A China poderá ter dado um passo decisivo na corrida pela liderança nas comunicações espaciais. Um grupo de cientistas chineses revelou uma tecnologia inovadora baseada em lasers que promete ultrapassar o desempenho da Starlink, a rede de satélites de internet de Elon Musk.
A nova abordagem, testada com sucesso, permite transmitir dados a uma velocidade cinco vezes superior à da Starlink, mesmo em céus nublados ou com turbulência atmosférica.
Segundo o South China Morning Post, a equipa liderada por Wu Jian, professor da Universidade de Correios e Telecomunicações de Pequim, e Liu Chao, da Academia Chinesa de Ciências, conseguiu resolver um dos principais obstáculos da tecnologia de comunicação a laser: a instabilidade provocada pela atmosfera terrestre.
A solução passa por uma técnica chamada sinergia AO-MDR, que combina duas tecnologias avançadas — Óptica Adaptativa (AO) e Recepção por Diversidade de Modos (MDR) — para manter a qualidade dos sinais mesmo quando transmitidos a partir de lasers de baixa potência, como o utilizado no teste: um laser de apenas 2 watts, tão fino quanto uma vela, como explica o ‘elEconomista’.
Com esta abordagem, os investigadores conseguiram transmitir dados a uma velocidade de 1 Gbps — o quíntuplo da capacidade atual do Starlink — com uma taxa de sucesso de mais de 90%, um salto significativo face aos 72% registados anteriormente com métodos convencionais.
A tecnologia poderá representar uma mudança de paradigma nas comunicações via satélite, posicionando a China como líder neste setor estratégico. A Starlink, que tem vindo a conquistar espaço global com a sua constelação de milhares de satélites, poderá enfrentar agora um concorrente à altura, capaz de oferecer uma alternativa mais rápida, eficiente e resistente às condições adversas da atmosfera.














