 já se encontram no Djibuti, sendo que os restantes – “com exceção de um, que quis ficar e se encontra numa situação segura no sul do país” – estão a caminho das fronteiras

Francisco Laranjeira

Os cidadãos nacionais presos no conflito do Sudão “estão todos fora da situação de maior perigo”, informou esta segunda-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros, ainda que não estejam todos fora do país – dos 22 portugueses a viver no país, 11 já se encontram no Djibuti, sendo que os restantes – “com exceção de um, que quis ficar e se encontra numa situação segura no sul do país” – estão a caminho das fronteiras.

Segundo João Gomes Cravinho, com a missão espanhola viajou uma cidadã portuguesa, atualmente em Madrid, ao passo que os restantes viajaram com o apoio de França e das Nações Unidas.

“Há um conjunto de meios de retirada que está agora em curso”, afirmou o ministro, acrescentando que “até estarem todos fora do país não estão livres de perigo, mas continuamos a trabalhar”. Em cima da mesa está a possibilidade de ser enviado um avião da Força Aérea para repatriar os portugueses.

O Sudão tem sido palco de violentos confrontos entre forças do general Abdel Fattah al-Burhane, líder de facto do país desde o golpe de 2021, e um ex-adjunto que se tornou um rival, o general Mohamed Hamdan Dagalo, que comanda o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês). Segundo a Organização Mundial da Saúde, há houve pelo menos 420 mortos e 3.700 feridos.

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