Cibercriminosos têm extorquido enormes somas de criptomoedas em ataques de ransomware à medida que perseguem alvos cada vez maiores, alertam especialistas

Em janeiro de 2022, a ‘Chainalysis’ identificou mais de 604,95 milhões de euros em pagamentos de ransonware a partir de 2020 – o dobro da estimativa inicial do mesmo período há um ano

Francisco Laranjeira

O ransonware de gangs informáticos está a perseguir alvos cada vezes maiores e estão cada vez melhores a extorquir grandes somas de criptomoedas, de acordo com um relatório da empresa de dados blockchain ‘Chainalysis’. O aumento dos valores de pagamento, de acordo com a ‘Chainalysis’, deve-se à crescente sofisticação dos grupos de ransomware. Os ataques tornaram-se mais precisos e eficientes à medida que os hackers alavancaram ferramentas de terceiros para adotar uma estratégia de ‘caça grossa’ para fazer ataques maiores em alvos maiores.

Em janeiro de 2022, a ‘Chainalysis’ identificou mais de 604,95 milhões de euros em pagamentos de ransonware a partir de 2020 – o dobro da estimativa inicial do mesmo período há um ano. Para 2021, a ‘Chainalysis’ identificou 526,27 milhões de euros em pagamentos, alertando que possa ser um valor subestimado.

Os criminosos de ransomware têm exigido mais dinheiro aos seus alvos -de acordo com a ‘Chainalysis’, o tamanho médio do pagamento aumentou de 21,86 mil euros para 103,16 mil euros em criptomoedas entre 2019 e 2022.

2021 também ficou marcado pela presença de mais variantes de ransonware individuais ativas do que em qualquer outro ano, com pelo menos 140 em 2021 em comparação com 119 no ano anterior.

A Conti – uma operação de ransomware que se acredita ter sede na Rússia – é considerado como a principal gang de ransomware de 2021, tendo extorquido pelo menos 157,36 milhões de euros das suas vítimas. Darkside, outro gang, ficou em segundo lugar.

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