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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Tue, 14 Jul 2026 11:56:03 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Caos nos Exames Nacionais: Pedidos de reapreciação podem aumentar até dez vezes, avisa a FNE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 11:55:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Federação Nacional da Educação (FNE) estima que os pedidos de reapreciação dos exames nacionais deste ano possam atingir valores muito acima do habitual, na sequência da controvérsia gerada pelo processo de classificação digital das provas. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Federação Nacional da Educação (FNE) estima que os pedidos de reapreciação dos exames nacionais deste ano possam atingir valores muito acima do habitual, na sequência da controvérsia gerada pelo processo de classificação digital das provas. A estrutura sindical admite que a taxa de pedidos passe dos cerca de 2% registados no ano letivo anterior para um intervalo entre 10% e 20%, o que, tendo em conta um universo aproximado de 300 mil exames, poderá traduzir-se entre 30 mil e 60 mil solicitações de reapreciação. A concretizar-se este cenário, o sistema terá de responder a um volume de processos cinco a dez vezes superior ao registado em anos anteriores.</p>
<p>Segundo avança a <a href="https://cnnportugal.iol.pt/educacao/exames-nacionais/exames-nacionais-pedidos-de-reapreciacao-podem-ser-cinco-ou-dez-vezes-superior-ao-habitual/20260714/6a5616f3d34e511da0b2d31d" target="_blank" rel="noopener">CNN Portugal</a>, o secretário-geral da FNE, Pedro Barreiros, considera que existem três fatores que poderão explicar este aumento expressivo. O primeiro prende-se com a desconfiança instalada em torno do processo de classificação, após os problemas verificados na correção digital dos exames. O segundo resulta da possibilidade, já anunciada pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), de os alunos terem acesso às respetivas provas digitalizadas. O terceiro relaciona-se com o novo modelo de classificação por itens, em que diferentes professores corrigem partes distintas da mesma prova, eliminando a possibilidade de um único classificador voltar a analisar o exame na íntegra para ponderar a atribuição de décimas que permitissem subir a classificação final. &#8220;Estamos, portanto, perante a possibilidade de o sistema ter de responder a um volume cinco ou dez vezes superior ao habitual. Mais uma vez o Ministério não está a saber antecipar problemas e eu questiono-me se haverá recursos humanos suficientes para fazer essas reapreciações&#8221;, afirmou Pedro Barreiros.</p>
<p>Perante este cenário, a FNE enviou um ofício ao MECI a alertar para as consequências que um aumento significativo dos pedidos poderá ter na mobilização de professores classificadores, na carga de trabalho das estruturas envolvidas, na capacidade de resposta dos sistemas tecnológicos e administrativos e no cumprimento dos prazos definidos. A federação solicita ao ministério a preparação de um plano de contingência que assegure os recursos humanos necessários, os mecanismos de mobilização dos docentes e a capacidade operacional dos sistemas, defendendo igualmente que sejam salvaguardados os direitos dos professores, nomeadamente o direito ao descanso e ao gozo efetivo das férias. Em comunicado, a organização sindical sublinha que, &#8220;depois da pressão verificada na fase de classificação, o sistema não pode ser novamente apanhado desprevenido perante uma eventual segunda vaga de pressão, agora na fase das reapreciações&#8221;.</p>
<p>O prazo para concluir a classificação dos exames nacionais termina esta terça-feira, às 24h00, mantendo-se prevista a divulgação das classificações na próxima sexta-feira. Após a publicação dos resultados, os alunos dispõem de dois dias úteis — sexta-feira e a segunda-feira seguinte — para apresentar, na respetiva escola, um pedido de reapreciação das provas. Posteriormente, os professores classificadores terão cerca de uma semana para proceder à revisão dos exames que lhes forem distribuídos, estando a divulgação dos resultados das reapreciações agendada pelo Ministério da Educação para o dia 7 de agosto.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789042]]></sapo:autor>
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		<title>Cargo público “desnecessário e feito à medida&#8221;: irmão de Pedro Sánchez condenado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 11:52:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[david sanchez]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Sanchéz]]></category>
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					<description><![CDATA[Audiencia Provincial de Badajoz concluiu que o lugar de coordenador das atividades dos conservatórios foi criado com o objetivo de ser ocupado por David Sánchez. A decisão foi tomada por unanimidade e ainda poderá ser alvo de recurso]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>David Sánchez, irmão do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, foi condenado a nove anos de inibição para ocupar cargos públicos e apresentar-se a eleições, por um crime de prevaricação administrativa relacionado com a sua contratação pela administração provincial de Badajoz.</p>
<p>Segundo o ‘20 Minutos’, a Audiencia Provincial de Badajoz concluiu que o lugar de coordenador das atividades dos conservatórios foi criado com o objetivo de ser ocupado por David Sánchez. A decisão foi tomada por unanimidade e ainda poderá ser alvo de recurso.</p>
<p>O tribunal não considerou, contudo, provado que a criação do cargo tivesse sido pedida pelo próprio David Sánchez ou que tivesse resultado diretamente do seu parentesco com Pedro Sánchez, que, naquela altura, ainda não era primeiro-ministro, embora já liderasse o Partido Socialista Operário Espanhol.</p>
<p>Também não foram encontradas provas de que David Sánchez ou os restantes arguidos tivessem exercido pressões sobre os responsáveis públicos envolvidos no processo. Por esse motivo, foram absolvidos do crime de tráfico de influência.</p>
<p>A condenação incidiu sobre o crime de prevaricação administrativa, que ocorre quando uma autoridade ou funcionário público toma conscientemente uma decisão arbitrária e contrária ao interesse público.</p>
<p>Miguel Ángel Gallardo, antigo presidente da Diputación de Badajoz e ex-dirigente do PSOE na Extremadura, foi condenado a 18 anos de inibição, por dois crimes de prevaricação. Outros intervenientes no processo, entre funcionários da administração provincial e Luis Carrero, amigo de David Sánchez, receberam também penas de inibição.</p>
<p><strong>Cargo criado “sob um véu de segredo”</strong></p>
<p>A sentença considera que os condenados participaram num plano destinado a favorecer David Sánchez através da criação urgente de um cargo público que não correspondia a uma necessidade efetiva da administração.</p>
<p>Segundo o tribunal, o lugar foi criado de forma “desnecessária e sem sentido”, com condições laborais e remuneratórias próprias de funções de alta direção. Os interesses pessoais do futuro titular terão sido colocados acima do interesse público.</p>
<p>O ‘20 Minutos’ refere que os magistrados descreveram a atribuição do cargo como um processo conduzido “sob um véu de segredo e irregularidade”.</p>
<p>O tribunal concluiu ainda que nenhum dos arguidos desconhecia o plano desenvolvido pelos níveis superiores da administração provincial. Os intervenientes terão agido em conjunto para criar o lugar e garantir que seria ocupado pelo irmão de Pedro Sánchez.</p>
<p>A decisão divide os factos em três momentos principais: a criação do cargo de coordenador das atividades dos conservatórios, a posterior alteração das funções de David Sánchez e a abertura de um segundo lugar de direção destinado a Luis Carrero.</p>
<p>No primeiro caso, os responsáveis pelos conservatórios afirmaram em tribunal que nunca tinham solicitado a criação daquele posto e que a sua integração no organograma não fazia sentido.</p>
<p>Segundo os depoimentos, existiam outras necessidades consideradas mais urgentes, como a contratação de um pianista ou o alargamento do horário de funcionamento da biblioteca.</p>
<p>Os mesmos responsáveis disseram saber, ainda antes da criação formal do lugar, que este seria atribuído ao “irmão” de Pedro Sánchez.</p>
<p><strong>Tribunal critica desconhecimento e faltas ao trabalho</strong></p>
<p>A sentença é também crítica em relação ao conhecimento demonstrado por David Sánchez sobre as instituições que deveria coordenar.</p>
<p>De acordo com o tribunal, o músico não revelou conhecer o funcionamento dos conservatórios de Badajoz, não se recordava das perguntas que lhe tinham sido colocadas durante a entrevista de seleção e não conseguiu precisar quando começou a exercer funções.</p>
<p>Os magistrados concluíram ainda que David Sánchez negligenciou as suas obrigações desde o início, comparecendo raramente no local de trabalho e não cumprindo devidamente a tarefa de coordenar os conservatórios.</p>
<p>David Sánchez não residia em Badajoz nem se deslocava regularmente à cidade para exercer as suas funções. A sentença refere também que não foi encontrado qualquer registo que demonstrasse que estava autorizado a trabalhar remotamente.</p>
<p>Mais tarde, a administração provincial alterou o cargo e David Sánchez passou a chefiar a área de Artes Cénicas. Para o tribunal, esta mudança procurou adaptar as funções aos seus interesses pessoais e profissionais.</p>
<p>A alteração terá servido igualmente para disfarçar a criação de um novo cargo de alta direção com atribuições substancialmente diferentes das inicialmente anunciadas.</p>
<p><strong>Amigo escolhido antes de o concurso ser aberto</strong></p>
<p>A sentença analisa ainda a contratação de Luis Carrero, amigo de David Sánchez e antigo colaborador de La Moncloa.</p>
<p>O tribunal considerou que o lugar atribuído a Carrero era igualmente desnecessário e não tinha funções reais claramente definidas. Apesar disso, foi criado como mais um posto de direção na estrutura pública provincial.</p>
<p>Os magistrados deram como provada a relação pessoal e profissional anterior entre Carrero e David Sánchez, nomeadamente através do projeto cultural ‘Operegrina’.</p>
<p>Um dos elementos destacados na decisão é o facto de David Sánchez ter dado como certa a contratação do amigo 24 dias antes de ser publicado o anúncio para o preenchimento da vaga.</p>
<p>Para o tribunal, esta circunstância demonstra que o resultado do procedimento já estaria decidido antes de os restantes candidatos poderem apresentar-se.</p>
<p><strong>Processo nasceu de denúncia da Mãos Limpas</strong></p>
<p>O caso teve origem numa denúncia apresentada pela associação Mãos Limpas, descrita por vários meios de comunicação espanhóis como próxima da extrema-direita.</p>
<p>A mesma organização esteve também na origem da investigação aberta a Begoña Gómez, mulher de Pedro Sánchez, por suspeitas de tráfico de influência e corrupção.</p>
<p>Durante a fase de instrução, a juíza responsável pelo processo considerou existirem indícios de que o cargo de coordenador das atividades dos conservatórios tinha sido criado propositadamente para David Sánchez, em 2017.</p>
<p>A magistrada sustentou que o lugar terá sido aberto a pedido de uma ou mais pessoas próximas do irmão do líder socialista, que saberiam que este não tinha então um emprego estável.</p>
<p>David Sánchez e os restantes acusados acabaram por ser julgados por prevaricação administrativa e tráfico de influência.</p>
<p>O Ministério Público defendeu, porém, que não existiam indícios suficientes para levar os arguidos a julgamento e pediu o arquivamento do processo. Essa posição não foi acolhida pela juíza de instrução.</p>
<p>Pedro Sánchez e outros dirigentes do PSOE têm enquadrado este caso e outras investigações envolvendo pessoas próximas do primeiro-ministro como parte de uma campanha promovida pela direita e pela extrema-direita para desgastar o Governo espanhol.</p>
<p>A sentença agora conhecida condenou David Sánchez por prevaricação administrativa, mas absolveu-o de tráfico de influência. O tribunal entendeu que o lugar foi criado para o favorecer, embora não tenha ficado demonstrado que a iniciativa tenha partido do próprio ou que tenha usado a influência política do irmão.</p>
<p>A condenação não implica uma pena de prisão, mas impede David Sánchez de exercer empregos ou cargos públicos abrangidos pela decisão durante nove anos e de se apresentar a eleições no mesmo período.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789044]]></sapo:autor>
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		<title>Alargado prazo para as inscrições dos alunos do 10.º e 12.º anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 11:42:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Os problemas no processo de classificação digital dos exames nacionais do 11.º e 12.º anos levaram a adiar por três dias a divulgação das notas dos alunos do secundário, mas também dos estudantes do 9.º ano]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministério da Educação alterou hoje as datas das matrículas no ensino secundário, dando mais dois dias para inscrever os alunos do 10.º e 12.º anos porque as notas das provas nacionais serão divulgadas mais tarde.</p>
<p>As inscrições para o 10.º e 12.º anos irão decorrer entre os dias 15 e 24 de julho, segundo o novo calendário das matrículas e renovações hoje publicado em Diário da República e assinado pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre.</p>
<p>Os problemas no processo de classificação digital dos exames nacionais do 11.º e 12.º anos levaram a adiar por três dias a divulgação das notas dos alunos do secundário, mas também dos estudantes do 9.º ano.</p>
<p>Os resultados das provas nacionais do 3.º ciclo e dos exames nacionais serão afixados na sexta-feira, dia 17 de julho.</p>
<p>Hoje termina o prazo para os professores concluírem o processo de classificação dos cerca de 300 mil exames do secundário na plataforma digital que tem dado problemas.</p>
<p>Um balanço feito pelo ministro da Educação Fernando Alexandre na segunda-feira de manhã apontava para mais de 92% provas corrigidas, mas os movimentos cívicos de professores continuam a alertar para vários problemas com a plataforma correção de exames.</p>
