A China está a reforçar os exercícios militares em todo o Leste Asiático, na sequência de uma «guerra de palavras» com os Estados Unidos devido às actividades militares de Washington e à visita de um secretário norte-americano a Taiwan, avança a ‘CNN’.
Um think tank chinês referiu inclusive que o Exército de Libertação do Povo (ELP) está a considerar a realização de exercícios de fogo real perto da ilha norte-americana de Guam.
Na manhã de segunda-feira, a China enviou aviões para o Estreito de Taiwan. Os jactos chineses também foram identificados por mísseis antiaéreos de Taiwan, segundo o Ministério da Defesa da região.
Pequim acelerou o ritmo dos seus exercícios militares nas últimas semanas, depois de os EUA terem enviado dois grupos de ataque de porta-aviões em raros exercícios no Mar da China Meridional, por duas vezes durante o mês de Julho.
Contudo, a visita do secretário de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, Alex Azar, à ilha autónoma de Taiwan esta semana, veio aumentar ainda mais as tensões existentes entre os dois países.
A presença de Azar em Taipé é vista como «uma violação séria» dos compromissos dos EUA com Taiwan, de acordo com o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Zhao Lijian, em declarações prestadas na tarde de segunda-feira.
«Pedimos que os EUA interrompessem as interacções oficiais e contactos de todos os tipos, bem como melhorassem as relações substantivas com a ilha, lidando com as questões de Taiwan de forma prudente e adequada, para não prejudicar seriamente a cooperação China-EUA nas principais áreas, bem como a paz e a estabilidade em todo o Estreito de Taiwan», disse Zhao, citado pela agência de notícias estatal Xinhua.





