A China, o Irão e a Rússia vão realizar, nas próximas semanas, um exercício naval conjunto que tem por objetivo reforçar a segurança regional, anunciou esta quarta-feira o comandante da Marinha iraniana, Shahram Irani, que salientou que “a principal estratégia da Marinha e do Exército iraniano é salvaguardar os interesses e recursos económicos do sistema islâmico e do seu povo”.
O exercício coincide com um período de aumento de tensões no Médio Oriente, particularmente realçado pelos recentes ataques aéreos da coligação liderada pelos Estados Unidos contra alvos Houthis no Iémen.
O anúncio sublinhou a crescente convergência de interesses geopolíticos dos três países – os próximos exercícios não serão apenas uma repetição de exercícios anteriores, mas uma continuação da parceria estratégica, como visto no exercício ‘Security Bond-2023’, centrado em exercícios de fogo real, antiterrorismo, antitreino em pirataria e operações simuladas de resgate.
Países como o Paquistão, o Brasil, Omã, a Índia e a África do Sul participarão como observadores, demonstrando uma tentativa da China e da Rússia de reforçar a confiança entre os países estratégicos após a turbulência regional no Médio Oriente.