<p>Os serviços do ministério já tinham anunciado também que os resultados dos processos de reapreciação das provas finais do ensino básico e do secundário, bem como das provas de equivalência à frequência destes dois níveis de ensino, realizadas na 1.ª fase só seriam fixadas em 7 de agosto.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789015]]></sapo:autor>
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		<title>Putin prepara nova mobilização? Fecho de fronteiras e outros sinais alimentam receios de novo recrutamento em massa na Rússia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 11:40:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Putin]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[O encerramento de vários postos fronteiriços ferroviários por parte da Rússia está a alimentar novas dúvidas sobre uma eventual mobilização militar de maior dimensão, numa altura em que a guerra na Ucrânia continua sem perspetivas de resolução e Moscovo mantém o objetivo de conquistar a totalidade da região de Donbass.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O encerramento de vários postos fronteiriços ferroviários por parte da Rússia está a alimentar novas dúvidas sobre uma eventual mobilização militar de maior dimensão, numa altura em que a guerra na Ucrânia continua sem perspetivas de resolução e Moscovo mantém o objetivo de conquistar a totalidade da região de Donbass. Embora o Kremlin não tenha anunciado qualquer novo recrutamento obrigatório, a sucessão de decisões tomadas nas últimas semanas, aliada a alterações na narrativa oficial sobre o conflito, levou especialistas militares e analistas de inteligência de fontes abertas (OSINT) a considerar que o país poderá estar a preparar o terreno para reforçar significativamente as suas forças armadas.</p>
<p>A medida mais recente foi o encerramento de sete postos de controlo ferroviários nas fronteiras com a Finlândia, Estónia e Letónia, impedindo a circulação de pessoas, veículos e mercadorias por esses pontos de passagem. As autoridades russas não explicaram as razões para a decisão nem indicaram quando poderão reabrir os postos, circunstância que aumentou as especulações sobre as verdadeiras motivações do Kremlin.</p>
<p>Os receios têm como pano de fundo o que aconteceu em setembro de 2022, quando Vladimir Putin anunciou uma &#8220;mobilização parcial&#8221; poucos meses após o início da invasão em grande escala da Ucrânia. Na altura, centenas de milhares de russos procuraram abandonar rapidamente o país para evitar o recrutamento.</p>
<p>Longas filas de automóveis formaram-se nas fronteiras com países como o Cazaquistão, a Geórgia, a Mongólia e a Finlândia, num dos maiores êxodos registados na Rússia desde o colapso da União Soviética. Estimativas referidas no texto original apontam para a saída de entre 800 mil e um milhão de pessoas.</p>
<p>É precisamente esse cenário que diversos observadores consideram que o Kremlin pretende impedir caso venha a decidir avançar para um novo recrutamento em larga escala.</p>
<p><strong>Analistas acreditam que o fecho poderá ser apenas o primeiro passo</strong><br />
Especialistas em inteligência de código aberto e analistas militares interpretam o encerramento dos postos fronteiriços como um possível sinal preparatório para restringir futuras saídas do país.</p>
<p>Segundo uma fonte anónima próxima do aparelho militar russo, citada no texto original, Vladimir Putin poderá esperar até outubro, depois das eleições legislativas previstas para setembro, para anunciar um eventual novo processo de mobilização.</p>
<p>De acordo com essa mesma fonte, a estratégia passaria por evitar um encerramento formal das fronteiras, optando antes por justificar restrições através de alegados problemas técnicos, reforço dos controlos ou medidas sanitárias.</p>
<p>A mesma fonte considera que, dessa forma, &#8220;abandonar a Rússia tornar-se-á extremamente difícil ou praticamente impossível durante o período que for necessário&#8221;.</p>
<p>Esta informação, no entanto, não foi confirmada oficialmente pelas autoridades russas.</p>
<p><strong>O Kremlin enfrenta um delicado equilíbrio político</strong><br />
A possibilidade de uma nova mobilização representa também um risco interno significativo para Vladimir Putin.</p>
<p>Num artigo publicado pelo Atlantic Council e citado no texto original, o investigador Mykola Bielieskov, do Instituto Nacional de Estudos Estratégicos, considera que, desde o início da invasão em grande escala, o presidente russo procurou manter a maioria da população relativamente afastada dos custos diretos da guerra.</p>
<p>Segundo o especialista, estabeleceu-se uma espécie de entendimento implícito entre o poder e os cidadãos.</p>
<p>&#8220;Desde o início da invasão em grande escala há mais de quatro anos, esforçou-se por proteger os russos comuns do impacto da guerra. Em troca, Putin esperava que se abstivessem de se opor ou criticar a invasão&#8221;, explica Bielieskov.</p>
<p>Na sua análise, um recrutamento de grande dimensão quebraria esse equilíbrio.</p>
<p>&#8220;Qualquer tentativa de recrutar um grande número de russos romperia este contrato social tácito e poderia desestabilizar o país&#8221;, sustenta.</p>
<p><strong>Objetivo continua a ser conquistar Donbass</strong><br />
Apesar dos riscos políticos, vários indícios apontam para que Moscovo continue determinado em alcançar os seus objetivos militares.</p>
<p>Na semana passada, o jornalista russo Dmitry Kolezev publicou uma entrevista com um general russo, que falou sob anonimato, segundo a qual Putin pretende que as forças russas consigam conquistar Donbass até ao final deste ano.</p>
<p>Segundo esse responsável militar, o Kremlin não estará disponível para aceitar novas negociações de paz nem um cessar-fogo antes de atingir esse objetivo.</p>
<p>O Institute for the Study of War (ISW), citado no texto original, refere que o general estimou que a Rússia necessitaria de recrutar entre 55 mil e 60 mil militares por mês para compensar as perdas atuais e conseguir cumprir esse calendário.</p>
<p>Ainda assim, o próprio oficial classificou esse objetivo como &#8220;pouco realista&#8221;, devido à escassez crescente de mão-de-obra disponível e à diminuição do número de voluntários.</p>
<p>O ISW conclui que o Kremlin está atualmente a dar prioridade absoluta à conquista de Donbass e admite que esteja a ponderar declarar uma nova mobilização — pública ou discreta — para responder à falta de efetivos.</p>
<p><strong>Mudança de discurso pode preparar a opinião pública</strong><br />
Outro elemento que chamou a atenção dos analistas foi a alteração da linguagem utilizada pelo Kremlin para descrever o conflito.</p>
<p>Durante anos, Moscovo evitou utilizar a palavra &#8220;guerra&#8221;, insistindo na designação oficial de &#8220;operação militar especial&#8221;.</p>
<p>No entanto, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou recentemente que o conflito passou a ser &#8220;uma guerra real&#8221;.</p>
<p>&#8220;Há uma guerra em curso, uma guerra de verdade. Sabem porquê? Porque tudo começou como uma operação militar especial. Continua a ser uma guerra porque por detrás de Kiev estão Berlim, Paris, Haia, Oslo e, infelizmente, Washington&#8221;, declarou.</p>
<p>Segundo Peskov, os aliados ocidentais estão a ajudar a Ucrânia &#8220;a apontar através dos seus satélites e a guiar armas estrangeiras para os nossos alvos através de toda a sua infraestrutura&#8221;, numa referência aos ataques ucranianos contra refinarias e depósitos de combustível russos.</p>
<p>Para vários especialistas, esta mudança de narrativa poderá servir para preparar a população russa para um agravamento do conflito ou para justificar futuras medidas extraordinárias, incluindo um eventual reforço da mobilização.</p>
<p><strong>O atual modelo de recrutamento poderá estar a esgotar-se</strong><br />
Desde o início da guerra, Moscovo evitou recorrer a uma mobilização generalizada.</p>
<p>Em vez disso, privilegiou o recrutamento entre minorias étnicas, a incorporação de reclusos e o aliciamento de voluntários através de salários elevados e incentivos financeiros.</p>
<p>Segundo Mykola Bielieskov, esta estratégia revelou-se eficaz durante algum tempo, mas poderá estar a perder capacidade de resposta.</p>
<p>&#8220;O número de voluntários está a diminuir e a reserva de prisioneiros encontra-se praticamente esgotada&#8221;, refere o investigador.</p>
<p>Na sua perspetiva, Putin enfrenta atualmente uma decisão particularmente difícil.</p>
<p>&#8220;Sabe que, se a Rússia deixar de manter superioridade numérica no campo de batalha, a invasão poderá transformar-se num impasse sangrento. Apesar disso, continua a rejeitar qualquer referência a concessões políticas e mantém intactas as suas ambições&#8221;, escreve.</p>
<p>Por essa razão, Bielieskov considera que todos os sinais apontam para a possibilidade de uma mobilização de maior dimensão nos próximos meses.</p>
<p><strong>Mobilização faseada continua a ser um cenário possível</strong><br />
Ainda assim, nem todos os analistas acreditam que Moscovo opte por repetir a mobilização parcial de 2022.</p>
<p>Em novembro do ano passado, Vladimir Putin aprovou uma alteração legislativa que permite mobilizar reservistas para zonas de combate sem necessidade de declarar oficialmente uma mobilização nacional.</p>
<p>Na altura, os analistas do Institute for the Study of War consideraram que esta alteração poderia servir para permitir sucessivos recrutamentos limitados, reduzindo os custos políticos de uma mobilização em larga escala.</p>
<p>A investigadora Kateryna Stepanenko, especialista em Rússia do ISW, explicou anteriormente que uma mobilização geral teria enormes dificuldades burocráticas, exigiria processos demorados de formação de reservistas, reduziria as reservas militares que Moscovo procura preservar perante uma eventual confrontação futura com a NATO e provocaria consequências profundas na economia e no mercado de trabalho russos.</p>
<p>Segundo a especialista, a alteração legislativa permite precisamente evitar esses riscos.</p>
<p>&#8220;A alteração permitirá ao Kremlin facilitar mobilizações faseadas muito mais pequenas, capazes de manter continuamente os níveis atuais de efetivos, com um custo financeiro inferior&#8221;, afirmou.</p>
<p><strong>Crescem os receios entre a população russa</strong><br />
Os rumores sobre uma possível mobilização voltaram entretanto a espalhar-se por meios de comunicação russos, canais militares na aplicação Telegram e redes sociais.</p>
<p>A incerteza surge numa fase em que continuam os ataques contra infraestruturas ucranianas, persistem as ofensivas de drones sobre território russo e as expectativas de um eventual acordo de paz permanecem por concretizar.</p>
<p>Nos últimos meses, Moscovo também registou restrições temporárias nas comunicações móveis e no acesso à internet durante vários alertas relacionados com ataques de drones ucranianos.</p>
<p>Durante as comemorações do Dia da Vitória, a capital russa chegou mesmo a ficar parcialmente isolada para reforçar a segurança.</p>
<p>Segundo uma investigação citada no texto original, este ambiente de incerteza também estará a refletir-se no mercado imobiliário internacional.</p>
<p>Dados da plataforma Prian.ru indicam que a procura de imóveis no estrangeiro por cidadãos russos aumentou 20% no primeiro semestre de 2026, comparativamente ao segundo semestre de 2025.</p>
<p>&#8220;O contexto geopolítico tenso está a levar alguns compradores a procurar com maior intensidade uma residência alternativa&#8221;, afirmou Filipp Berezin, analista principal da Prian.ru.</p>
<p><strong>Mais soldados podem não alterar o rumo da guerra</strong><br />
Apesar das especulações sobre um eventual reforço do recrutamento, alguns especialistas consideram que aumentar o número de militares poderá não ser suficiente para alterar decisivamente o rumo do conflito.</p>
<p>Mykola Bielieskov defende que a guerra entre Rússia e Ucrânia evoluiu para um conflito altamente tecnológico, onde drones, sistemas robotizados e armamento de precisão desempenham um papel cada vez mais determinante.</p>
<p>Na sua análise, o conflito &#8220;é o confronto militar tecnologicamente mais avançado da história, com um campo de batalha cada vez mais dominado por drones e robôs&#8221;.</p>
<p>Por isso, conclui que &#8220;não se pode vencer simplesmente lançando mais homens para o campo de batalha&#8221;.</p>
<p>O investigador acrescenta ainda que qualquer cidadão russo mobilizado nos próximos meses enfrentará a possibilidade de &#8220;se tornar carne para canhão dos drones ucranianos&#8221;, sublinhando que o aumento do efetivo humano poderá revelar-se insuficiente perante a evolução tecnológica do conflito.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789007]]></sapo:autor>
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		<title>Até ao lavar dos cestos é vindima: Douro espera mais vinho em 2026, mas o calor ainda pode estragar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 11:37:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[ADVID]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[vinho do Douro]]></category>
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					<description><![CDATA[O Douro prevê produzir mais 25% a 30% de vinho do que em 2025, mas a colheita estará dependente das condições meteorológicas sentidas até à vindima, como o calor intenso que poderá originar stress hídrico da videira.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Douro prevê produzir mais 25% a 30% de vinho do que em 2025, mas a colheita estará dependente das condições meteorológicas sentidas até à vindima, como o calor intenso que poderá originar stress hídrico da videira.</p>
<p>A previsão de produção para a vindima de 2026 da Região Demarcada do Douro foi apresentada hoje pela Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID), com sede em Vila Real.</p>
<p>O diretor-geral da ADVID, Luís Marcos, disse que a perspetiva de colheita este ano é &#8220;um bocadinho incerta&#8221; e explicou que as previsões são baseadas no método de pólen recolhido na fase de floração da videira nas três sub-regiões do Douro &#8211; Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior &#8211; e, por isso, não têm em consideração os fatores pós-florais que têm impacto na produção.</p>
