Chega alvo de despejo da sede em Évora por falta de pagamento de renda

Partido de André Ventura não pagou oito meses de um renda de 180 euros

Francisco Laranjeira

O partido Chega, de André Ventura, está a ser alvo de ação de despejo da sua sede em Évora por falta de pagamento da renda, segundo revelou o ‘Expresso’. O partido não pagou oito meses de uma renda de 180 euros e a proprietária moveu uma ação de despejo, exigindo o pagamento das rendas em atraso e de uma indemnização prevista no contrato, totalizando 1.728 euros em dívida. O presidente da distrital garantiu que já entregou as chaves e sacode a responsabilidade para a direção nacional.

“Até à presente data a arrendatária não procedeu ao pagamento das rendas vencidas respeitantes aos meses de maio a dezembro de 2021, e também não o fez nos oito dias seguintes a contar da data convencionada, nem posteriormente, apesar de interpelada para o efeito”, pode ler-se na peça processual. O contrato foi assinado entre a Sociedade Agrícola Luís Gonzalez, S.A. e o Chega e o seu presidente, André Ventura. Conforme consta do processo, o Chega não pagou as rendas respeitantes àquelas oito meses dentro do prazo contratualizado nem o fez depois, apesar de ter sido interpelado para o fazer.

Ao ‘Expresso’, o presidente da distrital de Évora do Chega, Carlos Magno Magalhães, mostrou-se surpreendido. “Quem faz o pagamento é o secretário-geral”, referiu, referindo-se a Tiago Sousa Dias, um dos dois secretários-gerais do partido. O presidente da distrital garantiu ainda que o Chega entregou “as chaves aos donos em novembro” e que já não usa aquele espaço como sede.

“Não temos nada a haver com isso. Quem tem a haver com isso é a nacional, não é a distrital. A distrital não tem conta”, assegurou, considerando de “muito má-fé” os pagamentos não terem sido feitos: “Se o senhor não recebeu o dinheiro, acho mal. Devia ter recebido. Não concordo com isso. Mas não é por aí que me vou chatear.” Quanto ao resto, Carlos Magno Magalhães afirmou não ver “problema nenhum em ter um processo cível em tribunal”. “Não é vergonha nenhuma nem é crime nenhum o que aconteceu. Não é nada de grave nem é falta de dinheiro. E os tribunais estão cá para resolver os problemas”, rematou.

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