China constrói um laser tão gigantesco que pode ser visto do espaço: EUA ‘apanhados’ de surpresa

Gigantesco centro de pesquisa foi construído na cidade de Mianyang, a sudoeste da China

Francisco Laranjeira

As imagens de satélite da Planet Labs não deixou dúvidas: a China construiu um laser tão gigantesco que é possível ver-se do espaço. Embora esta instalação gigantesca não tenha rival no mundo em tamanho e poder de fogo, está longe de ser um ensaio para a ‘Estrela da Morte’, mas um centro de pesquisa para obter energia das estrelas.

Em teoria, relatou a publicação ‘El Confidencial’, a investigação da fusão nuclear na procura por energia limpa e infinita é uma ambição comum a todas as nações da Terra, ainda que os especialistas do setor tenham levantado questões sobre o seu potencial impacto no desenvolvimento de armas nucleares. A preocupação é que, diferentemente do restante dos projetos de fusão nuclear para a produção elétrica que a China tem, ninguém sabia deste esforço até que os satélites terem fotografado a ambição de Pequim.

O gigantesco centro de pesquisa foi construído na cidade de Mianyang, a sudoeste da China, sendo que as imagens foram confirmadas por organizações de análise americanas como a CNA Corp e o ‘James Martin Center for Nonproliferion Studies’ (SNC): nelas estão reveladas uma estrutura com quatro braços que abriga os lasers e uma baía central de experiência que contém uma câmara com isótopos de hidrogénio.

Este projeto ambicioso lembra instalações semelhantes, como a instalação nacional de ignição (NIF) dos Estados Unidos, embora com um tamanho significativamente maior. Estima-se que o Baía dos Experiências Chinesas seja 50% maior do que o NIF, o que gerou preocupação na comunidade internacional.

A energia de fusão promete ser uma fonte de energia limpa e inesgotável, capaz de revolucionar o mundo. No entanto, a tecnologia também possui aplicações militares. A ignição do combustível de fusão permite estudar reações e detonações nucleares, conhecimento que pode ser usado para melhorar o design de armas nucleares.

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Segundo a agência ‘Reuters’, o analista de políticas nucleares do Henry L. Stimson Center, William Alberque, alertou que qualquer país com uma instalação do tipo NIF pode melhorar os seus projetos de armas existentes e projetar bombas futuras sem a necessidade de testes.

Além do debate sobre o seu possível uso militar, o centro de pesquisa chinês é um avanço significativo na procura de energia de fusão. A tecnologia de fusão inercial a laser ainda está em uma fase experimental, mas por enquanto é a única que alcançou a produção de energia líquida, obtendo mais eletricidade da que foi usada no processo de fusão.

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