<p>Por isso, a ADVID realizou também, na segunda-feira, um balanço intercalar com os associados para &#8220;perceber qual o impacto do que acontece após a floração&#8221;.</p>
<p>&#8220;Tendo em conta que o intervalo da previsão de produção varia entre as 243 mil e 272 mil pipas, nós prevemos que a produção possa estar perto do limite inferior, podendo inclusivamente ser inferior a este limite de produção&#8221;, concluiu o responsável.</p>
<p>A produção declarada em 2025, no Douro, foi de 178 mil pipas. Nos últimos 25 anos, esta foi a segunda produção mais baixa da região.</p>
<p>&#8220;Estaremos a apontar para um crescimento de 25% a 30% face ao ano anterior&#8221;, referiu Luís Marcos.</p>
<p>No Douro a expressão &#8220;até ao lavar dos cestos é vindima&#8221; parece ser cada vez mais atual, porque a colheita final estará muito dependente das condições meteorológicas que se fizerem sentir até ao corte das uvas.</p>
<p>&#8220;Estamos a falar de um ano que teve condições que nos trazem alguma imprevisibilidade relativamente àquilo que é o impacto na produção&#8221;, afirmou o diretor-geral da ADVID.</p>
<p>O inverno foi extremamente chuvoso, a primavera foi quente e com baixos registos de precipitação, em maio registaram-se 12 dias de uma onda de calor e, em junho, foram 10 dias também de onda de calor.</p>
<p>&#8220;As videiras estavam em conforto hídrico até ao final de junho, neste momento notamos que elas estão numa fase já com stress hídrico ligeiro e que, com o agravamento ou com a manutenção destas condições de calor, poderão ter impacto na produção final&#8221;, referiu.</p>
<p>As temperaturas muito elevadas podem comprometer o desenvolvimento do bago e, segundo apontou, na semana passada verificaram-se já &#8220;alguns episódios de escaldão&#8221; da uva.</p>
<p>Houve também situações, mais localizadas, de queda de granizo e verificou-se uma antecipação de 10 a 12 dias do ciclo vegetativo da videira que pode levar a uma &#8220;ligeira antecipação da vindima&#8221;.</p>
<p>No entanto, Luís Marcos ressalvou que as &#8220;condições de maturação também estão muito dependentes do clima&#8221;, pelo que &#8220;temperaturas muito elevadas podem abrandar o ritmo da maturação&#8221; e &#8220;a antecipação da vindima não acontecer&#8221;.</p>
<p>Este não foi um ano de muita pressão de míldio, a principal doença que se sente no início do ciclo vegetativo e que tem um impacto muito grande na produção, mas será necessária uma vigilância por parte dos produtores para situações de oídio e da cigarrinha verde.</p>
<p>A cigarrinha verde é, segundo Luís Marcos, &#8220;uma praga que tem vindo a ganhar muita expressão na região, principalmente na fase final do ciclo e que pode ter algum impacto no desenvolvimento vegetativo da videira e consequentemente no potencial qualitativo do mesmo&#8221;.</p>
<p>As previsões de vindima são parâmetros que ajudam as empresas a delinear estratégias de negócio e são avaliados pelo conselho interprofissional do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) para definir o benefício, ou seja, a quantidade de mosto que cada produtor pode transformar em vinho do Porto.</p>
<p>No Douro, o benefício desceu das 104.000 pipas (550 litros cada) em 2023, para as 90.000 em 2024 e as 75.000 em 2025, numa quebra em três anos de 29.000 pipas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788997]]></sapo:autor>
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		<title>Drones ucranianos voam 1.500 quilómetros, atingem gigante petrolífero e apertam cerco ao combustível russo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 11:32:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[Forças ucranianas atingiram durante a madrugada o complexo Gazprom Neftekhim Salavat, na república russa do Bascortostão]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Drones ucranianos terão percorrido cerca de 1.500 quilómetros para atingir um dos maiores complexos petrolíferos e petroquímicos da Rússia, numa nova ofensiva contra a infraestrutura energética que sustenta a economia e a máquina militar de Moscovo. Na mesma noite, outra grande refinaria do sul do país foi também atacada e registou um incêndio.</p>
<p>Segundo o ‘Kyiv Post’, as forças ucranianas atingiram durante a madrugada o complexo Gazprom Neftekhim Salavat, na república russa do Bascortostão. Vídeos divulgados por canais de monitorização mostraram várias explosões e uma coluna de fumo negro a erguer-se sobre as instalações.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">Ukrainian forces struck oil refineries in Russia’s Bashkortostan and Krasnodar regions, as well as a Russian patrol ship and four tankers belonging to Moscow’s shadow fleet, President Volodymyr Zelensky said.</p>
<p>Video: Volodymyr Zelensky / Telegram <a href="https://t.co/xXEdCHUQPw">pic.twitter.com/xXEdCHUQPw</a></p>
<p>&mdash; KyivPost (@KyivPost) <a href="https://x.com/KyivPost/status/2076982062150520925?ref_src=twsrc%5Etfw">July 14, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">😍 Here&#39;s the situation at Gazprom Neftekhim Salavat in Russia&#39;s Bashkortostan</p>
<p>It is one of Russia&#39;s largest oil refining complexes, with the capacity to process up to 10 million tons of crude oil per year. The facility combines an oil refinery, a major petrochemical complex,… <a href="https://t.co/WovBH42nK6">pic.twitter.com/WovBH42nK6</a></p>
<p>&mdash; NEXTA (@nexta_tv) <a href="https://x.com/nexta_tv/status/2076888322543112405?ref_src=twsrc%5Etfw">July 14, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>O Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia confirmou posteriormente o ataque e indicou que tinha sido registado um incêndio dentro do complexo. A dimensão dos danos permanecia ainda por avaliar.</p>
<p>As autoridades russas reconheceram uma incursão de drones sobre a zona industrial de Salavat, embora tenham defendido que o ataque foi repelido. Radi Khabirov, responsável pela região do Bascortostão, atribuiu os incêndios aos destroços de aparelhos abatidos, sem confirmar diretamente que a refinaria tivesse sido atingida.</p>
<p>O complexo de Salavat é um dos maiores centros russos de refinação e produção petroquímica. Fabrica gasolina, gasóleo, combustível para aviação, querosene, gases de petróleo liquefeitos, amoníaco, ureia e outros produtos utilizados tanto pela economia civil como pelo setor militar.</p>
<p>De acordo com dados citados pela imprensa russa, as instalações processaram 7,2 milhões de toneladas de matérias-primas em 2024, o equivalente a cerca de 2,7% da capacidade de refinação do país. Nesse ano, produziram aproximadamente 1,5 milhões de toneladas de gasolina e 2,5 milhões de toneladas de gasóleo.</p>
<p>O analista económico Vyacheslav Shiryaev afirmou que Salavat era o último grande produtor russo de gasolina que ainda não tinha sido atingido por forças ucranianas em 2026. O complexo já tinha sido alvo de dois ataques em setembro de 2025.</p>
<p>Na mesma operação, os drones de Kiev terão atingido a refinaria de Afipsky, na região de Krasnodar, uma das maiores do sul da Rússia. As autoridades locais confirmaram um incêndio nas instalações, enquanto canais russos e ucranianos divulgaram imagens de chamas junto à zona onde são armazenados produtos destinados à exportação.</p>
<p>A refinaria de Afipsky tem capacidade para processar anualmente cerca de 6,25 milhões de toneladas de petróleo e condensado de gás provenientes da Sibéria Ocidental e da região do Volga-Urais. Produz gasolina, gasóleo, fuelóleo e outros derivados usados também pelas forças armadas russas.</p>
<p>O Estado-Maior ucraniano confirmou igualmente este segundo ataque, indicando que o incêndio tinha sido registado e que os resultados da operação continuavam a ser apurados. A unidade já tinha sido atingida por drones ucranianos a 11 de junho.</p>
<p>As forças de Kiev afirmaram ainda ter atacado uma infraestrutura de transbordo de navios perto de Gelendzhik, utilizada pela Rússia para movimentar cargas de petróleo e apoiar operações navais e logísticas militares. Um depósito de munições na região ocupada de Donetsk e um centro logístico em Lugansk ocupado terão sido também atingidos.</p>
<p>O Ministério da Defesa russo declarou, por seu lado, ter intercetado 288 drones ucranianos entre a noite de segunda-feira e a manhã desta terça-feira. Segundo Moscovo, os aparelhos foram abatidos sobre várias regiões russas, sobre a Crimeia ocupada e sobre os mares Negro e de Azov.</p>
<p>Os novos ataques ocorrem num momento particularmente delicado para a indústria petrolífera russa. Segundo dados da EA Analytics, citados pelo ‘Kyiv Post’, as refinarias russas processaram em julho uma média de 3,91 milhões de barris de petróleo por dia, o nível mais baixo desde março de 2005. O volume representa uma redução superior a 1,4 milhões de barris diários, ou cerca de 26%, comparativamente com a média do ano anterior.</p>
<p>Estimativas citadas pela publicação indicam que a Ucrânia terá atingido pelo menos 24 das 34 grandes refinarias russas, através de cerca de 50 ataques realizados nos últimos 100 dias. O Estado-Maior ucraniano sustenta que as operações já terão colocado fora de serviço 42,7% da capacidade de refinação projetada da Rússia, um valor que não pode ser verificado de forma independente.</p>
<p>Um dos golpes mais significativos ocorreu a 6 de julho, quando drones ucranianos atingiram a refinaria de Omsk, a maior da Rússia e uma das principais fornecedoras de gasolina do mercado interno. Fontes do setor confirmaram à &#8216;Reuters&#8217; que a unidade parou de funcionar depois de componentes fundamentais terem sido danificados.</p>
<p>O ataque provocou filas nos postos de abastecimento de Omsk e levou algumas redes privadas a suspender temporariamente as vendas de gasolina a particulares. A ofensiva ucraniana contra refinarias, depósitos e terminais petrolíferos tem contribuído para espalhar dificuldades de abastecimento por várias regiões russas.</p>
<p>Perante a redução da produção e a escassez interna, Moscovo restringiu as exportações de vários combustíveis. A Agência Internacional de Energia reviu também em baixa as previsões para a produção petrolífera russa em 2026 e 2027, atribuindo parte da redução à intensificação dos ataques ucranianos contra infraestruturas energéticas.</p>
<p>Kiev apresenta esta campanha como uma forma de enfraquecer as receitas energéticas russas, dificultar o abastecimento das forças armadas e aumentar a pressão sobre o Kremlin para negociar. A Ucrânia criou recentemente um comando específico para concentrar os recursos destinados a ataques de longo alcance contra alvos energéticos e logísticos dentro da Rússia.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789014]]></sapo:autor>
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		<title>PLEN nomeia novo sócio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Human Resources]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 11:31:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Advisory]]></category>
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					<description><![CDATA[A PLEN – Sociedade de Advogados anuncia a nomeação de Gabriel Cabral como novo sócio da sociedade.]]></description>
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<h1 class="brxe-post-title bm-blog-single-11__post-title"></h1>
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<p>A PLEN – Sociedade de Advogados anuncia a nomeação de Gabriel Cabral como novo sócio da sociedade.</p>
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<div class="brxe-div blog-single-head__author"><span class="brxe-text-basic blog-single-head__name">Margarida Lopes</span></div>
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<p>O responsável integra a equipa da PLEN desde Junho de 2018, tendo desempenhado um papel determinante na consolidação da prática da sociedade em diversas áreas fundamentais, nomeadamente de Direito Civil, Direito Societário, Direito do Trabalho e Contencioso .</p>
<p>Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em Julho de 2012, concluiu, na mesma instituição, o Mestrado em Ciências Jurídico-Empresariais, com menção em Direito Laboral, em Setembro de 2015. Inscrito na Ordem dos Advogados desde Setembro de 2013, iniciou o seu percurso profissional na Candeias &amp; Associados, tendo posteriormente integrado as sociedades Caiado Guerreiro e MC&amp;A, antes de ingressar na PLEN.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789025]]></sapo:autor>
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		<title>Grant Thornton Portugal reforça oferta com integração da área Legal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Human Resources]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 11:30:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Advisory]]></category>
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					<description><![CDATA[A Grant Thornton em Portugal reforçou a sua abordagem multidisciplinar com a integração da área Legal, passando a reunir numa mesma plataforma competências jurídicas, fiscais, financeiras, tecnológicas e de consultoria.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="brxe-ymubjt" class="brxe-block">
<h1 class="brxe-post-title bm-blog-single-11__post-title"></h1>
<div id="brxe-hlbfas" class="brxe-post-excerpt">
<p>A Grant Thornton em Portugal reforçou a sua abordagem multidisciplinar com a integração da área Legal, passando a reunir numa mesma plataforma competências jurídicas, fiscais, financeiras, tecnológicas e de consultoria.</p>
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<div class="brxe-div blog-single-head__author"><span class="brxe-text-basic blog-single-head__name">Margarida Lopes</span></div>
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<p>A área Legal da Grant Thornton integra actualmente três partners Ana Cristina Borges, Artur Filipe da Silva e Miguel Ramos Ascensão, três Of Counsel Domingos Soares Farinho, Carlos Soares e José Pinto-Coelho e três advogadas associadas Catarina Sequeira, Inês Oliveira e Diana Travassos Mata, para além de já estar a formar estagiários, com especial vocação para uma prática multidisciplinar.</p>
