Chinês condenado a 15 anos de prisão nos EUA por branqueamento de capitais para cartéis de droga mexicanos

Um cidadão chinês foi condenado esta terça-feira, no estado norte-americano da Carolina do Norte, a 15 anos de prisão por envolvimento numa rede que branqueou mais de 92 milhões de dólares (84,4 milhões de euros) provenientes do tráfico de droga.

Executive Digest com Lusa

Um cidadão chinês foi condenado esta terça-feira, no estado norte-americano da Carolina do Norte, a 15 anos de prisão por envolvimento numa rede que branqueou mais de 92 milhões de dólares (84,4 milhões de euros) provenientes do tráfico de droga.

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Segundo anunciou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Jianfei Lu, de 31 anos, foi condenado pelo Tribunal do Distrito Ocidental da Carolina do Norte, após ter admitido a culpa no envolvimento numa organização chinesa de branqueamento de capitais que servia cartéis de droga, sobretudo operando através do México.

“As redes chinesas de branqueamento de capitais tornaram-se num elemento-chave de apoio aos cartéis mexicanos”, afirmou num comunicado o procurador-geral adjunto da Divisão Criminal do Departamento de Justiça, Tysen Duva.

De acordo com os documentos presentes ao tribunal, Lu atuava como correio e gestor da organização, recolhendo pessoalmente mais de 20 milhões de dólares (18,3 milhões de euros) em dinheiro vivo junto de traficantes nos Estados Unidos.

O arguido depois depositava os fundos em contas bancárias de empresas-fantasma utilizando identidades falsas e cartas de condução contrafeitas, além de coordenar a atividade de outros correios no terreno.

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Em julho de 2025, o cidadão chinês tinha-se declarado culpado de conspiração para branqueamento de capitais e de transações financeiras com bens provenientes de atividades criminosas, reconhecendo o conhecimento direto do branqueamento de montantes entre 25 e 65 milhões de dólares (22,9 e 59,6 milhões de euros).

“Hoje em dia, as organizações criminosas não conseguem operar sem acesso aos seus lucros”, sublinhou no comunicado o agente especial responsável da Divisão da Administração do Controlo de Drogas (DEA, na sigla em inglês) em Atlanta, Jae Chung, destacando a atuação das autoridades no combate aos facilitadores financeiros do narcotráfico.

Como parte do seu acordo de culpa, o arguido admitiu ter conhecimento e envolvimento no branqueamento de entre 25 e 65 milhões de dólares (22,9 a 59,6 milhões de euros) em fundos ilícitos, sabendo que estes incluíam lucros do tráfico de droga, informou o Departamento de Justiça norte-americano.

De acordo com os mesmos documentos judiciais, no esquema estavam também envolvidos a cidadã chinesa Enhua Fang, de 39 anos, e Shu Jun Zhen, de 37 anos, residente em Nova Iorque. A acusação apontou Fang como a gestora de maior relevância, tendo Lu assumido muitas das suas funções enquanto esta se encontrava na China. Lu foi o primeiro elemento do grupo a ser condenado.

Segundo a acusação, Fang utilizava múltiplos telemóveis, que mudava com regularidade, e várias aplicações de mensagens encriptadas para comunicar com os operacionais da organização no estrangeiro e com os traficantes de droga nos Estados Unidos.

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Por sua vez, Zhen ocupava um nível inferior na hierarquia, cumprindo instruções de Fang e de Lu para branquear quase 25 milhões de dólares (cerca de 22,9 milhões de euros), recorrendo tanto à sua identidade real como a identidades falsas.

Os outros três arguidos que se declararam culpados foram o cidadão chinês Maoxuan Xia, de 29 anos — que admitiu ter branqueado cerca de 30 milhões de dólares (27,5 milhões de euros) —, Shao Neng Lin, de 58 anos, residente na Califórnia, e Zhou Yu, de 42 anos, também da China, tendo estes dois últimos admitido a movimentação de 20 milhões de dólares (18,3 milhões de euros) cada um.

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