A China está de olho nas empresas tecnológicas, em particular as organizações estrangeiras que escolhem o país para alargar a sua operação. Um dos focos da guerra aberta às tecnológicas vai para a partilha ou não de dados dos utilizadores: segundo a CNN, quer prevenir o uso abusivo de dados privados.
A Tesla é uma das empresas visadas neste reforço da proteção dos internautas. A mesma publicação adianta que o CEO Elon Musk tem tentado manter a paz com as autoridades chinesas, garantindo mesmo, numa conferência de imprensa no mês passado, que os veículos da sua empresa nunca seriam utilizados para espiar.
Já esta semana, um meio de comunicação estatal avança que uma executiva da Tesla disse às autoridades que a fabricante automóvel irá armazenar quaisquer dados que recolha dentro das fronteiras chinesas. A promessa foi feita por Grace Tao Lin, vice presidente de assuntos externos da Tesla na China, após rumores de que o exército da China teria banido os veículos da Tesla das suas instalações com receio de que pudessem ser filmadas.
De acordo com as declarações reportadas pelo Shangai Securities Journal, Grace Tao Lin afirmou que a recolha de dados na China irá obedecer estritamente às leis do país.
A estratégia de apaziguamento envolve ainda uma entrevista de Elon Musk à televisão pública da China, em que garantiu que o país se tornará o maior mercado para a Tesla no longo prazo.