<p>A equipa assegura assessoria jurídica em matérias de Direito Societário e M&amp;A, Direito Imobiliário, Urbanismo e Turismo, Direito do Trabalho e Segurança Social, Contencioso Civil e Arbitragem, Direito Público, Regulação e Direito Digital, bem como Imigração e Nacionalidade.</p>
<p>Ana Cristina Borges, partner e co-head of em Imobiliário, Urbanismo e Turismo, possui mais de 20 anos de experiência em Direito Administrativo, Urbanismo e Ordenamento do Território. O seu percurso inclui 17 anos em funções de responsabilidade na Câmara Municipal de Lisboa, com especial enfoque em procedimentos de licenciamento, regimes de uso do solo e projetos de desenvolvimento urbano.</p>
<p>Artur Filipe da Silva, partner e head of em Direito Societário e M&amp;A, conta com vasta experiência em Direito Societário, fusões e aquisições, capital de risco, contratação pública e Direito Imobiliário. O seu percurso combina advocacia privada e funções no sector público, destacando-se a sua intervenção em parcerias público-privadas e operações empresariais.</p>
<p>Miguel Ramos Ascensão, partner e co-head of em Imobiliário, Urbanismo e Turismo, com mais de 20 anos de experiência em Direito Imobiliário. A sua prática centra-se em transações imobiliárias, estruturação de investimentos, gestão de ativos e assessoria a operações nacionais e internacionais, tendo desenvolvido o seu percurso em sociedades de advogados em Portugal e Espanha.</p>
<p>Domingos Soares Farinho, Of Counsel e head of em Direito Público, Regulação e Direito Digital, conta com 25 anos de experiência e um percurso académico de referência. É professor da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e vice-presidente do Instituto de Ciências Jurídico-Políticas, assessorando entidades públicas e privadas em Direito Administrativo, contratação pública, regulação, Direito Digital, governação de dados e transformação digital.</p>
<p>Carlos Soares, Of Counsel e head of em Contencioso Civil e Arbitragem, assinala mais de 35 anos de experiência em contencioso, arbitragem, insolvência e reestruturação empresarial. Representa clientes nacionais e internacionais em litígios civis e criminais, processos arbitrais e operações de reestruturação, desenvolvendo ainda atividade em contratos comerciais, Direito do Desporto e Direito Imobiliário.</p>
<p>José Pinto-Coelho, Of Counsel e head of em Direito do Trabalho e Segurança Social, possui experiência em assessoria laboral e regulatória, incluindo experiência jurídica interna num grupo multinacional com 9.000 colaboradores. A sua prática abrange contratos de trabalho, reestruturações, procedimentos disciplinares, negociação coletiva, Segurança Social, conformidade laboral e contencioso.</p>
<p>A Grant Thornton International é uma rede global de firmas independentes presente em mais de 150 países. Em Portugal, a Grant Thornton reúne três firmas complementares: Grant Thornton Consultores, Lda., nas áreas de Consultoria, Fiscalidade e Outsourcing; Grant Thornton &amp; Associados – SROC, Lda., na área de Auditoria; e Grant Thornton &amp; Associados, Sociedade de Advogados, R.L., na prestação de serviços jurídicos.</p>
</div>
</div>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789021]]></sapo:autor>
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		<title>Flash Talk com Tiago de Magalhães, CMS Portugal: A transparência salarial exige mudança profunda nas empresas. Esperar pela lei não é opção</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Human Resources]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 11:29:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Advisory]]></category>
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					<description><![CDATA[O prazo terminou a 7 de Junho, mas Portugal continua sem transpor a Directiva Europeia Da Transparência Salarial. Num cenário de incerteza jurídica, empresas e trabalhadores navegam numa zona cinzenta.]]></description>
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<p>O prazo terminou a 7 de Junho, mas Portugal continua sem transpor a Directiva Europeia Da Transparência Salarial. Num cenário de incerteza jurídica, empresas e trabalhadores navegam numa zona cinzenta. Tiago de Magalhães, advogado de Direito do Trabalho e membro da equipa de Gender Pay Gap da CMS Portugal, explica o que está em causa e o que vem aí.</p>
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<p><em>Por Tânia Reis</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A directiva promete mudar a forma como as empresas definem e comunicam salários. Até lá, o advogado defende que as organizações não devem ficar à espera e deixa pistas claras sobre como se podem preparar.</p>
<p><strong>O prazo de transposição da Directiva Europeia da Transparência Salarial terminou no passado 7 de Junho, porém a legislação nacional de transposição ainda não foi publicada. Porquê? O que falhou?</strong></p>
<p>A Directiva (UE) 2023/970, de 10 de Maio de 2023, impôs aos Estados-Membros a obrigação de transpor as suas disposições até 7 de Junho de 2026. No entanto, passaram três anos sem que Portugal tivesse cumprido esse prazo, situação que, aliás, não é exclusiva do nosso país, vários Estados-Membros encontram-se na mesma situação.</p>
<p>Vários factores podem explicar o atraso. Em primeiro lugar, a directiva é ambiciosa e tecnicamente complexa: exige a criação de mecanismos de transparência remuneratória antes da contratação, o direito dos trabalhadores a informação sobre níveis de remuneração desagregados por sexo, a obrigação de comunicação periódica de disparidades remuneratórias e a realização de avaliações conjuntas das remunerações sempre que existam diferenças salariais iguais ou superiores a 5% não justificadas. A articulação destas novas obrigações com o quadro legal já existente – nomeadamente a Lei n.º 60/2018, que já estabelece um regime de promoção da igualdade remuneratória – requer um trabalho legislativo cuidado. Acresce que a transposição envolve dimensões sensíveis de protecção de dados pessoais, diálogo social e definição de limiares de aplicação por dimensão de empresa, o que exige articulação entre vários ministérios e audição dos parceiros sociais.</p>
<p>No entanto, e pessoalmente, estou em crer que o principal motivo para o atraso é o de que não foi uma prioridade legislativa dos últimos anos, talvez por termos já legislação que, em parte, verse sobre a matéria.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O que significa isso na prática para as empresas?</strong></p>
<p>Na prática, a não transposição cria um cenário de incerteza jurídica. As obrigações específicas da directiva – como a comunicação de informações sobre disparidades remuneratórias por empresas com 100 ou mais trabalhadores, a proibição de inquirir candidatos sobre o historial salarial, a publicação dos intervalos salariais aquando da fase de recrutamento ou o direito a pedir informação remuneratório dos seus pares – ainda não são directamente exigíveis enquanto obrigações de direito interno, uma vez que, como referido acima, as directivas, por regra, carecem de transposição para produzirem efeitos nas relações entre particulares.</p>
<p>Contudo, as empresas não devem ignorar o tema. A Lei n.º 60/2018 impõe a existência de uma política remuneratória transparente baseada em critérios objectivos e prevê planos de avaliação das diferenças remuneratórias, com regime sancionatório próprio. Aliás, está a terminar o prazo para as empresas que foram notificadas em 2025 para apresentar o Plano de avaliação das diferenças remuneratórias informarem a ACT dos resultados da implementação desse mesmo plano.</p>
<p>Por outro lado, é importante também dar nota de que a jurisprudência do Tribunal de Justiça da UE admite o efeito directo vertical de disposições claras e incondicionais de uma directiva não transposta contra entidades públicas, o que significa que empregadores do sector público podem já estar sujeitos a determinadas obrigações.</p>
<p>À data de hoje, as obrigações decorrentes da directiva não serão, em princípio, directamente exigíveis às entidades empregadoras privadas por força da directiva, uma vez que esta não foi ainda transposta. Mas, quando ocorrer, com grande probabilidade terá efeitos retroativos ao nível da recolha e tratamento de dados, pelo que as empresas que se anteciparem estarão mais bem posicionadas.</p>
<p>O conselho prático é claro: as empresas devem começar desde já a preparar-se, auditando as suas estruturas remuneratórias, desenvolvendo sistemas de classificação profissional neutros em termos de género e garantindo que dispõem de critérios objetivos para justificar diferenças salariais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Que sectores serão, na sua opinião, mais afectados pela directiva?</strong></p>
<p>Os sectores mais afectados serão, desde logo, aqueles onde as disparidades remuneratórias em função do sexo são historicamente mais acentuadas, designadamente sectores com elevada segregação horizontal – onde predominam mulheres em funções mal remuneradas, como os cuidados de saúde, os serviços de limpeza, o acolhimento de crianças e a assistência social. A directiva reconhece expressamente que estes trabalhos são estruturalmente subvalorizados apesar do seu elevado valor socioeconómico.</p>
<p>Serão igualmente muito afectados os sectores com grande dimensão empresarial e estruturas remuneratórias complexas, como banca, seguros, tecnologia e consultoria, onde a existência de múltiplas componentes variáveis da remuneração – prémios, bónus, benefícios em espécie – torna mais difícil garantir a transparência exigida. O conceito amplo de remuneração adoptado pela directiva, que inclui não apenas o salário base, mas também horas extraordinárias, subsídios, compensações entre outras rúbricas, implica que empresas com pacotes remuneratórios diversificados terão um esforço de conformidade proporcionalmente maior.</p>
<p>O sector público será igualmente impactado, não só pela sua dimensão, mas também porque a directiva lhe é expressamente aplicável, ao contrário da Lei 60/2018 que não se aplica a este sector.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>As empresas portuguesas (já) estão preparadas para cumprir estas exigências?</strong></p>
<p>Há várias empresas que estão já a fazer o seu caminho, desde logo, ao fazer auditorias e nomear um responsável por garantir a conformidade com as regras que se antecipam. Mas, simultaneamente, sem a transposição gerou-se, para além de muita “contra informação”, alguma incerteza quanto aos procedimentos e regras que as empresas deviam adoptar. Isto resulta necessariamente num abrandamento. Embora a Lei n.º 60/2018 já tenha introduzido obrigações de transparência remuneratória e a exigência de políticas salariais baseadas em critérios objectivos, as obrigações da directiva são significativamente mais amplas e detalhadas.</p>
<p>A directiva exige, entre outros: (i) a divulgação aos candidatos a emprego do intervalo remuneratório antes da contratação; (ii) a proibição de inquirir candidatos sobre o seu historial salarial; (iii) o direito dos trabalhadores a obterem informação sobre os níveis de remuneração médios desagregados por sexo para categorias de trabalhadores que executem trabalho igual ou de valor igual; (iv) a comunicação periódica de dados sobre disparidades remuneratórias por empresas com 100 ou mais trabalhadores; e (v) a realização de avaliações conjuntas das remunerações sempre que se verifiquem diferenças de pelo menos 5% não justificadas.</p>
<p>Dado o nosso tecido empresarial, poucas empresas portuguesas dispõem hoje de sistemas de classificação profissional neutros em termos de género, de mecanismos de recolha e reporte de dados sobre disparidades salariais ou de processos de recrutamento que já cumpram as exigências de transparência pré-contratual. A própria directiva reconhece a necessidade de prestar apoio técnico e formação, especialmente aos empregadores com menos de 250 trabalhadores. As grandes empresas multinacionais, sobretudo as que já operam em jurisdições com legislação avançada nesta matéria, estarão naturalmente mais adiantadas. Ainda não chegámos lá, mas pelo trabalho que a nossa equipa de Gender Pay Gap tem vindo a desenvolver nos últimos anos, é possível verificar que há uma forte intenção de mudança e implementação de medidas com vista a garantir a equidade salarial</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>E a nível de fiscalização? Portugal está preparado?</strong></p>
<p>A capacidade de fiscalização é, reconhecidamente, um dos pontos mais frágeis.</p>
<p>Em Portugal, a Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE) já tem competências neste domínio ao abrigo da Lei n.º 60/2018, incluindo a emissão de pareceres vinculativos sobre discriminação remuneratória. A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) é igualmente relevante no quadro da fiscalização, tendo como uma das prioridades da sua agenda o combate à discriminação salarial. Mas sem um reforço substancial de meios humanos, tecnológicos e financeiros, é difícil antever uma fiscalização eficaz a curto prazo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A Comissão Europeia está a avaliar a situação e poderá instaurar um processo de infracção a Portugal. Que consequências terá esse passo?</strong></p>
<p>As consequências são relevantes. A não transposição dentro do prazo previsto pode dar lugar ao pagamento de uma quantia fixa ou de uma sanção pecuniária compulsória. Os valores podem ser significativos e são calculados com base na gravidade da infracção, na sua duração e na capacidade económica do Estado-Membro.</p>
<p>Para além das consequências financeiras directas, um processo de infracção tem impacto reputacional e pode gerar pressão política para uma transposição apressada, com menor qualidade legislativa. Importa ainda sublinhar que, em matéria de igualdade de remuneração, a Comissão tende a ser particularmente vigilante, dado que se trata de um princípio fundamental do direito da União.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Tendo em conta o contexto actual, que evolução antecipa para este tema em Portugal até ao final do ano, quer ao nível legislativo quer na adaptação das empresas?</strong></p>
