É amante de chocolate? Saiba que este pode vir a ter um sabor amargo depois de os preços terem disparado como consequência de fenómenos climáticos extremos.
Durante o ano passado, os preços do cacau duplicaram. O contrato mais ativo desta matéria-prima superou os 5.600 dólares (cerca de 5.200 euros) por tonelada métrica, de acordo com a plataforma investing.com, ultrapassando o recorde anterior de 5.379 dólares (perto de 5.000 euros) registado em 1977, ou seja, há 47 anos.

Os fenómenos meteorológicos e as doenças agrícolas prejudicaram as colheitas na África Ocidental, um importante fornecedor global de cacau. Depois de uma éoca chuvosa que ajudou espalhar uma doença agrícola que afetou a oferta, o tempo seco ameaça prejudicar ainda mais a produção.
No início desta semana, o presidente da Associação Europeia do Cacau, Paul Davis, disse que não descartaria a possibilidade de os preços subirem para os 6 mil dólares (cerca de 5.500 euros) por tonelada.
“Fertilizantes muito caros, condições difíceis para os agricultores, condições difíceis para os consumidores”, afirmou, de acordo com a ‘Bloomberg’.
Esta “tempestade perfeita” vai afetar os fabricantes de chocolates, que vão ver os custos de produção a aumentar, e a margem e os lucros a diminuir durante este ano. Para além disso, vai afetar também os consumidores, que podem ver o preço dos chocolates a aumentar nas prateleiras dos supermercados.
As colheitas em todo o mundo têm sofrido com eventos climáticos cada vez mais extremos. No ano passado, as colheitas prejudicadas também fizeram aumentar o preço do açúcar, do sumo de laranja e do azeite para máximos de vários anos.












