A China já decidiu que não reconhecerá o passaporte nacional britânico (estrangeiro) como um documento legal de viagem, aumentando a expectativa de que os três milhões de cidadãos de Hong Kong elegíveis para o passaporte sejam proibidos de deixar Hong Kong pelo governo chinês.
O aviso foi feito em conferência de imprensa do embaixador chinês no Reino Unido, Liu Xiaoming, na qual também alertou que “é difícil imaginar um Reino Unido global que contorne ou exclua a China. Afastar-se da China significaria afastar-se do crescimento e do futuro”, cita o ‘The Guardian’.
As relações entre o Reino Unido e a China entraram num impasse depois de o Reino Unido ter proibido a Huawei, apoiada pelo estado chinês, de se envolver na tecnologia 5G, tendo depois protestado contra a introdução de novas leis de segurança em Hong Kong (ex-colónia britânica).
Mas Xiaoming não deixou de aproveitar esta conferência de imprensa, mesmo que virtual, para partilhar vídeos que mostraram como o mundo está afazer uma leitura errada fa dorma como vivem os muçulmanos uigures na província de Xinjiang.
O embaixador afirmou mesmo que foi o Reino Unido, e não a China, que mudou e deve assumir total responsabilidade pelas dificuldades atuais no relacionamento. E ainda se recusou a avaliar as implicações práticas de se recusar a reconhecer o passaporte BNO (residentes que têm estatuto de ‘British National Overseas’) como um documento de viagem válido, sublinhando que se trata de uma resposta à decisão do Reino Unido de oferecer o direito de cidadania a todos os que se qualificam para este passaporte.
Xiaoming recordou que esta oferta violou o Memorando de Acordo de 1984 no qual o Reino Unido prometia não fornecer um direito permanente de residência aos portadores de passaporte do BNO. “Como o Reino Unido violou seu compromisso, precisamos que saibam que teremos de tomar medidas para não reconhecer o passaporte como um documento de viagem válido”, reforçou.