<p>Ao nível legislativo, era desejável que Portugal aprovasse a legislação de transposição ainda durante o segundo semestre de 2026. No entanto, da proposta de alteração ao pacote laboral não é feita qualquer referência à directiva, o que, por um lado, deixa a desejar a intenção de se vir a concretizar algo ainda este ano. É provável que o legislador procure aproveitar a estrutura já existente na Lei n.º 60/2018, complementando-a com as novas obrigações impostas pela directiva, nomeadamente ao nível da transparência pré-contratual, do direito à informação dos trabalhadores, da comunicação de dados sobre disparidades remuneratórias e das avaliações conjuntas. No entanto, para além de complementar, deveria ser feita também uma revisão e adaptação, nomeadamente, tendo em consideração o resultado das consultas aos parceiros sociais.</p>
<p>Quanto à adaptação das empresas, antecipo um cenário de aceleração progressiva. As empresas de maior dimensão deverão iniciar, ou intensificar, os seus processos de diagnóstico e adaptação ao longo dos próximos meses, pois serão, com grande probabilidade, as primeiras a ter de reportar. As empresas de menor dimensão poderão beneficiar de prazos mais alargados, mas não devem, ainda assim, adiar o início da preparação.</p>
<p>O tema da transparência salarial deixou de ser uma questão meramente de compliance e passou a ser também uma questão de competitividade e de reputação empresarial. As organizações que se anteciparem estarão não só em conformidade com a lei, mas também melhor posicionadas para atrair e reter talento num mercado de trabalho cada vez mais exigente nesta matéria.</p>
</div>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789018]]></sapo:autor>
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		<title>Exames Nacionais 2026: Quando saem as notas e quais os próximos passos para entrar na universidade?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 11:01:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os alunos do ensino secundário que realizaram exames nacionais já têm data para conhecer os resultados da primeira fase.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os alunos do ensino secundário que realizaram exames nacionais já têm data para conhecer os resultados da primeira fase. O ministro da Educação, Fernando Alexandre, garantiu que as classificações serão divulgadas na próxima sexta-feira, dia 17 de julho, permitindo o arranque das várias etapas do processo de candidatura ao ensino superior. A partir daí, os estudantes terão de cumprir um calendário que inclui a inscrição na universidade, a realização da segunda fase de exames e novas fases de candidatura ao ensino superior.</p>
<p>O ministro da Educação afirmou esta segunda-feira que 95% dos exames nacionais do ensino secundário já se encontravam corrigidos, assegurando que não existem atrasos que impeçam a divulgação das pautas na data prevista. Assim, as classificações da primeira fase serão afixadas no dia 17 de julho, momento decisivo para milhares de estudantes que pretendem prosseguir estudos no ensino superior já no próximo ano letivo.</p>
<p>A publicação das notas marca também o início do período de candidaturas à primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior. As candidaturas poderão ser submetidas entre 20 de julho e 6 de agosto, período durante o qual os candidatos deverão indicar os cursos e instituições de ensino superior a que pretendem concorrer, de acordo com a classificação final obtida e as respetivas provas de ingresso exigidas.</p>
<p>Para os alunos que pretendam melhorar classificações ou que não tenham realizado algum exame na primeira fase, o calendário prossegue imediatamente com a segunda fase dos exames nacionais. As inscrições decorrem nos dias 14 e 15 de julho, enquanto as provas serão realizadas entre 21 e 24 de julho. Após a conclusão desta fase, as classificações serão divulgadas no dia 7 de agosto.</p>
<p>Concluída a segunda fase dos exames, será aberto um novo período de candidatura ao ensino superior. A segunda fase do concurso nacional de acesso decorrerá entre 24 de agosto e 2 de setembro, permitindo aos candidatos concorrer às vagas que permaneçam disponíveis após a colocação da primeira fase ou melhorar a sua situação através das novas classificações obtidas.</p>
<p>Posteriormente, caso ainda existam vagas por preencher nas instituições de ensino superior, realizar-se-á uma terceira fase de candidaturas, prevista entre 22 e 24 de setembro, encerrando assim o calendário nacional de acesso ao ensino superior referente ao ano letivo de 2026/2027.</p>
<p><strong>Calendário completo do acesso ao ensino superior 2026</strong></p>
<ul>
<li>17 de julho – Divulgação das classificações da primeira fase dos exames nacionais.</li>
<li>20 de julho a 6 de agosto – Candidaturas à primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior.</li>
<li>14 e 15 de julho – Inscrições para a segunda fase dos exames nacionais.</li>
<li>21 a 24 de julho – Realização da segunda fase dos exames nacionais.</li>
<li>7 de agosto – Divulgação das classificações da segunda fase dos exames.</li>
<li>24 de agosto a 2 de setembro – Candidaturas à segunda fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior.</li>
<li>22 a 24 de setembro – Candidaturas à terceira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior.</li>
</ul>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788992]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Aguiar-Branco indefere pedido da IL para adiar o debate sobre estado da Nação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 10:59:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente da Assembleia da República indeferiu hoje o requerimento da Iniciativa Liberal para adiar o debate sobre o estado da Nação de quinta-feira para dia 22 ou 23 por não ter suporte regimental nem constitucional.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente da Assembleia da República indeferiu hoje o requerimento da Iniciativa Liberal para adiar o debate sobre o estado da Nação de quinta-feira para dia 22 ou 23 por não ter suporte regimental nem constitucional.</p>
<p>No seu despacho, ao qual a agência Lusa teve acesso, José Pedro Aguiar-Branco sustenta que o pedido da IL &#8220;colide diretamente&#8221; com a deliberação que limita a realização de sessões plenárias no Parlamento ao período até 17 de julho [sexta-feira], inclusive, e com o calendário de trabalhos já estabilizado em conferência de líderes, &#8220;não dispondo de suporte no Regimento nem na Constituição&#8221;.</p>
<p>&#8220;Por não se mostrarem reunidos os pressupostos constitucionais e regimentais necessários à realização do debate sobre o estado da Nação em 22 ou 23 de julho de 2026, e atento o teor da deliberação da Assembleia da República (&#8230;) e o calendário dos trabalhos plenários já fixado, indefere-se o requerimento apresentado pelo Grupo Parlamentar da Iniciativa Liberal, quanto à reabertura da discussão sobre a data do debate sobre o estado da Nação&#8221;, lê-se nas conclusões do despacho.</p>
<p>Na segunda-feira, a IL apresentou um requerimento a solicitar que se incluísse na ordem de trabalhos da reunião da conferência de líderes de quarta-feira a apreciação da data do debate sobre o estado da Nação. Propôs então que esse debate fosse deslocado para dia 22 ou 23 e que, na sexta-feira, se assegurasse a realização dos debates de agendamento potestativo já requeridos por grupos parlamentares sobre exames nacionais.</p>
<p>De acordo com a IL, o debate sobre o estado da Nação, por tradição, constitui o momento de encerramento dos plenários de debate político em cada sessão legislativa. Por isso, existindo pedidos de agendamento potestativo para sexta-feira, se deveria &#8220;compatibilizar tal exercício de direitos potestativos com o caráter de debate de encerramento atribuído ao debate sobre o estado da Nação&#8221;.</p>
<p>Porém, para o presidente da Assembleia da República, essa solução não se afigura possível, desde logo porque a deliberação tomada estabelece, &#8220;de forma inequívoca, que as sessões plenárias se podem realizar até ao dia 17 de julho, inclusive. Ou seja, a realização de um debate sobre o estado da Nação em 22 ou 23 de julho &#8220;pressuporia a convocação de novas reuniões plenárias para além desse limite temporal, em dias que a própria deliberação do plenário reservou ao trabalho das comissões&#8221;.</p>
<p>&#8220;Tal solução implicaria, na prática, alterar o conteúdo da deliberação de prorrogação e o modelo de repartição de trabalhos entre plenário e comissões que nela se encontra fixado, sem observância dos pressupostos constitucionais e regimentais de uma nova deliberação de prorrogação ou de reconfiguração do calendário parlamentar&#8221;, aponta José Pedro Aguiar-Branco.</p>
<p>Também segundo o presidente do Parlamento, a interpretação do Regimento sobre esta matéria não consente a ideia de uma &#8220;janela abstrata de dez dias ou de dez oportunidades de reunião, desligada do calendário efetivamente agendado&#8221;.</p>
<p>E justifica: &#8220;Quando a norma remete o debate sobre o estado da Nação para uma das últimas 10 reuniões do período de funcionamento da Assembleia, reporta-se às reuniões plenárias concretamente marcadas nesse período. Estabilizado um calendário em que o debate sobre o estado da Nação se realiza em 16 de julho e a última reunião plenária ocorre em 17 de julho, não é admissível, sem prévia alteração desse calendário e da deliberação que o suporta, convocar sessões plenárias adicionais em 22 ou 23 de julho para aí inscrever o referido debate&#8221;, sustenta-se no despacho.</p>
<p>José Pedro Aguiar-Branco assinala, ainda, que &#8220;o Regimento faz depender a data do debate sobre o estado da Nação de um acordo entre o presidente da Assembleia da República e o Governo, o que supõe uma prévia conciliação entre o calendário parlamentar e a agenda do primeiro-ministro e dos demais membros do Governo&#8221;.</p>
<p>&#8220;Uma vez fixada, de comum acordo, a realização do debate em 16 de julho [na quinta-feira], a sua deslocação para 22 ou 23 de julho não configuraria um mero ajuste interno da ordem dos trabalhos, mas exigiria a reabertura desse acordo institucional em momento em que a própria deliberação de prorrogação reconduz a atividade da Assembleia ao funcionamento das comissões&#8221;, acrescenta-se.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789004]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Mário Tomé e Pedro Soares entre os 60 bloquistas que saem do partido porque o seu &#8220;BE acabou&#8221;</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/mario-tome-e-pedro-soares-entre-os-60-bloquistas-que-saem-do-partido-porque-o-seu-be-acabou/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 10:57:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Um grupo de 60 bloquistas, entre os quais o histórico da UDP Mário Tomé e o ex-deputado Pedro Soares, anunciaram hoje a saída do BE por considerarem que o seu partido acabou e criticando o rumo dos últimos anos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um grupo de 60 bloquistas, entre os quais o histórico da UDP Mário Tomé e o ex-deputado Pedro Soares, anunciaram hoje a saída do BE por considerarem que o seu partido acabou e criticando o rumo dos últimos anos.</p>
<p>&#8220;Sem pena, dadas as circunstâncias expostas, mas lamentando o fim de um projeto que se destinava a unir amplos setores da sociedade por uma alternativa contra a hegemonia neoliberal, tendo como horizonte a radical transformação da sociedade, deixamos de ser bloquistas porque o nosso Bloco acabou&#8221;, referiram num comunicado enviado às redações.</p>
<p>Entre os militantes que estão de saída e que já assumiram diferentes responsabilidades no partido, destaque para o histórico da UDP Mário Tomé e o ex-deputado Pedro Soares, que se tem assumido nos últimos anos como crítico da direção.</p>
<p>&#8220;O Bloco a que aderimos e ajudámos a construir com entusiasmo e empenho já não o é. Sabendo que muitos dos que ainda permanecem são genuínos militantes por uma esquerda de combate&#8221;, referiram ainda.</p>
<p>Ao longo do texto voltam a ser feitas muitas críticas às decisões do partido nos últimos anos &#8212; que chegou a ser a terceira força política no parlamento e agora tem apenas um deputado único &#8211;, sobretudo a partir do fim da geringonça.</p>
<p>&#8220;A maioria da direção afastou-se do pulsar e do sentimento popular, burocratizou-se e institucionalizou-se, ficou insensível à crítica interna e sem projeto político autónomo credível&#8221;, sintetizaram.</p>
<p>Sobre o período em que o BE assinou um acordo parlamentar com o PS de António Costa, estes críticos consideram que houve uma ilusão do &#8220;restrito núcleo dirigente&#8221;, que &#8220;cedo transformou um acordo fruto das circunstâncias numa estratégia que o fez perder autonomia política&#8221;.</p>
<p>Para estes agora ex-militantes, &#8220;a perda sucessiva de eleitos, sendo muito significativa e contínua, foi sintoma evidente de acentuada quebra de influência política e social&#8221; e &#8220;tornou-se insustentável&#8221;.</p>
<p>&#8220;A centralização das decisões num Secretariado sem competências para tal, mas omnipotente, levou ao afastamento de quem expressava posições críticas ou alternativas, nomeadamente de muitos que lhe tinham dado o primeiro fôlego aquando do seu aparecimento, levou à desmotivação e mesmo ao abandono de centenas de militantes, de muitos dirigentes nacionais e distritais&#8221;, disseram.</p>
<p>Estes críticos apontaram ainda o dedo ao &#8220;desprezo pela organização de base&#8221;.</p>
<p>&#8220;Da resposta política certa, o Bloco embarcou acriticamente na &#8216;geringonça&#8217;. Afeiçoou-se à ideia de doces entendimentos e, a despeito e contra o seu próprio programa transformador, colocou como objetivo central, proclamado na Convenção de 2019, a participação no Governo, numa triste rendição a uma social-democracia, por sua vez dissolvida no neoliberalismo&#8221;, condenaram.</p>
<p>Para estes bloquistas que anunciam agora a sua saída &#8220;errar é humano&#8221; e &#8220;reconhecer o erro também o é&#8221;.</p>
