China quer aumentar produção de carvão para fazer frente à crise energética

O presidente chinês Xi Jinping arrisca-se assim a entrar em incumprimento relativamente às metas para as alterações climáticas.

André Manuel Mendes

A China vai começar a aumentar a produção de carvão para dar resposta à crise energética que tem assolado o país e o mundo. O presidente chinês Xi Jinping arrisca-se assim a entrar em incumprimento relativamente às metas para as alterações climáticas.

A autoridades da Mongólia, que se afirma como uma das regiões mais importantes na produção de carvão, deram instruções a 72 empresas extratoras locais para aumentar a capacidade para 100 milhões de toneladas, revela o ‘Expansión’.

Em 2020 a região produziu cerca de mil milhões de toneladas, 90% mais do que atualmente. A nível nacional, no ano passado a produção alcançou os 3.9 milhões de toneladas, mas prevê-se um aumento para 2021.

A escassez energética num país que depende em 50% de carvão fez com que muitas empresas encerrassem a produção.

“A situação é crítica na China e na Índia, visto que a escassez de carvão está a afetar as economias. Os mercados dos EUA e Europa também sofrem com esta escassez”, explica Christopher LaFemina, analista da Jeferies.

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A mesma fonte revela que a os preços do carvão na China dispararam este ano, enquanto na Europa os preços de importação alcançaram recordes históricos.

Gavin Thomson, analista de matérias-primas da Ásia-Pacífico da Wood Mackenzie, sublinhou que esta é uma situação complicada para  China quando se aproxima da COP26 (conferência internacional sobre o clima), visto que Xi Jinping tinha anunciado recentemente que deixaria de construir centros de produção de carvão no estrangeiro.

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