China tornou-se campeã mundial dos painéis solares. Mas como?

Desde há uma década, a China injetou um abrangente capital governamental para alimentar os projetos verdes e ordenou a todas as grandes empresas controladas por Pequim a utilizar energia renovável. 10 anos depois, o resultado está à vista: agora o país produz a maior parte do polissilício do mundo, um material fundamental para os painéis solares.

No entanto, ignorou os apelos de ambientalistas para fechar as centrais  de carvão que fornecem a eletricidade barata necessária para a produção de equipamentos relacionados com a energia solar, assim como a mão de obra barata e muitas vezes forçada, como no caso de Xinjiang.

As empresas norte-americanas, que há 20 anos produziam 22% de polissilício, agora fabricam apenas 1% deste material, como esclarece a BloombergNEF. A certa altura, havia 75 grandes fábricas de peças solares nos Estados Unidos, um número que deveria crescer à medida que a indústria florescia. A maioria já foi fechada.

A indústria não conseguiu criar raízes nos Estados Unidos, apesar dos milhares de milhões de dólares injetados por George W. Bush e seus sucessores. Até mesmo as pesadas tarifas impostas pelos ex-presidentes Barack Obama e Donald Trump contra a China tiveram pouco sucesso.

Para  os críticos, como o senador do Oregon, Ron Wyden e para a secretária do Tesouro Janet Yellen, a China beneficiou de práticas comerciais injustas e do uso de trabalho forçado, acusações que o país rejeita e que, para os analistas, não foi o fator principal, mas sim “a necessidade de monopolizar o mercado, impondo coercivamente às suas empresas o uso de enrgias renováveis, uma prática impensável numa economia democrática”, como refere a BloombergNEF.



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