<p>&#8220;Porém, o núcleo dirigente impôs-se autocraticamente, recusando uma reflexão autocrítica, recusando fazer qualquer balanço da ação política do Bloco fossem quais fossem os resultados, caluniando, perseguindo mesmo, as vozes críticas que alertavam para a perda de influência e credibilidade políticas e para a necessidade de mudança de rumo&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789003]]></sapo:autor>
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		<title>Ensaio. BMW 230i: último guardião da marca não é elétrico, não é SUV — é feito para conduzir</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Farromba]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 10:47:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Jorge Farromba explica o que torna este modelo alemão uma delícia para todos aqueles que genuinamente gostam de conduzir]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje o mercado vive dominado por elétricos e, na maior parte dos casos por SUV elétricos com muitos assistentes digitais e também concebidos para agradar aos vários algoritmos. Mas este BMW que trago para ensaio é cada vez mais uma raridade; foi desenhado para quem gosta genuinamente de conduzir.</p>
<p>Não é um SUV nem é um crossover nem quer ser um automóvel familiar. É um coupé compacto premium do segmento D, com duas portas, quatro lugares e aquela configuração mecânica que honra décadas da tradição da marca bávara, com o seu motor longitudinal, tração traseira e a distribuição de massas próxima do ideal.</p>
<p>O desenho é uma clara herança dos grandes BMW coupé, com o seu capot longo, habitáculo recuado, traseira curta e os guarda-lamas musculados.</p>
<p>Creio que se faz justiça dizer que existem referências subtis mas evidentes ao lendário BMW 2002, principalmente na assinatura luminosa dianteira e na zona lateral. Depois, o pack desportivo reforça, por um lado, a presença visual, com os pára-choques específicos, suspensão desportiva, jantes exclusivas e alguns elementos aerodinâmicos que o tornam mais agressivo mas sem num cair no exagero estético.</p>
<p>Por outro lado, ao vivo transmite muito daquilo que as fotografias não conseguem captar: largura visual, uma superfície que se impõe e uma sensação de robustez estrutural que sempre moldou esta marca.</p>
<p>O desenvolvimento dinâmico deste BMW foi feito na Alemanha com os habituais testes de resistência a altas velocidades, testes ao comportamento dinâmico e também a afinação do chassis. E debaixo deste capot longo encontramos um motor BMW turbo de quatro cilindros, dois litros, mais de 240 cavalos e com uma caixa automática de oito velocidades. A tração é traseira, como se impõe num desportivo e a velocidade está limitada a 250 km/h.</p>
<p>Mas mais importante que os números é a forma como é que este motor entrega a sua potência; não é a resposta explosiva mas  progressiva, linear e extremamente utilizável em estrada real. Algo que se tornou raro na altura em que muitos privilegiavam o efeito imediato em detrimento da naturalidade.</p>
<p>Existem automóveis rápidos, outros eficazes e depois automóveis que comunicam. E este BMW pertence a esta última categoria. Por exemplo, nas estradas nacionais aquilo que impressiona não é a velocidade absoluta, mas a qualidade da interação entre o condutor, a direção e o chassis. Por um lado, a direção tem uma precisão elevada; o eixo dianteiro responde com rapidez e a traseira acompanha tudo  de uma forma estruturada e previsível. A suspensão está ali para oferecer aquele raro equilíbrio entre o controlo de movimentos e o conforto; mesmo quando o piso não é perfeito &#8211; e Portugal é pródigo nisso -, o BMW mantém a compostura, a estabilidade e o refinamento.</p>
<p>O 230i da BMW convida genuinamente a procurar mais uma curva na nossa estrada.</p>
<p>O interior mantém o habitáculo orientado para o condutor. A posição de condução é, no mínimo, muito boa e envolvente. Os bancos elétricos oferecem o apoio lateral adequado e a suspensão não compromete o conforto. A qualidade dos materiais é BMW!</p>
<p>Atrás, o espaço obviamente é bastante condicionado pelas características do modelo mas este não é o automóvel que quer ser familiar. A bagageira, por um lado, é muito boa. O sistema multimédia que a BMW utiliza é bastante natural, inteligente e intuitivo mantendo uma experiência tecnológica que complementa a condução em vez de a substituir.</p>
<p>Disse, no início, que as fotografias não conseguiam mostravam algumas áreas e uma delas é a  sensação de solidez e estrutural do BMW 230i, onde as portas continuam a ser pesadas, os painéis rígidos &#8211; qualidade de construção &#8211; e o esquecimento recorrente de incluir vibrações e ruídos parasitas.</p>
<p>Em resumo, este BMW 230i não é declaradamente um automóvel para todos. É claramente direcionado para entusiastas da condução, clientes premium que não querem um SUV; público alvo algures entre os 35 e os 60 anos que valorizam a dinâmica muito acima das modas.</p>
<p>A proposta de valor deste BMW é bastante simples: não tenta seguir tendências; enquanto muitos construtores automóveis abandonam os coupés compactos de tração traseira a BMW continua a oferecer esta arquitetura de condução pura  e talvez seja esta a sua maior inovação. Não quer impressionar com números extravagantes nem com promessas de futuro, mas faz a sua conquista do mercado através da engenharia da precisão, da comunicação mecânica e da autenticidade. É certo tudo isto tem um preço à volta dos 62.000€, mas compensa!</p>

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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785481]]></sapo:autor>
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		<title>População na UE vai atingir pico de 453,3 milhoes em 2029 e depois começa a cair</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 10:38:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A população da União Europeia, atualmente de 450,6 milhões de pessoas, deverá atingir em 2029 um pico de 453,3 milhões e reduzir-se para 398,8 milhões até 2100, segundo um relatório hoje divulgado, em Bruxelas, pela Comissão Europeia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A população da União Europeia, atualmente de 450,6 milhões de pessoas, deverá atingir em 2029 um pico de 453,3 milhões e reduzir-se para 398,8 milhões até 2100, segundo um relatório hoje divulgado, em Bruxelas, pela Comissão Europeia.</P><br />
<P>O estudo, feito pelo Centro Comum de Investigação, confirma que a população da União Europeia (UE) se encontra atualmente perto do seu pico, com 450,6 milhões de pessoas, e deverá situar-se em cerca de 445 milhões até 2050, e 398,8 milhões até 2100, o que representa um decréscimo global de cerca de 11,7%, para um nível idêntico ao registado na década de 1970.</P><br />
<P>De acordo com o relatório, entre 1960 e 2025, a população da UE registou um aumento global significativo de cerca de 96 milhões de pessoas (passando de 354,5 milhões para 450,6 milhões).</P><br />
<P>Entre 2005 e 2024, o ritmo do crescimento populacional abrandou para 0,89 milhões ao ano, face a 3,03 milhões/ano nos anos 1960 e espera-se que comece a recuar a partir de um pico de 453,3 milhões em 2029.</P><br />
<P>Ao mesmo tempo, os europeus vivem mais tempo do que nunca, com a esperança de vida à nascença a atingir os 81,5 anos em 2024, refletindo progressos nos cuidados de saúde, no nível de vida e nas condições sociais.</P><br />
<P>Até 2050, quase um em cada três residentes na UE terá 65 ou mais anos &#8212; em comparação com um em cada cinco atualmente &#8211;, ao passo que a esperança de vida poderá ultrapassar os 90 anos para as mulheres e os 86 para os homens até 2100.</P><br />
<P>Uma criança nascida na UE em 2023 poderá esperar viver uma vida sem doenças graves até aos 75,3, aponta o estudo demográfico.</P><br />
<P>O estudo indica ainda que o volume de bebés nascidos anualmente na UE caiu quase para metade em 60 anos, depois de um pico de fertilidade de 6,8 milhões de nados-vivos em 1964.</P><br />
<P>Em 2024 nasceram apenas 3,55 milhões de crianças na UE &#8212; o valor mais baixo do registo histórico apresentado.</P><br />
<P>O Centro Comum de Investigação prevê impactos das alterações demográficas na saúde, estando previsto que em 2038 os habitantes com mais de 65 anos ultrapassem os que têm 20 a 40.</P><br />
<P>Isto também terá impacto no mercado de trabalho &#8212; nomeadamente com a facilitação do acesso aos jovens -, na segurança social, nomeadamente a sustentabilidade dos regimes de pensões, na educação e na habitação.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788995]]></sapo:autor>
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		<title>Passageiros nos aeroportos sobem 2,9% em maio para novo máximo histórico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 10:38:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os aeroportos nacionais movimentaram em maio 7,1 milhões de passageiros, mais 2,9% em termos homólogos, atingindo um novo máximo histórico, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os aeroportos nacionais movimentaram em maio 7,1 milhões de passageiros, mais 2,9% em termos homólogos, atingindo um novo máximo histórico, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).</P><br />
<P>&#8220;O movimento de passageiros nos aeroportos nacionais voltou a atingir um máximo histórico em maio de 2026, após os máximos históricos registados nos quatro meses anteriores&#8221;, lê-se nas estatísticas rápidas do INE.</P><br />
<P>Em maio, desembarcaram, em média, 115,5 mil passageiros por dia, acima dos 112,8 mil registados em maio de 2025, uma subida de 2,4%. </P><br />
<P>A grande maioria dos passageiros desembarcados nos aeroportos nacionais corresponderam a tráfego internacional (83,9%), com a Europa como a principal origem destes passageiros, e o continente americano como a segunda.</P><br />
<P>Já o transporte de carga diminuiu, tendo sido movimentadas 22,1 mil toneladas de carga e correio, uma redução de 3,3% face ao mesmo período do ano anterior.</P><br />
<P>No quinto mês do ano registaram-se 23,8 mil aterragens de aeronaves em voos comerciais nos aeroportos nacionais, um aumento de 1,5% em termos homólogos.</P><br />
<P>O gabinete de estatísticas tem também dados acumulados dos primeiros cinco meses do ano, concluindo que entre janeiro e maio de 2026, o número de passageiros movimentados nos aeroportos nacionais aumentou 3,2% face a 2025. </P><br />
<P>O aeroporto de Lisboa concentrou 50,6% do total de passageiros movimentados, com 14,3 milhões de passageiros, enquanto o aeroporto do Porto movimentou 6,8 milhões de passageiros e o aeroporto de Faro teve 3,5 milhões de passageiros movimentados (12,5% do total).</P><br />
<P>Ainda no período de janeiro a maio, o Reino Unido &#8220;manteve-se o principal país de origem e destino dos voos com passageiros&#8221;, seguindo-se França, Espanha e Alemanha, que mantiveram a 2.ª, 3.ª e 4.ª posições, respetivamente. </P><br />
<P>O Brasil completa o grupo dos cinco principais países de origem, enquanto a Itália ocupou a 5.ª posição entre os principais países de destino, de acordo com o INE.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788994]]></sapo:autor>
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		<title>Portugal ganha quase 22 mil empregos tecnológicos num ano e sobe ao segundo lugar na Europa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 10:35:09 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Evolução colocou Portugal apenas atrás do Luxemburgo, que registou um crescimento de 9,62%, passando de 26 mil para 28.500 trabalhadores. A Noruega completou o pódio europeu]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal foi o segundo país europeu onde o emprego nos setores de alta tecnologia mais cresceu entre 2024 e 2025, segundo um <a href="https://www.playerstime.com/reports/europe-countries-growth/" target="_blank" rel="noopener">relatório da PlayersTime</a>. O número de trabalhadores aumentou de 262.100 para 283.900, o equivalente a uma subida de 8,32% e à criação de quase 22 mil postos de trabalho num ano.</p>
<p>A evolução colocou Portugal apenas atrás do Luxemburgo, que registou um crescimento de 9,62%, passando de 26 mil para 28.500 trabalhadores. A Noruega completou o pódio europeu, com uma subida de 7,54%, de 159.100 para 171.100 empregos de alta tecnologia.</p>
<p>O relatório surge num período em que empresas como a Microsoft, a Amazon e outros grandes grupos tecnológicos estão a reduzir postos de trabalho, ao mesmo tempo que reforçam o investimento em inteligência artificial. Para a PlayersTime, esta transformação está a redesenhar a distribuição das oportunidades e a permitir que mercados europeus de menor dimensão disputem talento e investimento com os tradicionais polos tecnológicos.</p>
<p>A Lituânia ocupa o quarto lugar da classificação, após aumentar a força de trabalho de alta tecnologia de 77.600 para 83.100 pessoas, uma progressão de 7,09%. Segue-se a Alemanha, com um crescimento de 6,16%, para mais de 2,31 milhões de trabalhadores.</p>
<p>Turquia, Chequia, Eslovénia, Bélgica e Bulgária completam os dez países com maior crescimento anual. A Turquia registou uma subida de 6,03%, a Chequia avançou 5,8%, a Eslovénia cresceu 5,36%, a Bélgica aumentou 5,15% e a Bulgária registou uma progressão de 4,66%.</p>
<p>No caso português, a PlayersTime associa o crescimento à instalação de investidores internacionais, à chegada de trabalhadores remotos e ao desenvolvimento do país como destino para empresas e profissionais tecnológicos. O relatório alerta, contudo, que esta procura também começa a refletir-se no aumento dos preços da habitação e do custo de vida.</p>
<p>O Luxemburgo lidera a classificação depois de ter mais do que duplicado a sua força de trabalho tecnológica ao longo de uma década. O número de trabalhadores passou de 12.800, em 2015, para 28.500, em 2025, apoiado pelo setor financeiro tecnológico, pela atração de profissionais internacionais e pela concentração de funções especializadas.</p>
<p>A Lituânia apresentou igualmente uma expansão expressiva no período analisado. O país passou de cerca de 28 mil trabalhadores de alta tecnologia em 2015 para mais de 83 mil em 2025, quase triplicando a dimensão deste mercado de trabalho.</p>
