André Ventura anunciou esta segunda-feira à tarde que o Chega e a Aliança Democrática (AD) chegaram a acordo para viabilizarem a eleição dos candidatos de cada uma destas forças políticas a cargos na Assembleia da República (AR).
“Posso anunciar, e é bom, que o PSD informou que viabilizará a nomeação dos vários dirigentes do Chega para vice-presidente da AR, secretário da AR e vice-secretário da AR”, explicou Ventura. Por outro seu lado, o partido de extrema-direita, “viabilizará a proposta que a AD apresentou para a presidência do Parlamento”.
Recorde-se que foi hoje revelado que o ex-ministro José Pedro Aguiar-Branco vai ser o candidato do PSD a presidente da Assembleia da República na XVI legislatura e Hugo Soares à liderança da bancada social-democrata, disse à Lusa fonte oficial do partido.
Ventura indicou que o partido “tem direito2 a eleger deputados seus para estes lugares, uma vez que atingiu mis de um décimo do total de lugares da AR.
Segundo explicou, o “novo ambiente” na Assembleia da República, “deve um inaugurar período de estabilidade, que o País possa beneficiar em termos políticos também”. “Dois partidos conseguem formar essa maioria de direita mas, não tendo sido alcançados outros acordos, devem garantir que há estabilidade no parlamento, que que funcionará em harmonia, a responder nas diversas áreas em que o País esta em crise”, exemplificou, com áreas como a saúde, a educação ou as forças policiais.
O presidente do Chega voltou a dizer aos jornalistas que “deu indicações ao grupo parlamentar para viabilização do candidato da AD à presidência e vice-presidência Parlamento”, esperando que uma “ampla maioria de direita” possa “levar às transformações que o País precisa, nomeadamente a nível legislativo”.
Ventura acrescentou que o partido “vai permitir que a AD tenha condições para executar os fundos europeus ” do PRR “o mais rapidamente possível”.
Ventura pediu também “um sinal” à AD em termos de Governo, apelando a um governo “curto, com menos despesa, e com máximo de 12 ministérios”, que seriam um indicador de “reforma do sistema político que é preciso fazer”. “Temos maioria para reduzir ministérios e secretarias de Estado, e só não se faz se houver má vontade”, lamentou.
André Ventura ainda confirmou que o Chega terá como cabeça de lista na candidatura às eleições europeias o embaixador Tânger Corrêa.
Segundo o Regimento da Assembleia da República, a eleição do presidente do parlamento tem lugar na primeira reunião plenária da legislatura – prevista para terça-feira – e é eleito “o candidato que obtiver a maioria absoluta dos votos dos deputados em efetividade de funções”.
Se for eleito, José Pedro Aguiar-Branco, antigo ministro da Defesa, sucederá ao socialista Augusto Santos Silva (que falhou a eleição pelo círculo Fora da Europa) como segunda figura do Estado.
(Em atualização)