<p>Apesar de ocupar o quinto lugar em crescimento anual, a Alemanha continua a ter o maior mercado tecnológico da Europa, com 2,32 milhões de trabalhadores. Seguem-se França, com 1,43 milhões, e Espanha, com 1,06 milhões.</p>
<p>Os dados mostram também uma expansão tecnológica no Sudeste da Europa. Turquia, Eslovénia e Bulgária integram o grupo dos dez países com maior crescimento, sugerindo que o emprego especializado está a espalhar-se para além das economias tradicionalmente associadas à inovação digital.</p>
<p>No extremo oposto da classificação, a Letónia apresentou a maior queda, com uma redução de 7,89% entre 2024 e 2025. Eslováquia e Roménia também registaram diminuições, terminando o período com 113.500 e 207.800 trabalhadores de alta tecnologia, respetivamente.</p>
<p>No conjunto da Europa, o número de trabalhadores nestes setores aumentou de 11,2 milhões em 2024 para 11,5 milhões em 2025, uma subida de 2,75%. O crescimento ocorreu apesar de 11 dos países analisados terem registado uma redução do respetivo contingente de profissionais tecnológicos.</p>
<p>“O que estamos a ver não é uma simples história de crescimento, é uma redistribuição de oportunidades”, afirma Silvana Vladimirova, analista de dados da PlayersTime. Segundo a responsável, a inteligência artificial está a transformar os critérios de contratação, enquanto as empresas recorrem cada vez mais a equipas distribuídas e a mercados onde os custos operacionais são inferiores.</p>
<p>A analista antecipa que esta tendência poderá acelerar, substituindo um mapa dominado por um pequeno número de grandes centros tecnológicos por uma rede de inovação mais dispersa. Nesse cenário, cidades como Lisboa, Varsóvia ou Belgrado poderão ganhar espaço perante polos tradicionais como Londres e Berlim.</p>
<p>Para elaborar o relatório, a PlayersTime analisou 31 países europeus através de 11 indicadores relacionados com demografia, atividade económica, inovação, emprego e habitação. Entre as métricas consideradas encontram-se o crescimento populacional, a evolução dos ecossistemas de startups, os pedidos de patentes, o emprego de alta tecnologia, o produto interno bruto por trabalhador, os salários e os preços das casas.</p>
<p>Os dados tiveram como fontes entidades como o Eurostat, a Organização Internacional do Trabalho, a Numbeo e a StartupBlink. Os países receberam uma pontuação de acordo com a posição alcançada em cada indicador, destinada a avaliar a evolução recente e o potencial de crescimento em 2026.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788985]]></sapo:autor>
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		<title>EUA já devolveram 81 mil milhões de dólares em tarifas de Trump consideradas ilegais pelo Supremo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 10:34:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Governo dos Estados Unidos já devolveu 81 mil milhões de dólares (cerca de 69 mil milhões de euros) às empresas que pagaram tarifas sobre bens importados posteriormente consideradas ilegais pelo Supremo Tribunal norte-americano.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo dos Estados Unidos já devolveu 81 mil milhões de dólares (cerca de 69 mil milhões de euros) às empresas que pagaram tarifas sobre bens importados posteriormente consideradas ilegais pelo Supremo Tribunal norte-americano. O montante representa um aumento sem precedentes face ao período homólogo do ano anterior e resulta diretamente da decisão judicial que, em fevereiro, anulou uma parte significativa das tarifas adicionais impostas pelo Presidente Donald Trump desde o início do seu segundo mandato. O reembolso das verbas está também a pressionar novamente as contas públicas norte-americanas, numa altura em que o défice federal volta a aumentar.</p>
<p>Segundo o The Guardian, os dados orçamentais divulgados esta segunda-feira mostram que, desde o início do atual ano fiscal norte-americano — em outubro de 2025 — o Governo já reembolsou 81 mil milhões de dólares em tarifas aduaneiras, quando, no mesmo período do exercício anterior, esse valor rondava apenas os cinco mil milhões de dólares. Um responsável do Departamento do Tesouro confirmou que o aumento está quase totalmente relacionado com a decisão do Supremo Tribunal, acrescentando que a maior parte dos reembolsos foi efetuada durante os meses de maio e junho.</p>
<p>As tarifas sobre produtos importados constituíram um dos pilares da estratégia económica de Donald Trump desde o regresso à Casa Branca. O Presidente norte-americano apresentou estas medidas como uma solução abrangente para vários problemas da economia dos Estados Unidos, defendendo que permitiriam incentivar o regresso da produção industrial ao país, melhorar as condições dos acordos comerciais internacionais e reduzir o défice orçamental federal através do aumento das receitas fiscais provenientes das importações.</p>
<p>No entanto, essa estratégia sofreu um revés significativo quando, em fevereiro, o Supremo Tribunal decidiu invalidar uma parte substancial das tarifas adicionais decretadas por Trump, obrigando o Governo a devolver às empresas os valores entretanto cobrados. A decisão judicial eliminou uma parte importante da política tarifária da Administração norte-americana e obrigou o Tesouro a suportar um elevado esforço financeiro para proceder aos respetivos reembolsos.</p>
<p>O impacto já é visível nas contas públicas. Depois de as receitas obtidas com as tarifas terem contribuído para uma ligeira redução do défice federal no ano anterior, a tendência voltou agora a inverter-se. Nos primeiros nove meses do atual ano fiscal, o défice dos Estados Unidos atingiu 1,367 biliões de dólares, o equivalente a cerca de 1,17 biliões de euros, representando um aumento de 2% face ao mesmo período anterior.</p>
<p>Ao mesmo tempo, continuam a crescer outras despesas públicas de grande dimensão. O pagamento dos juros da dívida pública ultrapassou, pela primeira vez, um bilião de dólares, registando um aumento anual de 14%. Também a despesa militar aumentou cerca de 5%, impulsionada pelos custos associados ao conflito no Médio Oriente.</p>
<p>Apesar do revés judicial, a Administração Trump não abandonou a sua política comercial protecionista. A tarifa global temporária de 10% atualmente em vigor deverá expirar a 24 de julho, mas a Casa Branca prepara já um novo conjunto de direitos aduaneiros com fundamento no que considera ser uma aplicação insuficiente das leis internacionais contra o trabalho forçado e na existência de excesso de capacidade industrial em determinados países.</p>
<p>De acordo com a proposta atualmente em preparação, poderão ser aplicadas novas tarifas entre 10% e 12,5% sobre produtos provenientes de vários parceiros comerciais dos Estados Unidos, incluindo o Reino Unido, Japão, Índia, Taiwan e China. Segundo o jornal britânico, esta nova abordagem foi desenhada de forma a contornar parte das limitações impostas anteriormente pelos tribunais à política tarifária de Donald Trump.</p>
<p>Além disso, Washington já ameaçou aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos provenientes do Brasil, reforçando o endurecimento da sua política comercial relativamente a vários parceiros internacionais.</p>
<p>As tensões comerciais estendem-se igualmente à Europa. No mês passado, Donald Trump ameaçou impor uma tarifa de 100% sobre todos os produtos provenientes dos países europeus — incluindo o Reino Unido — que mantenham ou introduzam impostos sobre os serviços digitais prestados pelas grandes empresas tecnológicas norte-americanas.</p>
<p>Atualmente, o Reino Unido aplica um imposto de 2% sobre receitas obtidas por grandes plataformas digitais, motores de busca e mercados online, abrangendo empresas como Apple, Google e Amazon. Segundo o Tesouro britânico, esta taxa gerou mais de 800 milhões de libras durante o exercício financeiro de 2024-2025.</p>
<p>Outros países europeus seguem uma política semelhante. França, Espanha e Itália aplicam um imposto de 3% sobre determinados serviços digitais prestados por grandes empresas tecnológicas, enquanto vários outros Estados-membros da União Europeia já implementaram ou estudam medidas equivalentes.</p>
<p>Donald Trump avisou que qualquer país que avance com este tipo de tributação enfrentará imediatamente uma tarifa de 100% sobre todas as exportações para os Estados Unidos. Numa publicação na rede social Truth Social, o Presidente escreveu: &#8220;Vários países europeus têm estado a discutir a implementação iminente de um imposto sobre serviços digitais aplicado às empresas americanas. Alguns desses países estão muito perto de o fazer. Que esta declaração sirva para esclarecer que qualquer país que imponha esse imposto enfrentará imediatamente uma tarifa de 100% sobre todos os bens enviados para os Estados Unidos da América.&#8221;</p>
<p>Na mesma mensagem, Trump acrescentou que essa tarifa &#8220;prevalecerá sobre quaisquer acordos comerciais celebrados com esse país, estejam implementados, assinados ou não&#8221;, sublinhando ainda que a medida será aplicada &#8220;imediatamente&#8221; caso esses governos avancem com a tributação das grandes empresas tecnológicas norte-americanas.</p>
<p>A evolução da política comercial dos Estados Unidos continua, assim, a gerar forte incerteza junto dos parceiros internacionais. Ao mesmo tempo que o Governo é obrigado a devolver dezenas de milhares de milhões de dólares devido à decisão do Supremo Tribunal, a Administração Trump prepara uma nova vaga de tarifas que poderá voltar a provocar tensões comerciais com alguns dos principais aliados económicos de Washington.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788986]]></sapo:autor>
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		<title>Estes são os carros que mais desvalorizam em Portugal: há modelos que perdem quase 65% em cinco anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 10:22:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Entre os veículos analisados em Portugal, o Jaguar I-Pace foi o que registou a maior perda de valor. Ao fim de cinco anos, este SUV elétrico desvalorizou, em média, 64,6%, o que significa que passou a valer pouco mais de um terço do preço inicial]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Comprar um automóvel representa um investimento elevado, mas o preço pago no concessionário está longe de ser o único custo a considerar. A desvalorização pode retirar mais de metade do valor de alguns modelos em apenas cinco anos, segundo um estudo divulgado pela empresa de dados automóveis carVertical.</p>
<p>Entre os veículos analisados em Portugal, o Jaguar I-Pace foi o que registou a maior perda de valor. Ao fim de cinco anos, este SUV elétrico desvalorizou, em média, 64,6%, o que significa que passou a valer pouco mais de um terço do preço inicial.</p>
<p>A lista prossegue com o Opel Insignia, que perdeu 61,2% do valor, o Nissan Leaf, com uma desvalorização de 58,1%, o Ford Mondeo, com 57,7%, e o Audi e-tron, que caiu 54,3%. Os dados mostram que os modelos elétricos e os automóveis de segmentos superiores estão particularmente expostos a perdas acentuadas.</p>
<p>“Alguns veículos podem parecer uma excelente compra”, reconhece Matas Buzelis, especialista do mercado automóvel da carVertical. O equipamento tecnológico e a qualidade dos acabamentos podem atrair os compradores, mas a rápida desvalorização representa um custo oculto que muitos condutores apenas descobrem quando decidem vender o carro.</p>
<p>Segundo a empresa, os automóveis de luxo enfrentam uma espécie de custo duplo. Além do preço inicial mais elevado, têm reparações e despesas de manutenção mais caras, fatores que reduzem a procura no mercado de usados. A evolução acelerada da tecnologia também faz com que algumas funcionalidades dos modelos premium fiquem rapidamente ultrapassadas.</p>
<p>Nos veículos elétricos, a perda de valor é agravada pelo desenvolvimento das baterias e pelo aumento da autonomia oferecida pelos modelos mais recentes. Um automóvel elétrico com poucos anos pode tornar-se menos atrativo quando comparado com novas propostas capazes de percorrer distâncias superiores entre carregamentos.</p>
<p>O mesmo padrão é visível no conjunto dos países europeus abrangidos pelo estudo. O Jaguar I-Pace voltou a ocupar o primeiro lugar, com uma desvalorização média de 73,1% em cinco anos, seguido pelo Land Rover Range Rover, com 70,1%, pelo Nissan Leaf, com 62,4%, pelo Audi e-tron, com 60,9%, e pelo Jaguar XF, com 59,9%.</p>
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<p>No extremo oposto da análise realizada em Portugal aparece o Peugeot 508. Entre os modelos considerados, foi o que melhor conservou o valor, embora tenha perdido 48,7% do preço inicial ao longo de cinco anos. Seguem-se o Opel Astra, com uma queda de 48,8%, o Tesla Model S, com 51%, o Tesla Model 3, com 52,6%, e o Hyundai Ioniq, com 53,8%.</p>
<p>Os veículos de gamas mais acessíveis tendem a conservar melhor o valor devido ao preço inicial mais baixo, aos custos de manutenção reduzidos e à maior procura no mercado de usados. Ainda assim, a carVertical salienta que o comportamento de cada modelo varia de país para país e depende das preferências dos compradores locais.</p>
<p>A desvalorização não resulta apenas da idade do automóvel. A reputação do modelo, a fiabilidade, os custos de utilização e a procura entre potenciais compradores também influenciam o preço. Um veículo considerado arriscado ou pouco procurado poderá perder valor mais rapidamente, enquanto os modelos populares e económicos tendem a resistir melhor.</p>
<p>O estudo teve por base relatórios históricos adquiridos pelos utilizadores da carVertical entre janeiro de 2023 e dezembro de 2025. Foram analisados veículos fabricados em 2020, comparando o preço de venda recomendado pelo fabricante com o respetivo valor de mercado cinco anos depois.</p>
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		<title>Autarca russo queixa-se que norte-coreanos recusam trabalhar no país por considerarem salários de 630 euros baixos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 10:15:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A crescente escassez de mão de obra na Rússia está a obrigar várias regiões a procurar trabalhadores estrangeiros para responder às necessidades de diferentes setores da economia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A crescente escassez de mão de obra na Rússia está a obrigar várias regiões a procurar trabalhadores estrangeiros para responder às necessidades de diferentes setores da economia. No entanto, um autarca russo veio agora admitir que nem todos os países estão disponíveis para aceitar as condições oferecidas. O presidente da câmara de Oremburgo, cidade localizada nos Urais, afirmou que os trabalhadores da Coreia do Norte recusam deslocar-se para a Rússia por considerarem demasiado baixo o salário mensal de cerca de 55 mil rublos, o equivalente a aproximadamente 630 euros. As declarações surgem numa altura em que Moscovo continua a recorrer a trabalhadores estrangeiros para colmatar a falta de mão de obra agravada pela guerra na Ucrânia e pelas alterações demográficas registadas nos últimos anos.</p>
<p>Segundo o El Español, Albert Yumadilov explicou que a autarquia tentou recorrer a trabalhadores norte-coreanos, mas que estes não aceitaram as condições salariais oferecidas. &#8220;Os trabalhadores da Coreia do Norte não aceitam um salário de 55 mil rublos (630 euros). Lá, os salários são duas ou três vezes superiores&#8221;, afirmou numa entrevista ao portal russo Mediazona. Apesar disso, o autarca elogiou a produtividade dos cidadãos norte-coreanos, descrevendo-os como trabalhadores extremamente eficientes. &#8220;Claro que são mais eficientes, vi-o com os meus próprios olhos, são autênticos robôs. Mas simplesmente não podemos pagar esses salários&#8221;, declarou. Face a esta situação, o município optou por contratar 31 trabalhadores oriundos do Senegal para desempenharem funções ligadas à limpeza urbana e aos serviços municipais. Os primeiros dez chegaram em abril e está prevista a chegada de mais quatro trabalhadores nas próximas semanas. Yumadilov mostrou-se satisfeito com os resultados, afirmando que os novos funcionários trabalham inclusivamente aos sábados e domingos, algo que, segundo disse, não acontecia anteriormente.</p>
<p>O responsável municipal acrescentou ainda que algumas regiões russas mantêm acordos específicos com a Coreia do Norte para o fornecimento de mão de obra, embora Oremburgo não esteja abrangida por esses programas. Ainda assim, as declarações do autarca suscitaram dúvidas entre especialistas, que consideram pouco credível que os salários praticados dentro da Coreia do Norte sejam efetivamente superiores aos oferecidos na Rússia. Vários analistas defendem que o custo elevado da contratação de trabalhadores norte-coreanos resulta sobretudo da intervenção de intermediários e de outras despesas associadas ao seu recrutamento, e não propriamente da remuneração recebida pelos próprios trabalhadores.</p>
<p>Durante vários anos, a Rússia foi um dos principais destinos da mão de obra proveniente da Coreia do Norte. Segundo o portal oposicionista russo Meduza, até 2018 Moscovo emitia mais de 10 mil vistos de trabalho por ano para cidadãos norte-coreanos. No entanto, as sanções impostas pelas Nações Unidas obrigaram posteriormente a Rússia a interromper esse processo, proibindo a contratação destes trabalhadores. Essa situação alterou-se depois da invasão em larga escala da Ucrânia. Em 2025, o Serviço Russo da BBC noticiou que as autoridades russas tinham retomado o recrutamento de cidadãos norte-coreanos, recorrendo desta vez a vistos de estudante para contornar as restrições impostas pela ONU.</p>
<p>Diversas organizações internacionais e investigações independentes têm denunciado as condições em que estes trabalhadores vivem na Rússia. Segundo o artigo, muitos permanecem sob vigilância constante de agentes dos serviços de segurança norte-coreanos e apenas recebem o salário quando regressam ao seu país de origem, situação frequentemente descrita por organizações de direitos humanos como um regime próximo de trabalho forçado. Ao mesmo tempo, embora o salário médio oficial na Rússia tenha atingido os 100.360 rublos (cerca de 1.143 euros) em 2025, os rendimentos variam significativamente entre regiões. Em Moscovo, o salário médio ultrapassou os 198 mil rublos (cerca de 2.266 euros), enquanto em São Petersburgo rondou os 128.929 rublos (1.472 euros). No extremo oposto encontra-se a região da Inguchétia, onde a média salarial não ultrapassou os 46.648 rublos (533 euros). A região de Chukotka registou o salário médio mais elevado do país, com cerca de 208.456 rublos (2.375 euros). Ainda assim, especialistas recordam que o salário mediano é bastante inferior ao salário médio devido à elevada desigualdade de rendimentos existente na Rússia, cujo índice de Gini atingiu 0,422 em 2025.</p>
<p>Peter Ward, investigador do Instituto Sejong e especialista na economia norte-coreana, mostrou-se particularmente cético em relação às declarações do autarca russo. Em declarações ao NK News, afirmou que Pyongyang parece ter um &#8220;excelente departamento de relações públicas&#8221; para promover os seus trabalhadores a valores tão elevados. O especialista admite que alguns profissionais altamente qualificados ligados ao setor tecnológico, à indústria militar ou a quadros do Partido possam beneficiar de remunerações superiores, sobretudo quando se incluem habitação e géneros alimentares. Contudo, sublinha que &#8220;o salário do trabalhador norte-coreano médio está muito mais próximo dos 1.400 won do que dos 1.400 euros&#8221;, sendo que 1.400 won representam menos de um euro. Na sua análise, os valores cobrados refletem sobretudo aquilo que os intermediários acreditam que os empregadores russos estão dispostos a pagar e também o risco associado ao controlo de trabalhadores destacados para um país distante.</p>
<p>Ward considera ainda que esta realidade demonstra uma relação marcada pelo oportunismo entre ambas as partes. &#8220;As pessoas envolvidas nesta relação estão ocupadas a tentar enganar-se mutuamente&#8221;, afirmou, descrevendo a situação como um exemplo de falta de confiança e de visão estratégica. Para o investigador, esta realidade contrasta com o discurso oficial que apresenta a cooperação entre Moscovo e Pyongyang como uma parceria sólida e duradoura.</p>
<p>Também Chris Monday, investigador especializado na economia russa da Universidade Dongseo, aconselha prudência na interpretação das declarações do autarca de Oremburgo. Segundo explicou ao NK News, Albert Yumadilov estava provavelmente a repetir informações que ouviu, e não a relatar experiências diretas sobre o funcionamento do sistema de contratação de trabalhadores norte-coreanos. O investigador recorda que uma parte significativa dos salários pagos aos trabalhadores destacados para o estrangeiro é retida pelo Estado norte-coreano e pelos intermediários responsáveis pelo recrutamento, o que aumenta substancialmente o custo suportado pelos empregadores russos.</p>
<p>Na prática, refere o especialista, contratar trabalhadores norte-coreanos pode sair bastante mais caro do que recorrer a mão de obra proveniente de países como Índia, Bangladesh, Vietname, Paquistão ou Etiópia. &#8220;Parece que os intermediários norte-coreanos estão a enganar os russos. Sabem que a Rússia está numa situação complicada e precisa de trabalhadores. Sabem que podem exigir mais. Putin tem poucas opções&#8221;, afirmou. Acrescenta ainda que outro dos fatores que poderá justificar os valores elevados é a intenção de evitar transmitir a imagem de que a Coreia do Norte atravessa uma situação económica desesperada.</p>
<p>Segundo a interpretação apresentada pelo artigo, é provável que Albert Yumadilov não estivesse a referir-se apenas ao salário líquido recebido pelos trabalhadores, mas sim ao custo global da contratação. No final do ano passado, recrutar um trabalhador norte-coreano representava um encargo superior a dois mil euros por pessoa, incluindo viagens aéreas, vistos, seguros e comissões pagas aos intermediários. Entre essas entidades figuram instituições de ensino russas, como o Colégio Sodeystvie, que registavam formalmente estes cidadãos como estudantes em estágio, permitindo assim contornar as restrições impostas pelas Nações Unidas.</p>
<p>Os próprios intermediários russos envolvidos nestes processos recomendavam que os trabalhadores norte-coreanos recebessem remunerações mensais entre 875 e 1.137 euros. Estes valores coincidem com estimativas apresentadas pelo Instituto Coreano para a Unificação Nacional (KINU), sediado em Seul. Em contrapartida, o custo total da contratação de trabalhadores provenientes da Índia, Bangladesh, Vietname, Paquistão ou Etiópia seria, em muitos casos, inferior a metade.</p>
<p>O KINU refere igualmente que o aumento da procura russa por trabalhadores da Coreia do Norte acabou por beneficiar também os cidadãos norte-coreanos empregados na China, cujos salários mensais terão aumentado de cerca de 280 euros durante a pandemia para aproximadamente 440 euros. O instituto estima ainda que cerca de 40 mil norte-coreanos trabalham atualmente na Rússia, um número compatível com os mais de 36 mil vistos emitidos pelas autoridades russas para cidadãos daquele país ao longo do último ano. Quase todos esses vistos foram concedidos oficialmente para fins educativos, um mecanismo que, segundo diversas investigações, continua a ser utilizado como forma de contornar as sanções internacionais e permitir a entrada de trabalhadores norte-coreanos em território russo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788970]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Estará Portugal preparado para proteger a sua rede energética?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 10:14:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Pedro Cordeiro, Principal Cybersecurity Engineer da Critical Software]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Pedro Cordeiro, Principal Cybersecurity Engineer da Critical Software</strong></em></p>
<p>Durante anos, a cibersegurança no setor energético foi tratada como uma formalidade e como algo que se validava numa auditoria e que se delegava a uma equipa especializada. A diretiva NIS2, que Portugal transpôs para o ordenamento jurídico nacional, acabou com essa lógica. O que a NIS2 exige não é mais burocracia. É uma mudança fundamental na forma como as infraestruturas críticas são geridas e protegidas, e essa mudança começa no topo das organizações.</p>
<p>Portugal tem uma posição invejável na transição energética europeia. Em 2024, as renováveis abasteceram 71% do consumo nacional de eletricidade — um recorde histórico, segundo a REN. A rede que alimenta casas e empresas já não é a de há dez anos: é uma malha de milhões de dispositivos ligados — painéis solares em telhados domésticos, carregadores de veículos elétricos em garagens e parques de estacionamento, sistemas de armazenamento de energia distribuídos por todo o território. É uma transformação notável. E é também uma transformação que muda radicalmente o perfil de risco de toda a infraestrutura energética nacional.</p>
<p>Uma rede centralizada com poucos pontos de controlo é relativamente simples de proteger. Uma rede distribuída, com milhões de pontos de entrada e saída, é um desafio de uma ordem de grandeza completamente diferente. O carregador do seu carro elétrico, o painel solar no telhado do vizinho, o contador inteligente que a distribuidora instalou há dois anos, todos estão ligados à mesma rede. Um único dispositivo mal protegido pode ser suficiente para quem queira causar perturbações. Não é um cenário teórico: os ataques a infraestruturas energéticas na Europa têm aumentado de forma consistente nos últimos anos.</p>
<p>A NIS2 reconhece precisamente isso: que a responsabilidade das organizações já não termina nas suas próprias instalações. E traz mudanças particularmente relevantes para o setor energético em Portugal. Esta diretiva não permite que a cibersegurança seja uma preocupação confinada aos departamentos técnicos. Quando algo corre mal, a responsabilidade chega ao topo, e a lei é clara quanto a isso. Empresas que fornecem software, equipamento ou serviços às organizações do setor energético passam também a ter de cumprir requisitos de segurança específicos: e cabe às próprias organizações garantir que isso acontece.</p>
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<p>Em caso de incidente, o relógio começa imediatamente. A lei não dá tempo para reuniões de gestão de crise antes de agir, exige que os processos estejam definidos e testados muito antes de qualquer problema acontecer. O custo de incorporar segurança desde o início de um projeto é substancialmente menor do que o de a acrescentar depois. Este é um argumento financeiro que frequentemente passa despercebido no debate — até porque o custo real de um incidente em infraestrutura crítica, em termos de interrupção de serviço, danos reputacionais e impacto na vida dos cidadãos, é de uma dimensão completamente diferente de qualquer sanção regulatória.</p>
<p>As organizações que encaram a NIS2 como uma oportunidade para resolver vulnerabilidades que sempre souberam que existiam vão sair desta transição mais resilientes e mais competitivas. O ponto de partida mais útil não é contratar uma consultora para fazer uma auditoria. É responder honestamente a perguntas simples: sabemos exatamente o que está ligado à nossa rede? Sabemos quem são os nossos fornecedores críticos e que acesso têm aos nossos sistemas? Temos um plano testado para quando algo falhar? Essa clareza é o que a diretiva exige. E é também, independentemente de qualquer regulação, o que distingue as organizações que gerem infraestrutura crítica com rigor das que gerem com sorte.</p>
<p>Portugal tem a ambição de ser exportador líquido de energia renovável até ao final desta década. Essa infraestrutura começa nos telhados com painéis solares, nas autoestradas com carregadores elétricos, nas barragens que enchem com a chuva do inverno. É distribuída por todo o território, e vivida por todos. Protegê-la não é uma questão técnica. É soberania energética. Por isso, o que está em jogo não é o cumprimento de uma diretiva europeia. É, sim, a garantia de que a luz não se apaga.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Pedro Cordeiro, Principal Cybersecurity Engineer da Critical Software]]></sapo:autor>
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